Ler Lamba-me se puder – Capítulo 261 – Extra 35 Online

Sugar Baby
— Seu filho vai se sair maravilhosamente bem. E mesmo que cometa alguns erros, isso também faz parte do processo de aprendizado. Força!
Mais uma vez, um silêncio estranho se instalou. A mulher observou por um momento o rosto de Koy, que ainda sorria e apenas piscava os olhos, depois virou a cabeça sem dizer nada e bebeu o vinho. Até então, uma mulher que observava de braços cruzados bebeu o vinho de uma só vez e então puxou assunto:
— Pensando bem, Sr. Niles, o que o senhor fazia antes de se casar? Li em uma reportagem que trabalhava como encanador.
Ela também falou devagar, com uma dicção impecável. Koy assentiu prontamente e respondeu:
— Eu trabalhava com encanamento e também fazia reparos residenciais em geral. Consigo lidar até com instalações elétricas.
Ele começou a ficar envergonhado, pensando que talvez tivesse se gabado demais, quando outra mulher exclamou de forma exagerada:
— Nossa, que impressionante! Quando você fala em encanamento, quer dizer aqueles esgotos e canos de drenagem?
Imediatamente, outra mulher entrou na conversa:
— Eu também já precisei chamar um encanador porque o banheiro entupiu. Foi tanta sujeira e fedor… Fiquei muito agradecida e, ao mesmo tempo, me senti culpada. Não sei como viveríamos sem encanadores.
— Exatamente. Quem iria desentupir os esgotos, afinal? Sr. Niles, se algo assim acontecer na minha casa, o senhor poderia vir? Às vezes os encanadores estão ocupados e não conseguem atender imediatamente.
Diante daqueles olhares quase suplicantes, Koy respondeu com certa hesitação:
— Ah… Na verdade, eu estou afastado do trabalho no momento…
— Ah, claro. É verdade, o Sr. Niles não trabalha mais, não é? Foi um engano meu.
Antes mesmo que ele terminasse a frase, a mulher interrompeu. Ela fez uma expressão decepcionada, mas logo voltou a sorrir.
— Nesse caso, o senhor teria o contato de algum colega? Se for alguém conhecido pelo Sr. Niles, acho que eu confiaria muito mais.
Isso ele podia fazer. Koy pegou o celular sem hesitar e perguntou:
— Ah, sim. Só um momento. Poderia me passar seu número de telefone?
— O quê…? Eu?
A mulher que havia falado há pouco ficou tão surpresa que começou a gaguejar. Hesitou por alguns instantes antes de finalmente dizer os números do telefone. Koy digitou o número conforme ouvia e, logo em seguida, encaminhou para ela o contato que tinha salvo. Quando o breve alerta confirmou que a mensagem havia sido entregue, ela e as demais pessoas ficaram olhando para ele com expressões estranhamente chocadas. Sem perceber nada de incomum, Koy abriu um sorriso e disse:
— Você vai ficar satisfeita. Ele é muito habilidoso e trabalha rápido. É a pessoa mais competente que já vi. A maioria dos serviços ficam prontos em meio dia. Eu mesmo aprendi muito com ele.
— Ah… sim…
Com uma expressão que parecia completamente esgotada, a mulher murmurou a resposta. Em seguida desviou o olhar, ergueu a taça de vinho e só então percebeu que estava vazia. Sem saber o que fazer, começou a olhar ao redor.
Por algum motivo, o clima foi ficando parado. Intrigado, Koy continuou prestando atenção ao que diziam, mas depois disso a conversa prosseguiu de forma dispersa e desconexa. Algumas palavras aqui e ali, até que as pessoas começaram a se afastar uma por uma. No fim, Koy ficou sozinho.
Já era noite profunda, muito depois da meia-noite. Normalmente, ele não ficava acordado até tão tarde. Foi quando, pensando nisso, ele bebericava o champanhe restante, alguém agarrou seu braço bruscamente. Assustado, Koy quase derrubou a taça. Soltou um breve grito sem querer e foi puxado para trás de uma parede.
— O quê…?
Virando a cabeça, alarmado, Koy encontrou o rosto do homem que o observava com um sorriso travesso. Só então suspirou, aliviado.
— Ash! Você me assustou!
Ao ouvir a repreensão, Ashley apenas sorriu.
— Desculpa.
Ele beijou a ponta do nariz de Koy e passou um braço firme ao redor de sua cintura. Então comentou:
— Você se saiu muito bem.
— Com o quê? Ah…
Só depois de responder Koy entendeu o que ele queria dizer. Seu rosto imediatamente ficou vermelho.
— Você estava vendo? — perguntou, envergonhado.
— Sim, vi tudo.
Koy pareceu constrangido, mas também orgulhoso, ao erguer o rosto para encará-lo.
— Eu estava preocupado porque era a minha primeira vez num lugar assim, mas foi melhor do que eu esperava. Fiquei aliviado. De vez em quando eu tinha a sensação de que alguma coisa estava estranha, então comecei a achar que talvez tivesse cometido algum erro.
— Nem um pouco. Você se saiu muito bem. Continue agindo exatamente assim daqui para frente.
Ashley falou com uma expressão séria. Uma sensação de orgulho cresceu dentro dele. Ele havia se preocupado à toa. Tinha receio de que os abutres da alta sociedade, que pareciam estar esperando uma oportunidade para atacar Koy, acabassem magoando-o ou o fazendo voltar para casa chorando. Mas Koy simplesmente neutralizou todas as indiretas e provocações sem sequer perceber.
Meu adorável Koy… Quando foi que você cresceu tanto assim?
Satisfeito, Ashley roubou um beijo de seus lábios antes de se afastar.
— Como você teve a ideia de passar aquele número de telefone? Era um número falso, não era?
— Hã? Não. Era o número verdadeiro.
O sorriso de Ashley vacilou por um instante. Ainda sorrindo, ele olhou para Koy e perguntou lentamente:
— Era o número verdadeiro?
Koy assentiu sem hesitar.
— Claro. Não foi nada difícil. Acontece que eu conheço uma pessoa muito competente nessa área, então simplesmente passei o contato.
Seu rosto estava tão inocente quanto sempre. Observando-o em silêncio, Ashley murmurou:
— Então você realmente indicou um encanador…
— Sim. Ela disse que precisava. Achei que seria bom ajudar.
Koy sorriu timidamente enquanto coçava a bochecha. Ashley o observava com um olhar muito parecido com aquele que os outros convidados haviam dirigido a ele mais cedo. Percebendo isso, Koy piscou, confuso.
— E-Eu realmente fiz alguma besteira…?
— Não. Você fez muito bem. Continue exatamente assim.
Ashley voltou a sorrir e depositou um beijo estalado nos lábios dele.
Esse é o o meu Koy.
Segurando o impulso de derrubá-lo ali mesmo e cobri-lo de beijos, Ashley limitou-se a puxá-lo para um abraço apertado. O aperto foi tão forte que Koy soltou um som abafado, como se estivesse ficando sem ar, mas Ashley não se importou. Manteve-o junto ao peito, enterrou o rosto em sua nuca e inspirou profundamente seu aroma. Só depois de soltar o ar lentamente é que finalmente sentiu a tensão desaparecer.
— Vamos voltar?
Ainda nos braços de Ashley, Koy murmurou:
— Já terminou o que tinha para fazer?
— Sim.
Ao ouvir a resposta, Koy pareceu aliviado.
— Que bom… Eu já estava ficando um pouco cansado…
— Koy, já é sábado.
Koy piscou e então arregalou os olhos. Ashley sorriu ao perceber que ele havia entendido. Os sábados eram especiais. Como Ashley não trabalhava nos fins de semana, eles costumavam passar esse tempo a sós sempre que não havia nenhum compromisso importante.
Nem mesmo meu filho pode tomar esse tempo de mim.
Ashley havia estabelecido esse acordo entre eles. Normalmente, depois do trabalho, ele ia imediatamente ver Nathaniel e passava o tempo com o filho até a hora de dormir. Portanto, ninguém poderia dizer que o tempo que dedicava ao filho era pouco. Por isso, Koy acabou concordando. E agora, já que a meia-noite havia passado, o fim de semana acabara de começar.
Ao ver o rosto de Koy corar instantaneamente, Ashley inclinou-se e sussurrou em seu ouvido:
— Então, vamos embora, Koy?
Koy balançou a cabeça levemente. Como se estivesse esperando por aquela resposta, Ashley passou o braço por seus ombros e começou a caminhar. Depois de uma rápida despedida ao anfitrião e à anfitriã da festa, atravessou o salão ao lado de Koy e saiu do local.
Enquanto aguardavam o funcionário trazer o carro, o celular de Ashley tocou. Ao verificar quem estava ligando, ele imediatamente franziu a testa.
— …O que foi agora?
Seu tom irritado foi tão evidente que até Koy se assustou. Percebendo isso, Ashley inclinou-se, deu um beijo rápido nos lábios dele e voltou a prestar atenção à ligação. Por alguns segundos permaneceu em silêncio. Então esfregou os olhos, parecendo cansado, e soltou um breve suspiro.
— Como vocês não conseguiram resolver isso…? Certo. Já estou indo.
A ligação terminou justamente quando o carro parou diante deles. O motorista abriu a porta traseira e aguardou. Ashley acomodou Koy primeiro e depois entrou no veículo. Quando o carro começou a andar, ele explicou:
— Surgiu um problema no escritório.
Em seguida acrescentou:
— Vou te deixar em casa primeiro. Pode ir dormir, se quiser.
— Vou esperar.
Koy respondeu imediatamente.
— Quero esperar por você. Não importa se demorar.
Um leve sorriso surgiu nos lábios de Ashley. Depois de beijá-lo suavemente e com os lábios ainda colados, perguntou em voz baixa:
— Então, Koy… você pode me esperar na cama usando apenas a minha camisa?
— Hã?
Koy piscou várias vezes, pego de surpresa pelo pedido. Ashley continuou, com toda a calma:
— Tire tudo e use só a minha camisa.
A mão dele deslizou de forma sugestiva pela coxa de Koy. Então Ashley mordiscou de leve a ponta de sua orelha e sussurrou:
— Quero te ver vestindo uma das minhas camisas.
‘Quão longas e sedosas seriam suas pernas sob a camisa?’ Só de pensar, seu baixo-ventre já ardia.
Koy ficou completamente sem jeito. Mas, como sempre acontecia quando se tratava de Ashley, acabou cedendo.
— Tudo bem…
Ao ouvir a resposta que já esperava, Ashley não conseguiu conter o sorriso satisfeito que surgiu em seu rosto.
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Continua….
Tradução: Ana Luiza
Revisão: Thaís
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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can