Ler Late Bloomers (Novel) – Capítulo 108 Online

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CAPÍTULO 108
Seowoon se sobressaltou, ficando completamente paralisado enquanto estava montado sobre Cahaya.
“Eu seria um lixo se meu amigo me excitasse.”
A lembrança ressurgiu de repente. Ainda que Seowoon tivesse ouvido a confissão de Cahaya e percebido que ele sentia algo por ele, nunca tinha relacionado isso a qualquer desejo sexual.
Talvez seu mecanismo de defesa permanecesse como um reflexo habitual, porque ele tinha tentado não ter consciência dessas coisas desde o início.
— Ei… você não é. Por que diabos você se chama de lixo?
Seowoon tentou mover levemente o quadril, mas a ereção grossa de Cahaya pressionava seu baixo-ventre.
Seowoon sentiu o rosto corar de vergonha, tanto que quase perdeu a cabeça. Até a própria ereção começava a se manifestar por causa do estímulo.
“Não é hora para isso. A gente tem que descobrir como voltar para Naraka.”
Seowoon permaneceu completamente imóvel, tentando evitar qualquer estímulo adicional.
— Eu uso a mão esquerda e você usa a direita.
— …Do que você está falando?
Cahaya mordiscava brincando os fios de cabelo de Seowoon com os lábios, afastando-os repetidamente para depois voltar a eles.
Ao ver que Seowoon permanecia imóvel, Cahaya achou que ele não se importava, então apertou o abraço mais uma vez.
— Mesmo que a gente perdesse um braço, ainda podia se masturbar um ao outro, né?
— Você perdeu completamente o juízo?!
Só então Seowoon começou a se debater de novo, tentando escapar. Cahaya soltou um grunhido quando o joelho de Seowoon acertou seu centro de gravidade.
— Caralho! Eu falei para você me soltar!
— Cha Seowoon, se eu ficasse impotente, você seria obrigado a cuidar de mim para sempre.
Cahaya riu baixinho, como se tudo fosse brincadeira.
“Esse desgraçado, sério…”
Seowoon relaxou o corpo de novo, deixando de lado a resistência.
— O que foi? Você não quer cuidar de mim?
A voz de Cahaya tinha uma mistura de zombaria e vulnerabilidade, o que fez Seowoon pensar: “Cahaya, seu desgraçado.”
Apesar de ter sentido algo por ele todo esse tempo, Seowoon nunca tinha ousado se aproximar tanto. Se perguntava até que ponto Cahaya estaria acostumado a esse tipo de intimidade para agir com tanta naturalidade.
— Uau, você odeia tanto assim a ideia?
— Você…
Seowoon tentou dizer alguma coisa, mas acabou fechando a boca e respirando fundo, como se contivesse os pensamentos.
— E eu?
— …Talvez você esteja acostumado, mas eu não.
— Acostumado com o quê?
— Só… Esse contato físico, sei lá.
— A gente também era próximo assim, né?
Cahaya entrelaçou as pernas com as de Seowoon, puxando-o para ainda mais perto.
Seowoon estava prestes a protestar, dizendo “A gente não era próximo assim, tá?”, mas em vez disso soltou um suspiro profundo.
— Cha Seowoon, olha só você suspirando. Ah, tudo bem. Eu não vou desistir mesmo que doa.
— É desconfortável. Você deve estar acostumado com esse tipo de coisa. Eu nem abraço meus pais.
— Então quem era aquela pessoa?
— Quem?
— A garota com quem você estava na frente da faculdade.
Seowoon virou levemente a cabeça.
— Faculdade?
— No dia em que você me ignorou, vocês pareciam bem próximos. Você estava namorando ela?
Naquele momento, a atenção de Seowoon estava completamente voltada para Cahaya, então ele não conseguiu se lembrar de quem estava conversando. Só se lembrava de estar saindo do prédio da faculdade com os colegas de turma.
— Do que você está falando? Estar próximo não significa que a gente estava namorando.
— Esse é o jeito clássico de provocar o Cha Seowoon.
Seowoon ficou estupefato demais para sequer rir.
— Eu não começo nada se não sinto nada. Mas você? Você saía com qualquer um, mesmo sem sentir grande coisa. Isso sim é de mau gosto. Por acaso eu sou a pessoa ruim aqui?
— Ai, isso foi golpe baixo!
Ainda que o tom de Cahaya fosse brincalhão, havia uma hesitação em seu toque que não estava ali antes.
Seowoon aproveitou a oportunidade para se soltar do abraço dele.
Cahaya soltou Seowoon como se estivesse gravemente ferido e abriu os dois braços. Encarou Seowoon, que estava de pé diante dele, com o olhar perdido.
A pinta abaixo dos cílios inferiores fartos de Cahaya era bem visível. Considerando o quanto ele era atraente, era estranho que as pessoas não o cercassem o tempo todo. Cahaya sempre se mostrava seguro de si, mas às vezes despertava em Seowoon um estranho instinto protetor.
Não era pena, mas havia momentos em que Seowoon sentia a necessidade de cuidar dele. Talvez fosse por causa da situação familiar infeliz de Cahaya.
Ainda que, na verdade, a pobreza nunca tivesse sido um obstáculo para ele, suas origens eram modestas.
Cahaya nunca tinha sido do tipo que se agarra à riqueza ou às pessoas; se houvesse uma exceção, teria sido Seowoon.
Desde aquele dia em que se cruzaram em frente à faculdade, Cahaya não tinha voltado a procurá-lo. Se Cahaya tivesse insistido em entrar em contato, Seowoon talvez não tivesse tido escolha senão voltar a ser apenas amigo. Sabia que era egoísta, mas uma parte dele desejava que Cahaya voltasse pelo menos uma vez.
Ainda assim, mesmo Seowoon, que tinha sido a exceção, cortou a comunicação e seguiu com a vida.
Cahaya vivia como se nada no mundo lhe pertencesse, sem jamais se apegar a nada. Tinha até doado todo o seu dinheiro sem o menor remorso.
Pensando bem, todos que gostavam de Cahaya tentavam lhe dar alguma coisa ou fazer algo por ele.
A absoluta falta de ganância de Cahaya fazia parecer que não seria surpreendente se ele desaparecesse de repente um dia.
Seowoon finalmente entendeu. O instinto protetor ocasional que sentia não vinha do desejo de cuidar dele, mas de querer retê-lo dando-lhe coisas. Pessoas que tinham muito não iam embora com facilidade.
Além disso, Cahaya não tinha mudado de repente; era assim desde que Seowoon o conhecera. Ele era uma criança desaparecida, sem pais, em Sulawesi?
Se fosse assim, ele não teria querido pelo menos encontrar os pais?
“Cahaya apareceu no bairro onde eu morava, completamente sozinho. Disse que não tinha pais.”
Cahaya continuava deitado ali, de braços abertos, olhando como se convidasse Seowoon a se aproximar de novo. Seowoon se agachou ao lado dele.
— Ei, por que você não me conta sobre o seu passado?
— Você nunca pediu.
Seowoon tinha se abstido de perguntar, pois não queria ferir Cahaya com perguntas aparentemente inocentes.
— Então, tudo bem… se eu perguntar sobre os seus pais?
Cahaya virou o corpo de lado e apoiou o rosto na mão. Sorriu de leve, como se encorajasse Seowoon a perguntar mais.
— Os seus pais… te abandonaram em Sulawesi?
Cahaya provavelmente não sabia quanta coragem Seowoon precisou reunir para fazer aquela pergunta.
— Não.
Mas a resposta foi surpreendentemente insossa.
— Então?
— Eu era jovem demais para lembrar com clareza, mas eles morreram.
— Num acidente?
— Bom, se você quiser chamar de acidente, então sim.
— Você tem algum parente?
— Não.
Era, de fato, uma situação extrema. Agora que tinha começado a perguntar, Seowoon queria saber tudo sobre o passado de Cahaya e não recuou.
— Você nasceu na Indonésia?
— Não.
— Então onde?
Seowoon se inclinou na direção dele, concentrando-se intensamente em Cahaya.
— Cha Seowoon, o Cha Byeonjong é fofo, né?
— Que coisa aleatória.
— É, sim.
— Bom, acho que ele é bonitinho. Muito.
— Ele é um alienígena.
Ainda que não fosse uma afirmação incorreta, Seowoon se perguntou se Cahaya estava tentando mudar de assunto.
— Ei, deixa para lá. Se você não quer falar sobre isso, tudo bem.
Quando Seowoon tentou se levantar, Cahaya o segurou. Seowoon se apoiou nos braços para estabilizar o corpo inclinado para a frente e franziu o cenho.
Cahaya estava deitado de lado, encarando-o fixamente, perto demais.
— Eu também sou um alienígena.
Cahaya sussurrou, fazendo Seowoon franzir ainda mais o cenho. Ele sentiu uma decepção avassaladora depois de ter feito uma pergunta tão delicada.
— Você está me tirando do sério.
Seowoon empurrou a testa de Cahaya para longe.
— Você não acredita em mim? Estou falando sério.
Cahaya, ainda sorrindo, não se deixou empurrar e puxou Seowoon de volta para si. Ficaram deitados lado a lado, com os ombros apoiados no chão duro.
— Eu já disse: “Não tem problema. Só me avisa quando você estiver pronto.”
Cahaya observava Seowoon falar com indiferença e um olhar pensativo.
— Cha Seowoon, por que o seu coração é grande feito o universo?
— Você não sabia? Eu sou generoso pra caralho, tipo, generoso em nível universal.
— Então foi por isso que você fingiu que estava dormindo naquele dia?
Seowoon não tinha certeza do que Cahaya estava falando, mas supôs que pudesse ser sobre o beijo que trocaram na casa dele.
— Bom, mesmo que o Han Donhee tenha beijado… ah, não é isso.
Os olhos de Cahaya pareceram arder antes de ele piscar e mudar rapidamente de assunto.
— Sabe de uma coisa? Você não pode ficar com ninguém mais fraco do que eu. Você é ingênuo demais, Cha Seowoon. Eu não ia gostar de te ver envolvido com algum esquisito.
— Você é um idiota… Tem alguém mais forte que você?
— Então você ficaria preso a mim pelo resto da vida, sua pestinha. Isso sim é um problemão.
— Do que você está falando? Não é um problemão.
Seowoon resmungou. Suas bochechas, abaixo dos olhos roxos, estavam coradas.
Cahaya olhou para a testa redonda de Seowoon.
Seria só impressão dele que Seowoon não pareceu se incomodar com a ideia de viverem juntos pelo resto da vida? Ainda que Seowoon fosse sempre gentil, com certeza tinha a cabeça aberta o suficiente para suportar um beijo.
Seowoon tinha dito que queria ser apresentado a um Mansaengjong de alto nível e até disse que não se importava se fosse um homem.
Claro, ele disse que Cahaya era uma exceção, mas mesmo assim, de agora em diante ele ficaria grudado em Seowoon como um carrapato.
— Bom, se a gente passar a vida inteira junto, um beijo não significa nada. Porra, eu faria cem, mil vezes, e continuaria não significando nada.
Cahaya estalou a língua para si mesmo. Soava como um perdedor por dizer bobagens.
— Você é um louco. Só diz logo que quer me beijar.
“Isso é verdade.”
No momento em que Cahaya admitiu isso para si mesmo, sentiu como se algo dentro da sua cabeça tivesse explodido.
Os olhos de Cha Seowoon estavam bem fechados.
Isso é permissão? É algo que ele vai permitir?
Ou ele está se sacrificando porque tem medo de que eu desapareça de novo ou fuja para outra guilda se for rejeitado?
Cahaya desejava morder e sugar aqueles lábios, marcando-os como seus, mas sabia que não pararia num simples beijo. Sentiu o calor que emanava dos olhos suavemente fechados de Seowoon e da ponta de seu nariz, como uma fruta madura.
Chuác.
Incapaz de se conter por mais tempo, Cahaya pressionou apressadamente os lábios contra os lábios carnudos de Seowoon.
Os olhos de Seowoon continuavam fechados, então Cahaya o beijou de novo, dessa vez duas vezes, e depois uma terceira, com mais segurança, devorando seus lábios com um leve som de “hmm”.
Sinceramente, Cahaya estava se preparando para Seowoon agarrar seu cabelo, mas os lábios de Seowoon apenas se contraíram. A descarga elétrica que percorria seu corpo era quase dolorosa, como se ele fosse explodir a qualquer momento.
Cahaya pôs a língua para fora e roçou de leve o lábio inferior de Seowoon. Ele estremeceu e, dessa vez, o corpo inteiro tremeu. Ao abrir os olhos, parecia estar se esforçando para resistir, com o cenho franzido.
— Se você não gosta, é só me empurrar. Você vai deixar outros caras te beijarem também? Vai deixar?
Era engraçado que quem tinha iniciado o beijo fosse quem mais se alterava com tudo aquilo.
— Eu não faço isso com outros caras… Só com você.
Cahaya sugou com fervor os lábios de Seowoon, com força. Seowoon fechou os lábios, mas mal conseguiu se afastar. Em vez disso, colocou a palma da mão entre os rostos dos dois, como que para impedir qualquer avanço.
Seowoon abriu os olhos devagar atrás da mão grande de Cahaya, que lhe cobria o nariz e a boca.
— Eu errei na ordem do pedido.
Cahaya pressionou os lábios com firmeza contra os de Seowoon, com a mão dele colocada entre os rostos. Seus olhos, verde e roxo, estavam tão perto que quase se tocavam. A respiração de Seowoon esquentava a palma de Cahaya, e seus cílios trêmulos faziam cócegas em sua mão.
Cahaya não queria se arrepender do presente enquanto discutia se eram amigos ou coisa parecida. Não tinha a menor intenção de deixar Seowoon ir embora, ele que irradiava uma vitalidade tão encantadora.
— Cha Seowoon, eu vou te tratar muito bem.
Ele olhou para Seowoon com olhos que brilhavam como uma nebulosa vívida.
— Então namora comigo.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello
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SINOPSE:
Pessoas com a habilidade de caçar mutantes, os Mansaengjong.
Um dia, eles de repente se viram isolados em Naraka.
Seowoon já foi chamado de um dos de mais alto escalão, conhecido por sua excelente capacidade de combate, mas de repente perdeu todas essas habilidades depois de ser isolado em Naraka. Em troca, ganhou a capacidade de detectar o surgimento de mutantes através do “Mensageiro”.
Para escapar de Naraka, era necessário o minério wu, um subproduto dos mutantes. No entanto, Seowoon morreria só de encostar num mutante, quanto mais caçá-los.
Ao saber disso, Cahaya fez uma proposta a ele:
— Cha Seowoon, a partir de agora, seja meu buscador de mutantes?
Com a ajuda de Cahaya, Seowoon conseguia ir e vir de Seul, mas achava isso cada vez mais difícil.
“Por que eu te afastei…?”
Ele só queria negar os sentimentos de atração que sentia por Cahaya.
Nome alternativo: Perennial Species Late Bloomers Late Blooming Species Mansaengjong