Ler Roses And Champagne (Novel) – Capítulo 02 Online


Modo Claro

✦ Epílogo 2

Caesar não ficou muito tempo. Após uma breve reunião com o arquipreste, fez uma pequena doação e foi embora.

— Czar — Urikh chamou, correndo atrás dele. — Houve uma grande oferta hoje, aparentemente…

Caesar lançou a Urikh um breve olhar enquanto ele hesitava. Ele havia trazido Urikh para seu círculo íntimo por recomendação de Dmitri “Um cara decente”, ele dissera, “Muito leal a Sasha” e Urikh de fato se mostrara confiável.

Ainda assim… ele falava demais.

Era um defeito – um com o qual Caesar não estava encantado, mas até agora havia deixado passar. Quando as tagarelices imbecis de Urikh se tornassem insuportáveis, ele poderia ser facilmente substituído.

A resposta externa de Caesar foi apenas um hum. Ele não precisava que Urikh lhe explicasse que a doação havia sido feita por alguém da Bratva. Urikh entendeu a dica e corou, com cara de quem teve seu cachorrinho chutado.

Urikh era o cachorrinho chutado, mais precisamente. Caesar resfolegou, mas guardou o pensamento para si. Ele tinha outras coisas em mente.

Não havia como saber se Mikhail realmente frequentava esta igreja ou não. A visita hoje poderia ter sido intencional, uma tentativa de antagonizá-lo – ou talvez não. No mínimo, Mikhail sabia que Caesar fazia parte da congregação, e Caesar havia entendido perfeitamente a mensagem dele:

Isto não é o fim.

Mikhail não estava recuando. Se ele fosse do tipo, Caesar teria revirado os olhos.

Como não era, suspirou, resignado a se sentir insatisfeito até ter sexo de verdade novamente.

Seu telefone tocou. Dmitri. Ele atendeu, e o primo começou a falar antes mesmo que Caesar levasse o aparelho ao ouvido.

— E aí, como tá se sentindo? Ouvi dizer que ele tentou te eliminar na sua própria cama. Acha que ele tá se achando demais? Ou só ficou gagá? — Dmitri riu, mas já mudou de assunto antes que Caesar pudesse responder. — Eu sempre falo que a gente precisa de câmeras de vigilância no seu quarto, assim eu fico sabendo na hora quando algo acontece. Não acredito que eu perdi essa só porque você é um teimoso do caralho.

As reclamações de Dmitri tinham mais a ver com o fato de ele não ter visto Caesar matar uma mulher e depois continuar transando com ela do que com qualquer tentativa contra sua vida.

Pelo que Caesar sabia, a única alegria de Dmitri neste mundo era persegui-lo. Dmitri era obcecado por ele, e Caesar nem precisava perguntar para saber o quanto ele estava frustrado.

Dmitri já tinha um microchip rastreando Caesar 24 horas por dia, mas isso não era tão eficaz quanto se poderia esperar. A situação precisava ser extrema para que Caesar tivesse qualquer reação física a algo. Ficar acordado a noite toda transando e simplesmente dormir pareciam iguais nos registros de Caesar, por exemplo.

Isso acontecia principalmente porque ele nunca tinha aquele momento de puro êxtase quando gozava. Uma peculiaridade, mas uma que sempre acompanhara sua existência. Ele ejaculava, sim, mas nunca tinha um clímax, nunca sentia aquela sensação avassaladora de vazio pleno quando finalmente atingia o ápice – algo que, supostamente, era normal.

Para ele, era apenas ejacular. Uma função corporal, medicamente necessária, como respirar ou defecar. Ele precisava ejacular regularmente para funcionar direito, mas, assim como precisava de alimento para abastecer seu corpo ou de ar para encher seus pulmões, não era uma necessidade consciente, apenas algo que seu corpo fazia.

Para a maioria dos homens, gozar – e os minutos seguintes – era o momento em que ficavam mais vulneráveis. Ser vulnerável significava ser morto.

Felizmente, Caesar nunca precisou se preocupar com isso, pois isso nunca acontecia com ele.

Ereções e ejaculações sempre pareciam distantes, como se ele estivesse vendo acontecer com outra pessoa, não vivenciando aquilo.

Para Dmitri, isso era – aparentemente – uma das maiores tragédias do mundo. Mesmo assim, ele insistia em instalar câmeras no quarto de Caesar.

Caesar sempre dizia não.

Ele permitira que Dmitri colocasse microfones no quarto, mas não iria incentivá-lo além disso. Era desnecessário; Caesar nunca seria pego desprevenido em um momento de paixão, então aquilo só seria usado para fins de perseguição, ele sabia.

Claro, Dmitri estava falando sem parar sobre como ter câmeras teria sido útil. ˜Como você pode deixar seu primo querido desamparado?!˜ Mas Caesar mal estava ouvindo.

— Tá bom — ele disse, interrompendo as lamúrias de Dmitri. — Preciso de um favor.

Ele ouviu a respiração de Dmitri falhar, mas não permitiria câmeras, não importa o quanto ele implorasse. Não, tudo que ele pediu a Dmitri foi que arrumasse uma garota, já que a de antes não tinha terminado o trabalho.

— Tudo bem. Eu chego aí em alguns minutos — ele disse a Dmitri, estendendo um braço para barrar o caminho de Urikh. Urikh entendeu e recuou, ordenando que os outros homens fizessem o mesmo. Caesar se afastou, suas longas pernas rapidamente o levando para fora do alcance da audição, entrando em uma rua lateral.

Dmitri – é claro – já estava de volta ao assunto das câmeras espiãs. Caesar precisava de um cigarro.

Ele enfiou a mão no bolso e – pela primeira vez na vida – foi pego de surpresa. Ele não podia saber que o destino estava voando direto para seus braços.

Não, na mente de Caesar, aquele único momento de negligência era o fim. A figura de cabelos escuros correndo pela rua estava prestes a cravar uma faca em sua barriga ou colocar uma bala em seu coração. Antes que sua imaginação fugisse, no entanto, Caesar notou que as mãos do homem estavam vazias.

Foi mais instinto do que pensamento consciente – um passo rápido para o lado, e ele agarrou o homem, puxando-o para perto antes que ele tropeçasse.

Houve um som engasgado, como se o homem fosse vomitar, e então ele se inclinou para trás, olhando para Caesar. Parecia nervoso.

— Desculpa — ele arfou.

Caesar não respondeu. Estava ocupado demais estudando o tesouro que – literalmente – caíra em seu colo. Os cabelos escuros e traços bem definidos do homem sugeriam ascendência asiática, mas nada definitivo. Ele pode ser mestiço, pensou Caesar distraidamente. Seus cabelos estavam uma bagunça, espetados para todos os lados, mas Caesar atribuiu isso à corrida desenfreada pelas ruas, e não a uma desleixo geral.

O que realmente chamou sua atenção, no entanto, foram os lábios carnudos e rosados, entreabertos enquanto o homem ofegava.

— Tá tudo bem? — ele perguntou, encantado.

— Sim–sim, tô bem — o homem respondeu, então pulou para trás, saindo do alcance de Caesar.

Caesar o soltou.

Mas, talvez ele não devesse.

Ele poderia tê-lo. Seria fácil.

Poderia arrastar o homem para o beco, puxar suas calças para baixo e enfiar-se em sua bunda, encher sua barriga de porra. A ideia era tentadora.

Era estranho, realmente. O homem era alto, magro, nada como as mulheres curvilíneas e delicadas que eram o tipo usual de Caesar. Mas havia algo nele que era eletrizante;

Caesar o segurara por menos de um minuto, e já estava ficando duro, imaginando todas as formas como poderia violá-lo. Caesar sorriu. Aquele estranho na rua não fazia ideia.

— Sério, eu me desculpo — o homem insistiu.

— Sem problemas.

Ele não podia saber que Caesar já o imaginava dobrado contra a parede, nu e trêmulo, recebendo o pau de Caesar em seu buraco relutante, de novo, e de novo.

Dmitri teria um ataque se ele estuprasse um homem em vez de ir ao clube. Irritado por não poder assistir, sem dúvida.

Caesar não estava nem aí no momento. Aquele homem era puro sexo. Ele não conseguia desviar o olhar. Ele gozaria, decidiu, e então veria a vida drenar dos olhos do homem. Seria sublime: toda a porra e o sangue, escorrendo de seu buraco arruinado pelas coxas musculosas, o vermelho jorrando em ondas, pingando de seu peito. Aquilo compensaria o que acontecera naquela manhã.

O estranho mudou o peso de um pé para o outro, obviamente desconfortável com o olhar fixo de Caesar.

— Tá bom, então… tchau.

— Espere.

Mentalmente, Caesar despia o homem de seu casaco barato, deixava o resto de suas roupas em farrapos no chão. — Você devia pensar em comprar uns óculos escuros.

O homem piscou, o rosto franzindo em confusão, mas Caesar não deu explicações. Ele só queria observá-lo por mais tempo. Quantas pessoas o devoravam com os olhos em um dia? Caesar se perguntou. Em toda a sua vida? Deviam ser milhares. Um rosto daquele pedia para ser fodido.

O homem compôs uma expressão de vaga polidez – então saiu correndo sem dizer mais nada.

Caesar levou o telefone de volta ao ouvido, a voz distorcida de Dmitri gritando, perguntando o que diabos estava acontecendo.

— Dmitri. Sim, estou aqui. Algo surgiu. Não, está tudo bem.

Ele soltou uma risadinha baixa, os olhos nunca deixando o ponto onde o homem desaparecera de vista. — Como uma pornografia ambulante.

Fim Epílogo 2

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

Ler Roses And Champagne (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
O advogado de direitos civis Lee Won atua na Rússia, defendendo clientes de baixa renda que não teriam acesso a um jurista. Um dia, ele visita o vereador Zhdanov para interceder por seu cliente Nikolai. Won desconhece que o político tem ligações com a máfia russa — até se deparar com César durante a reunião. E aquele homem de olhos prateados e cinzentos… era o mesmo com quem Won quase colidira na rua dias antes! Algo fora do comum está prestes a acontecer quando ele conhece César Aleksandrovich Sergeyev, o homem que em breve liderará um dos grupos mafiosos mais temidos do país.

Gostou de ler Roses And Champagne (Novel) – Capítulo 02?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!