Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 128 Online


Modo Claro

As pernas de Michelle tremiam sem controle. E ainda por cima, fardada, esse comportamento definitivamente não era o esperado de uma soldado que deveria manter a postura.

 

Lotan, ao lado dela, cutucou de leve seu pé com o dele. As pernas de Michelle pararam imediatamente, como se um terremoto tivesse cessado.

 

Mas, pouco depois, ela transferiu a inquietação para os braços, balançando-os para frente e para trás. Diego estalou a língua e segurou o seu braço para contê-lo. Em resposta, Michelle passou a remexer os dedos, incapaz de manter qualquer parte do corpo imóvel. Embora sua agitação fosse evidente, ninguém a repreendeu — todos entendiam o motivo de sua tensão.

 

Lotan, observando-a tremer, perguntou casualmente:

 

— Acha que consegue?

 

Era uma demonstração sutil de compreensão, uma sugestão de que ela poderia desistir caso não conseguisse levar aquilo adiante. Ele sabia bem o quão duras eram as ordens que ela recebera. Michelle respondeu com um sorriso tenso.

 

— Claro… eu tenho que conseguir.

 

Ela bateu nas próprias bochechas, o som seco estalando no ar, antes de chutar a perna de Lotan como uma vingança fingida pelo cutucão anterior. Lotan calmamente limpou a calça com naturalidade, como se fosse rotina.

 

— Alguém sabe por que as coisas estão tão tensas entre Sua Graça e a Senhora?

 

Michelle trouxe o assunto à tona para aliviar os próprios nervos.

 

Ao ver as bochechas dela ruborizadas e as marcas vermelhas deixadas pelos tapas, Diego sentiu pena e respondeu:

 

— Eileen deve estar percebendo.

 

Os cavaleiros há muito observavam que Eileen não era particularmente perceptiva em algumas áreas. No entanto, sua dedicação ao trabalho a tornava surpreendentemente sagaz quando havia evidências ou um padrão a ser analisado.

 

Após a mudança abrupta de Cesare depois da vitória em Kalpen, Eileen provavelmente notara a transformação nele e sentira que algo estava errado, mesmo sem explicações claras. Eileen também não era exatamente expressiva com seus sentimentos, então a tensão crescente entre eles simplesmente se agravou, sem resolução.

 

Compreendendo a situação, Michelle apertou os dedos trêmulos.

 

— Você acha que, desta vez, Eileen pode realmente ficar zangada?

 

— Muito provável.

 

A confirmação de Diego a fez suspirar. Desta vez, talvez nem mesmo Cesare conseguisse simplesmente contornar a situação. Após alguns suspiros pesados, Michelle olhou para o céu. A vastidão azul estava manchada por nuvens cinzentas ao longe, e ela murmurou, quase como uma prece:

 

— Tomara que não chova.

 

 

Eileen pedira várias vezes para ser colocada no chão, insistindo que podia andar sozinha, mas Cesare ignorou todos os protestos. Como resultado, ela ainda estava em seus braços quando chegaram à tenda.

 

Preocupada com a possibilidade de terem demonstrado afeto excessivo diante de todos, as bochechas de Eileen queimavam de vergonha. Cesare, no entanto, cumprimentou os soldados que guardavam a tenda com um breve aceno antes de carregá-la para dentro.

 

A grande tenda estava iluminada por lâmpadas estrategicamente posicionadas, lançando um brilho suave e quente, embora algumas áreas permanecessem em sombra. O interior estava mais do que adequadamente mobiliado para uma estadia curta, quase como se fosse um lar temporário.

 

Observando ao redor, Eileen não pôde deixar de admirar o esforço necessário para transportar todos aqueles móveis até ali. Mal terminara sua rápida inspeção quando Cesare a colocou gentilmente no sofá. Ao tentar se sentar ereta, a mão firme dele sobre seu ombro a manteve no lugar.

 

— Fique paradinha.

 

Relutantemente, permaneceu sentada. Cesare se ajoelhou diante dela, e ela abriu a boca para protestar, surpresa pela naturalidade com que ele se colocava abaixo dela, mas já era tarde.

 

Sem hesitar, ele removeu o sapato direito dela e apoiou o pezinho em sua coxa.

 

— Cesare! Está sujo…

 

Eileen tentou puxar o pé de volta, mas foi inútil. Cesare a segurou com firmeza, erguendo a barra da calça até revelar a meia branca de seda.

 

Seu rosto corou de constrangimento, e instintivamente ela encolheu os dedos. A mão dele apertou seu tornozelo enquanto instruía calmamente a relaxar:

 

— Solte. — Depois, em tom mais suave, perguntou: — Está doendo?

 

— Não…

 

Finalmente, Eileen entendeu por que ele a tinha carregado até ali. Ela quase torceu o tornozelo antes, e agora o homem estava verificando se ela não tinha se machucado.

 

Apesar de suas garantias, Cesare não parecia satisfeito. Continuou examinando o tornozelo cuidadosamente, apalpando para ver se havia algum sinal de inchaço ou sensibilidade.

 

— Não dói, sério. Eu só não estou acostumada a usar calças e escorreguei um pouco. Não há motivo para preocupação.

 

Eileen enfatizou que estava bem, desesperada para tirar o pé do olhar dele. Ainda assim, Cesare continuou sua inspeção até estar completamente satisfeito e ter certeza absoluta de que não havia lesão.

 

Percebendo que o sapato dela estava a uma curta distância, Eileen tentou alcançá-lo sozinha, mas Cesare ainda estava bloqueando o caminho. Timidamente, ela abaixou o pé, observando a expressão dele atentamente.

 

Ela tinha agido de forma tão estranha hoje, até evitando o beijo dele naquela vez… No entanto, o olhar calmo e vermelho de Cesare não continha nenhum traço de frustração, como se as ações dela não o tivessem afetado.

 

‘Talvez tenha sido arrogância da minha parte pensar que eu poderia ter algum efeito sobre ele.’

 

Essa nova consciência sobre os pesadelos recorrentes dele lhe dera uma falsa sensação de importância. Mas, sentada ali, Eileen lembrou-se de algo mais urgente do que recuperar o sapato.

 

— Você não deveria se levantar agora?

 

Cesare ainda estava ajoelhado no chão. Eileen ficou horrorizada ao pensar que alguém de sua posição estivesse ajoelhado diante dela. Sentia-se indigna de tal deferência. Quando sua expressão vacilou, como se estivesse prestes a chorar, Cesare finalmente se levantou.

 

Em vez de se sentar, ele pegou o sapato dela e o colocou de volta suavemente em seu pé. O couro macio de bezerro abraçava sua perna confortavelmente.

 

Com ambos os sapatos novamente calçados, Eileen levantou-se do sofá de um salto.

 

— Por favor, vamos sentar e conversar. Ah!

 

Antes que ela pudesse se levantar completamente, o braço de Cesare envolveu sua cintura, puxando-a para seu colo. Sentada sobre as pernas dele, ela instintivamente apoiou as mãos em seu peito para se equilibrar. A proximidade súbita a fez perceber intensamente o quão perto estavam.

 

— Então, qual é o assunto urgente que você queria discutir?

 

Os pensamentos de Eileen voltaram ao boato. Percebendo que precisava tratar daquilo imediatamente, respirou fundo.

 

— Está circulando um boato de que vou distribuir Aspiria de graça no festival de caça. A Baronesa Contarini me informou que já está amplamente espalhado, e parece que todos os nobres presentes agora esperam receber Aspiria como presente.

 

— Ah.

 

A reação de Cesare foi rápida, mas disse tudo o que ela precisava saber — ele já estava ciente do boato. Parecia completamente despreocupado, como se fosse algo trivial.

 

— Não sei quem espalharia tal absurdo, mas mesmo que esclareçamos que é apenas um rumor, temo que isso possa prejudicar a reputação da Casa Erzet…

 

Ainda inquieta, Eileen hesitou antes de acrescentar:

 

— Era isso que você quis dizer quando mencionou que eu poderia ficar zangada?

 

Espero que você não fique muito zangada.”

 

As palavras que Cesare tinha dito na carruagem ecoaram em sua mente. Com sua pergunta, ele riu baixinho, como se toda a situação fosse quase divertida.

 

— Por algo assim?

 

— …

 

Ela achava grave o suficiente para preocupar-se, mas Cesare considerava insignificante. Então, a que ele se referia? Justo quando pensava estar começando a compreender, os ombros de Eileen caíram em derrota.

 

Antes que pudesse refletir mais, um grito agudo ecoou do lado de fora.

 

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

 

Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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