Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 219 Online


Modo Claro

Com as próprias palavras sendo usadas contra si, Eileen não tinha mais argumentos para se sustentar. Enquanto hesitava, Cesare pressionou as nádegas dela ainda mais profundamente contra o próprio rosto. Ele conhecia o horror que ela sentia e estava sendo deliberadamente provocador. Ela estava pagando o preço por seu ato audacioso por chupa-lo.

Ele inclinou a cabeça e beijou sua vagina, enfiando a língua profundamente, mordiscando e estimulando o clitóris com os dentes. Não se importava que seu rosto estivesse ficando molhado.

Ele encorajou os fluidos dela a fluírem, a cada lambida e chupada mais insistentes. Ser lambida por ele era um prelúdio familiar, algo que fazia quase toda vez antes de penetrá-la. Ele nunca a penetrava até que ela estivesse completamente relaxada e pronta.

Eileen lutou desesperadamente para não molhar o rosto dele, tentando levantar os quadris, mas foi inútil. Ele a segurava firmemente, pressionando para baixo. Tentou suprimir o prazer, esperando que isso impedisse que os fluidos continuassem. Era um pensamento ridículo, mas, em seu estado de confusão, acreditava que era sua única opção.

Ela se agarrou à parede, tentando suportar a intensa sensação que se espalhava por todo o seu corpo. Respirou de maneira irregular e ofegante, cerrando os olhos com força.

Mas fechar os olhos apenas aguçou ainda mais os outros sentidos. Os sons obscenos produzidos pela língua dele misturados à sua lubrificação preenchiam seus ouvidos. A sensação de ele inclinar a cabeça e lamber profundamente fez com que ela arqueasse as costas. O prazer, que vinha fervilhando havia muito tempo, fez seu corpo se retesar intensamente. À medida que o sangue fluía ao seu clitóris, ele se tornava inchado e rígido, e ele não deixou isso passar despercebido. No instante em que o sugou com força, Eileen arqueou as costas e soltou um breve e agudo gemido:

— Aaah…

Enquanto engolia o gemido que ameaçava escapar, um fluxo de líquido finalmente escorreu. Ela ouviu um nítido som de deglutição, e seus olhos se arregalaram de repente. Quis perguntar se ele havia engolido, mas, antes que conseguisse dizer qualquer coisa, ele voltou a introduzir a língua. Um gemido agudo escapou de seus lábios.

 — Ah… pare, pare agora… — ela implorou.

Mas, enquanto falava, outro orgasmo a atingiu. Eileen jogou a cabeça para trás, o corpo tremendo em pequenos espasmos. Sua vagina encharcada se contraía involuntariamente, apertando e relaxando ao redor da língua do homem. Ele lambeu até a última gota, enquanto a língua percorria suas paredes sensíveis, vulva e clitóris, estimulando-a sem deixar passar nada despercebido.

Ele apertou suas nádegas com tanta força que a carne se projetava entre os dedos dele. Não havia qualquer possibilidade de escapar. Não teve escolha a não ser suportar o prazer que ele proporcionava. A sensação era tão avassaladora que, momentaneamente, esqueceu suas preocupações sobre molhar o rosto dele. Afrouxou o punho que mantinha cerrado e começou a arranhar a parede, choramingando baixinho.

Somente depois de estimula-la por completo ele afastou os lábios lentamente. O corpo de Eileen tremia enquanto se afastava, ainda com as marcas dos dedos dele visíveis sobre a pele. Olhando para o rosto do homem, enquanto ele se levantava, ficou sem palavras. Ele passou a língua pelos lábios e sorriu.

— Por que está me olhando desse jeito?

Ele tinha um rosto que exigia ser admirado. Ver aquele lindo rosto, coberto pelos fluidos dela, era terrivelmente sedutor. Pegou às pressas as roupas que havia deixado de lado e começou a limpar o rosto de Cesare. Ele permitiu, seu corpo relaxado, aproveitando o estado de confusão dela.

Enquanto aproveitava um instante para recuperar o fôlego, ele umedeceu o dedo com a língua e o introduziu profundamente dentro dela. O dedo reto deslizou sem dificuldade, mas, ainda assim, ela estremeceu. Ele a manteve imóvel enquanto estimulava seu interior já relaxado. A cada movimento do dedo, o som úmido do contato se fazia claramente audível. Quando teve certeza de que ela estava pronta, retirou o dedo e, com ele, deu um leve toque provocativo em um de seus mamilos. Eileen, meio atordoada pelo prazer que parecia dissolver suas forças, cobriu rapidamente o peito.

Ele não a impediu, apenas disse:

— Você vai ficar por cima, certo?

Eileen se aproximou, o peito corado. O membro do homem estava ainda mais duro do que antes, brilhando com pré-gozo. Ela o encarou por um momento, então cuidadosamente sentou-se sobre ele. A ponta do pênis separou as paredes internas e começou a entrar. Embora estivesse penetrando apenas um pouco, a tensão daquele momento foi suficiente para deixar sua garganta seca.

Ele disse a ela que apoiasse as mãos sobre seus ombros, para se mover com mais conforto. Seus olhos se encontraram. Sempre lhe parecia estranho estar naquela posição, olhando para ele de cima, mas o homem a encarava com total naturalidade. Mantendo os olhos fixos um no outro, ela foi descendo lentamente.

— Ah…!

Um gemido ofegante escapou dos seus lábios quando o pênis imponente penetrou lentamente. Seu corpo esticou, sentiu-se completamente preenchida. Ela gemeu sentando totalmente. Ele aguardou pacientemente, permitindo que ela conduzisse tudo no seu próprio ritmo.

No instante em que o membro entrou por completo, Eileen sentiu algo que ia além do simples prazer físico. Era a alegria de estar ali, na realidade, ao lado de Cesare. Os sete anos que passara sozinha haviam deixado cicatrizes impossíveis de apagar. E Cesare também carregava as suas. As dores fantasmas do passado ainda existiam, mas agora até mesmo essa dor era bem-vinda, porque eles estavam juntos.

Dominada pela emoção, Eileen enterrou o rosto junto ao dele, pressionando a própria pele contra a de Cesare, saboreando o calor vivo que emanava do corpo do homem.

— Cesare…

Lágrimas escorriam de seus olhos como um riacho tolo e incontrolável. Ele beijou suas pálpebras. Ela tentou escondê-las, mas continuavam caindo. Foi então que se lembrou de como o homem costumava ferir a si mesmo para confirmar que aquilo era real, de como a abraçava e verificava o calor do seu corpo. Agora entendia por que ele fazia aquilo. Ela acabou se tornando como ele.

Eileen chorou como uma tola diante da força vital que sentia dele. Era uma confirmação sólida e inabalável de que aquele momento, aquele lugar, era real. Cesare não tentou detê-la. Simplesmente a deixou chorar, beijando-a mais suavemente do que nunca. Suas mãos grandes acariciavam seu corpo. Quando as lágrimas diminuíram, ele mordiscou levemente sua bochecha corada.

— Já terminou de chorar? — ele perguntou.

— Sim… — respondeu, fungando, mas logo se corrigiu: — Acho que ainda não.

— Então devemos fazer isso depois? — perguntou ele, enquanto a mão acariciava suavemente a curva de suas costas.

Eileen balançou a cabeça. Então, imitando o gesto dele, deu uma mordidinha em seu queixo e sussurrou:

— Eu quero agora, Cesare…

Continua…

Tradução e Revisão: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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