Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 193 Online

[O Lado Feio do Arquiducado Erzet… Um Perdão Para Quem?
Mesmo que a Arquiduquesa escape da lei invocando um perdão, a mancha de seu pecado permanecerá. O povo do Império lembrará para sempre das mesquinhas decepções do Arquiducado.
Agora que a produção clandestina de drogas pela Arquiduquesa veio à tona, devemos elogiar as corajosas ações do Duque Farbellini. Ele escolheu, unicamente pelo bem do Império, trilhar o árduo caminho de se opor ao Arquiduque Erzet.
Além disso, ao contrário do Arquiducado, que buscava monopolizar e vender seus medicamentos, o Duque Farbellini anunciou sua intenção de distribuir gratuitamente novos remédios ao povo.
Não deveria ele ser chamado de verdadeiro herói do Império?
Nesta reportagem especial, apresentamos o novo medicamento que a Família Ducal Farbellini em breve distribuirá…]
Ornella tragou o charuto preso entre os lábios, enchendo os pulmões com a fumaça pesada. Com os olhos frios e profundos, encarou fixamente as palavras que mencionavam “o novo medicamento da Família Ducal Farbellini”. Manteve o olhar por um longo tempo antes de colocar o charuto no cinzeiro. Uma fúria silenciosa cresceu dentro dela ao pensar no remédio guardado na gaveta de seu quarto, aquele que Eileen havia enviado para a Família Ducal.
Era verdadeiramente detestável que o remédio para dor de cabeça funcionasse tão notavelmente bem para ela. Quando a dor aguda e crônica que fizera parte de sua vida por tanto tempo desapareceu por completo, Ornella sentiu um profundo desagrado. Mas era voltado contra si mesma por ser forçada a reconhecer o talento de Eileen.
Ela vivera uma vida invejada pelos outros, mas toda vez que seu caminho cruzava com o de Eileen, Ornella era lembrada de tudo o que havia sacrificado. O complexo de inferioridade profundamente enraizado desde o momento em que desistira de escrever poesia não podia ser curado por nenhum médico famoso ou remédio.
Ornella abriu a pequena bolsa em seu braço e tirou um grande frasco de vidro cheio de pílulas. Colocou-o sobre a mesa, seus dedos cobertos por luvas de renda batendo contra o vidro.
— Leve isto para Eileen.
A mulher parada diante dela olhou-a com olhos nervosos e inquietos. A música suave do salão de baile flutuava para dentro da sala de estar tranquila. Apesar de ser a anfitriã do baile, a Baronesa Contarini parecia tão ansiosa quanto uma convidada. Depois de participar do chá da Arquiduquesa Erzet, a Baronesa havia demonstrado abertamente seu apoio à ela. Durante o festival de caça, chegou até a tentar conversar com ela. Assim, quando Ornella comunicou sua intenção de comparecer ao baile, a Baronesa ficou mais do que intrigada. Imaginou que tipo de plano perverso ela estaria tramando, mas não podia recusar a filha do Duque Farbellini. A Baronesa escondeu seus verdadeiros sentimentos e recebeu Ornella calorosamente, consolada pelo fato de Eileen já ter recusado o convite.
No entanto, não esperava que Ornella fizesse um pedido tão peculiar. Ornella olhou de cima para a Baronesa, o rosto arrogante.
— A Arquiduquesa está recusando todos os visitantes no momento, mas receberá a dançarina que convocou hoje para o baile. A dançarina de cabelos loiros extravagantes.
A Baronesa observou o frasco de remédio com expressão confusa antes de voltar lentamente o olhar para Ornella.
— Eu… tenho que entregar isso pessoalmente para a dançarina?
Um sorriso torto surgiu nos lábios de Ornella diante da pergunta.
— Está sugerindo que eu mesma faça isso?
O significado era claro: ela não desejava encontrar pessoalmente uma simples dançarina e, por isso, estava delegando a tarefa à Baronesa. A mulher, que recentemente declarara lealdade à Arquiduquesa, sentiu-se insultada, mas reprimiu o impulso de franzir a testa. Não sabia qual era o jogo de Ornella, mas entendia que aquilo de alguma forma beneficiaria Eileen. Não haveria outro motivo para Ornella agir pelas costas do Duque Farbellini para entregar aquele item.
— Farei o meu melhor — respondeu a Baronesa, abaixando os olhos.
Ornella não respondeu. Apenas pegou seu charuto do cinzeiro novamente e fez um gesto com a mão, um sinal de dispensa.
Depois que a Baronesa Contarini saiu, Ornella tirou os sapatos e colocou os pés sobre a mesa. Sua perna machucada ainda não estava totalmente curada, e era difícil usar sapatos de salto por muito tempo. Ela reclinou a cabeça no encosto do sofá e exalou uma longa nuvem de fumaça no ar.
— …
Conseguira atrasar a data de lançamento do novo medicamento, mas isso era tudo. No fim, seu pai lançou o remédio e ainda acusou o Arquiducado Erzet de fabricar drogas. Para criar medicamento usando drogas, aquela mulher devia estar fora de si. Ela não sentia nenhum desejo específico de intervir e ajudar. Estava simplesmente quitando uma dívida por Eileen tê-la tratado no dia do desmoronamento do Panteão e por ter-lhe enviado o único remédio para dor de cabeça que realmente funcionava. Ornella tragou o charuto e encarou o teto. O rosto de seu pai, torcido em repulsa ao olhar para a cicatriz horrível em sua perna, veio à mente, mas logo deixou a memória se dissipar com a fumaça.
Não importava o quanto Eileen mentisse, Cesare sempre percebia. Ele certamente também soubera que ela mentira dessa vez. Mas fingira ter sido enganado. ‘Talvez este julgamento seja apenas uma desculpa para me confinar completamente,’ pensou ela. Essa suspeita apenas se fortaleceu ao lembrar da resposta de Cesare ao seu juramento de fazer tudo o que ele quisesse.
— Não será fácil fazer o que eu quero, Eileen.
Apesar de suas intenções, Cesare acabara concedendo a ela uma liberdade temporária. Eileen finalmente estava livre de suas correntes e podia encontrar outras pessoas. A primeira pessoa que viu depois de sair de seu quarto foi Sonio. Ele devia ser um dos mais afetados por sua fuga não autorizada da residência, mas não fez qualquer reclamação. Apenas a observou com olhos preocupados, imaginando se sua saúde havia piorado no tempo em que esteve fora.
— Desculpe, Sonio… — sussurrou Eileen.
Sonio apenas sorriu e a tranquilizou gentilmente:
— Estou apenas feliz por ter retornado para nós.
Após conversar com Sonio, ela encontrou-se imediatamente com Lotan, mas ele não estava sozinho.
— Eileen…!
Marlena, que roía as unhas ansiosamente, saltou do sofá. Contudo, congelou imediatamente quando o olhar afiado de Lotan caiu sobre ela.
— Está tudo bem, Sir Lotan — disse Eileen, interrompendo o homem, que encarava a dançarina com severidade. Quando a dureza em seus olhos não desapareceu, ela acrescentou: — Como sabe, ela me ajudou muito…
Só então Lotan desviou o olhar feroz. Eileen respirou fundo e soltou o ar lentamente antes de olhar para Malena, que parecia um pouco mais magra. A mulher retribuiu, o rosto tomado por emoções turbulentas. Depois que Eileen fora levada à residência do Arquiduque, Malena tentara encontrá-la, mas as ordens do Arquiduque impediram. Ela só poderia ver Eileen se fosse convocada. Enquanto aguardava ansiosamente por alguma notícia, a permissão finalmente chegou. Isso porque Eileen queria confirmar pessoalmente que Malena estava segura.
Naturalmente, elas não podiam mais se encontrar sozinhas como antes. Malena estava até proibida de usar o nome de Eileen.
— Por favor, perdoe minha falta de educação, — disse Malena, ajoelhando-se para se desculpar com à Arquiduquesa.
Eileen rapidamente a puxou para cima.
— …
Elas se encararam por um longo momento. Mesmo sem palavras, seus sentimentos eram transmitidos pelos olhos. Eileen sorriu suavemente diante da expressão preocupada de Malena, tentando tranquilizá-la. ‘Estou realmente bem. Só estava preocupada com você.’
Malena recuou e cuidadosamente tirou um frasco de vidro de seu peito. Ela não podia entregá-lo diretamente a Eileen, então o passou para Lotan. As pílulas dentro chacoalharam contra o vidro.
— A Baronesa Contarini me confiou isto.
— A Baronesa…? — perguntou Eileen, confusa.
A Baronesa Contarini era uma mulher que havia demonstrado ativamente apoio a Eileen. Ela a convidara para o baile, mas Eileen não pôde comparecer porque ainda estava confinada ao quarto. Foi realmente lamentável. Mas a Baronesa confiar subitamente um frasco de pílulas a uma dançarina… era estranho, no mínimo.
Eileen inclinou a cabeça e estendeu a mão para Lotan. Ele pareceu querer examinar o frasco melhor, mas não teve escolha a não ser entregá-lo enquanto Eileen esperava pacientemente.
Eileen pegou o frasco e o sacudiu suavemente. Um pequeno bilhete dobrado tornou-se visível entre os comprimidos. Ela abriu e despejou os comprimidos na palma da mão. Seus olhos se arregalaram ao desdobrar o bilhete.
Ele continha o método de fabricação do novo medicamento. Era exatamente o mesmo remédio que a Família Ducal Farbellini planejava lançar.
Continua …
Tradução e Revisão: Elisa Erzet
Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online
Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
Sinopse
Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui