Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 113 Online

Modo Claro

Cesare havia dito para ela continuar falando, mas se viu sem palavras. Qualquer coisa a mais que dissesse soaria apenas como lamúria infantil.

— Não tem mais nada… sério. — Respondeu, observando Cesare atentamente para se certificar de que ele não estava incomodado com suas palavras. Para seu alívio, o homem não parecia aborrecido.

Ela soltou o ar discretamente, tentando não demonstrar, mas Cesare pareceu perceber e riu outra vez.

Ele se inclinou e pegou o periódico que ela segurava, colocando-o de lado. Em seguida, suas mãos começaram a percorrer o corpo dela, tocando pontos sensíveis enquanto perguntava: 

— Tem alguma coisa que você queira?

Seu toque era provocante, deslizando por baixo da camisola fina, tornando cada roçar de seus dedos contra a pele ainda mais intenso. Se remexeu sob o toque do homem, uma sensação cálida florescendo dentro de si enquanto tentava conter o desejo crescente.

 — Eu tinha algo, mas… você já me deu hoje, — disse com voz trêmula. 

Se referia ao bolo que ele trouxera mais cedo, um agrado raro que não podia ser comprada facilmente, nem mesmo com dinheiro. Não precisava de mais nada além daquilo.

Mas Cesare não ficou satisfeito com a resposta. Suas mãos continuaram explorando enquanto insistia:

— Não algo como um bolo. Que tal roupas, joias, uma villa, talvez? Livros ou equipamentos de laboratório? Eu poderia até construir outra estufa para você.

Ela não era alguém sem desejos. Amava ter sua própria biblioteca vasta, um laboratório equipado com as ferramentas mais modernas e uma estufa repleta de plantas raras. Sempre tivera muitos desejos.

Mas agora, como Arquiduquesa, Cesare já lhe dera tudo o que poderia querer. Estava cercada de belíssimos vestidos, joias requintadas e comidas deliciosas. Sua vida parecia um paraíso. Pedir algo mais soava como ganância.

— Ah… n-não, estou bem. Eu já tenho tudo que preciso, —  ela gaguejou, o corpo estremecendo enquanto se apoiava contra o peito do homem, apertando a camisa dele enquanto o toque se aproximava de lugares mais íntimos.

— O que eu poderia dar à minha esposa que a deixaria feliz? —  Cesare perguntou, seu tom docemente relaxado, contrastando fortemente com suas mãos provocantes.

De repente, uma ideia surgiu em sua mente, tirando-a do torpor. Seu corpo, que vinha derretendo sob o toque dele, enrijeceu com excitação.

— Tem uma coisa!—  exclamou, mais alto do que pretendia. Percebendo seu rompante, inspirou rapidamente, mas Cesare apenas sorriu, observando-a com diversão.

Apesar do alívio com a indiferença dele, hesitou. O que queria parecia um pedido significativo — extravagante demais para ser solicitado.

Cesare inclinou levemente a cabeça, notando sua hesitação. 

— O que você está tentando dizer que exige tanto esforço para pensar? — Seu tom ficou ligeiramente sombrio, como se não apreciasse a relutância dela. Ele apertou sua coxa e provocou: — O quê? Você acha que seu marido não pode conseguir para você?

— Não, não é isso, — respondeu, corada tanto pelas palavras do homem quanto pelo toque.

Sua mente acelerou enquanto tentava organizar seus pensamentos. Não importava como formulasse, o pedido soava ousado e talvez inapropriado.

‘Posso mesmo pedir isso a ele?’

Esta era a segunda vez que pedia algo diretamente a Cesare. A primeira tinha sido  dinheiro para pagar o funeral de sua mãe. Comparado àquele, este pedido parecia muito mais audacioso.

‘Estou sendo egoísta demais? Mas ele disse para eu ser honesta…’

Seu coração disparou, mas algo a encorajou hoje. Se lembrou como Cesare sorrira para ela mais cedo, satisfeito com sua honestidade. 

‘Vou apenas dizer’, — pensou, reunindo coragem.

— Só por um dia…

No instante em que as palavras deixaram seus lábios, o arrependimento a invadiu. Quis voltar atrás, fingir que não dissera nada. Mas os olhos vermelhos de Cesare estavam fixos nela, incentivando-a silenciosamente a continuar.

Com a mão trêmula, ela tentou segurar a dele, mas, nervosa, conseguiu apenas agarrar seu dedo mindinho. Apertou-o com firmeza e prosseguiu.

— Você poderia… me dar um dia inteiro do seu tempo?

O que ela queria mais do que tudo era um único dia para passar inteiramente com ele.

Ornella fitava distraidamente sua xícara de chá. O reflexo da mulher na superfície da bebida era de uma beleza impressionante. Seus traços delicados e puros justificavam plenamente o apelido de “Lírio”, mas aquela beleza parecia ser a única coisa que ela realmente possuía.

Sabia quem era a verdadeira obra-prima da criação. Sempre que aqueles olhos misteriosos, dourados e verdes, olhavam para ela, tiravam seu fôlego. Ela ansiava por arrancar aqueles olhos brilhantes e inocentes do rosto que brilhava como o de uma fada.

— O Arquiduque é humano, afinal.

Depois que Cesare compareceu à festa de chá da Arquiduquesa, toda a sociedade fervilhava com conversas sobre o casal Erzet. Às damas que haviam sido convidadas contavam orgulhosamente suas experiências em todos os eventos sociais.

— Ele parece quase divino, não acha? Tão distante e difícil de se aproximar…

— Sim, você tem razão. É difícil até mesmo chegar perto dele. Ele raramente frequenta eventos sociais.

—Bem, dizem que ele é um deus no campo de batalha, então não seria errado dizer que é mais que humano.

— Exatamente. Mas ver como ele trata a arquiduquesa com tanta gentileza me fez perceber — ele também é humano, apenas um marido como qualquer outro.

Não eram apenas as nobres que comentavam. As colunas de fofocas publicavam artigos intermináveis sobre a festa de chá da arquiduquesa, repetindo as mesmas informações inúmeras vezes. No entanto, sempre que envolvia o arquiduque e a arquiduquesa, os jornais voavam das prateleiras.

O mundo inteiro parecia fascinado pela casa Erzet. O primeiro chá da arquiduquesa foi um sucesso incontestável.

Mas o que mais feria Ornella não era o triunfo do evento nem a atenção esmagadora que a Arquiduquesa recebera.

‘Vivi como meu pai ordenou, e continuarei a fazê-lo.’

Foi isso que ela deixara escapar num momento de impulso incontrolável. Ornella não conseguia entender por que dissera aquilo.

‘Por que eu disse isso?’

A pergunta girava incessantemente em sua mente. Sempre que recordava aquele momento em que expôs sua vulnerabilidade, sentia-se à beira da loucura.

Naquele momento, sentiu vontade de atirar sua xícara contra a parede. Queria gritar e quebrar tudo ao redor, mas se conteve. Ali, ela precisava permanecer como o “Lírio de Traon”.

Ornella tomava chá na câmara de audiências do imperador, onde estava marcado um encontro com seu noivo, Leone.

Diferente do falecido imperador tirânico, Leone podia realmente ser chamado de governante sábio. Nunca negou que fora seu irmão mais novo, Cesare, quem garantira o trono para ele; ao contrário, aceitava isso com orgulho.

Em forte contraste com as muitas figuras históricas levadas à loucura por sentimentos de inferioridade, a sabedoria e humildade de Leone o distinguiam. 

No entanto, os gêmeos ainda eram de sangue Traon, e as pessoas frequentemente fofocavam sobre qual deles herdara a loucura que percorria sua linhagem.

A maioria presumia que era Cesare. Ele era como uma chama fria e ardente, sua natureza brutal no campo de batalha era um boato amplamente sussurrado.

Mas seria Cesare o único a herdar aquela natureza perigosa? Mesmo que Leone tivesse o temperamento da mãe, ela também estivera longe de ser estável, assim como o imperador anterior.

— Saúdo o Imperador, — disse Ornella ao se levantar para cumprimentar Leone, que acabara de entrar na câmara de audiências.

Leone, notavelmente semelhante ao falecido imperador com seu cabelo loiro-escuro e olhos azuis, sorriu gentilmente.

— Senhorita Farbellini.

Ornella retribuiu o sorriso suave. Embora o noivado tivesse nascido do dever e não do amor, Leone era um bom noivo. Se não fosse por Cesare, ele teria sido o homem mais extraordinário do império.

— Já faz um tempo. Eu deveria ter ido vê-la antes, mas aqui está você, fazendo o esforço de me encontrar…

— Vossa Majestade, — Ornella interrompeu, quebrando a etiqueta ao se aproximar. Leone ergueu as sobrancelhas surpreso quando ela gentilmente colocou a mão sobre o peito dele e perguntou:

— O que o senhor pensa da Arquiduquesa Erzet? 

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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