Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 190 Online

Ele sabia que suas palavras iriam machucá-la. Esperava vê-la se encolher, talvez ver ressentimento brilhar em seus olhos. Mas não foi nada disso que encontrou. Os olhos verde-dourados, cheios de lágrimas, não vacilaram em choque. Pelo contrário, permaneceram firmes, fixos nele com uma determinação inabalável.
— Mesmo que você diga isso… não vou desistir.
Ela parecia um pequeno broto teimoso que jamais seria quebrado, não importa o quanto fosse golpeado ou pisoteado. Eileen falou com seus lábios trêmulos:
— Foi você que me criou assim, Cesare…
Uma risada vazia escapou do homem, e sua pegada ficou mais forte, seus dedos cravando na carne macia do seio dela. Ele enterrou seu membro em uma única estocada brutal.
— Haa!
Eileen soltou um gemido agudo, seus quadris se levantando da cama enquanto seus seios eram pressionados contra os lençois. Cesare afastou suas pernas com as coxas e começou a se mover, num ritmo feroz e desenfreado. Ele estocava selvagemente, apertando seus seios com força, e a cada pegada, as paredes internas se contraíam ao redor do membro do homem em espasmos apertados e desesperados. Como se seus nervos estivessem conectados, ele a estimulava deliberadamente, seus movimentos tornando-se ainda mais brutos.
— Hng, ugh, Cesare…!
Eileen tremia por inteiro enquanto gemia seu nome. O homem pressionou o peso contra o pequeno corpo, silenciando os gemidos com estocadas profundas e incessantes. Ele sabia. Ela podia dizer que o salvaria, mas não havia nada que Eileen pudesse fazer. A garota que ele criou era boa, sua natureza gentil demais para ferir outra pessoa. Seu corpo esguio não foi feito para tirar uma vida.
Não havia chance de Eileen sujar as mãos de sangue e oferecer um sacrifício aos deuses. E mesmo que um milagre acontecesse e ela, de alguma forma, conseguisse, não haveria como salvá-lo. Os acordos já tinham sido firmados. Cesare também alimentava a mesma esperança inútil que Eileen. Ele queria continuar vivendo ao seu lado, desafiando o preço exigido pelos deuses. Como não desejar isso? Com aquele tempo devolvido, teve uma segunda chance com Eileen. Seu desejo de testemunhar o futuro dela se desenrolar — um futuro em que ela seria sua Arquiduquesa e uma farmacêutica renomada — era mais do que sincero. Ele tentou impedir a intervenção dos deuses, mas eles enviaram um aviso ao destruir o Templo. Foi uma mensagem clara e terrível: se ele não pagasse o preço, Eileen não veria o próximo amanhecer.
Quando viu as ruínas do Templo destroçadas, Cesare abandonou seu desejo de viver. Ele estava totalmente preparado para o seu fim. Até ele, o grande Arquiduque Erzet, um homem de poder e privilégios, precisava seguir o destino que os deuses haviam ordenado. E, assim, Eileen não poderia salvá-lo. Ela não seria capaz de desafiar os deuses.
Por que seria? Ao olhar para seus firmes olhos verde-dourados, Cesare queria acreditar em suas palavras. A ideia de que essa mulher pequena e delicada pudesse se opor aos deuses e salvá-lo, era algo que poderia realmente acontecer. Mesmo sabendo que não. Delírios inúteis eram os pensamentos mais distantes e indesejados na mente de Cesare. Ele era um homem que preferia a lógica e a clareza. Mas quando estava com Eileen, não conseguia evitar se apegar a uma esperança tola.
Assim como Eileen já acreditara que ele, seu Príncipe, seu Arquiduque, a salvaria de qualquer situação.
Para esconder a própria fraqueza, Cesare turvou os olhos dela com prazer.
— Hic, ugh, ah…!
O orgasmo de Eileen foi algo violento e implacável. Seus músculos internos se contraíram ao redor do membro do homem, apertando-o em ondas. Uma sensação de formigamento percorreu a base de seu pênis, e uma veia saltou no abdômen firme e definido. Ele gemeu, estocando ainda mais profundamente. Mesmo com a glande pressionada contra o colo do útero, sem ter para onde ir, ele continuou a estocar.
Os seios de Eileen ficaram de um vermelho intenso, o corpo inteiro tremia. Ela estava em uma agonia terrível, um estado de prazer insuportável, enquanto ele continuava a penetrá-la no auge do orgasmo.
Debatendo-se sob o excesso de prazer, seu corpo era jogado contra a cama pelas investidas do homem. Suas pernas permaneciam bem abertas, e embora tentasse fechá-las, ele não permitia, só conseguia esfregar as coxas em um movimento impotente. Cesare se movia como queria, penetrando impiedosamente em seu corpo achatado. Seus dedos trêmulos arranhavam os lençois, as pontas rosadas apertando tão forte que ficaram brancas. Um tremor repentino percorreu seu corpo, e ela balançou a cabeça freneticamente de um lado para o outro.
— N-não, não!
Ele sabia exatamente por que ela implorava para ele parar. Depois de todas às vezes que fizeram amor, ela ainda sentia vergonha. Cesare deslizou a mão, que antes acariciava seu seio, e apalpou sua vagina. A ponta do dedo encontrou o clitóris, inchado e protuberante. Ele pressionou com força, enquanto seu membro ainda atingia o colo do útero, e Eileen gemeu, seu corpo inteiro ficando rígido. Ela tentou suportar, mas sua resistência era inútil. O homem lambeu sua bochecha molhada e sussurrou:
— Está tudo bem meu amor… você pode gozar.
Como se tentasse convencê-la, ele a acariciou e sussurrou que estava tudo bem gozar. O corpo de Eileen finalmente se rendeu. Seus dedos, que estavam agarrados aos lençois, afrouxaram, e suas pernas se abriram. Um gemido atordoado escapou de seus lábios.
— Aaaaaah…
Seu corpo convulsionou em um novo orgasmo, um líquido fino jorrando dela. Ele sentiu o líquido molhar sua mão enquanto continuava a mover os quadris. A cada estocada, Eileen gemia pesadamente, suas paredes internas apertando o membro do homem.
— Ahh, eek, ahh, ugh…
Junto com seus gemidos curtos e quebrados, um líquido transparente escorria de sua uretra, jorrando repetidas vezes e depois parando. Cesare estendeu a outra mão e virou o rosto dela para ele. Olhou em seus olhos verde-dourados, que haviam perdido completamente a razão e estavam turvos de tesão, e a beijou. Saliva escorria de seus lábios descuidadamente entreabertos. Ele lambeu o líquido claro e enfiou a língua na boca aberta. Ele a devorou avidamente, lambendo o palato macio e provocando o clitóris sensível abaixo.
Seu clímax finalmente diminuiu apenas depois de ter encharcado os lençois e as mãos dele com seus fluidos. Mas Eileen não recuperou imediatamente os sentidos. Apenas esporadicamente, ofegante. Com um som úmido, ele retirou o membro, e os fluidos escorreram por suas coxas. Parecia que parte havia jorrado de seu corpo e também se acumulado dentro dela. Ele olhou para suas costas, que estavam sujas com todo tipo de fluido.
Ele a beijou ao longo de sua coluna reta, então colocou a mão sob seu abdômen e levantou suas nádegas. Quando tentou lamber a vagina molhada, Eileen lutou para escapar, mesmo com o corpo exausto. Era uma resistência que ele poderia facilmente dominar com uma mão, mas a deixou em paz. Por fim, Eileen se contorceu e virou o corpo, seus mamilos vermelhos e inchados subindo e descendo com o peito ofegante. Cesare não resistiu ao impulso e levou um mamilo à boca, deixando uma mordida.
Então, antes que seus olhos atordoados pudessem se focar, ele olhou para Eileen e moveu o membro. Sêmen espesso e branco foi espalhado sobre sua barriga já encharcada.
Coberta com seus vestígios, acorrentada pelos tornozelos e deitada na cama da residência do Arquiduque, Eileen parecia mais do que satisfatória. O homem sentiu o desejo de permanecer com ela para sempre naquele espaço perfeito, intocado por qualquer outra pessoa, assim como a casa de tijolos em sua ilusão.
O mundo dele era sempre perfeito, contanto que apenas Eileen existisse. Assim como naquela ilusão.
— Cesare…
Mas Eileen sempre o trazia de volta à realidade. Ao ouvir a voz chamando seu nome, Cesare respondeu de bom grado.
— Sim, Eileen.
Ainda assim, depois de tê-la fodido até quase desmaiar, seus olhos permaneciam cheios de desafio. Mesmo que ele a estimulasse mais, a fizesse chorar e a deixasse um desastre, ela olharia para ele com igual teimosia obstinada. A garota brilharia com seus olhos verde-dourados, alimentando uma esperança inútil até o fim.
Como havia dito, ela era a criança que ele criou. Cesare fez uma confissão, sua voz doce, enquanto esfregava o pau enorme e grosso sobre sua barriga e vagina coberta de fluidos.
— Eu te amo Eileen.
Ela não respondeu ao seu sussurro carinhoso. Mas tudo bem.
Continua…
Tradução e Revisão: Elisa Erzet
Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online
Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
Sinopse
Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui