Ler O Marido Malvado – Capítulo 24 Online
‘Não’, ela quis argumentar, sempre pronta para refutar que o homem a havia salvado tantas vezes. Mas parecia que ele se referia há um momento que Eileen não conhecia. De repente, ela se lembrou de algo que ele havia mencionado enquanto olhava para o relógio naquele dia.
“Então era assim que ele era.”
Naquele momento, assim como agora, ela sentiu uma estranha sensação de distância vinda de Cesare. Não sabia o que dizer a alguém que parecia estar vagando sozinho em outro tempo.
Eileen permaneceu em silêncio, buscando refúgio em seu abraço. Após um longo momento, Cesare a soltou gentilmente.
— Hora de dormir.
Obediente, Eileen se aninhou na cama e puxou os cobertores. Cesare, com cuidado meticuloso, ajeitou o tecido em volta de seu pescoço para garantir que estivesse aquecida.
— Boa noite, Eileen.
Ele acariciou sua testa uma vez antes de tentar sair. Rapidamente, Eileen retirou a mão de debaixo do cobertor e segurou a de Cesare.
O homem olhou para a mão. Eileen a soltou suavemente e murmurou:
— Boa noite.
Mesmo ao falar, seu olhar permaneceu preso a ele. Embora esperasse que ele virasse e fosse embora, Cesare manteve seus olhos fixos nela com uma intensidade silenciosa.
Um leve sorriso inesperado e caloroso brilhou em nos olhos vermelhos. Então, em um movimento rápido que a fez estremecer, Cesare puxou o cobertor e deslizou para a cama ao lado dela.
Deitou-se de lado, apoiando a cabeça em uma mão, suas respirações se misturando no espaço entre eles. O ritmo acelerado de seu coração ecoava em seus ouvidos, contrastando com o leve ruído do tecido contra a pele.
‘E se ele ouvir…?’
Uma hesitação passageira cruzou o rosto de Eileen, mas mesmo assim ela se virou para ele. Cesare respondeu a seu gesto envolvendo seu outro braço em sua cintura, puxando-a mais perto.
Envolvida em seu calor, uma onda de segurança invadiu Eileen. Ainda assim, apesar da sensação reconfortante, uma voz interior a alertava contra agir por impulso.
Com um tom brincalhão, Eileen disse a si mesma: ‘Meu futuro marido é quem deveria cuidar de mim.’
A frase afastou sua culpa, acalmando seus nervos. Ela apertou as mãos dele com suavidade.
‘Será que não posso ser um pouco imprudente hoje? O dia foi um pesadelo…’
Ela percebeu que a ausência de Cesare, deixaria apenas um vazio preenchido por seu espectro. Seu toque, antes opressivo, e seu olhar, como a avaliação fria de um açougueiro, agora desencadeavam uma enxurrada de ansiedades passadas. Temendo essa ansiedade, ela se enterrou mais perto de Cesare, buscando refúgio em seu calor.
Uma risadinha ecoou em seu peito.
— Está desconfortável?
— Não, —murmurou ela, sem saber explicar. — É só que… como sempre, seu abraço acalma a tempestade.
Mesmo com o rosto corado, a penumbra do quarto a protegia.
— Mas você disse que não gostava.
— Foi do beijo que eu não gostei…
Murmurou, corando. Talvez tivesse mentido ou mudado de ideia. Era difícil saber.
Timidamente, Eileen confessou que gostava de abraços e inclinou levemente a cabeça para olhar Cesare. Ele a observava com serenidade.
O contato entre eles, antes estranho, agora parecia natural. Embora houvesse tensão, era diferente. Em vez de desconforto, ela ansiava por algo mais profundo.
Quando seus lábios se entreabriram levemente, Cesare se aproximou. Um leve “smack” ecoou quando seus lábios se encontraram. Piscando os olhos após um momento de surpresa, uma pergunta escapou dos lábios do homem.
— Você não estava me olhando porque queria um beijo?
Definitivamente não era o caso. Mas talvez fosse a atmosfera lânguida do quarto que fizesse parecer normal.
Eileen não respondeu, enterrando o rosto no peito sólido dele. O calor em suas bochechas diminuiu lentamente, substituído por um frio na barriga.
— As memórias ruins…— murmurou, levantando levemente a cabeça. — Fico revivendo elas. Eu queria esquecer mais rápido.
Que tipo de emoção brilhou nos olhos de Cesare? Curiosidade? Ternura? Ela não sabia dizer, seu olhar ainda fixo no peito firme dele.
— Mas aqui é diferente, — sussurrou. Com você, fica tudo bem.
Cesare, na mente dela, estava na linha entre o bem e o mal. Desde o primeiro encontro, ele continha um estranho fascínio, um protetor banhado em uma luz quase angelical. Podia soar infantil, mas para ela era verdade. Ele era um escudo contra a escuridão, um guardião que afugentava as sombras.
Eileen olhou para cima delicadamente. Mesmo na penumbra, via com clareza seu perfil. E sussurrou:
— E agora… beijar também parece bom.
Seu sussurro era quase inaudível, mas pairou pesado no ar. O olhar de Cesare se suavizou, e o lampejo de uma chama brilhou em seus olhos. Ele segurou delicadamente o rosto dela, seu toque fez Eileen estremecer.
Assim que a confissão tímida caiu, Cesare puxou a cintura de Eileen para mais perto, com uma ternura que a surpreendeu. Seus corpos se pressionaram, um calor reconfortante irradiando dele. O segundo beijo começou, um contraste gritante com o primeiro.
O homem explorou seus lábios com uma ousadia que a fez estremecer. Mordiscou o lábio inferior com certa aspereza. Um leve gosto de sangue permaneceu em seus lábios mordidos. O coração dela batia descompassado, o calor subindo em ondas conforme o beijo se aprofundava. Eileen pensou que já estava acostumada com seus beijos, mas percebeu que estava enganada. Sentiu uma sensação arrepiante quando a língua roçou seu palato sensível. Um gemido tímido escapou de seus lábios.
Esse não se igualava aos beijos hesitantes anteriores. Era intenso, e a forma como ele a tocava — ainda que com cuidado — a fazia se contorcer levemente, sem saber como reagir.
Cesare recuou um pouco, a testa franzida como se buscasse entender sua reação. — Aah! Quando percebeu a expressão dele, um gemido escapou involuntariamente de seus lábios, incapaz de esconder o turbilhão dentro dela.
Então, de repente, sentiu um toque estranho. A princípio, pensou que ele poderia ter trazido uma arma para a cama.
(Elisa: Sim, Eileen é uma arma, que arma )
Mas logo percebeu que não era possível. Aquilo não fazia sentido, algo estava mudando de forma, se tornando mais sólido. Eileen congelou.
O primeiro pensamento que lhe veio à mente foi:
‘É… realmente tão grande assim?’
Apesar das roupas finas, não havia como confundir. Em seguida, veio uma pura curiosidade.
‘Mas… não seria desconfortável sendo deste tamanho?’
Seu conhecimento teórico, vindo da farmacologia e da anatomia, não se comparava ao que sentia naquele momento. O pênis de Cesare era muito diferente da média que conhecia.
O calor aumentou entre eles, ficando mais nítido à medida que o membro macio endurecia. A mudança era inconfundível, uma sensação vívida mesmo através da frágil barreira das roupas.
— Cuidado, Eileen.
Cesare murmurou, a voz rouca. Um volume perceptível pressionava suas roupas. Ele a provocou com uma leve mordida na bochecha, seguido de um aviso suave.
— Certas coisas não devem ser dita de forma tão casual… especialmente na cama, — brincou.
— Mas… — Eileen hesitou, um rubor subindo por sua nuca. — Nós vamos nos casar, não é?
Talvez fosse o fato de estarem dividindo a mesma cama, que ela encontrou coragem para falar coisas que normalmente esconderia.
— Você disse que eu precisava me acostumar…
Diante disso, Cesare pressionou seu membro duro contra o corpo de Eileen, expressando suas intenções sem palavras. Pronta para justificar suas ações, Eileen protestou.
— Não é isso. Eu só… me sinto mais confortável com beijos agora.
— Bom ouvir isso.
Apesar de sua tentativa de minimizar, uma onda de calor invadiu suas bochechas. Talvez suas palavras tivessem sido um pouco sugestivas demais. De repente, Cesare estava sobre ela, seus lábios traçando um caminho de beijos leves por seu pescoço. A delicadeza de seus movimentos despertava algo novo em Eileen. Quando sua mão roçou seu peito, um gemido baixo escapou, não de desconforto, mas de surpresa misturada com desejo.
Ao contrário da aspereza inicial, a mão dele se suavizou, enviando ondas suaves de prazer por sua pele. O modo como ele a explorava era diferente — havia carinho, e uma intenção que ia além do desejo.
Ofegou quando sentiu os lábios dele tocarem a cavidade sensível acima do seio. Simultaneamente, um movimento brincalhão de seus dedos roçou seu mamilo. Ele continuou, uma dança delicada de beliscões suaves e arranhões leves como penas. Com o corpo corado por uma mistura de expectativa e prazer, Eileen, não conseguia falar. Apenas gemidos involuntários e abafados escapavam em meio à confusão.
— Aah… mm… ugh.
Enquanto se contorcia, ouviu uma risadinha suave escapar de Cesare. Ele levantou o rosto de onde beijava seu seio e a encarou, os olhos escurecidos observando cada reação, ele abriu os lábios devagarinho.
— Ah…
E então, de repente, ele mordeu seu mamilo.
Continua…
Tradução Elisa Erzet
Ler O Marido Malvado Yaoi Mangá Online
Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante-Chefe Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui ❤️❤️❤️