Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 5.4 Online


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ꕥ Capítulo 5.4 – Identificação de Amigo ou Inimigo

↫─⚝─↬

— Por que você não sai para tomar um ar fresco? Pesquisar é importante, mas ficar trancado prejudica a produtividade.

— ….

Sarah tentava convencer o filho há vários minutos. Locke, como sempre, respondia com silêncio. Ele nem sequer oferecia desculpas protocolares como estar ocupado com a pesquisa ou preferir o ar dali.

— Tão vulgar. Tornar-se comida de tabloide.

Sarah depreciou Owen Rose, temperando suas palavras com ressentimento em relação ao filho pouco comunicativo.

— ….

— Ele supostamente o está apresentando à família, mas eu nunca sequer ouvi o nome dele. Não conheço sua origem.

Sarah referia-se ao nome da família, à linhagem. Sem uma família ou empresa proeminente para apoiá-lo, o nome de um indivíduo não tinha significado para ela.

— Catherine parece achar que é uma boa conquista, mas estar sozinho seria melhor. Ouvi dizer o que ele faz, mas mal consigo acreditar.

— O que ele supostamente faz?

Locke finalmente falou.

— PMC, segurança privada… ou algo assim?

— PMC significa Empresa Militar Privada, mãe.

— É mesmo? Você está bem informado. Independentemente disso, são pessoas sem instrução que ganham a vida com seus corpos. Totalmente vulgar.

— ….

Sarah esperava que o filho concordasse, mas ele apenas ouviu em silêncio.

— Ele deve estar desesperado por um parceiro para recorrer a alguém assim.

— …Ele vai se casar?

— Com o status dele? Duvido que chegue a tanto.

A julgar pelo tom esperançoso na voz de Catherine mais cedo, ela parecia estar antecipando isso. Melissa provavelmente também não se oporia. Ela raramente expressava opiniões, positivas ou negativas, sobre os assuntos alheios.

Depois de terminar a ligação com Catherine, Sarah sentiu duas emoções conflitantes: um desejo de que Owen Rose se casasse com alguém insignificante e, simultaneamente, a esperança de que ele nem chegasse a ter isso.

Meu filho se tornou um monge, completamente absorvido em sua pesquisa.

Locke dissera repetidamente a ela que preferia a pesquisa e não queria mais que ela lhe encontrasse um parceiro. Mas até ele deve estar incomodado com o potencial casamento de Owen Rose. Ele sempre atendia as ligações dela, mesmo que apenas ouvisse em silêncio. Quando finalmente fazia uma pergunta, significava que o tópico estava em sua mente. Por que não estaria?

— Seu pai também não vai. Vou mandar você sozinho?

— Não vá, mãe.

— Não posso fazer isso. Não seria confortável demais para eles se nós três estivéssemos ausentes? Eu não quero isso.

— ….

O filho permaneceu em silêncio. Um suspiro escapou de seus lábios. Ela sentia pena dele, isolando-se e dedicando-se exclusivamente à pesquisa, mas ele já estava além de seu alcance. Ele há muito parara de ouvir a ela ou a Victor.

— Você é igualzinho ao seu pai. Tem que fazer coisas que não quer… bem, não é uma tarefa desagradável qualquer, não é? Eu entendo, meu filho. Locke, irei com seu pai em breve.

— Estou ocupado. Não venha.

Locke desligou antes que Sarah pudesse terminar sua despedida.

Ele ficou ali por um momento, encarando a vasta e vazia escuridão do mar noturno. Do outro lado do oceano, onde Owen Rose estava.

— Ugh…

Um gemido vindo do quarto ao lado interrompeu seus pensamentos.

Locke jogou o telefone no chão. Ele não obteve nenhuma informação útil, apenas uma interrupção. Ele estava no meio de um experimento antes da ligação de sua mãe. Ele tinha que verificar o significado daquele som.

Ele entrou no laboratório adjacente ao seu quarto, separado por uma divisória.

— O que… quem é você?

O fato de a cobaia conseguir formular uma frase coerente era um mau sinal. Locke franziu as sobrancelhas em uma careta.

O Centro Nacional de Gênero Secundário era inútil. Eles simplesmente categorizavam os indivíduos como dominantes ou recessivos, sem especificar o grau de dominância ou recessividade.

A dosagem que funcionara na cobaia do mês anterior claramente não era suficiente para esta. Como o Centro não fazia seu trabalho direito, cientistas como ele tinham que recorrer constantemente à tentativa e erro.

Eles classificavam carne, mas não conseguiam classificar pessoas adequadamente, uma tarefa muito mais importante. Tolos incompetentes.

Suprimindo sua frustração, Locke voltou para a mesa de experimentos. Ele encheu uma seringa com feromônios Ácidos puros.

Ele considerou brevemente diluí-los, mas faltava-lhe paciência para ajustes incrementais hoje. A conversa que acabara de ouvir dominava seus pensamentos.

Cobaias como esta eram difíceis de encontrar, então ele deveria ter cuidado, sussurrou uma voz cautelosa. Mas uma voz mais alta o instava a produzir resultados, sobrepondo-se à cautela.

— Isso… huh… o que é isso?

A cobaia, olhando para as amarras, era um achado raro: um Ômega dominante marcado.

Locke acreditava que as drogas, fossem medicinais ou recreativas, eram meras combinações de substâncias químicas. Mas o mundo as diferenciava. Portanto, ele não podia anunciar ensaios clínicos para um novo narcótico. Felizmente, as cidades estavam cheias de moradores de rua. Seus desaparecimentos passavam despercebidos e inquestionados. Eram baratos também.

Os moradores de rua eram surpreendentemente desconfiados, tornando difícil atraí-los diretamente. Após um incidente inicial que quase causou alvoroço, ele passou a pagar gangues de rua para trazê-los até ele.

A cobaia à sua frente agora suava devido aos efeitos da droga, mas estivera limpa antes. Considerando sua vida revirando o lixo, ele deveria considerar uma honra ser escolhido para o experimento de Locke.

Mesmo que fosse apenas por um curto período antes da morte, quando ele teria outra oportunidade de estar tão limpo, de viver assim, mesmo que por um breve momento?

— Th… ugh… huh…

O Ômega, babando e liberando feromônios descontroladamente, era um tanto temperamental, mas, uma vez limpo, era bastante apresentável.

Locke registrou a dosagem adicional que administrara, observando cuidadosamente as reações físicas da cobaia antes de se afastar do teclado. Ele circulou a cadeira mais uma vez para verificar a condição da cobaia e então soltou as amarras.

A cobaia desabou no chão com um baque. A falta de uma reação defensiva mínima confirmou a eficácia da droga.

Em alguns minutos, ele começaria a rastejar e implorar. Ele imploraria por alívio, emitindo um odor repulsivo de seus orifícios vazantes.

Ninguém era permitido no terceiro andar quando Locke conduzia seus experimentos. Ele proibira. Se um Alfa sucumbisse aos feromônios do Ômega e invadisse, introduziria variáveis e estragaria seu humor.

Ele observaria e, quando chegasse o momento certo, ele, o único Alfa por perto, liberaria uma pequena quantidade de seus próprios feromônios. As cobaias, sobrecarregadas pelo cheiro de Alfa, perderiam toda a razão. Elas se agarrariam às calças dele. Felizmente, os feromônios de Ômega, liberados à força sob a influência dos feromônios Ácidos, não excitavam muito Locke. Conhecendo seu verdadeiro estado, até o mais leve roçar de pele contra a sua era repulsivo. Ele não tinha desejo de se envolver com essas criaturas imundas, então teria que impedi-las de tocar seus genitais.

Infelizmente, testemunhar a exibição patética deles era a única maneira de despertar seu pênis adormecido. Observá-los rastejar e implorar no chão era o pequeno prazer que Locke derivava deste experimento tedioso. Por isso ele se dava ao trabalho de soltar as amarras.

Ele sentiu uma leve melhora em seu humor ao olhar para as criaturas patéticas que, mesmo quando ele pisava em seus pulsos suplicantes com suas botas, apenas gemiam em vez de gritar de dor.

Ainda não totalmente excitado, mas aproveitando o calor crescente em seu corpo, Locke observou a cobaia no chão. Ele parecia ter atingido um momento de calmaria, não mais se contorcendo. Locke aproximou-se do monitor para confirmar.

Uma coleira de couro estava presa ao pescoço da cobaia. Sensores estavam acoplados ao interior da coleira para monitorar seus sinais vitais.

Ele poderia ter usado uma pulseira padrão, mas Locke escolhera um design que lembrava uma coleira de cachorro. Para a conclusão estética, ele anexara uma corrente grossa à ponta do enforcador de couro.

A corrente era uma ferramenta útil para manter uma distância segura da cobaia ou para puxá-la para mais perto sem contato direto. Também servia como um acessório visualmente agradável.

O interior da coleira, em contato direto com a pele da cobaia, abrigava um sensor óptico de frequência cardíaca, um sensor elétrico de frequência cardíaca, um sensor de análise de impedância bioelétrica e agulhas minúsculas que extraíam sangue em intervalos regulares para análise em tempo real. O que Locke queria verificar agora eram os níveis de feromônio no sangue.

Os níveis de feromônio, analisados a partir de amostras colhidas a cada dez minutos, estavam despencando após atingirem o pico no intervalo anterior. Forçado pela droga a expelir todos os feromônios produzíveis, o Ômega entrara em um estado de exaustão. Este era o momento de romper um Ômega dominante marcado.

Locke liberou seus feromônios. Diferente da cobaia, cujos feromônios se difundiam desordenadamente devido à droga, Locke direcionou seu ataque com precisão.

A marcação exigia o consentimento da parte marcada. Para marcar alguém à força contra sua vontade, era necessária dominância absoluta. Sobrepujar sua resistência e forçar um vínculo era chamado de marcação forçada.

Marcar à força um Ômega não marcado era fácil. Exigia apenas uma vantagem de poder. Muitos provavelmente o estavam fazendo pelo mundo agora mesmo. Ele ouvira dizer que as salas de emergência estavam transbordando devido aos feromônios Ácidos ultimamente.

— Kekeke…

Ele não pretendia, mas, como desenvolvedor da droga, sentia um leve senso de orgulho ao ouvir tais notícias. E, como esse desenvolvedor, ele tinha que ter sucesso em experimentos mais desafiadores.

O que Locke estava tentando agora era apagar a marca existente de um Alfa e substituí-la pela sua. Ele tivera sucesso com um Ômega recessivo.

O prazer que experimentara naquele dia o deixara flutuando por dias. Não fora fraqueza dele, como ele sabia. Owen Rose era o monstro.

Claro que, enquanto Locke se banhava em prazer, a cobaia gritara em aparente agonia, mas o que importava? Era esse tipo de experimento.

— …!!!!

Os olhos da cobaia exausta reviraram e seu corpo começou a ter convulsões. Ele sentira a intrusão de Locke e estava resistindo.

A participação de Locke nesse experimento nojento não era porque ele queria ser marcado por essas criaturas. Para enfrentar um monstro como Owen Rose, ele precisava praticar com Ômegas dominantes marcados. Era uma simulação antes do jogo real. O prazer que ele experimentava era um bônus.

Mas antes que pudesse saborear a expressão de rendição do Ômega, alarmes soaram no monitor.

Não. Não!

Era um choque. Se era de overdose aguda da droga ou do banho de feromônios, ele não sabia dizer. Ele era um cientista, não um médico.

Ele estivera tão perto de romper, mas o choque ocorrera antes que sua intrusão tivesse sucesso. O bipe longo e contínuo do alarme mudou para rajadas mais curtas e frequentes.

Locke abandonou a seringa que estivera procurando, pretendendo administrar uma solução diluída. Era tarde demais para isso. Não havia nada que pudesse fazer neste estágio.

Ao contrário dos venenos, os narcóticos não tinham antídotos. Os usuários tinham que controlar sua dosagem. Se fosse uma droga do tipo “down”, com fortes efeitos sedativos, ele poderia ter administrado algo para fortalecer os batimentos cardíacos. Infelizmente, os feromônios Ácidos eram um “upper”, projetados para estimulação. Ele deveria ter controlado a dosagem desde o início, mas sua impaciência arruinara tudo.

Um bipe longo e contínuo ———————— preencheu o laboratório.

Outra falha, mesmo sem verificar.

O corpo da cobaia, contorcido pela convulsão final, parecia ter sofrido uma morte brutal, mas não era nada comparado à frustração que Locke sentia. Ele ainda não tivera sucesso em um único experimento com um Ômega dominante marcado.

Owen Rose lhe desferira outro golpe. O experimento falhara porque ele pulara etapas. Ele sabia disso. Mas fora Owen Rose quem o deixara tão impaciente em primeiro lugar.

— ….

Deveria desistir? Os feromônios Ácidos, embora não intencionais, foram um sucesso. Dinheiro inesperado estava entrando. Mas dinheiro não era o problema. Ele ainda não estava financeiramente confortável, pois não recebera sua herança, mas era o único filho de Victor e Sarah. A herança viria eventualmente.

Se Owen Rose não tivesse reunido seus parentes para ostentar seu Alfa, Locke teria mantido a compostura hoje. Ele não teria perdido este Ômega dominante marcado, tão difícil de encontrar, de forma tão inútil. Se ele se rendesse agora, viveria o resto de sua vida esmagado pelo peso da derrota.

Com a decisão tomada, Locke passou por cima do corpo e dirigiu-se para a divisória. Pegou seu telefone no quarto.

Mais uma tentativa. Ele só precisava determinar a dosagem que não causaria um choque fatal. Não era um experimento complicado.

— “Sim, Sr. Rose.”

Ele ligara para o chefe de segurança da empresa terceirizada responsável pela segurança geral da ilha.

— Preciso de outro.

— “…Mesmas condições de antes?”

Victor Rose assinara o contrato com a empresa de segurança, mas o chefe de segurança estivera aberto a acordos separados e adicionais. Ele alegara ter se juntado a uma PMC pelo dinheiro, mas depois escolhera um caminho menos perigoso. Ele pulara na chance de renda extra, com os olhos brilhando. Ele era um homem que Locke podia entender, desprovido de moralidade desnecessária, movido apenas por uma ganância astuta.

— Sim.

Ambos entendiam que “mesmas condições” significava um Ômega dominante marcado. Usar o chefe de segurança mantinha o envolvimento de Locke oculto.

Nesse tipo de trabalho, Locke era meticuloso sobre uma coisa: usar intermediários. Se as coisas dessem errado, ele sempre poderia contratar alguém mais competente para eliminar o chefe de segurança. Locke nasceu um Rose e desfrutaria dos privilégios desse nome até sua morte. Ele não podia ser rotulado como um criminoso.

— “Entendido.”

O chefe de segurança nunca questionava a natureza dos experimentos de Locke.

— E por favor, limpe isso.

— “Sim, enviarei alguém imediatamente.”

Às vezes, quando um experimento é bem-sucedido, um efeito colateral não pretendido é a marcação forçada. A marcação é como uma droga. Você se torna viciado na outra pessoa e, se não sentir o cheiro de seus feromônios por um certo período, experimenta sintomas de abstinência.

Claro, não é impossível se libertar. Com a ajuda de medicação, você pode gradualmente se desmamar enquanto experimenta uma abstinência mais leve.

Ou há uma maneira mais simples e natural. A natureza é incrível; quando a pessoa marcada morre, a marca no cérebro se dissolve sem quaisquer efeitos colaterais químicos. Uma vez que a morte é reconhecida, o luto emocional é separado da liberação das algemas químicas.

O método que Locke escolhera era, claro, o último. Ele poderia precisar de um Ômega marcado algum dia, mas não um das ruas. É melhor eliminar o incômodo do que suportar a dependência. Mas ele é um cientista, não um assassino. Ele deixava o trabalho sujo para seu chefe de segurança.

O homem apenas falava sobre pagamento de bônus, mesmo quando solicitado a descartar um corpo. Não há crematório nesta ilha. Além disso, ela é usada como um resort familiar, então o sepultamento aqui está fora de questão. Após ouvir as condições, o chefe de segurança, como se não fosse problema, simplesmente jogou o corpo no mar. Quando Locke expressou preocupação sobre ele chegar à costa, foi assegurado de que as correntes fluíam em direção ao mar aberto, não à praia. Ele disse que se tornaria comida de peixe antes que alguém o encontrasse e, até agora, nenhum jornal local relatara mortes misteriosas.

O homem era articulado e fazia seu trabalho razoavelmente bem, então seria conveniente mantê-lo por perto por um tempo, mas assim que o assunto Owen Rose for concluído, ele terá que ser descartado também.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.

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