Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 04 Online


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ꕥ Capítulo 4 – Um Passo Atrás para Dar Dois Passos à Frente

↫─⚝─↬

— Nick, vou me atrasar uns 20 minutos.

Nick ouviu a voz de Owen enquanto ele subia as escadas às pressas, explicando o atraso sem fôlego.

— …

Em vez de responder, Nick terminou de secar as mãos e saiu da cozinha. Algo estava errado. Um odor fétido pairava no ar. A cada passo que dava pelo longo corredor que ligava a cozinha à porta da frente, ele sentia lufadas de um aroma barato, aplicado grosseiramente na tentativa de mascarar outra coisa.

A fachada civilizada que Nick costumava manter desapareceu. Ele iniciou a subida das escadas com os movimentos lentos e deliberados de um caçador à espreita, então, subitamente e em silêncio, saltou os degraus restantes até o patamar. Seguindo o cheiro ofensivo que invadira seu território, ele chegou à porta do quarto.

— Oh, me desculpe. Eu apenas gritei lá de baixo sem realmente explicar. Ia dizer que desço logo após um banho rápido.

Os movimentos de Owen ao afrouxar a gravata eram econômicos, mas os sentidos de Nick estavam aguçados. Mesmo aquele pequeno movimento dispersava no ar mais moléculas do cheiro bagunçado que se agarrava a Owen.

— O que é isso?

Ele parou Owen, que se dirigia ao banheiro.

— Oh… está, uh, em mim, não está? Hoje foi dia de reunião do conselho. Os membros podem ser um pouco… exagerados. É como uma exibição de dominância na sala de reuniões.

Nick não estava ouvindo. Ou melhor, ele ouvia as palavras, mas elas não forneciam as respostas que ele buscava. Então, Nick decidiu descobrir por si mesmo. Ele inclinou a cabeça e roçou o nariz no cabelo de Owen.

— Nick…?

Nojento. O cheiro de pelo menos cinco outros alfas se agarrava aos fios finos de Owen. A cada odor distinto que Nick identificava, sua expressão escurecia.

— Nick, o que você está fazendo?!

O grito assustado de Owen ficou sem resposta. O som de botões sendo arrancados de uma camisa ecoou pelo quarto. A camisa, saturada com o odor ofensivo, foi amassada e jogada em um canto.

Ele espalmou a mão na pele lisa logo abaixo da nuca exposta de Owen e o empurrou contra a cama. Calças puxadas rudemente se amontoaram ao redor dos tornozelos de Owen. Entre suas pernas que lutavam, Nick viu uma umidade brilhante e transparente. Mais precisamente, um lubrificante viscoso.

Nick inseriu o dedo médio profundamente na abertura de onde o fluido escorregadio emergira.

— Hngh…!

Não foi um som de dor. Seu dedo deslizou para dentro sem resistência. O lubrificante já cobria seu dedo e começava a se acumular em sua palma.

— Isso também é algo que acontece com frequência durante as reuniões?

Nick fingiu se retirar, então empurrou outro dedo para dentro.

— Você chega em casa fedendo a outros alfas e me diz que precisa de um banho?

O absurdo da situação arrancou-lhe um escárnio. Sob sua mão, Owen se contorcia.

— Eu… uh… não é assim, Nick. A reunião…

— Se você achou que eu te compartilharia com outros alfas, Sr. Rose, você está redondamente enganado.

Dois dedos exploravam, alargando as paredes de Owen. A carne quente e maleável pulsava ao redor dos dedos de Nick.

— Nn… Nick, isso não é…

— Eu te avisei no nosso primeiro encontro, não avisei? Sobre a minha posição. Sobre o nosso relacionamento!

Nick pressionou as costas de Owen, afundando-o nos lençóis. As costas pálidas de Owen eram uma tela nua e erótica. O desejo de marcá-lo, de reivindicá-lo, surgiu em Nick. Parte disso era deliberado, a outra metade puro instinto. Ele supunha que chamassem isso de banho de feromônios.

— Haa… uh…

Owen arquejou, faces coradas, lágrimas brotando nos olhos. A abertura escorregadia agora parecia ser uma fonte, vazando um fluido perfumado. Nick imaginou que o pau de Owen, preso sob ele, estivesse tão duro e dolorido quanto o seu próprio. Até isso despertava raiva nele.

Como eles ousavam. Quem ousara deixar seu ômega molhado? E Owen Rose, por que você reagiu?!

Ele sabia que era irracional. Sem estarem marcados, nem alfa nem ômega estavam inteiramente livres de respostas fisiológicas. A solução, então, era marcá-lo. Agora.

A fúria consumiu a razão. Ele liberou uma torrente de feromônios, muito mais do que jamais liberaria em circunstâncias normais. Isso não era sexo. Era subjugação. Marcação forçada, dominância, fosse o que fosse, era violência. A especialidade de Nick. Sua zona de conforto.

E daí? Ele afogaria aqueles cheiros imundos com o seu próprio.

— Nick… Nick… não… isso… Haah… haah…

Lentamente, Owen começou a responder aos feromônios de Nick, agora espessos no ar. Fosse real ou imaginário, Nick achou que podia sentir o próprio cheiro de Owen subindo para encontrar o seu. O aroma era inebriante, avassalador. Ele tinha que segurar, impedir que esse ômega escapasse.

Nick pressionou com mais força as costas de Owen, derramando seus feromônios.

Ele ouviu Owen murmurar algo, embora não conseguisse distinguir as palavras. Algo sobre perigo…

Perigo? Que perigo?

Owen estava ameaçando-o com uma ação judicial? Ele achava que tais ameaças poderiam detê-lo? Nick passaria de bom grado o resto da vida em uma gaiola se isso significasse que Owen nunca mais responderia a outro alfa.

— Urk…!!!!!!

O rosto de Nick ficou pálido. Ele recuou de Owen, agarrando a cabeça.

Ele fora atacado. Nunca experimentara nada parecido antes, então não podia ter certeza, mas sentira uma dor aguda e distinta trespassar sua mente.

Nick tropeçou para trás, afastando-se de Owen, balançando a cabeça, tentando dissipar a tontura repentina. Ele tinha que encontrar o atacante. Havia alguém na casa. Um alfa poderoso.

— …

Um alfa? Era um alfa?

Fora um ataque de feromônios, disso não havia dúvida, mas não de um alfa. A força que o atingira com uma agonia tão aguda e fugaz, forçando-o a recuar, não fora um alfa… fora um ômega.

— O… wen?

O instinto o fez olhar para o ômega à sua frente. Owen o encarava de volta, olhos arregalados de choque. Esse… esse instinto não era confiável. Nick se concentrou, tentando sentir o inimigo oculto.

— …!

Não havia ninguém.

Não havia mais ninguém na casa. Pelo menos, ninguém com intenção hostil dirigida a ele.

— …

Owen gritava algo, mas Nick não conseguia ouvi-lo direito. Ele pressionou a mão na testa. Havia uma tontura remanescente, mas nenhuma lesão física aparente. Seu crânio não parecia tão mole quanto durante o ataque, e não havia sangue em sua mão.

A dor, se é que fora isso, desaparecera tão rápido que ele agora se questionava se fora real.

— Como… como isso é possível?

Nick olhou para os lençóis amassados, murmurando para si mesmo.

— Nick!! Você consegue me ouvir? Fique comigo. Estou ligando para o Dr. O’Reilly agora mesmo. Apenas aguente firme!

O rosto pálido de Owen entrou em foco, seus olhos buscando desesperadamente os de Nick. Sua audição parecia estar retornando, embora abafada.

— Sinto muito. Sinto muito mesmo. O médico estará aqui logo. Você vai ficar bem.

Nick não estava ferido, apenas atordoado. Owen, no entanto, parecia ser quem fora machucado, as mãos tremendo enquanto tateava o telefone. Ele percorria os contatos freneticamente, o nome do Dr. O’Reilly passando repetidamente. Ele não estava pensando com clareza. Nick gentilmente tirou o telefone da mão de Owen.

— Owen, olhe para mim.

Ele puxou as cobertas sobre Owen, em parte porque não suportava olhar para a evidência do que fizera, e em parte porque Owen parecia com frio, tremendo sob seu olhar. Nick ajeitou as cobertas ao redor dos pés de Owen, depois estendeu a mão e pegou a dele.

— Olhe para mim.

O medo dominava o rosto de Owen.

— …

— Owen, olhe para mim. Eu pareço ferido?

— Você… você pode estar em choque. Continue falando.

Owen, ainda não inteiramente coerente, recuperou o telefone e começou a percorrer os contatos novamente. O nome do Dr. O’Reilly apareceu várias vezes enquanto ele subia e descia a lista. Ele não estava estável. Nick gentilmente tirou o telefone dele de novo.

— Owen, olhe para mim com atenção. Não estou em choque. Estou… surpreso. Eu não… eu não sei como chamar isso, o que acabou de acontecer, porque nunca experimentei nada parecido. Mas estou bem agora.

A suspeita encheu os olhos de Owen. Ele parecia estar debatendo se acreditava em Nick ou se pegava o telefone de volta e fazia a ligação.

— Confie em mim. Eu pareço alguém que não reconheceria minha própria condição física?

— Você está… mesmo bem?

— Você pode ver por si mesmo. Olhe para as minhas pupilas. Elas estão focadas em você, não estão?

Owen olhou fixamente para o rosto de Nick, como se estivesse conduzindo um exame pupilar genuíno.

— Agora, a julgar pelas nossas expressões, você parece ser quem está em choque. Vou buscar um copo d’água. Você não vai desmaiar enquanto eu estiver fora, vai?

Era bom manter alguém falando quando estava em choque. Nick levantou-se lentamente, observando a reação de Owen. Antes que ele pudesse se afastar da cama, porém, a mão de Owen disparou e agarrou seu braço.

— Eu acabei de te atacar. Não se mova até o médico chegar.

Sua voz ainda estava tensa, mas sua expressão mudara. O medo cedera um pouco. Ele parecia estar recuperando o controle.

— …

Era bom que ele estivesse se recuperando tão rápido, mas o que ele dissera era… estranho.

Nick abandonou a tentativa de se levantar e sentou-se novamente ao lado de Owen. Ele puxou cuidadosamente os ombros de Owen, envoltos no cobertor, contra o seu lado e encostou-se na cabeceira.

— Vamos conversar sobre o que você acabou de dizer. Mas primeiro…

Nick colocou a mão, com muita delicadeza, na bochecha de Owen.

— Sinto muito. Eu estava errado. O que eu acabei de tentar fazer… eu não deveria ter feito isso com ninguém, muito menos com você. Isso nunca vai acontecer de novo. Eu prometo.

— …

— Não serve muito de desculpa, mas eu nunca fiz nada parecido antes.

Ele pretendia tranquilizar Owen de que não era um reincidente, mas Owen franziu a testa, baixando a cabeça para esconder sua expressão, e a balançou.

— Não… Nick. Banhos de feromônios não consensuais são agressão.

A implicação de que Owen não poderia aceitar seu pedido de desculpas drenou a cor do rosto de Nick.

— Mas eu acabei de te atacar.

Os olhos de Nick se estreitaram. Isso não estava indo para onde ele esperava. Ele segurou o rosto de Owen com as mãos, levantando seu queixo para que pudesse encontrar seu olhar.

— Owen, acho que você é quem está em choque. Vamos ligar para o médico.

Ele acabara de tentar sobrepujar Owen com seus feromônios. Nick buscou o telefone descartado de Owen e ofereceu-o a ele, gesticulando para que ligasse para esse Dr. O’Reilly.

Em vez de pegar o telefone, Owen pressionou a mão sobre a de Nick, abaixando-a.

— Há algo que você precisa saber.

— Conversaremos depois que você vir um médico.

— Não, Nick. Eu estou bem. Só preciso que você esteja bem.

— Eu estou bem. …Esta conversa parece estar andando em círculos. Owen, eu fui claramente quem…

— Nick, o que você sentiu agora pouco?

Owen interrompeu, excepcionalmente assertivo.

— …

— Houve algo, não houve? Algo… estranho que te atacou?

— Não. Não houve.

Ele se sentira atacado, isso era verdade. Mas ele ainda não identificara a fonte. Independentemente disso, a expressão de Owen estava tão perturbada que Nick sentiu instintivamente que não deveria concordar.

— Então por que você recuou?

Ele estremeceu. Owen viu.

— Está tudo bem, Nick.

As palavras soaram como resignação. Owen suspirou profundamente.

— Você não foi o primeiro.

— Houve… mais alguém?

— Meu primo.

— …!

— Eu era jovem. Não me lembro exatamente do que aconteceu. Eu estava brincando no sótão e… ele entrou. Senti algo… desagradável, e disse para ele parar.

— Ele estava fazendo avanços sexuais?

Nick forçou-se a falar devagar, com cuidado, tentando manter a voz estável.

— Não. Acho que não. Não pareceu ser isso. Ele nem chegou perto de mim. Ele apenas… ele estava tentando fazer algo comigo, e eu não gostei… acho que gritei para ele parar.

— Quantos anos você tinha?

— Eu tinha treze anos. Locke tinha quinze.

Uma idade precária. Ele não podia descartar a intenção sexual, mas era certamente uma idade de hormônios e feromônios voláteis. Para ambos.

— Ele estava tentando te dar um banho de feromônios?

— Não tenho certeza. Talvez fossem apenas dois primos discutindo, sabe? Um desentendimento que saiu do controle. É assim que eu me lembro, de qualquer forma. Não foi uma interação longa, e não dissemos muito. Estávamos conversando, e então ele… ele começou a usar os feromônios dele em mim, e eu queria que ele parasse… e então…

Os olhos de Owen ficaram vidrados, perdidos na lembrança.

— Parecia… horrivelmente errado. Eu só queria que ele parasse, e… ele parou. Então eu abri os olhos e… ele não tinha parado. Ele tinha… desmaiado. Estava de bruços no chão… e então os adultos subiram correndo, minha tia e todo mundo gritando. E eles o viraram, e havia espuma…

Owen levou a mão à boca, os dedos movendo-se como se tentassem ilustrar algo que ele não conseguia articular, a memória claramente traumática.

— Os olhos dele… os olhos dele estavam virados.

— …

Nick entendeu. Espuma na boca, olhos virados na cabeça.

Vendo Owen tão profundamente imerso na lembrança, Nick gentilmente pegou a mão dele e a baixou. O olhar de Owen voltou para ele.

— Ele… Locke… ele ficou em coma por três dias.

— …

— Eu não sou normal, Nick. Eu sou um monstro.

As últimas palavras foram quase um sussurro.

— Não.

Ele pretendia negar com força, mas sua voz falhou na garganta. Ele limpou-a, tentando novamente.

— Não foi você, Owen. Fui eu.

Nick não suportava olhar para Owen. Ele baixou a cabeça. Abaixo, viu sua própria mão, segurando a de Owen, que tremia.

— Eu… eu fiz você se sentir… horrivelmente errado.

— Não, Nick. Não foi assim. Você… não foi assim. Eu apenas fiquei… surpreso.

— …

Nick estava sem palavras. A culpa era dele. Ele não apenas agredira Owen, mas também trouxera à tona essa lembrança terrível.

— Nick, você está bem?

Mesmo após ser agredido, Owen estava preocupado com ele. Nick não conseguia se lembrar da última vez que sentira tanta vergonha de encontrar o olhar de alguém.

— Eu deveria ter te deixado inconsciente. Te apagado e depois te batido até você perder o juízo.

— Eu adoraria dizer que vou te deixar inconsciente da próxima vez, mas… não, Nick. Eu exagerei.

— Absolutamente não.

— … Sim, eu exagerei. Só fico feliz por ter percebido que era você tão rápido. Eu quase… eu quase fiz de novo. Nick, não foi apenas inconsciência. Foi um coma. Por três dias.

Alguém, de alguma forma, reescrevera as memórias de Owen Rose, distorcendo-as em algo… errado. Isso era independente da própria transgressão de Nick. Ele precisava abordar isso.

— Owen, olhe para mim.

Nick segurou os braços de Owen, envoltos no cobertor, e forçou-o a encontrar seu olhar.

— Se eu, ou qualquer outra pessoa, algum dia tentar fazer algo que você não queira, use cada grama de sua força para impedi-los. Eu estava errado esta noite. Você não fez nada de errado.

— …

— Você me ouviu? Se você não tivesse me afastado, eu teria nos arruinado. Eu teria feito algo terrível com você. Você não fez nada, absolutamente nada, de errado.

— …

Owen ainda não respondeu. Ele levantou uma mão de sob as cobertas e protegeu o rosto, os lábios pressionados em uma linha firme.

— … Por que você está fazendo isso, Owen? Tem certeza de que não precisa ver um médico?

— Estou bem, como eu disse. Eu estava bem naquela época também.

— …

Após um momento, Owen baixou a mão. Seus olhos estavam vermelhos.

— Nick, você não está com medo?

— De quê?

— Do… meu poder.

— É… incomum.

— … Só isso?

— Foi tão breve que não posso oferecer uma análise mais profunda. Honestamente…

— Eu não… pareço monstruoso para você?

A pergunta era tão descabida que Nick quase riu.

Ele conhecia monstros. Monstros de verdade pareciam diferentes, distorcidos de dentro para fora. Por mais fugaz que fosse, o poder de Owen não chegava nem perto de ser monstruoso.

— De forma alguma, Owen. Nem um pouco.

— …

— Talvez… seu primo, Locke, fosse particularmente suscetível. Ou talvez ele tivesse alguma outra condição subjacente que se manifestou naquele dia.

Owen balançou a cabeça.

— Não. Não havia nada de errado com o Locke.

Nick suspeitava que fosse verdade. Locke teria passado por todos os exames médicos concebíveis após aquele incidente. Qualquer condição pré-existente teria sido descoberta.

— E o Locke não é fraco. Nick, ele é um alfa dominante também.

— Então ele deve ter sido um alfa mais fraco que você.

A lógica era simples demais. Até Nick hesitara e recuara, então Owen não poderia ser considerado fraco. Força, para Nick, não era um traço negativo, mas Owen sorriu amargamente.

— Nick, não existe tal coisa como um ômega assim.

— Certamente você não está dizendo que ômegas não podem superar alfas, Owen?

— Eu nunca concordei com essa noção, mas não há necessidade de distorcer a realidade. Em um mundo sem supressores, é um fato que ômegas são dominados por alfas através dos feromônios.

— …

— Não existem ômegas que possam subjugar alfas, Nick. Eu não sou normal.

— Owen.

Aquela afirmação o incomodava. Ele queria corrigi-la, mas Owen continuou.

— Embora aquele incidente tenha sido o único, e eu achasse que tinha sob controle…

— Eu te ameacei.

— Houve outros incidentes antes de você.

Owen balançou a cabeça, negando, mas Nick sabia que a culpa era sua.

— … Você estava coberto pelos feromônios de vários alfas. Owen, você pode me contar o que aconteceu na empresa?

Esperando não soar acusatório, Nick perguntou sobre os cheiros desagradáveis.

— Não foi nada demais. Apenas um tipo de exibição de dominância. É assim que as reuniões do conselho são. Eles discutiram comigo e, quando perderam, ficaram com raiva e descontaram em mim. Muitas vezes passei por alfas tentando me marcar com seus feromônios. Estou acostumado.

Não parecia algo com o qual ele devesse se acostumar. Nick sentiu um lampejo daquela inquietação anterior retornar.

— Geralmente, os supressores entorpecem os sentidos, e raramente sou exposto a uma quantidade tão grande.

Era culpa dele de novo.

— Sinto muito.

— … Acho que minha memória falhou por um momento. Eu não me senti realmente ameaçado por você. Se tivesse sentido, não teria sido capaz de parar.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.

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