Ler O Marido Malvado – Capítulo 25 Online

Modo Claro

Ele levou o mamilo à boca quente, sugando-o suavemente antes de acariciá-lo com a língua. O tecido fino, umedecido pelo toque, aderiu de forma íntima. Um arrepio de prazer delicioso percorreu a espinha de Eileen.

Com um suspiro, que rapidamente se transformou em um gemidinho, ele repetiu o gesto no outro mamilo, espalhando arrepios por toda a sua pele. A sensação escorregadia e pegajosa da língua e a sensação aguda das unhas fizeram o corpo dela reagir de maneira estranha.

Cantos esquecidos de seu corpo despertaram, desabrochando com uma sensibilidade intensificada. À medida que a consciência a inundava, um calor se acumulou em seu ventre, e espalhou como fogo. Era delicioso, formigante, que desafiava a explicação, deixando-a sem fôlego com uma mistura de prazer e expectativa. 

Uma onda de emoções a atingiu, diferente de tudo o que ela já havia conhecido. Era inexplicável, um caleidoscópio de prazer que tornava irrelevantes todas as suas experiências anteriores. Até respirar parecia diferente — um gemido escapou de seus lábios, como se ela estivesse sendo arrastada por uma correnteza.

A consciência de sua sensibilidade aguçada, os mamilos pressionando contra o tecido. Mas o pensamento era apenas uma onda minúscula no maremoto de prazer que a envolvia. Eileen, no entanto, não tinha lucidez suficiente para examinar o próprio corpo. Ela apenas tentava, desesperadamente, suportar o prazer avassalador e desconhecido.

  — Ah… ah, Vossa Graça, por favor, pare… isso é estranho…

— Você deveria me chamar pelo meu nome, Eileen.

— Ah, Vossa Graça, ainda assim-

— Tenho certeza de que meu nome não é “Vossa Graça”.

A ideia de ousar resistir passou por sua mente. Mas, sucumbindo à força de sua mordida ardente em seu mamilo, ela gritou o seu nome.

— Ce-Cesare…

— Sim.

— Por favor, pare… Não podemos parar com isso?

— Não.

— Ah, por favor…

— Você precisa se adaptar.

Fitando os olhos da trêmula Eileen, Cesare sussurrou em tom provocador:

 — Não é isso que está te ajudando a se acostumar?

— Mas… ah, mas…

Ela repetiu as mesmas palavras em transe. Sua mente, antes um espaço meticulosamente organizado, agora era uma paisagem nebulosa pintada com os tons vibrantes de um desejo emergente. Finalmente, uma única frase primitiva rompeu o nevoeiro.

— Está muito quente lá embaixo…

Ela franziu a testa, não conseguindo explicar as sensações, também sentia uma pulsação dolorida dentro da vagina. Quando finalmente disse que doía, ele a beijou novamente.

A mão que antes só acariciava seus seios, desceu, levantando a barra da camisola. Ele deslizou a mão entre as pernas de Eileen.

No momento em que a tocou, Eileen percebeu, tardiamente, que sua calcinha estava encharcada e grudada em seu clitóris. A sensação pegajosa e úmida era embaraçosa, queria trocar imediatamente.

Dedos longos roçaram levemente o tecido molhado. Então, ela sentiu algo escorrer de sua entrada.

— Ahh!

Um gemido surpreso escapou dos lábios de Eileen quando o toque dele provocou um choque em seu corpo. Ela reagiu por instinto, com um rápido tremor na perna. A sensação era completamente nova, um arrepio delicioso ecoou em seu íntimo. Perdida nesse prazer desconhecido, ela lutou para encontrar palavras que expressassem o turbilhão de emoções que giravam dentro de si.

— Algo… algo saiu de mim.

A sensação do líquido pegajoso encharcando sua calcinha era vívida. Mesmo assim, Cesare não parou, apesar das palavras desesperadas de Eileen. Em vez disso, começou a esfregar os dedos em sua vulva, focando especialmente no clitóris inchado.

Seus movimentos, inicialmente lentos, gradualmente aceleraram. A fricção insistente fez o clitóris pulsar involuntariamente.

— Is-isso é estranho. Muito estranho.

Eileen agarrou desesperadamente seu antebraço com força, mas só conseguiu sentir seus músculos firmes, e sua mão não parou.

— Ah, mm, Cesaa-, ah, ah…

Ela tentou chamar o nome do homem com todas as suas forças, mas o toque dele persistia. Tentou suportar as sensações avassaladoras que inundavam seus sentidos, mas não conseguiu se conter por mais tempo.

No momento em que perdeu completamente o controle, ele pressionou a palma da mão contra toda a sua região íntima e esfregou vigorosamente seu clitóris. Um turbilhão de calor se enrolou em seu interior e explodiu.

— Ah…!

Eileen arqueou as costas instintivamente, um suspiro se transformando num gemido enquanto arrepios percorriam sua pele. Seu corpo tremia com uma deliciosa mistura de prazer e entrega. O toque dele, uma dança suave de dedos, continuou em seu clitóris, enviando uma onda de calor insuportavelmente longo que continuava a emanar de suas partes íntimas.

O ápice do prazer deixou Eileen sem fôlego e trêmula. Lágrimas brotaram em seus olhos, uma mistura de emoção avassaladora e alívio da tensão. Cesare, percebendo sua mudança, tirou gentilmente a mão, substituindo seu toque por uma chuva de beijos em seu rosto corado.

Ela se sentiu como a mulher mais lasciva do mundo. Era inacreditável que teria que fazer algo tão incrível no futuro. Não, para ser precisa, ela teria que fazer ainda mais do que isso. Afinal, ele nem mesmo havia inserido seu pênis.

O prazer eletrizante tinha sido uma revelação, uma fuga temporária de seus próprios pensamentos. No entanto, à medida que a intensidade diminuía, uma estranha inquietação se instalou sobre Eileen. Perdida no momento, ela encontrou o olhar de Cesare tardiamente. Havia um brilho ali que ela não conseguia decifrar. Quase desmaiou com as palavras dele, quando ele sorriu com alegria, e sussurrou:

— Da próxima vez, eu vou te chupar.

A intensidade da experiência deixou Eileen sem fôlego e exausta. Sua voz, quando finalmente conseguiu falar, mal era um sussurro, carregado de uma vulnerabilidade que tocou profundamente o coração de Cesare.

— Não há necessidade de… — ela parou no meio da frase, suas palavras se misturando a um suspiro enquanto o cansaço a dominava. Suas pálpebras se fecharam, e ela adormeceu.

Cesare a observava dormir, um leve sorriso brincando em seus lábios. Com delicadeza, tirou sua calcinha úmida, substituindo-a por uma limpa. Puxou as cobertas mais para perto, garantindo seu conforto durante a noite.

O homem traçou uma linha suave pela bochecha de Eileen, cujo rosto permanecia sereno no sono. O silêncio que se estendeu, era uma entidade viva, sufocante, interrompido apenas por sua respiração frágil.

Uma faísca de inquietação surgiu dentro dele — a lembrança das palavras dela mais cedo, o tremor em sua voz, trespassou em seu peito. A luz carmesim vindo da janela projetava sombras longas e dramáticas que engoliam o quarto, adicionando peso às palavras não ditas. Pensamentos de Eileen, chorando e implorando, ressurgiram novamente.

“Não vá…  Por favor…”

No dia que foi para a guerra, pensou em voltar para consolá-la. Mas, quando finalmente retornou após a batalha que durou 3 anos e recuperado as ilhas, não restava nem ao menos um fragmento do cadáver de Eileen para ele abraçar.

O som de uma voz em prantos, entrelaçado com soluços profundos, continuava a atormentá-lo. Era um eco fantasmagórico de um tempo que já se fora. E, mesmo consciente de que tudo não passava de uma alucinação auditiva, o desejo de acordar Eileen o consumia. Ele precisava olhar em seus olhos, ouvir sua voz dizendo seu nome, como se isso pudesse trazê-lo de volta à realidade, ou ao menos, acalmá-lo por dentro.

Cesare reprimiu instintivamente o impulso e, em vez disso, desamarrou o nó da bandagem em sua palma. Lentamente, o tecido branco caiu sobre a cama.

O ferimento da adaga em sua mão era grande, mas não profundo, a lâmina estava cega. As luvas de couro haviam amortecido o pior.

Concentrado nos sons suaves da respiração da pessoa adormecida, ele fechou a mão devagar. Suas unhas perfuraram a ferida, e uma dor cortante invadiu seus sentidos. 

Toda aquela dor servia como um lembrete de que não era um sonho ou fantasia, mas a realidade. E isso, por si só, se tornou reconfortante.

Ele pressionou e soltou a mão até que o sangue começasse a escorrer por entre as unhas imaculadas e descesse pelo pulso.

Encarou com indiferença a palma ensanguentada, depois desviou o olhar. Seus olhos pousaram no rosto sereno de Eileen, e um sorriso leve e triste lhe escapou.

 — Este… é o mundo onde eu existo.

E, era também, a primeira e última chance dada a ele aqui.

Com infinita ternura, ele beijou a testa de Eileen. Depois, com a mão ilesa, tocou de leve o colchão. Beijou o nariz delicado, os lábios entreabertos, e murmurou suavemente:

— Tenha doces sonhos, Eileen.

Ele desejava sonhos felizes para Eileen, mesmo que ele próprio jamais pudesse acordar do pesadelo.

  

O julgamento de Matteo aconteceu.

O veredicto: Pena de morte.

Ele foi o primeiro nobre a ser condenado à morte por tráfico de drogas dentro do Império.

Anteriormente, todos os casos de execução por crimes relacionados a drogas envolviam apenas plebeus. Com essa execução, o Império Traon estabeleceu firmemente que não haveria exceções para nobres de alto escalão quando se tratasse de punições por drogas.

No entanto, havia alguns murmúrios sobre o Marquês Menegin, presidente do Senado, ter escapado habilidosamente da lei. Ainda assim, a razão pela qual tudo terminou sem grandes repercussões foi porque o velho agiu com astúcia.

Pouco antes do escândalo vir à tona, a filha do Marquês enviou os papéis do divórcio para Matteo, encerrando rapidamente o relacionamento. Após o escândalo explodir, o homem anunciou publicamente sua posição.

Atualmente, Matteo e o Marquês não têm qualquer relação. Ao assumir a responsabilidade, o lorde renunciou ao cargo de presidente do Senado e abriu mão de seu título.

Foi um ato desesperado para salvar a própria vida, disposto a largar tudo. As pessoas acharam desprezível, mas compreensível.

Durante esse processo, circularam rumores estranhos de que o velho havia ficado cego. No entanto, como o lorde se aposentou imediatamente e foi para o interior com a filha, não havia como confirmar isso.

O julgamento e a execução de Matteo levaram menos de uma semana. A execução foi realizada na Praça Pequena, ao lado da Praça Central.

Continua… 

Tradução Elisa Erzet 

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Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante-Chefe Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui ❤️❤️❤️

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