Ler Late Bloomers (Novel) – Capítulo 106 Online

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CAPÍTULO 106
Cahaya desabou de repente, perdeu o equilíbrio, e Seowoon o segurou rapidamente, abraçando-o. Não era só o rosto dele que estava encharcado; o corpo inteiro estava coberto de suor frio.
Decidido a não deixar Cahaya inconsciente cair, Seowoon invocou o cosmos para estabilizá-lo.
Com cuidado, ergueu-o e o colocou nas costas, tomando cuidado para que as pernas dele não tocassem o chão. Embora Seowoon tivesse abaixado o corpo o máximo possível, as duas pernas de Cahaya inevitavelmente se arrastavam pelo chão.
Seowoon afrouxou os cadarços dos sapatos e os usou para amarrar os pulsos de Cahaya, prendendo-os em volta do próprio pescoço. Ergueu Cahaya sobre os ombros, se apoiando enquanto se levantava.
Com medo de deixar Cahaya cair, Seowoon reuniu todas as forças nas pernas trêmulas e desceu a montanha com cuidado, passo a passo. Seu corpo inteiro estava encharcado, como se ele tivesse chorado junto. Até as costas dele estavam ficando molhadas.
Viu o tio e o menino saírem correndo da casa, assustados. O tio se aproximou para checar se Cahaya estava respirando e então suspirou aliviado. Ao subir a escada estreita de madeira, as forças de Seowoon fraquejaram, então ele teve que pedir ajuda ao tio.
— Seowoon, o Cahaya saiu da caverna?
Ao ver que Cahaya tinha desmaiado, a expressão do tio ficou mais sombria que o normal.
— Sim.
Seowoon deitou Cahaya com cuidado na cama. O menino observava preocupado atrás de Seowoon.
— Por sorte, ele não parece estar ferido.
Seowoon não tinha certeza absoluta, mas tentou dizer algo para tranquilizá-los.
— Eu fico de olho. Você devia descansar, tio.
— Não, Seowoon. Deixa que eu cuido disso.
— Eu me sentiria mais tranquilo se ficasse.
Seowoon falou com suavidade, mas com firmeza, e o tio, aparentemente cedendo, apenas foi buscar água antes de ir para a sala. Enquanto isso, Seowoon pegou uma toalha úmida e começou a limpar o rosto de Cahaya. Verificou se havia algum ferimento enquanto o limpava, mas, além da máscara que faltava, Cahaya estava do mesmo jeito de quando tinha ido embora.
O que diabos aconteceu? O que poderia ter acontecido… para fazê-lo chorar tanto a ponto de o rosto ficar completamente encharcado de lágrimas?
Depois de limpar Cahaya por completo, Seowoon se sentou na beirada da cama. A testa de Cahaya, normalmente lisa, refletia dor naquele dia. Seowoon afastou com cuidado o cabelo do rosto dele.
— Machucado?
O menino se intrometeu, se colocando na cama diante de Seowoon.
Seowoon balançou a cabeça e deu tapinhas no espaço ao lado de Cahaya. O menino entendeu imediatamente o gesto e subiu na cama. Ele tinha ficado acordado até tarde por causa da decisão de Seowoon de voltar para a Coreia. Era tarde, e até uma criança sentiria sono àquela hora.
— Você escovou os dentes?
— Sim.
— Então vamos dormir.
O menino assentiu e fechou os olhos com força, fingindo dormir. Seowoon estendeu a mão para acariciar de leve a testa dele e dar tapinhas em seu peito.
Em seguida, as pálpebras do menino relaxaram e logo sua respiração se tornou constante e tranquila.
Seowoon então moveu a mão para o peito de Cahaya. Podia sentir o coração dele batendo forte sob a palma. Exausto, Seowoon se deitou ao lado de Cahaya, soltando um suspiro de alívio.
Não tinha dormido bem durante uma semana inteira, e agora a tensão finalmente estava se dissipando, a ponto de deixá-lo impotente. Sem qualquer traço de timidez, abraçou Cahaya, apertando-o contra si para se certificar de que ele não desapareceria.
Assim como Cahaya o tinha abraçado com força quando ele tremia de frio durante a viagem escolar, e também naquela vez no túnel a noroeste, agora ele dividia o próprio calor com Cahaya.
Seowoon não percebeu de fato a aura suave e púrpura que envolvia a cama com tanto acolhimento.
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Cahaya acordou sobressaltado, tomado por uma convulsão. Seowoon, que estava dormindo profundamente, recobrou os sentidos rapidamente e foi ver como ele estava.
— Está doendo alguma coisa? Quer água?
Seowoon pegou a garrafa de água do criado-mudo. Cahaya o olhou enquanto se erguia até a metade.
Quando Seowoon abriu a tampa da garrafa, Cahaya apertou o pulso dele e o puxou para um abraço. O coração de Cahaya batia forte.
Ele se lançou com força contra o peito de Seowoon. A garrafa de água caiu e se derramou, encharcando o chão, mas Seowoon simplesmente continuou a consolá-lo.
— Está tudo bem.
Está tudo bem.
Seowoon repetiu as mesmas palavras, tentando acalmá-lo. Cahaya o abraçava com tanta força que ele mal conseguia respirar, mas a pressão, de alguma forma, lhe dava uma sensação de alívio.
— …Bebe um pouco de água primeiro.
Seowoon tentou se afastar para pegar a garrafa derramada, mas Cahaya se recusou a soltá-lo.
— Cahaya… O que diabos aconteceu…? Por que você está assim?
— Eu não consegui ir para Naraka.
A voz de Cahaya estava bastante abafada. Seowoon assentiu de leve, como se já esperasse por isso.
A cama pareceu tremer, o que fez o menino acordar e esfregar os olhos. Quando o menino viu os dois, sorriu radiante e abriu os bracinhos, tentando abraçá-los ao mesmo tempo.
A cena terna arrancou um leve sorriso do rosto de Seowoon por um instante, antes que ele sumisse.
— Primeiro, vamos lavar as mãos e depois comer alguma coisa.
Ainda que o sol já estivesse alto no céu, não havia pressa agora que ele tinha voltado são e salvo. Seowoon deu um tapinha nas costas de Cahaya, sugerindo que conversassem depois. Mesmo assim, Cahaya continuava sem soltá-lo. Parecia ansioso por algum motivo.
Seowoon continuou acariciando-o com suavidade, notando que a temperatura corporal dele estava mais baixa que o normal. Estendeu a mão e abraçou o menino, que ainda tinha dificuldade de retribuir o abraço.
Enquanto permaneciam assim por um tempo, o menino começou a se agitar, claramente incomodado. Apesar disso, Seowoon continuou acalmando Cahaya antes de chamá-lo.
— Cahaya.
— ……Sim.
— O menino também precisa comer. E você devia tomar um banho primeiro.
— Eu estou fedendo?
O tapinha de Seowoon nas costas de Cahaya ficou mais firme, quase uma bronca, como se aquele fosse mesmo o problema.
Por fim, depois de conseguir se soltar do abraço de Cahaya, Seowoon recolheu a garrafa de água que tinha caído. Por sorte, ainda havia metade da água. Seowoon entregou a garrafa a Cahaya e acariciou de leve a bochecha dele, dizendo que ele ficasse ali enquanto preparava algo para comer.
Depois de sair do quarto, Seowoon procurou o tio antes de ir para a cozinha.
Cahaya se apoiou na cabeceira da cama e bebeu a água que Seowoon lhe deu. Apesar do estado de atordoamento, seus sentidos estavam aguçados. O menino, sentado na beirada da cama, olhou para Cahaya. Cahaya entregou o resto da água ao menino.
— Cha Byeonjong.
— Sim.
Cahaya bateu na cama, chamando o menino para se aproximar. O menino engatinhou até ele de joelhos.
— Você conhece Cellus, né?
Ele falou num sussurro. O menino, que estava bebendo da garrafa de água, arregalou os olhos.
— Cha Byeonjong não gosta de Cellus. Cha Byeonjong gosta de estar aqui.
— Você não pode ir para lá de qualquer jeito. O seu planeta foi aniquilado.
O menino inclinou a cabeça, aparentemente sem compreender o significado da palavra.
— E o Ouroboros?
Mesmo quando Cahaya perguntou de novo, o menino piscou inocentemente, sem entender nada. Apenas balançou a cabeça.
Cahaya prestou atenção nos sons que vinham da cozinha antes de continuar.
— O monstro que o Seowoon… teve que enfrentar antes de você vir para cá?
O menino estremeceu de repente ao olhar para as nebulosas que pareciam dissecar tudo.
— Está tudo bem. Você pode me contar.
Cahaya acariciou de leve a lateral do rosto do menino, cujo olho tinha uma cor parecida com a dos olhos de Seowoon.
Mesmo assim, o menino apertou com firmeza os labiozinhos rechonchudos.
Conhecendo o fim daquele planeta, Cahaya decidiu infundir confiança nele, em vez de simplesmente consolar a criança.
— Cha Byeonjong, eu sou mais forte que o Seowoon, sabia? Você precisa me contar para eu poder salvar todo mundo.
O menino ergueu o olhar rapidamente, como se concordasse.
— Sim, hyung é super forte — mas foi mais um monólogo interno do que uma resposta de fato.
Então o menino apertou os punhos pequenininhos, como se tivesse tomado uma decisão, e começou a balançar a cabeça de um lado para o outro seguindo um compasso: um, dois, três, um, dois, três.
— Na colina há um tesouro muito valioso.
O menino cantou uma cantiga infantil que ele nunca tinha ouvido antes.
— Guardado por um monstro, dia e noite, com certeza. Ele engole a cabeça e a cauda do tempo, sabia? Rondando para mantê-lo seguro e livre.
Cahaya jogou a cabeça para trás com um leve gesto de irritação. Não era esse o tipo de apresentação que ele queria ver.
— O tesouro é muito valioso. Então, cuidado, pequenino, fique esperto! Se tentar pegar, atenção! O monstro vai matar todo mundo aqui.
Apesar da voz doce do menino, como a de um passarinho, Cahaya achou que não havia mais nada a ganhar e decidiu se levantar e ir para o banheiro.
— O Donhee hyung disse que não é um tesouro. Disse que o tesouro é o monstro.
Depois de terminar a canção, o menino se levantou, fingindo ser um monstro e fazendo um “raaaawr”.
Cahaya se virou bruscamente e olhou para o menino que estava de pé sobre a cama.
— O tio Donhee e o Seowoon hyung… eles todos morreram por causa do monstro da colina. O monstro da colina era mau.
O menino encarou Cahaya com seus olhos roxo e verde. No olhar dele se refletia uma mistura de cautela e de uma estranha confiança nos adultos.
— É estranho. O hyung gentil não está na colina. Só tem o hyung assustador.
— Hyung assustador?
O menino apontou para Cahaya com o dedinho miúdo e delicado.
— Hyung comeu todo o tesouro do monstro da colina. Cha Byeonjong ficou com muito medo. O Seowoon hyung mandou eu fugir. Meu corpo ficou todo destruído e machucado.
O menino tremeu, como se a lembrança fosse terrível demais para ele.
— Cha Byeonjong.
disse Cahaya, olhando para a cozinha, onde Seowoon devia estar.
— Sim.
O menino espiou por baixo do cobertor onde tentou se esconder.
— Tudo o que você acabou de dizer.
Cahaya conseguiu abrir um sorriso gentil, como de costume.
— Vamos manter segredo do Seowoon, tá?
— Aí ninguém vai morrer? Cha Byeonjong não quer dizer adeus de novo.
— Isso, ninguém vai morrer.
“Se eu não conseguir salvá-lo, é melhor eu morrer.”
Ele guardou para si a parte não dita e abriu os braços.
O menino correu até ele e o abraçou sem hesitar.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello
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SINOPSE:
Pessoas com a habilidade de caçar mutantes, os Mansaengjong.
Um dia, eles de repente se viram isolados em Naraka.
Seowoon já foi chamado de um dos de mais alto escalão, conhecido por sua excelente capacidade de combate, mas de repente perdeu todas essas habilidades depois de ser isolado em Naraka. Em troca, ganhou a capacidade de detectar o surgimento de mutantes através do “Mensageiro”.
Para escapar de Naraka, era necessário o minério wu, um subproduto dos mutantes. No entanto, Seowoon morreria só de encostar num mutante, quanto mais caçá-los.
Ao saber disso, Cahaya fez uma proposta a ele:
— Cha Seowoon, a partir de agora, seja meu buscador de mutantes?
Com a ajuda de Cahaya, Seowoon conseguia ir e vir de Seul, mas achava isso cada vez mais difícil.
“Por que eu te afastei…?”
Ele só queria negar os sentimentos de atração que sentia por Cahaya.
Nome alternativo: Perennial Species Late Bloomers Late Blooming Species Mansaengjong