Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 72 Online

Modo Claro

Eileen piscou os olhos lentamente, abrindo e fechando, com o olhar perdido. Leone, aparentemente alheio à sua distração, voltou sua atenção para Cesare e continuou falando.

— Eu sentia inveja na minha juventude. Mas, conforme fui crescendo, percebi que mesmo isso era inútil. Os humanos nunca podem realmente imitar os deuses, não é mesmo?

O sorriso de Leone era caloroso e orgulhoso, refletindo sua admiração pelo irmão gêmeo.

— Tenho orgulho de Cesare ser meu irmão.

Suas palavras sussurradas se dissolveram na melodia do piano. Eileen, lutando para desviar sua atenção de Leone, voltou seu foco para Cesare. No entanto, sua concentração na apresentação vacilou quando ela reconheceu algo profundamente familiar em Leone.

Seus olhos espelhavam os de sua falecida mãe, que venerava Cesare como se ele fosse uma divindade. O Império também venerava Cesare como o Deus da Guerra. A própria Eileen sempre o encarara com reverência quase divina.

Ainda assim, apesar disso, Cesare era no final das contas apenas um homem, não um deus.

Um calafrio repentino e inexplicável percorreu a espinha de Eileen. Enquanto ela agarrava instintivamente o vestido, a música parou abruptamente. Cesare havia parado de tocar antes de terminar a peça, seus intensos olhos vermelhos fixos em Eileen.

Pega desprevenida, apesar de ter pedido a apresentação, Eileen estremeceu como uma aluna flagrada sonhando acordada.

Sem dizer uma palavra, Cesare fechou a tampa do piano e se levantou. Leone, embora batendo palmas, tinha uma expressão clara de decepção.

— Por que não terminou? — perguntou Leone.

Cesare, agora de pé diante de Leone e Eileen, respondeu com um tom indiferente.

— Tenho assuntos urgentes para resolver.

O único compromisso que restava em sua agenda era voltar para casa. Eileen, compreendendo as implicações das palavras de Cesare, fez um esforço consciente para mascarar quaisquer sinais de constrangimento sem corar ou se encolher.

Enquanto lutava para manter a compostura, Cesare a observava com um leve sorriso antes de voltar sua atenção para Leone. Seus olhos se encontraram, e Leone retribuiu o sorriso. O sorriso de Cesare se alargou, mas, por alguma razão, ele permaneceu em silêncio.

Os irmãos compartilharam um momento de comunicação sem palavras. Seu olhar persistiu, e justamente quando um leve desconforto começou a surgir, os lábios de Cesare se abriram em um sorriso mais amplo.

— Irmão — disse ele, fitando os olhos azuis de Leone, — Da próxima vez, será você quem tocará para mim.

Eileen segurou o envelope com força ao entrar no carro. Durante todo o trajeto desde o palácio, Cesare permaneceu em silêncio, apenas segurando sua mão e brincando levemente com seus dedos.

Eileen ficou sentada em silêncio, ainda entrelaçada à mão dele. Então, como se atingida por um impulso repentino, falou.

— Sua Majestade… — Embora tivesse começado a falar por impulso, ela hesitou e escolheu as palavras com cuidado. — Ele sente muito orgulho de você.

Cesare sempre soube disso, já que inúmeros admiradores o reverenciavam como uma estrela. No entanto, Eileen teve dificuldade para expressar que a admiração de Leone por ele lembrava a devoção de sua falecida mãe. Na realidade, Cesare, sendo gêmeo de Leone, provavelmente entendia isso melhor do que ela.

— Leone é especialmente assim.

Cesare, que respondeu brevemente, olhou para Eileen por um momento antes de voltar sua atenção para fora.

— Dá para ver as laranjeiras — comentou.

De fato, a distante casa de tijolos e o jardim eram visíveis, com as laranjeiras claramente à vista. Eileen pressionou o rosto contra a janela do carro, espiando as árvores.

Felizmente, ela avistou laranjas ainda verdes penduradas nos galhos. Eileen, que estava ansiosamente preocupada com um possível roubo ou dano, sentiu uma onda de alívio.

Afinal, quem ousaria invadir a residência da Arquiduquesa Erzet? Cesare já havia executado publicamente ladrões de laranjas antes. O povo do Império sabia que não se mexia com o Arquiduque Erzet. Embora fosse aclamado como um herói, sua fama de crueldade garantia que ninguém ousasse desafiá-lo levianamente, nem mesmo os de seu próprio sangue.

Eileen afastou esses pensamentos sombrios e se concentrou em preocupações mais imediatas.

‘O que devo fazer para o jantar?’

Sem nada em casa, Eileen se preocupava com a refeição de Cesare. Não podia permitir que ele ficasse com fome.

Ao entrarem na casa, Eileen teve uma agradável surpresa. O jantar já estava preparado e servido, fumegante sobre a mesa. A comida parecia ter sido preparada exatamente a tempo para a chegada deles.

— O que será de nós sem os sanduíches hoje? — provocou Cesare, com um tom brincalhão, enquanto tirava o terno do uniforme e o colocava sobre uma cadeira próxima. Seus movimentos eram suaves e naturais, como se tivesse vivido naquela casa de tijolos por anos, embora a tivesse visitado apenas algumas vezes.

Era a segunda vez que faziam uma refeição juntos na casa de tijolos. Como sempre, Eileen sentia uma profunda sensação de aconchego nesses momentos simples ao lado dele. Era como se estivesse vivendo um sonho de recém-casados, perdida numa fantasia que sempre desejara. Tentando manter os pés no chão, Eileen sentou-se à sua frente e disse:

— Se você quiser, posso ir comprar os ingredientes e preparar algo para você…

Felizmente, Cesare apenas sorriu e não a pressionou para cozinhar. Após a refeição, Eileen se surpreendeu quando Cesare assumiu a tarefa de limpar.

Ainda vestida com sua roupa de noite e achando desconfortável se mover, ficou de lado. Cesare, movendo habilmente os pratos para a cozinha e arrumando tudo, deixou-a sem saber como ajudar. Seu vestido volumoso dificultava qualquer tentativa de colaboração.

Quando a limpeza terminou, Cesare se aproximou de Eileen. Enrolando as mangas da camisa e afastando o cabelo levemente despenteado, ele perguntou com um toque de preocupação:

— Não devo ajudar?

Enquanto Eileen inclinava a cabeça levemente, viu Cesare estender a mão e desatar suavemente um dos laços do seu vestido. O tecido cedeu delicadamente sobre seu toque.

Eileen mordeu os lábios levemente. Ela vinha pensando em trocar de roupa e já havia lutado sozinha para tirar o vestido difícil de remover.

Não conseguia se despir na frente de Cesare. Apesar de já terem passado a noite juntos, ainda sentia vergonha de muitas coisas. Hesitando, ela sussurrou:

— Se você puder apenas soltar os laços nas minhas costas…

Cesare virou Eileen com cuidado e começou a desfazer os intrincados laços em suas costas. Seus dedos, acostumados ao toque delicado exigido pelas teclas do piano, trabalharam habilmente para soltar os nós. Conforme o laço apertado afrouxava, Eileen soltou um suspiro involuntário de alívio.

Ela então percebeu que, com o espartilho afrouxado, seus seios poderiam agora parecer mais provocativos do que o pretendido. Encolhendo os ombros constrangida, ela sentiu o hálito quente de Cesare na nuca descoberta.

Um arrepio percorreu sua espinha com a sensação de seu hálito. Naquele momento de alerta intensificado, Cesare instintivamente a envolveu em seus braços, oferecendo um abraço reconfortante.

— Ah…

Um som suave escapou de Eileen quando o homem envolveu seus braços em sua cintura e beijou seu pescoço. Ela fechou os olhos, saboreando a sensação de seus lábios gentis roçando sua pele.

Seu corpo, que vinha alternando com as sensações do tesão não resolvido nos últimos dias, principalmente nesta manhã, rapidamente aqueceu novamente quando Cesare depositou alguns beijos leves ao longo de seu pescoço. A sensação de formigamento e a pulsação em sua vagina já era bastante familiar.

Eileen agarrou os braços que envolviam sua cintura e torceu os ombros. Enquanto ela gemeu suavemente, ele lambeu seu pescoço exposto e sussurrou seu nome:

— Eileen.

A voz profunda era tão cativante e deliciosa que fez Eileen estremecer. Ela virou a cabeça para olhá-lo. Cesare a segurava com firmeza, repetindo seu nome:

— Eileen, Eileen…

A repetição despertou nela uma estranha sensação de inquietação, talvez porque a voz baixa de Cesare parecia ressoar profundamente em seus ouvidos.

As mãos grandes do homem acariciavam lentamente o corpo de Eileen. Seus dedos deslizaram para dentro do espartilho afrouxado, apertando a carne macia, ele sussurrou:

— Uma vez tive um sonho.

A menção a um sonho era incomum vindo dele, já que normalmente evitava esse tipo de assunto.

— Estávamos junto naquele sonho. Na época, achei maravilhoso… — disse fazendo uma pausa, então mordeu o pescoço de Eileen, deixando uma marca distinta antes de continuar, — Mas nada se compara à realidade.

O tom de Cesare transmitia uma sensação de ternura e intensidade, reforçando a ligação especial e profunda que compartilhavam.

 

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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