Ler Projection (Novel) – Capítulo Parte 07 Online

Projection Vol. 1.7
Como havia resolvido o trabalho urgente, não precisava ir correndo para o escritório.
Cheon Seju permaneceu pregado na cama até o dia seguinte. Ficou deitado com as costas apoiadas como se aquele lugar fosse o seu túmulo, sem se mexer como se o cobertor e o colchão fossem um caixão. Então, foi à academia de madrugada e, quando saiu para a sala à tarde após dormir de novo, a casa toda estava silenciosa. Sejin provavelmente havia ido para a escola.
Cheon Seju pegou as frutas que rolavam na geladeira de qualquer jeito para comer e rastejou para a cama de novo. Desperdiçou o tempo como uma pessoa que não tinha nada para fazer além de dormir. Estava tirando esse cochilo quando ouviu um barulho de algo batendo vindo de algum lugar. Cheon Seju, que abriu os olhos calmamente pensando se seria um invasor, pegou um canivete na mesa de cabeceira mas, logo em seguida, lembrou-se do fato de que havia ganhado um companheiro de casa e saiu do quarto de mãos vazias.
Esfregando os olhos, viu que havia alguém rondando a cozinha. Sejin estava revirando todos os armários da cozinha procurando por algo. Cheon Seju, que passou a mão devagar pelo rosto cheio de sono, pensou no que ele estaria fazendo e, logo em seguida, perguntou com a voz rouca.
— O que está fazendo?
Sejin virou o corpo assustado com a voz que ecoou de repente. A ponta dos cabelos dele estava levemente úmida, indicando que havia acabado de tomar banho, e o rosto estava mais alvo e macio do que ontem. Era bonito a ponto de fazer as palavras sumirem. Realmente irradiava luz.
A camiseta e os shorts que Cheon Seju havia emprestado serviam de forma bastante folgada nele. A parte de cima, que era um corte ligeiramente maior, descia abaixo do cotovelo de Sejin, e os shorts cobriam o joelho por completo. No instante em que se lembrou de que Doyoon exibia aquela sensação quando vestia suas roupas, Cheon Seju sentiu a necessidade de comprar roupas novas para Sejin. Por algum motivo, teve a sensação de que não deveria deixá-lo vestido da mesma forma que Doyoon.
— Estava pensando em… fazer algum acompanhamento.
Sejin falou hesitando.
Era exatamente como Kim Hyunkyung havia dito. Embora fosse ranzinza e sensível, a natureza de Kwon Sejin era dócil. No começo, como era uma ajuda temporária e ele pensava que Cheon Seju era o homem que havia passado a perna em sua mãe, não devia ter a menor intenção de retribuir. Mas agora, dava para ler claramente na cara dele que ele achava muita falta de vergonha morar de favor na casa dos outros sem fazer nada. Parecia se sentir culpado por apenas aceitar e comer depois de ter gritado que não faria nada.
Enquanto Cheon Seju pensava distraidamente, Kwon Sejin apontou para cima da bancada como se tivesse muito a dizer. Havia algo assim na minha casa? Será que ele comprou enquanto voltava da escola? Um rabanete limpo colocado sobre a bancada exibia um aspecto bastante incomum. Como Cheon Seju ficava olhando fixamente apenas para aquilo, Sejin perguntou de novo.
— Vou fazer rabanete cozido, não tem pimenta em pó…?
Não havia a menor possibilidade de ter algo assim. Cheon Seju não era uma pessoa que sabia cozinhar e era alguém que nunca havia pensado na ideia de preparar comida em casa. Às vezes ganhava acompanhamentos de Moon Sunhyuk para comer ou fazia as refeições com o que Chae Beomjun conseguia no Ihwakahk, mas isso era tudo. O fogão de indução do 41º andar nunca havia cumprido seu papel de verdade. Se fosse o micro-ondas, quem sabe.
Quando Cheon Seju balançou a cabeça, Sejin franziu levemente a testa. Olhando para aquele rosto limpo, Cheon Seju abriu a geladeira e tirou uma cerveja. Se havia algo que não faltava, eram cervejas e bebidas alcóolicas.
— Você sabe fazer… que tipo de acompanhamento?
Junto com o som refrescante da abertura da lata, o cheiro de cerveja se espalhou. Cheon Seju virou uma lata de cerveja de uma vez como se bebesse água e apoiou o corpo na bancada americana. Ao abrir os olhos sentindo o álcool entrar e a mente clarear, viu Sejin olhando para ele com um dos cantos dos lábios estendidos. Parecia olhar para um alcoólatra. E então, desviou o olhar às pressas quando os olhos se cruzaram. Olhando para o rabanete grande, Sejin disse.
— Sei fazer a maioria das coisas. Mas não tem nenhum ingrediente. Não tem pimenta em pó, não tem peixinho seco, não tem sal e nem açúcar.
— O que mais precisa? Eu compro e deixo aqui.
— Vinagre, molho de soja, tempero pronto…
— Alga marinha?
Diante da fala enquanto tirava água mineral da geladeira, Sejin estreitou os olhos. Ele olhou para Cheon Seju como se não confiasse nele e, logo em seguida, fez um gesto com a cabeça em direção à entrada.
— Não vá sozinho, vá comigo. Eu coloco o que for necessário.
— Certo. Mas quer ir agora?
— Tenho que ir agora para jantarmos.
Cheon Seju franziu de leve a testa diante da resposta que parecia perguntar se ele estava dizendo o óbvio. Havia um mercado perto de casa, mas Cheon Seju queria dar uma passada no shopping já que ia sair. O motivo era que havia surgido o pensamento de que precisava comprar algumas roupas para Sejin, que só tinha uma peça.
Mas para isso precisava dirigir, e ele havia acabado de beber cerveja. Poderia pegar um táxi, mas não queria chegar a esse ponto. Cheon Seju pensou um pouco, voltou para o quarto e pegou o celular. Encomendou a sopa de morcela que Sejin comeria e disse para ele como se fizesse um comunicado.
— Pedi sopa de morcela para o jantar, então coma isso, e vamos amanhã depois que você voltar da escola. Não posso dirigir agora.
— …Então eu vou sozinho. Vi que tem um mercado bem na frente.
— Deixe para lá, vamos ao shopping amanhã.
Diante da resposta indiferente de Cheon Seju, Sejin distorceu o rosto novamente como se estivesse fazendo birra.
— O mercado é muito mais barato, por que ir ao shopping? Já disse que eu mesmo vou.
Por ser jovem, não deixava passar uma única palavra. Cheon Seju olhou para Sejin com os olhos subitamente cansados. Pensou consigo mesmo que era por isso que não namorava pessoas mais novas, e soltou uma fala que não vinha do coração contra ele.
— Eu fico com alergia se comer coisas compradas no mercado. Não pense em enfiar porcaria na minha boca.
Sejin reagiu saltando também dessa vez diante da fala que soou arrogante até para quem a proferiu. Soltou um suspiro profundo olhando para ele com desdém, e Cheon Seju sorriu levemente, indo direto para o sofá para deitar o corpo.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Cheon Sejoo, que não teve escolha a não ser se juntar à organização para vingar sua irmã falecida, em meio a uma vida sem esperança, conhece um jovem que o lembra de sua irmã, o que o leva a praticar um pequeno ato de gentileza.
Se ele soubesse que essa intenção leviana se tornaria tão pesada, ele não o teria trazido para sua vida.
* * *
“Eu te disse. Sempre foi você primeiro…”
Seus olhos, normalmente penetrantes, pareciam gentis hoje. O olhar de Cheon Sejoo era suave, doce e persistente.
“Então assuma a responsabilidade.”
Era sempre Cheon Sejoo quem dava o primeiro passo. Era ele quem estendia a mão para ele primeiro, quem o olhava primeiro. Sejin simplesmente pegava sua mão porque ele a oferecia, e olhava para ele porque ele lhe dava o olhar. E, ao fazer isso, ele se apaixonou por aquele homem gentil.
Sejin não queria mais ver Cheon Sejoo se afastando dele.
Se você não pode vir até mim, então eu irei até você.
“Você é tudo o que me resta agora…”
Nome alternativo: Projection