Ler Pôquer Sangrento (Novel) – Capítulo 09 Online


Modo Claro

Blood Poker, Extra. Parte 09

Jaeil observou a reação de Seunghyun e mordeu o lábio inferior. As coisas dentro de seu peito oscilavam sem controle. Uma sensação de formigamento que ele não conseguia expressar em palavras transbordava.

E parecia que a maior parte dessa sensação havia se concentrado lá embaixo. Seu baixo ventre latejava e o espaço entre suas pernas ficou rígido. Como seria bom se misturar com ele agora que ele estava assim, tonto e relaxado? Se ele pudesse empurrar seu membro fundo no orifício traseiro e deixá-lo encharcado de sêmen…

— Guia.

— Sim.

Seunghyun estava beijando a palma da mão do homem. Aqui, a pinta. Aquela que fica no final da linha da vida. O sussurro de “que fofo” também danificou a razão de Jaeil.

O Ji Seunghyun bêbado era fofo, direto e continuava sendo erótico sem perceber.

— Gostaria que você se lembrasse de mais uma coisa.

Seunghyun lançou um olhar cheio de entusiasmo, pedindo que ele falasse logo.

— …

A mão grande de Jaeil foi colocada sobre o coração de Seunghyun. No toque que massageava suavemente o peito nu, estava contido o seu desejo já incandescente.

— Ah…

Diante da sinceridade transmitida sem som, Seunghyun tremeu. Após hesitar, a mão de Seunghyun subiu e agarrou o ombro do homem. A pergunta se era verdade foi transmitida pelos olhos. Jaeil, ainda em silêncio, fechou e abriu os olhos lentamente.

O tronco de Jaeil inclinou-se para Seunghyun e seus lábios se uniram como se fossem engolidos.

— E você é meu.

A voz, rosnada de forma sombria, ecoou dentro da boca de Seunghyun.

— Hum…

Seguiu-se um beijo doce, como se a língua fosse derreter. Seunghyun agarrou os ombros de Jaeil e encolheu o pescoço. Seu corpo, sensibilizado pelo álcool, debatia-se por conta própria. Ao virar a cabeça, o som constrangedor de beijos estalados ecoou em sua orelha. Beijos leves caíram sem parar em suas têmporas e bochechas também. Como se ele o estivesse apressando para beijar a boca novamente.

Seunghyun apenas piscava. Não era a primeira vez que se beijavam assim, mas ele não sabia por que estava tão envergonhado hoje. Devia ser porque o sentimento que ele presumia vagamente agora era sentido com clareza. O poder das palavras “você é precioso, não tenho ninguém além de você, e quero ficar com você para sempre” era mais forte do que ele imaginava.

Seunghyun, que se sentia sobrecarregado pelo mundo dos despertos, que o pressionava constantemente dizendo que ele não deveria seguir seu coração e que aquele não era um lugar tão fácil, acabou revelando seus sentimentos por causa da bebida. Não era que ele não confiasse nos sentimentos dele. Seunghyun apenas temia o resultado que as situações que ele não podia controlar poderiam gerar.

Seunghyun gostava de Jaeil. Apenas dizer que gostava era insuficiente para expressar. Por que ele passou a gostar tanto? Ele já havia desistido de tentar encontrar o momento exato. Foram todos os momentos que passou com ele. Desde o primeiro encontro terrível até agora, em que estavam se misturando fisicamente. Ele queria estar junto enquanto ele permitisse, e queria que esse tempo fosse longo. Pensando bem, o fato de ele ter mencionado casamento ou filhos de forma infantil também derivava do desejo de monopolizá-lo.

Seunghyun não se sentia solitário quando ele estava presente. Ha Jaeil substituiu todos aqueles que partiram de sua vida, mas era uma existência que jamais poderia ser substituída. Nem o próprio Seunghyun sabia por que tinha que ser especificamente ele. Apenas achava que era o destino. Procurar o motivo era tão sem sentido quanto procurar o momento em que começou a amá-lo.

Seunghyun sempre tinha dificuldade em transmitir esses sentimentos ardentes e transbordantes adequadamente. Algum dia, com certeza, eu vou transmitir. Hoje, novamente, ele apenas tomou essa decisão e se agarrou ao homem.

Uma mão grande puxou suavemente a ponta do queixo de Seunghyun. Assim que os olhares se cruzaram, os lábios se sobrepuseram. A língua úmida entrou deslizando e varreu o interior de sua boca. O estímulo era intenso.

— Es…per…

Seunghyun murmurou com os lábios unidos aos do homem. Nesse ínterim, a embriaguez aumentou ainda mais e o final de sua fala se arrastou. Jaeil afastou os lábios para responder.

— Sim.

Após proferir uma palavra com sinceridade, ele sugou a nuca e a clavícula de Seunghyun. Depois de mexer ali de forma pegajosa, marcas vermelhas surgiram rapidamente sobre a pele que ele mordiscou com os dentes. Seunghyun massageou o espaço entre as sobrancelhas e as sobrancelhas do homem, que estava voltado para baixo.

— Nós… vamos fazer agora?

Diante daquela pergunta, Jaeil parou e levantou os olhos. Seunghyun olhava para Jaeil com olhos entorpecidos. Seu rosto era de quem não tinha a menor consciência do que acabara de dizer.

— Eu quero fazer.

A voz impregnada de calor se dispersou no peito de Seunghyun. O mamilo, que se ergueu ao ser massageado disfarçadamente, foi engolido lentamente pela boca do homem. Seunghyun agarrou a nuca e o cabelo de Jaeil sem machucá-lo. Uma sensação familiar e erótica subiu pelo seu tronco. O espaço entre suas pernas já latejava.

Abaixo de sua visão, ele viu o volume proeminente na frente de Seunghyun. Franzindo ligeiramente a testa, Jaeil retirou a roupa íntima dele. Em seguida, segurou a cintura de Seunghyun e levantou seu corpo. Seunghyun entregou-se confortavelmente ao toque de Jaeil.

Jaeil colocou Seunghyun sobre suas coxas e desamarrou a gravata. Seunghyun, que envolvia a cintura do homem com as coxas abertas, parecia mais fora de si do que antes. Após piscar os olhos nublados, ele estendeu a mão sem hesitar para a virilha de Jaeil. Mesmo que fosse por causa da bebida e do instinto, era uma cena excessivamente erótica.

— Juntos…

As mãos impregnadas de álcool falhavam continuamente. Como o cinto e a fivela não abriam como ele queria, Seunghyun simplesmente parecia não estar gostando. Com o rosto mais injustiçado do mundo, ele puxou a mão de Jaeil. Jaeil aceitou docilmente a pressa de Seunghyun. Mudou a mão que tirava a camisa para abrir primeiro a fivela.

Pela abertura do zíper abaixado, a mão de Seunghyun se infiltrou. Após massagear o pau rígido inconscientemente, ele finalmente tirou o pênis para fora e chocou seus lábios contra os de Jaeil. As línguas se misturaram, fazendo um som úmido.

Seunghyun colou a parte inferior do corpo à de Jaeil. E fez com que os membros de ambos se tocassem. As massas de carne cheias de sangue pulsavam e eram pressionadas de forma viscosa.

— Uh, hum…

Os pilares molhados de fluidos corporais se cruzavam e se esfregavam. O estímulo da pele sendo pressionada e empurrada era eletrizante. A respiração acelerou e a cintura erguia-se involuntariamente. A mente vazia girava. No instante em que Seunghyun fechou os olhos, Jaeil agarrou o membro dele.

Uma sensação de uma dimensão diferente de apenas esfregar pele molhada envolveu o prepúcio. Jaeil pressionou intensamente a glande de Seunghyun com seus dedos ásperos. Ele também esmagou a uretra com o polegar, como se quisesse abri-la. Diante do movimento explícito, o som de umidade se intensificou.

— Ah, hã, eu disse para não… tocar dessse jeitooo…

Se continuasse sendo tocado assim, gozaria logo. Seunghyun, incapaz de suportar o estímulo, tentou afastar a cintura. Então, uma voz pesada caiu em seus ouvidos.

— Ji Seunghyun.

— Ahhh…

— Olhe para cá.

Seunghyun abriu um dos olhos com dificuldade e olhou para Jaeil. Os lábios se aproximaram. Ao abrir a boca docilmente, a língua dele invadiu. Os membros dos dois homens, emaranhados com os dedos de Jaeil, faziam um som de fricção úmida. As glandes em contato latejavam enquanto jorravam fluidos. Jaeil agarrou os dois pilares de uma vez e os massageou para cima simultaneamente.

A cintura de Seunghyun começou a tremer. O toque firme pressionava a parte inferior da glande e extraía o prazer com habilidade. A sensação de ejaculação aproximou-se rapidamente. Seunghyun afastou os lábios unidos e encostou a testa perto da clavícula do homem. Uma sensação distante espalhou-se por todo o seu corpo.

— Ah, acho que vou gozar.

Foi o momento em que apenas o desejo de despejar tudo preenchia sua mente. O toque que incitava persistentemente a ejaculação, de repente, bloqueou a base do pilar, acima dos testículos. Seunghyun franziu o cenho profundamente. As sensações que oscilavam agudamente caíram instantaneamente ao chão.

No auge do prazer, sentiu como se seus olhos, nariz e boca tivessem sido todos tapados. Um calor de origem desconhecida espalhou-se rapidamente pelo seu rosto. A área ao redor das maçãs do rosto estava ardendo. Seunghyun, que interpretou o prazer interrompido à força como ansiedade, segurou a mão de Jaeil sobrepondo a sua. Ele bateu nas costas da mão do homem, onde as veias saltavam, e infiltrou seus dedos entre os dele.

— Hum, não quero isso…

Mesmo que ele choramingasse, o outro não o soltava. Seunghyun sentia que sua cabeça ia explodir com a embriaguez e o calor. Ou talvez já tivesse explodido.

Seunghyun, que olhava ao redor com olhos nublados, subitamente estufou as bochechas. Uma mágoa repentina encheu suas pupilas. Talvez sua razão já tivesse ido embora de vez, pois ele não conseguia distinguir o que estava acontecendo. O rosto do homem à sua frente ficou turvo e depois virou de cabeça para baixo. Tudo ao redor de Seunghyun balançava de forma viscosa.

— Por que não solta? Por queee? Se for assim, eu mesmo vou tocar. Tira a mão daqui.

Ele ficou irritado. Os pensamentos que surgiam por as coisas não saírem como queria estavam afiados. Enquanto ele se esforçava, ouviu uma voz vinda de algum lugar perguntando “onde você pensa que está falando informalmente?”. Insatisfeito até com isso, Seunghyun empurrou sem critério o ser que o restringia. Por que ficar grudado nele se nem o deixava gozar?

Seunghyun debateu-se e caiu para trás. O lençol macio grudou em sua pele. Seu corpo excitado não suportou nem aquele estímulo e contorceu a cintura. A intenção de controlar a ejaculação pressionando firmemente abaixo do pênis era extremamente maliciosa.

O corpo, onde os músculos e o esqueleto estavam bem distribuídos, tremeu e se arrepiou. Seunghyun, cuja razão havia evaporado completamente, balbuciou qualquer coisa com sua boca desfeita.

— Esper. Espeer. Ah, por favor.

Como isso também não funcionou, ele tentou chamar pelo nome e, por fim, soltou até o termo que só usava em seu subconsciente profundo.

— Uh, Hyung, Hyu, Hyuuung, hum!

Ao ouvir aquilo, a palma firme da mão que se estendeu subitamente cobriu metade do rosto de Seunghyun. A ponta da orelha de Jaeil, que estava sentado entre as pernas de Seunghyun, ficou vermelha num instante.

— Mas o que…

Junto com a voz baixa, o rosto com as sobrancelhas franzidas estava cheio de perplexidade.

Depois disso, Seunghyun não conseguiu mover sequer uma de suas mãos conforme sua vontade. A parte inferior de seu corpo foi levantada com tanta brutalidade que o tronco foi arrastado junto. A força do homem, embora fosse infinitamente suave, às vezes tornava-se ameaçadoramente insuportável. Jaeil abraçou as coxas de Seunghyun. Sob os antebraços firmes, as duas coxas de Seunghyun ficaram apertadas uma contra a outra.

Seunghyun tentou estender a mão para tocar seu próprio membro. Queria resolver aquilo logo.

— Argh!

No entanto, entre as coxas unidas, o membro proeminente infiltrou-se. O pênis totalmente ereto cutucava abaixo do membro de Seunghyun. A glande de cor escura viajava entre as coxas de Seunghyun. Saía lentamente e depois enfiava a cabeça novamente. Logo, com um movimento de quadril sem aviso prévio, o corpo de Seunghyun sacudiu rapidamente.

— Ah, ah…!

A mão do homem, que se estendeu como uma aranha, agarrou os pulsos de Seunghyun de uma só vez. O corpo gigante, que imobilizou perfeitamente os membros de Seunghyun, começou a liberar seu desejo sexual.

— Uh! Argh!

O osso púbico chocava-se regularmente. Com o impacto, até os órgãos internos ecoavam. O membro que atravessava as coxas esfregava e pressionava o de Seunghyun. Os dedos de Seunghyun, fixados perto do estômago, convulsionavam de forma lamentável. Diversos estímulos sopravam como um vendaval. Cada vez que o homem empurrava a cintura, o interior de seu ventre latejava e o membro ardia dolorosamente.

Mesmo no momento em que a razão evaporou, o prazer picava os cinco sentidos de forma aguda. Seunghyun, que ofegava, começou a emitir sons que quase pareciam choro a partir de certo ponto. E despejou o desejo que surgia em direção ao homem sem qualquer vergonha.

Tudo era distante e ardente.

↫────☫────↬

Era uma manhã que parecia excepcionalmente exaustiva. Sua garganta estava seca e todo o seu corpo latejava. Seria um resfriado? Seunghyun, agarrando-se à sua consciência turva, murmurou para si mesmo.

Mesmo de olhos fechados, ele sentia a passagem do tempo. Parecia que o sol já estava alto. Pensando que deveria se levantar logo, ele se virou. No mesmo instante, uma dor de cabeça aguda atravessou sua têmpora.

— …!

Fazia muito tempo que ele não sentia aquele desconforto, como se seu cérebro estivesse sendo espremido. Parecia que bolas de boliche rolavam dentro de sua cabeça e batiam com força. Percebendo novamente que aquela sensação era a ressaca, Seunghyun gemeu enquanto segurava a cabeça.

Mesmo assim, ele não achava que era para tanto. Bem, a bebida que tomou ontem ultrapassou em muito seu limite.

Seunghyun, ainda debilitado, tateou as memórias de ontem. O jantar agradável, as boas pessoas, as bebidas que eram repostas repetidamente. Ha Jaeil oferecendo as costas a seus pés. E…

O que veio a seguir estava nublado como se houvesse neblina. A cena em que ele brincava na água apareceu por um momento, o momento em que brincava com a mão de Jaeil e o beijava passou voando. E cenas de alto teor erótico surgiram como janelas pop-up. Seunghyun, com uma expressão atordoada, afastou o cobertor.

— Nós fizemos ontem?

O olhar de Seunghyun caiu sobre suas pernas abertas de qualquer jeito. Com razão ele sentia ardor; a parte interna das coxas estava inchada e avermelhada. Os mamilos e a nuca também não estavam em bom estado, e ele sentia uma sensação de queimação no membro.

Após observar seu corpo, onde marcas de dentes e chupões estavam espalhados desordenadamente, ele tateou a parte traseira por último. Parecia que aquele lugar não fora usado. Mas por que a memória estava daquele jeito? Seunghyun, imerso em pensamentos, esfregou o rosto quente com as costas da mão. Era porque ele se sentia envergonhado por agora verificar a parte traseira e relembrar a relação sexual com naturalidade.

Aliás, Jaeil não estava ao seu lado. Seunghyun, que se levantou para procurá-lo, logo enterrou a testa no lençol. Maldita ressaca. Enquanto ele rangia os dentes, a porta do quarto se abriu.

— …

— …

O homem, ao descobrir que Seunghyun estava acordado, revelou constrangimento enquanto ainda segurava a maçaneta. Ele desviou o olhar sem nem cumprimentar e chegou a dar meia-volta para sair imediatamente.

Ele não tinha um bom pressentimento. A reação dele era parecida com a de quando ele sofria de distúrbio do sono antigamente. No apagão da noite passada, será que cometi algum erro? No momento em que a ansiedade e a culpa o atingiam, Jaeil entrou novamente trazendo uma caneca. Via-se certa hesitação no passo que vinha em sua direção. Seunghyun teve certeza: “Eu fiz algo errado”.

— Eu…

Antes mesmo de ele começar a falar, Jaeil balançou a cabeça.

— Não.

— Mas eu fiz, não fiz?

— Não é nada disso.

Quando um homem que é sempre relaxado e indiferente agia de forma passiva como hoje, até mesmo Seunghyun, que confiava tanto nele, ficava ansioso. Seunghyun massageou as têmporas repetidamente e estendeu o braço. Jaeil, percebendo sua intenção, colocou a caneca com água e mel sobre a mesa de cabeceira.

O braço estendido com urgência puxou a cintura de Jaeil. Independentemente de quem estava certo ou errado, ele decidiu abraçá-lo primeiro. Seunghyun não se lembrava do que aconteceu com Jaeil ontem. Era provável que o homem, devido à sua personalidade, também não explicasse o motivo. Por isso mesmo, eles precisavam estar em contato em algum lugar.

Com o rosto enterrado no abdômen de Jaeil, uma voz desanimada saiu dele.

— Se eu cometi algum erro, peço desculpas. É porque fazia tempo que eu não bebia. Eu não costumo ter hábitos de bêbado, mas…

Jaeil apenas acariciava o cabelo de Seunghyun. Os fios despenteados se enredavam suavemente nos dedos de Jaeil e se soltavam. No silêncio momentâneo, a ansiedade e a confusão de cada um se infiltravam no outro. Como ele pensou, era melhor estar abraçado. Seunghyun sentiu o toque dele em silêncio e suportou a dor de cabeça.

Em seguida, a voz calma de Jaeil ecoou pelo quarto.

— O Guia não fez nada de errado.

— …

— Só quero ficar assim um pouquinho.

— Sim…

Diante da resposta dócil de que faria isso, Jaeil sentiu um alívio secreto em seu peito. Jaeil, que ouviu o chamado de “Hyung” durante todo o sexo, não tinha coragem de olhar para o rosto de Seunghyun. Quem diria que aquela palavra comum soaria tão erótica apenas por ter saído da boca de Ji Seunghyun.

Não era apenas Seunghyun que estava sem saída. Jaeil, que não pensava muito sobre como se chamavam, ficou extremamente excitado diante da palavra atípica “Hyung”. Embora não tenha tocado a parte de baixo pensando na condição de Seunghyun, não seria exagero dizer que Jaeil fez de tudo, exceto a penetração. Jaeil abaixou a cabeça ao ver as marcas de dentes nítidas no ombro e no antebraço de Seunghyun. O que adianta se culpar todas as vezes? A capacidade de aprendizado de Ha Jaeil, que fica no cio apenas por Ji Seunghyun, era próxima de zero.

O Ji Seunghyun sedutor de ontem havia desaparecido, e a noite intensa já se tornara passado. No entanto, Jaeil, cujas emoções ainda oscilavam, ansiava por tempo para recuperar a compostura. Caso contrário, parecia que mostraria um lado ainda mais ridículo. Ficar atrapalhado e evitar… ele não queria mostrar esse tipo de estado. Isso porque, diante de Ji Seunghyun, Ha Jaeil deveria mostrar, preferencialmente, apenas seu lado legal.

Após alguns minutos, Seunghyun, que estava abraçado a Jaeil em silêncio, levantou os olhos de relance.

— Mas, Esper.

— Sim.

— Por causa do som do seu coração, meu ouvido…

— É impressão sua.

Jaeil pressionou a cabeça de Seunghyun, abraçando-o profundamente, e deu tapinhas na nuca dele que faziam som de “tu-tu”. O único jeito de calar a boca de Ji Seunghyun era algo assim. Então, se pudesse ficar quietinho. Jaeil esperava que o som de seu coração, que Seunghyun percebera, se acalmasse o mais rápido possível.

↫────☫────↬

Hoje era dia de treinamento no Oni-Cube. Talvez porque o instrutor tivesse distribuído bônus de promoção sem precedentes no primeiro treinamento, ou porque os Guias tivessem ganhado algum senso de urgência, eles exalavam uma atmosfera bem diferente daquela época.

O segundo treinamento no Oni-Cube ocorreu em um novo centro de treinamento, e hoje era o terceiro.

Alguém se gabava dizendo que previu que um dia como aquele voltaria e memorizou a estrutura. Seunghyun, que acabou ouvindo aquilo sem querer, pensou consigo mesmo. Seu olhar estava vagamente voltado para o chão.

—Tudo isso deve ter mudado.”

Quando um Oni-Cube ocorria, deslocamentos longos eram mais prejudiciais do que benéficos, a menos que se tivesse excelentes técnicas de ocultação. Se um pulso fosse detectado, o primeiro passo era uma evacuação rápida em massa e, na pior situação, onde o Oni-Cube ocorria, o melhor era se esconder em distâncias curtas e se camuflar como objetos.

Mas não havia como eles serem bobos e deixarem os abrigos gentilmente no mesmo lugar. Mesmo que a estrutura principal permanecesse, era provável que a maioria dos objetos onde se podia esconder tivesse sido movida.

Nesse momento, Park Youngseok resmungou com uma expressão de total tédio.

— Ah, porra, treinamento num dia desses é foda…

No entanto, ao sentir o olhar afiado de Seunghyun, ele deixou a frase morrer. Também desviou o olhar disfarçadamente.

Park Youngseok, embora espumasse de raiva, não conseguia implicar com a atitude petulante de Seunghyun. Isso porque, depois que Ji Seunghyun consolidou sua posição como um Guia perfeito, não importava como ele o provocasse, este lado saía perdendo. A partir de certo ponto, surgiram até pessoas que o detinham, dizendo para ele parar com aquilo.

Além disso, se ele o tocasse, agora não seria apenas Ji Seunghyun, mas Ha Jaeil também viria para cima. Disseram que, antigamente, Go Jungyeol teve as costelas quebradas e foi enviado para o Setor 13. Como ele teve as costelas quebradas devido a uma disputa com Ji Seunghyun, era preciso ser cauteloso para não seguir aquele caminho.

Quando Park Youngseok se acovardou, Seunghyun baixou o olhar novamente. Na borda de sua visão, surgiram as botas militares de Joy com os cadarços desamarrados. Seunghyun, como se estivesse hipnotizado, ajoelhou-se e os amarrou para ela. Foi um movimento mecânico.

— Seunghyun. Você está um pouco estranho hoje.

Mesmo que Joy, secretamente preocupada, comentasse algo, Seunghyun respondia qualquer coisa com uma expressão abobalhada.

— Sim… não é nada.

Na verdade, Seunghyun estava com a cabeça tão cheia que não tinha tempo para se importar com Park Youngseok ou qualquer outra coisa. Era por causa do que aconteceu com o homem há alguns dias.

Após um jantar fora depois de muito tempo, eles tiveram uma noite excepcionalmente tranquila em casa. Eles tomaram o chá que Jaeil gostava sob a luz suave de uma luminária que Seunghyun comprou porque gostou.

Seunghyun pensou que aqueles dias eram mais do que felizes. Ele se convencia constantemente de que era o suficiente e que, mesmo que houvesse algo faltando, ele poderia ignorar. No entanto, a partir do momento em que o homem fez uma certa proposta, ele não teve escolha a não ser admitir sua obsessão estúpida.

— Vamos.

No início, ele não entendeu. Para onde ele queria ir? O homem, que leu o olhar duvidoso de Seunghyun, acrescentou uma explicação.

— É apenas uma missão onde precisamos proteger os arredores do portão por um tempo determinado. Não pretendo ter prejuízo além disso.

O lugar para onde o homem dizia para irem era o Setor 13. Ao perceber esse fato, os olhos de Seunghyun ficaram do tamanho de pratos. O silêncio foi curto. Uma fala ríspida saiu da boca de Seunghyun.

— Não quero.

Ele achou que recusou terminantemente, mas Jaeil franziu o cenho, talvez pelo tipo de expressão que Seunghyun estava fazendo.

Seunghyun sentiu um sentimento de derrota. Ele achou que tinha escondido bem, mas o homem que o conhecia melhor do que ninguém e queria conhecê-lo acabou lendo seu abismo.

— Eu detesto mais do que tudo no mundo que o Esper corra perigo.

Seunghyun pensou que aquela era a única parte que ele não poderia resolver. Mesmo que sentisse falta do passado e que fosse importante à sua maneira, enquanto estivesse vivo, Ha Jaeil era a prioridade absoluta neste mundo. No entanto, o homem respondeu com naturalidade, como se tivesse previsto a reação de Seunghyun.

— Eu também detesto isso.

— …

— A promessa continua válida.

“Não vou morrer e te deixar sozinho.”

O tom do homem ao atingir em cheio a parte que Seunghyun mais temia era irritantemente leve.

— Não é a primeira vez que participo de uma operação assim. E também não tenho intenção de assumir riscos desnecessários.

— …

— Eu sei o peso que minha vida tem. Vou me candidatar para a área mais segura.

Por que ele iria querer ir logo para lá com tanta prontidão? Seunghyun, tomado apenas pela preocupação, empalideceu e balançou a cabeça. A imagem de Seunghyun confuso sem saber o que fazer ficou gravada nos olhos de Jaeil.

— Vamos apenas ver de longe, uma vez.

— …Aquele lugar é…

Jaeil chutou levemente a ponta do pé de Seunghyun, como se quisesse interromper seus pensamentos agourentos.

— Não vai acontecer nada disso, então não se preocupe.

Seunghyun apenas mordeu os lábios e acabou não respondendo. Com certeza era um lugar de onde ele fugiu restando apenas dor. Era perigoso e estéril. Exaustivo e penoso. Ele saiu de lá sem remorsos, dizendo que nunca mais voltaria. Mas estava sendo alvo de consideração por ter seu íntimo lido de forma patética.

Naquela época, Jaeil agiu de forma bem firme, mas a decisão final acabaria sendo dele. Jaeil disse que esperaria. Acrescentou o pedido de que ele não demorasse muito, pois o prazo para as candidaturas estava acabando hoje.

Seunghyun, que recebeu o poder de decisão, hesitou o dia todo. Mergulhado profundamente no pântano da dúvida, ele chegou a sentir ressentimento pelo homem.

—Se ele pudesse apenas fingir que não sabia.” Talvez aquela confusão fosse apenas algo passageiro como um resfriado.

— Ah, não sei.

Enquanto ele batia levemente na testa latejante, o instrutor abriu a porta e entrou. Desta vez não era Ethan Leon. No entanto, ele também tinha uma aparência tão rígida e afiada quanto a de Ethan.

— Bom dia. Sou o instrutor encarregado deste treinamento no Oni-Cube…

Foi no momento em que o instrutor abriu a boca. De repente, um som de alerta tão alto que parecia que ia derrubar o centro de treinamento ecoou.

[Sede de Haon, Setor 4-1-1. Ocorrência de pulso. Círculo Vermelho Nível 3.]

Um dos Guias que ouvia a transmissão levantou-se de um salto e gritou.

— O Setor 4-1 é muito perto daqui!

A tensão também surgiu no rosto do instrutor ao verificar seu dispositivo. Ele elevou a voz formalmente para os Guias agitados.

— O treinamento está temporariamente suspenso. Guias, por favor, evacuem rapidamente seguindo as instruções.

Joy levantou-se da cadeira, batendo levemente na cintura. Talvez por vivenciar esse tipo de coisa com frequência, ela não ficou tão surpresa.

— Não há um dia de paz. Seunghyun, vamos sair.

Apesar da insistência de Joy, ele, que estava sentado como um boneco de madeira, acabou sendo arrastado por ela. Seunghyun olhou para as costas pequenas que o guiavam e abriu a boca.

— Se é Círculo Vermelho Nível 3, o Esper também vai ser mobilizado, certo?

— Provavelmente, né?

Assentindo, Seunghyun fechou os olhos por alguns segundos. E, por algum pensamento, mudou de direção.

— Vá na frente. Eu alcanço vocês logo.

— Hein? Onde você vai?

Sem contar nem isso, Seunghyun começou a correr com toda a velocidade.

Se ele fechasse os olhos e se concentrasse, o som do coração de alguém ecoava em seus sentidos. Quando estava difícil, parecia confortá-lo dizendo que estava tudo bem e, quando estava feliz, intensificava ainda mais os sentimentos transbordantes.

Seunghyun não estava sozinho nem se tornava fraco quando estava com o dono daquele som. Às vezes, ele chegava a ter a ilusão de que se tornara a pessoa mais forte do mundo.

O homem estava no mesmo prédio. Ele conseguiria encontrá-lo logo.

— Oh, Guia. Você não vai evacuar?

Ele encontrou Kiju enquanto caminhava pelo corredor, tentando acalmar a respiração que chegava até a garganta. Ele já estava totalmente armado. Seunghyun fez uma reverência para ele e caminhou apressadamente para mais adentro.

—Está quase lá. Onde?

Ele precisava ver o homem. Era por causa da confusão dos últimos dias. Parecia que ele estava em uma encruzilhada onde tinha que escolher um dos dois: o Setor 13 ou Ha Jaeil. Era uma sequência de conflitos difíceis, desagradáveis e melancólicos. Seunghyun não queria esperar pelo homem que fora mobilizado com esses sentimentos esgotados. Mesmo que fosse por apenas um segundo, mesmo que fosse apenas as costas dele, ou melhor, mesmo que fosse apenas um fio de cabelo, ele queria ver.

Espers armados de preto passaram voando ao lado de Seunghyun. As energias coloridas que eles emanavam deixaram a visão de Seunghyun confusa.

No momento em que Seunghyun, parado, olhava ao redor procurando onde ele estaria, alguém deu um tapinha na nuca dele.

— …!

Seunghyun tentou virar a cabeça. No entanto, o homem foi mais rápido. Uma mão grande roçou as costas de Seunghyun e segurou firme o ombro redondo antes de soltar.

Ele sentiu um hálito quente no ouvido. Uma voz firme e baixa também se infiltrou.

— Já volto.

Foi uma saudação curta e carinhosa. Jaeil, deixando Seunghyun para trás, juntou-se rapidamente aos Espers e desapareceu.

Seunghyun observou as costas robustas dele até o fim e soltou um pequeno suspiro. O contato e a voz momentâneos. A presença dele que criou raízes em si. Apenas isso fez com que os sentimentos esgotados começassem a se umedecer suavemente. Ao mesmo tempo, sua mente ficou limpa e organizada.

— A coisa mais importante.

Um sorriso tênue floresceu nos lábios dele, que definiu novamente o que era mais importante para si.

Seunghyun afastou o cabelo de forma revigorante. O desvio momentâneo terminava ali.

Blood Poker – Extra Fim.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Pôquer Sangrento (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Jaeil é um Esper Backsplash de nível A que vive em um estado sempre perigoso, pois não consegue encontrar um Guia compatível com ele. Devido a um incidente do passado, ele não confia facilmente nas pessoas e evita contato físico até mesmo com Guias. Mesmo nessas condições adversas, Jaeil tem pouco apego ao mundo e se leva ao limite. Até que um dia, ele recebe uma notícia: um novo Guia Backsplash de nível A virá ao centro. No entanto, esse Guia, Seunghyun, é do Distrito 13. O único problema? Ele não recebeu nenhuma educação e nem sequer sabe como ser um guia!?
Nome alternativo: Blood Poker Pquer Sangrento

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