Ler O Marido Malvado – Capítulo 27 Online

Modo Claro

Enquanto os pensamentos sobre a voz de Cesare inundavam sua mente, um calor intenso subiu até sua garganta.  

‘Por que diabos ele fez aquilo? Era divertido para ele vê-la constrangida e envergonhada’? Perdida em seus próprios pensamentos, Eileen puxou as almofadas do sofá com força. No entanto, quanto mais ela remoía o incidente, menos significativo ele parecia.  

Afinal, Cesare também era um homem jovem e saudável, com desejos sexuais. Não seria estranho se ele buscasse alívio com sua futura esposa.  

Contudo, apesar de despertar emoções tão estranhas nela, Cesare não havia tomado nenhuma atitude direta. Eileen se esforçava para entender o motivo, mas não encontrava resposta. Ainda assim, uma coisa estava clara:

‘Estou com tanta vergonha…’

Não conseguiria encarar Cesare por um tempo. Mesmo sem ver seu rosto, continuava pensando nele. O hálito quente, os gemidos, o calor febril, o prazer avassalador.

Ao relembrar daquelas sensações, sentiu algo como borboletas no estômago. Chegou a sentir uma coceira nos mamilos que Cesare havia provocado por um tempo. Quis coçar, mas era um lugar embaraçoso demais para tocar.

Eileen cravou as unhas na palma da mão para conter o desejo crescente. Só depois de deixar várias marquinhas em forma de meia-lua conseguiu recuperar o fôlego.

— …

Ela havia decidido convidar os cavaleiros do Grão-Duque para um jantar modesto, 

sentiu alívio por Cesare não estar entre os convidados.  

Inicialmente, chegou a pensar em convidar o homem, mas acabou desistindo, com medo de sobrecarregá-lo com sua agenda atribulada. Pensando bem, parecia ter sido a melhor decisão.

‘Vou evitar o Grão-Duque por enquanto.’ Eileen decidiu firmemente. Graças às memórias impactantes da noite, não conseguiu se lembrar de nada desagradável sobre o sequestro.  

Alguns dias depois, na noite do encontro, Eileen acordou cedo para limpar a casa minuciosamente e foi ao mercado comprar suprimentos. Como não era habilidosa na cozinha, planejava servir comida encomendada antecipadamente de vários restaurantes.  

Após fazer as compras e visitar os restaurantes, já era tarde. Enquanto se ocupava preparando tudo sozinha, seu pai voltou para casa, com bafo carregando de álcool e cigarro, indicando que talvez tivesse passado a noite fora.

— Bem-vindo de volta! 

Eileen o cumprimentou, mas parou ao sentir o forte cheiro que emanava dele. Seu pai olhou para ela e riu.  

— Minha querida filha!

— … Você sabia que teremos convidados para o jantar hoje?

— Ah, convidados. Sim, eu sei. Vou sair antes deles chegarem.

Dito isso, ele entrou no quarto, aparentemente indo direto para a cama, sem se preocupar em tomar banho. Apesar de ter um banheiro no quarto. Sempre agia de forma desleixada quando estava bêbado — um hábito que Eileen achava detestável.

Eileen suspirou profundamente e voltou a se concentrar nos preparativos para receber os convidados, estendendo uma toalha de mesa nova e pegou os melhores pratos e talheres.  

Lá fora, ouviu vozes animadas. Ao olhar pela janela, viu três homens e uma mulher caminhando em direção ao jardim, acompanhados por um veículo militar preto estacionado em frente à casa. Cada um deles carregava algo nas mãos.  

Eileen sorriu e abriu a porta da frente. Antes mesmo de baterem, os cavaleiros do Grão-Duque entraram com risadas calorosas.

— Chegamos!

Lotan, Diego e Michelle entraram primeiro, seguidos por Senon. Ele olhou para Eileen com uma expressão profundamente emocionada.

— Senhorita Eileen…

— Senhor Senon, quanto tempo.

— Você amadureceu muito desde nosso último encontro.

Assim que Senon começou a relembrar, Michelle o cutucou com o cotovelo.  

— Estou com fome.

Balançando com a força do empurrão, Senon se recompôs e a encarou. Michelle riu e encostou suas testas levemente.

— Vamos, irmão, não fique bravo. Dizem que um soldado bem alimentado tem a pele bonita.

Com isso, ela foi direto para a mesa. Senon estalou a língua e conteve a irritação, esfregando a testa. Era melhor controlar seu temperamento na frente de Eileen.

 

O homem não era baixo, mas comparado aos outros cavaleiros — incluindo Cesare — parecia menor. Especialmente ao lado de Michelle, uma mulher alta e forte, a diferença era evidente.

Com sua aparência mais delicada, Senon muitas vezes se sentia deslocado entre seus colegas maiores, especialmente agora.

— Você viu, né? Eles me tratam como se eu não fosse nada, só porque são um pouquinho maiores que eu.

Enquanto Senon resmungava para Eileen sobre as brincadeiras dos colegas, os outros cavaleiros se ocupavam trazendo comida para a mesa.  

— Senhorita Eileen, onde coloco isso?

— Uau, que cheiro bom. Onde conseguiu isso? Preciso comprar também.

— Senhorita, trouxe uma garrafa de vinho. Vamos aproveitar com a refeição.

Enquanto os três conversavam animadamente, Diego se aproximou novamente de Eileen.

— Um presente! Aqui está um presente para você.

Ele pegou uma sacola que havia colocado sobre a mesa e, com um sorrindo fofo, tirou um grande coelho de pelúcia.

Tcharam!

Eileen caiu na risada com a brincadeira, abraçando o coelho e agradecendo.

Ela gostou genuinamente do coelho que Diego trouxe como presente. Sua textura macia parecia acalmá-la.

Sem perceber, ficou acariciando o brinquedo, para alegria de Diego. Ele o exibiu orgulhosamente para os outros.

— Olhem só isso!

Diego se gabou de que o vinho que havia trazido era de alta qualidade. Ao ouvir mais um agradecimento de Eileen, ele sorriu como se tivesse ganhado o mundo.

Os outros três cavaleiros trocaram olhares irritados antes de apresentarem seus próprios presentes. Lotan trouxe um livro raro de botânica estrangeira, Senon deu um conjunto de canetas-tinteiro, e Michele um vidro grande cheio de balas e chocolates importados.

Depois de aceitar cada presente com gratidão, Eileen prontamente agradeceu e ofereceu seu próprio presente.

 — Este é o meu presente.

Embrulhado numa pequena caixa, tinha uma pomada cicatrizante.

Embora parecesse modesto em comparação com o relógio de bolso de platina que dera a Cesare, os cavaleiros ficaram encantados, como se tivessem recebido joias preciosas.  

— Uau! Essa pomada vai ser útil!

Depois de um elogio exagerado de Diego, dizendo que a pomada feita por Eileen era a mais eficaz, os outros tiraram as suas também. Lotan até aplicou um pouco na mão e sorriu satisfeito.

— Vou me gabar disso no trabalho amanhã.

Após a troca de presentes, todos se reuniram ao redor da mesa. Quando estavam prestes a aproveitar o banquete, Eileen lembrou-se de alguém que havia esquecido em meio aos preparativos.

Seu pai ainda estava no quarto no primeiro andar. Apesar de ela tê-lo avisado dias antes sobre os convidados e até lhe dado dinheiro para sair, ele parecia ter dormido demais e perdido a chance de ir.  

Eileen olhou brevemente para o quarto do pai, ouvindo um baque, como se algo tivesse caído lá dentro, perfeitamente sincronizado com a atenção deles. Todos os cavaleiros viraram os olhos para o quarto.  

— Ah, meu pai… Continua lá dentro.

Eileen murmurou constrangida, fixando o olhar na porta do quarto.

— Ele deveria se juntar a nós para jantar.

Enquanto ela olhava com uma expressão apreensiva, os cavaleiros trocaram olhares. Senon sinalizou para Diego, que franziu a testa e se levantou rapidamente.

— Barão.

Aproximando-se da porta com confiança, Diego girou a maçaneta com firmeza, como se pudesse forçá-la a abrir.

— Venha jantar conosco.

Após um breve silêncio, uma voz fraca surgiu do outro lado da porta.

— Estou bem…

A voz soava mais fraca que o sussurro de formigas passando. Eileen presumiu que seu pai estava recusando o convite, mas Diego não desistiu. Apoiando-se na porta com um braço, insistiu:  

— As pessoas precisam comer para viver. Venha comer com a gente.

Embora suas palavras fossem um convite para jantar, seu tom e ações pareciam mais uma ordem. Com um baque, Diego bateu na porta e resmungou:

— Saia, Barão Elrod.

Continua…

Tradução Elisa Erzet 

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Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante-Chefe Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui ❤️❤️❤️

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