Ler Mind The Gap (Novel) – Capítulo 10 Online

❖ Capítulo 01 – Mind the Gap 1, Parte 2
A terceira semana de novembro começou com uma manhã cinzenta e detestável. Não chovia, mas era o tipo de clima em que não seria estranho se gotas de chuva caíssem a qualquer momento. O vento tornou-se mais perverso que na semana passada e as folhas das árvores nas ruas perdiam a cor gradualmente. Após passar por esta semana, num piscar de olhos, seria pleno inverno.
Por ter voltado para casa de madrugada sucessivamente desde domingo, Alex chegou ao trabalho no Departamento de Polícia um pouco mais tarde do que os outros, pela manhã. Era quinta-feira, o dia que Anna mais odiava.
Para o café da manhã, diferente do seu feitio, ele comprou um sanduíche de peito de frango na Marks & Spencer. Sendo alguém que não frequenta mercados como Waitrose ou Marks & Spencer devido aos preços base, era um evento excepcional para Alex.
Como sempre, ele ia a outro lugar mais distante, mas de repente tudo perdeu o sentido assim que ele usou o mercadinho de conveniência na estação. O sanduíche que ele mordeu enquanto caminhava pela rua tinha um sabor melhor do que os que o habitual, talvez isso se devesse ao seu ânimo.
Nestes últimos dias, Alex literalmente apenas trabalhou. Dormindo em intervalos, ele perseguiu o paradeiro das três vítimas e criou uma linha do tempo. E, finalmente, descobriu um tipo de ponto em comum. Para falar sobre isso na reunião de relatório de progresso que haveria hoje, ele passou a noite anterior inteira pendurado no telefone enquanto organizava o material.
Para ser honesto, ser detetive sem carro era algo terrível. Pois, até chegar a um cargo de gestão, a profissão de detetive é, afinal, algo possível apenas se você se deslocar muito. Mesmo assim, a razão de não comprar um carro era que não havia orçamento para arcar nem com o seguro. Em uma situação em que não sobrava dinheiro após pagar as dívidas mensais, era difícil suportar o caro seguro de automóvel.
Geralmente ele se deslocava com Matthew, então tudo bem, mas desta vez Matthew teve que percorrer lugares onde restavam vídeos de câmeras de segurança seguindo o itinerário das vítimas que Alex lhe informara, então não puderam andar juntos.
Após passar o cartão de segurança, Alex entrou no elevador com uma aparência cansada. No instante em que a porta ia se fechar, uma mão entrou por pouco e Anna apareceu.
— Veterano, bom dia! — Anna sorriu com uma voz alegre. Ela sempre tinha uma personalidade sociável. Era também uma pessoa radiante, difícil de ver na equipe de crimes violentos.
— Oi.
— Você ficou até tarde ontem também? Parece que está se esforçando demais ultimamente. Embora seja verdade que devamos dar o nosso melhor.
— Só fiquei o tempo necessário.
Anna observou o semblante dele por um momento e disse cautelosamente:
— Mesmo assim, não chegou cedo demais?
Alex, que ia responder sem expressão, percebeu que quase não tinha sorrido ultimamente. Sorrindo de forma desajeitada, encontrou brevemente o olhar de Anna.
— Tenho que cumprir o horário da reunião hoje. Como foi com a investigação que estava fazendo
— Vou falar daqui a pouco, mas acho que não é a Radcliffe. — Anna balançou a cabeça e, após dizer isso, tirou um suco da bolsa. Alex, que olhava sem pensar, fixou o olhar no rótulo do suco que ela segurava. Anna, que rasgou a embalagem do canudo com a ponta dos dentes, inclinou a cabeça.
— Você também quer beber, veterano? Tenho mais um.
— Ah, não. — Alex olhou para aquilo vagamente e balançou a cabeça devagar. Foi um gesto sem energia, como se sua expressão tivesse se esvaído. — É que… um conhecido gosta disso.
A palavra “conhecido” ficou presa em sua garganta como um espinho. O menino de cabelos dourados brilhantes desgrenhados pelo vento, diante da praia de Brighton, oscilou diante de seus olhos. Parecia ontem que ele via a bochecha branca que observava secretamente enquanto corriam de mãos dadas pela ladeira e deitavam no cascalho.
“Será que sou mesmo um conhecido? Você tentou me tratar como um desconhecido e agora está me ajudando, mas, ainda assim, continua sem me perdoar. Não me dá nem a chance de confessar meu pecado.”
“O que somos nós, afinal? Posso dizer que te conheço?”
“E por que diabos você ajuda a mim, a quem tanto odeia, dessa maneira?”
As dúvidas que ele havia apagado enquanto trabalhava nos últimos dias surgiram de repente, como se esperassem o momento certo. Não houve tempo para impedi-las. Sentiu o peito oprimido.
— O paladar dessa pessoa é excelente. — Anna sorriu orgulhosa de si mesma. Alex encarou os cantos da boca dela que subiam alegremente e desviou o olhar para a porta que se abria. Como alguém que olha para longe.
— É, tem razão.
Nathan tinha um paladar exigente. Mas ele sempre comia bem o que Alex fazia. Eu, que lembro desses fatos, posso dizer que te conheço?
Imerso em dilemas inúteis, Alex saiu lentamente do elevador seguindo Anna. Chicoteando a si mesmo por cair em pensamentos desnecessários, ele esvaziou a mente.
Às 11 da manhã, a reunião de relatório de progresso contou com a presença da inspetora Janice, além do sargento Hayden, Anna e Matthew. A inspetora Janice, de braços cruzados, conversava com o sargento Hayden sobre a partida da Premier League da noite anterior. Então, ao ver Alex e Anna entrarem, descruzou os braços.
O início foi dado pelo sargento Hayden. Ele, que estava investigando o lado da Radcliffe junto com Anna, apresentou os resultados de que não havia imagens que batessem com as vítimas nos vídeos encontrados, e que as vítimas não tinham envolvimento com outros negócios da Radcliffe. Com base nos dados do Arquivo Central verificados por Anna e nos casos internos do Departamento de Polícia, ele expressou a opinião de que este caso era cruel de uma “maneira diferente” para ser atribuído à Radcliffe.
— Além disso, Elaine disse que as marcas deixadas nas vítimas são um pouco estranhas. — disse o sargento Hayden olhando para a inspetora Janice. Janice girou a caneta. Era um sinal para ele continuar falando. — É estupro, sim, mas parece que os danos nos tecidos foram intencionais. De fato, no resultado da autópsia, não foram encontrados outros tecidos ou fluidos corporais.
— Deixaram essas marcas de propósito? — A inspetora Janice franziu o cenho. Anna continuou:
— Ela disse que há grandes chances de terem usado algum tipo de instrumento. Ou seja, o culpado fez isso com as vítimas propositalmente.
— Quer dizer que não foi por desejo?
— Sim. Exatamente, pode ser que este não seja o grande objetivo. Bem, pode ser uma tentativa de violar a dignidade da vítima, mas… disseram que iam investigar mais… Ah, veterano Matthew.
Anna virou-se para Matthew como se tivesse lembrado de algo subitamente. Matthew, que estava escrevendo em um bloco, levantou a cabeça ajeitando os óculos.
— O quê?
— Elaine pediu para avisar que, se o veterano for lá perguntar, ela terá mais motivação.
Matthew ignorou completamente as palavras de Anna. Então, desviou o olhar e sinalizou para Alex. Era uma pressão silenciosa para ele começar logo. Alex, que estava anotando o relatório, largou a caneta.
Alguém que tem algo a esconder às vezes comete atos ainda piores.
Alex conhecia bem esse fato. Como foi algo que ele próprio fez, não havia como não saber. Ele feriu Nathan para esconder algo que não queria que Nathan soubesse. Se as marcas deixadas na vítima foram intencionais, como Anna e o sargento Hayden descobriram, o culpado não poderia ter cometido isso para desviar a atenção de outra coisa ou para causar confusão?
— Como resultado da investigação dos últimos dias, descobri pontos em comum entre as vítimas identificadas. — Alex caminhou até o flip chart onde estavam as informações sobre as vítimas. E começou a anotar as datas. — Embora os períodos variem, houve um histórico de paradeiro incerto por três dias, há cerca de cinco ou seis meses.
— Meio ano atrás? — perguntou o sargento Hayden.
— Sim. No caso de James Harper, ele não entrou em contato com as pessoas próximas por cerca de três dias durante as férias de Páscoa; Rosalyn Meyer fez uma viagem incluindo o fim de semana durante a semana do Bank Holiday de maio; Robert Main disse ter feito uma pequena cirurgia por três dias, embora tenha sido antes desse período. Como foi há mais de meio ano, foi algo que não surgiu no processo de depoimento. De fato, dizem que nada mudou especialmente antes ou depois disso.
— Quer dizer que as pessoas próximas não sabem com certeza se eles realmente fizeram essas coisas ou não. Precisamos confirmar com Amy Wynings também.
— Eu já perguntei. — Matthew respondeu a Hayden. — Pelo que ouvi da equipe de proteção, Amy Wynings não foi a lugar nenhum por mais de dois dias este ano. Ela mesma disse isso e confirmamos com as pessoas ao redor, o que coincidiu.
Amy Wynings, que trouxe Nathan para este caso, era diferente das outras vítimas em vários aspectos. Havia uma grande possibilidade de ser assim porque ela sobreviveu a uma tentativa de sequestro, mas se a incluíssemos na classificação, o período de lacuna não poderia ser um elemento comum. No entanto, era suficientemente estranho.
— Mas, com exceção de Amy Wynings, os outros três mostraram sinais anômalos em seus padrões de consumo após esse ponto. Robert Main tinha um empréstimo bancário e, embora sua renda não tenha aumentado, ele começou a aumentar gradualmente o valor do pagamento; Rosalyn Meyer e James Harper subitamente adquiriram vários objetos que não condiziam com seus níveis de renda. São coisas pequenas, mas se somadas, o valor é considerável.
— Então, durante o período de lacuna de aproximadamente três dias, as vítimas foram a algum lugar e, depois disso, surgiu dinheiro vivo que não pode ser rastreado pela conta bancária. — disse Anna, arregalando os olhos. Matthew colocou o notebook no centro da mesa de reunião e disse:
— Por isso, nestes últimos dias, andei revirando se havia algum vídeo de câmera de segurança que não tivesse sido deletado no itinerário das vítimas. E então, descobri o vídeo da noite em que Rosalyn Meyer foi a uma boate naquele período, há meio ano.
— Um vídeo de cinco meses atrás estava com a boate?
— Tivemos sorte, houve uma briga naquele dia. Bem, foi lamentável para o sujeito que perdeu os dentes ao ser espancado por um jovem russo. A boate guardou o vídeo e esqueceu de deletar, e eu descobri Rosalyn Meyer misturada entre as pessoas que assistiam à briga.
Matthew, após um esforço exaustivo, apresentou uma cena ampliada e re-ampliada. Na tela um pouco borrada, a mulher que parecia ser Rosalyn Meyer estava recebendo um cartão de visitas de um homem vestido de terno. A inspetora Janice disse com a voz tensa:
— Apareceu?
— Até eu acho que foi um trabalho incrível. — Matthew era um especialista em computação com um histórico tão brilhante que a equipe técnica o cobiçava. Elogiando a si mesmo, Matthew abriu outra janela. Lá, havia um emblema que parecia ser dois triângulos sobrepostos, um em cima e outro embaixo. O papel parecia ser de alta qualidade.
— Nada mal. — O sargento Hayden bagunçou o cabelo de Matthew. Matthew ficou sério e se afastou dele.
— Alex, bom trabalho. — A inspetora Janice levantou-se. Ela encarou Alex com o semblante mais vívido que tivera nos últimos tempos.
Alex, parado ao lado do flip chart, olhou para ela e baixou levemente a cabeça. Se a inspetora, que é avessa a elogios, disse aquilo, certamente era motivo de alegria, mas ele não sentia nada. Preferia estar fazendo outra coisa naquele tempo. Sentia ansiedade a cada momento em que não usava sua cabeça para outra coisa.
— Não é hora para isso. Anna, você procure por cartões de visita nas casas ou pertences das vítimas e pergunte às pessoas próximas. Eu vou fazer o relatório. O sargento terá muito o que fazer ajudando Matthew.
— “Em casos assim que exigem mão de obra, não é necessário que os parceiros andem sempre juntos,” — a inspetora deu ordens a cada um. Matthew assentiu. De fato, ele teria agora que revirar inúmeras gráficas e agências de design em Londres para verificar se houve algum lugar que imprimiu este cartão.
— E você, Alex…
Como se estivesse esperando, Alex abriu a boca.
— Tenho algo que gostaria de verificar pessoalmente.
— Se descobrir algo, relate rapidamente.
— Sim.
— Então, vamos nos mexer, pessoal.
A inspetora Janice levantou-se com um incentivo. Para compartilhar a direção da investigação, que antes vagava sem um caminho claro, ela foi a primeira a sair rapidamente da sala de reuniões. Anna e o sargento Hayden a seguiram, e por fim restou Matthew.
— Você está bem?
Alex, que ia passar por Matthew para sair, parou o passo diante da pergunta inesperada dele.
— Claro que estou bem. Por quê?
— Estou perguntando porque você não parece bem.
Não foi assim desde o primeiro encontro, mas Matthew sempre foi um bom amigo. Pode ser pelo fato da distância ter encurtado rápido por serem parceiros, mas independentemente disso, era verdade. Ao encarar Matthew, que o observava com uma expressão carregada de preocupação, ele lembrou-se de seu primeiro encontro com Nathan.
Ele pensou por muito, muito tempo. Qual seria a razão para ele continuar gostando tanto de Nathan. A resposta que conseguiu conceber foi: não seria porque Nathan foi um bom amigo para ele?
No entanto, se parasse para pensar, ele sempre teve amigos. Embora não tivesse uma personalidade sociável ou simpática, sempre houve pessoas que demonstravam interesse. Além disso, agora ele tinha Matthew.
Mas, apesar de Alex ser terrivelmente solitário, ele não gostava de Matthew como gostava de Nathan. Ele o estimava muito, mas era em um nível totalmente diferente do gostar de Nathan. Mesmo sem tê-lo visto por tanto tempo.
— Estou realmente bem.
— É por causa daquele médico, não é?
Matthew acabou mencionando Nathan. Como a profissão dele exigia isso, ele certamente percebeu que Alex e Nathan não tinham uma relação comum.
— Ele te fez alguma coisa?
— Não. — Alex negou as palavras de Matthew de forma categórica. Era verdade que ele sofria por causa de Nathan, mas ele realmente não fizera nada. O comportamento dele era de uma categoria incompreensível, mas em nenhum momento de suas ações houve algo prejudicial a Alex. Muito menos algo ruim.
Se Nathan o tivesse repelido e ignorado como antes, ele poderia ter sofrido mortalmente, mas teria entendido. No entanto, Nathan não conseguiu ignorá-lo desde que o puxou na faixa de pedestres. Ele não fez isso.
Por causa disso, ele se iludiu por um momento. De que talvez Nathan o tivesse perdoado, ou pudesse vir a ter essa intenção. De que talvez ele ouvisse sua desculpa.
Mas não era nada disso.
— Nathan não é esse tipo de pessoa.
— Bem, isso eu não sei. — Matthew negou. — Mesmo que você não pense assim, e mesmo que não tenha feito nada, ele pode estar te causando um impacto negativo. É o que parece agora. Você sempre investigou mantendo o equilíbrio. Nunca se envolveu tanto a ponto de me deixar preocupado.
— Este caso é diferente dos que pegamos antes.
— Alex. — Matthew disse calmamente. — Aquela pessoa é tão importante para você a ponto de você ficar na defensiva comigo, que me preocupo com você?
Os lábios de Alex se abriram, mas logo se fecharam sem encontrar uma resposta imediata. Soltando uma respiração trêmula, ele levantou a mão e esfregou a bochecha. Como um menino perdido, ele olhou vagamente para Matthew.
Claro que era importante.
Mais do que qualquer coisa no mundo.
No entanto, Alex não conseguia ter certeza se isso era apenas obsessão pelo passado ou se era porque realmente gostava de Nathan. Gostar cegamente de alguém tão sem esperanças não seria, na verdade, obsessão?
— Se eu ajo de um jeito diferente do habitual… Matthew, seria essa uma relação ruim?
— Como você mudou?
— Não sei. — Alex lembrou-se de como ficava completamente abalado quando se envolvia com Nathan. — Eu sou apenas um Alfa e um detetive, e nunca pensei que fosse covarde…
Diante de Nathan, sempre havia muitas coisas que o assustavam.
— Tudo isso simplesmente desaparece.
— E isso te faz sofrer?
Antigamente, não. Embora se sentisse medíocre e patético, isso não fazia Alex sofrer. Pelo contrário, ele era feliz toda vez que via Nathan.
— Não sei.
Mas será que ele era tão feliz agora quanto naquela época? “Na verdade, não estaria eu tentando gostar de você por não conseguir desapegar do momento mais feliz do meu passado?”
— Droga, eu também não sei. — Matthew disse rudemente, bagunçando o cabelo. — Muitas vezes eu tive medo por você. Como se, bastasse um gatilho…
Matthew deixou a frase incompleta. Após hesitar por um longo tempo, ele abriu a boca.
— Recentemente você parecia bem, então achei que fosse algo bom, mas eu não sei. Alex, se tiver tempo, procure aconselhamento. Eu não sou especialista, então não posso te falar as coisas como bem entendo. Nós temos médicos consultores. Só na equipe de investigação, vários recebem aconselhamento.
— Eu não me feri, nem aconteceu nada.
— Não precisa necessariamente acontecer algo para receber aconselhamento. Aqui é um lugar deprimente. Alex, o que vemos todos os dias é a tristeza humana.
Alex ouviu as palavras de Matthew em silêncio. Seria mentira dizer que a vida não era um fardo. Mas a solidão não era o tipo de coisa que um médico pudesse resolver. As dívidas também não, nem as responsabilidades. O sentimento de gostar também era assim.
E, mesmo considerando tudo isso, Alex não era uma pessoa infeliz. Era apenas um humano comum que não tinha tanta sorte, mas também não era especialmente infeliz. Sua cabeça era razoavelmente funcional a ponto de conseguir a profissão que desejou mais tarde, e seu corpo era forte. Ele não viveu sem conhecer o rosto de seus pais e não tinha um rosto exatamente feio. Analisando bem, ele era realmente comum.
— Sim, vou pensar nisso.
Além disso, ele tinha amigos como Matthew.
— Mas eu estou realmente bem.
Para ser honesto, não havia razão nenhuma para Alex não estar bem. A ponto de sentir que dizer que estava sofrendo soava como um luxo.
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki, Othello&Belladonna
Ler Mind The Gap (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse: Obra do mesmo universo de Define Relationship
— Você disse que gostava de mim. Foi… tudo mentira?
— Como um Alpha poderia gostar de um Beta?
Entre uma mãe que o abandonou e um pai que o forçou a viver como Alpha, Alex cresceu sem nunca se apoiar em ninguém. O único que o confortava, independentemente do seu gênero secundário, era Nathan. Para proteger Nathan de um certo incidente, Alex o afasta com palavras cruéis.
Anos se passam, nove longos anos de penitência e saudade. Então, um dia, eles se reencontram na cena de um caso em que Nathan é a testemunha.
— Sr. Nathan, se não for incomodar… na verdade, se você não se importar, há algo que eu gostaria de dizer…
— Se você está pensando em se desculpar, não precisa se incomodar.
Alex fica ansioso ao redor de Nathan, desesperado para se desculpar, mas Nathan mantém tudo friamente dentro do estritamente profissional. Então, devido aos efeitos colaterais do uso prolongado de supressores, o desequilíbrio hormonal de Alex é exposto.
— Você poderia simplesmente dormir com uma Ômega. Por que está procurando outra coisa? Você gosta de Ômegas.
— É porque não estou saindo com nenhuma Ômega no momento. Acho que não consigo fazer isso com alguém que não conheço.
Alex tenta se esquivar e recusa, alegando que não quer. Nathan, que havia se afastado friamente, acaba voltando e faz uma oferta de ajuda.
— Você pode fazer sexo com alguém de quem não gosta. Não interprete demais. É só sexo.
— Você não precisa se forçar a fazer isso com alguém nojento como eu.
— Você não é nojento. Então pense direito e me responda.
Mesmo que Nathan diga que não quer se envolver, sua bondade o atravessa e Alex só quer chorar. “Será que eu… nunca serei perdoado por você? Você foi a minha única alegria neste mundo. Nathan, por favor… apenas uma vez… me ouça. Por que eu fiz o que fiz.”