Ler Lamba-me se puder – Capítulo 260 – Extra 34 Online


Modo Claro

Sugar Baby

 

— Ashley Miller, isso mesmo.

— Atencioso… atencioso, hum…

A palavra foi repetida de um jeito tão estranho que Koy ficou intrigado.

O que foi essa reação?

Por um momento, uma atmosfera esquisita pairou no ar. Mas logo todos voltaram a sorrir e conversar como se nada tivesse acontecido.

— Está um pouco quente, não está?

— Ouvi dizer que este verão vai ser ainda mais longo.

— Tem champanhe aqui? Obrigada.

Enquanto conversavam sobre assuntos aleatórios e chamavam os empregados que passavam para pegar bebidas, o ambiente voltou a ficar cheio de vozes e movimento. Koy também pegou uma taça de champanhe. Embora mal sentisse o sabor, ele gostava da sensação das bolhas estourando na boca.

— Falando nisso, vocês viram o anel que a Elaine está usando?

— Elaine, é um anel de noivado, não é?

Ao ouvir aquilo, todos voltaram sua atenção para a mulher chamada Elaine. Ela sorriu, um pouco envergonhada, e levantou a mão esquerda. O enorme diamante em seu dedo imediatamente arrancou exclamações de admiração.

— Que anel lindo. Parabéns, Elaine.

— Então finalmente o George a pediu em casamento.

— Parabéns! Eu estava me perguntando quando isso aconteceria.

— Você esperou bastante tempo, não foi?

— Parece que finalmente George tomou coragem.

— O anel é maravilhoso. Ele tem bom gosto para design.

Enquanto os elogios eram trocados de um lado para o outro, Koy permaneceu parado, sem saber o que dizer. Embora tivesse sido apresentado a elas, não se lembrava nem dos nomes, quanto mais do que faziam. Por isso, limitava-se a sorrir, concordar de vez em quando e acompanhar a conversa.

Não é muito divertido.

De repente, lembrou-se do que Ashley havia dito.

“Você vai se decepcionar. Eles só falam coisas sem importância.”

Não era exatamente uma conversa desagradável. Mas também não era particularmente interessante. Ao mesmo tempo, Koy pensou que aquilo era natural. Afinal, eram pessoas que ele acabara de conhecer. Não havia intimidade nem assuntos em comum.

Talvez eu devesse me esforçar mais para me aproximar deles.

Com esse pensamento, Koy decidiu tentar participar mais ativamente das conversas. Enquanto ouvia as pessoas chamando umas às outras pelo nome, Koy fazia o possível para memorizar rostos e nomes. Foi então que alguém se dirigiu a ele.

— E então, Sr. Niles? O Sr. Miller lhe deu um belo anel de noivado?

Imediatamente, a atenção do grupo se voltou para ele. Koy ficou um pouco constrangido, mas tentou sorrir.

— Ah… Sim, é verdade.

— Esse é o anel de casamento, certo? Podemos ver?

Diante da pergunta cheia de curiosidade, Koy hesitou por um instante antes de estender a mão esquerda. As pessoas ao redor se aproximaram e examinaram o anel atentamente.

— É um diamante magnífico.

— O design é muito elegante.

— O gosto do Sr. Miller é excelente.

— Estou com inveja. Eu adoraria receber um anel assim.

Um após o outro, eles fizeram elogios enquanto sorriam para Koy. Sentindo o rosto esquentar, ele respondeu:

— Obrigado.

Ao ouvir isso, uma das mulheres que sorria levemente franziu a testa e fez uma expressão de falsa lamentação.

— Claro que seria maravilhoso. Mas nós não somos o Sr. Niles. Para receber um diamante desse tamanho teríamos que nos esforçar muito.

— É verdade. Nós não teríamos essa sorte.

— Ainda mais quando se trata do Sr. Miller.

Enquanto falavam, alguns deles soltaram risadinhas. Sem perceber o tom por trás dos comentários, Koy respondeu naturalmente:

— Ah, mas fui eu quem comprou a aliança. Eu queria presenteá-lo.

Por um instante, todos arregalaram os olhos.

— O senhor comprou?

— Essa aliança?

— Quer dizer que foi o Sr. Niles quem providenciou as alianças de casamento e não o Sr. Miller?

As perguntas vieram uma após a outra. Koy apenas assentiu tranquilamente.

— Sim.

Para ele, aquilo não era nada de extraordinário. Era apenas algo que tinha desejado fazer por Ashley.

— Mas obrigado por dizerem que o design é bonito. Fico muito feliz.

Ele ainda não havia terminado de pagar o valor do anel que havia pegado emprestado com Ashley. Mas isso não era um problema. Ashley havia dito que poderia esperar o tempo que fosse necessário. Por isso, ouvir elogios ao anel que ele mesmo tinha escolhido o deixou genuinamente contente. Sorrindo abertamente, com as bochechas levemente coradas, Koy agradeceu mais uma vez.

As pessoas ao redor, porém, ficaram em silêncio. Trocaram olhares discretos entre si, como se algo não lhes agradasse. Depois de alguns instantes, alguém limpou a garganta.

— Aliás…

Em meio àquela atmosfera estranha, uma pessoa tomou a palavra.

— O que o Sr. Niles faz atualmente? Esta é sua primeira vez em um evento como este, não é? Como costuma passar o tempo? Talvez tenha algum negócio próprio…

A pergunta foi feita de maneira casual, mas havia uma curiosidade evidente por trás dela. Koy respondeu honestamente:

— No momento, não estou trabalhando em nada específico. Nosso filho ainda é muito pequeno…

— Filho?

Várias pessoas o olharam com surpresa. Como se não conseguissem entender o que o filho ser pequeno tem a ver com isso. Então alguém perguntou:

— O Sr. Miller é do tipo tradicional? Daqueles que acreditam que crianças não devem ser criadas por babás?

A pergunta soou como uma brincadeira, mas certas palavras pareciam ter sido enfatizadas de propósito. Koy balançou a cabeça imediatamente.

— Claro que não. Nós temos três babás. Na verdade, sou eu quem quer passar mais tempo com o meu bebê.

Era uma resposta sincera. Mesmo assim, eles continuaram com expressões pouco convencidas. Então uma das pessoas sorriu e falou num tom gentil, quase como quem dá um conselho:

— Passar tempo demais com uma criança não faz muito bem para a educação dela.

Ao lado dela, outra mulher assentiu e acrescentou: …

— Amor incondicional demais é o caminho mais rápido para estragar uma criança. Manter uma certa distância ajuda a desenvolver a independência.

A maioria das pessoas reunidas pareceu concordar com aquela opinião. Koy ouviu sem pensar muito sobre o assunto. Então uma mulher, observando sua reação discretamente, sorriu de forma irônica.

— Mesmo assim, eu invejo o Sr. Niles. Poder ficar em casa apenas com a criança… Eu vivo ocupada com meus negócios e com eventos sociais. Às vezes mal consigo ver o rosto dos meus filhos.

Ela suspirou profundamente. Sua expressão parecia de sincera compaixão. Depois de refletir um pouco, Koy respondeu com cuidado:

— Bem… Ash nunca fala muito comigo sobre esse tipo de atividade. Talvez porque saiba que eu não seria de grande ajuda.

Ele soltou uma risada sem graça para amenizar o comentário. A mulher então assumiu uma expressão compreensiva.

— Consigo imaginar o Sr. Miller pensando assim. Se a pessoa que ele ama é mais feliz passando o tempo com o filho, então ele provavelmente não vê problema nenhum em deixá-lo viver desse jeito. Não é romântico?

— Em outras palavras, você não precisa fazer mais nada além de cuidar da criança.

— No meu caso isso seria complicado. Meu marido espera que eu participe da vida social. Temos muitos eventos e reuniões para casais, e quando ele não pode comparecer a algum compromisso, eu vou em seu lugar. Assim ele economiza tempo e eu também consigo obter muitas informações úteis.

Outra pessoa concordou:

— É bom poder ajudar o marido dessa forma, mas às vezes fico tão ocupada que mal consigo descansar.

— Quando consigo ver meus filhos, geralmente é apenas uma vez por dia. E muitas vezes eles já estão dormindo.

— As crianças também têm agendas lotadas, afinal.

— Entendo…

Koy assentiu enquanto escutava. Então a mulher que havia suspirado antes voltou-se diretamente para ele.

— Mas, no seu caso, Sr. Niles, você nem precisa participar desse tipo de atividade social, não é?

Ela sorriu.

— Ah, que inveja. Eu também adoraria ficar em casa, descansar e cuidar dos meus filhos. Mas meu marido jamais permitiria algo assim.

Ao ouvir aquilo, Koy sentiu uma pontada de pena.

Então até pessoas tão ricas têm suas próprias preocupações.

Pelo que podia ver, todos ali pareciam extremamente bem-sucedidos e privilegiados. Ainda assim, cada um carregava seus próprios problemas.

— Vocês vão passar a vida inteira juntos. Não parece justo que apenas um lado ceda sempre. Talvez valha a pena ter uma conversa séria com seu marido. Dizer que você gostaria de passar mais tempo em casa com a criança do que em atividades sociais.

Koy falou com sinceridade, expondo o que realmente pensava. Todos o encararam em silêncio. Será que eu disse algo fora da realidade? A reação, um tanto confusa, o deixou constrangido, então ele tentou explicar melhor:

— De qualquer forma, se você está tão ocupada e cansada, talvez reduzir um pouco os compromissos sociais fosse melhor para a sua saúde.

Coçando a bochecha de forma constrangida, Koy terminou a frase. A mulher que o observava abriu um sorriso discreto.

— Obrigada pelo conselho.

— Não foi nada.

Koy respondeu imediatamente. Ela apenas desviou o olhar em seguida. Koy inclinou a cabeça, confuso, mas outra mulher de meia-idade tomou a palavra.

— O bebê ainda é pequeno, não é? Quantos meses ele tem?

— Cerca de seis meses.

— Ah, a fase mais adorável. Os filhos crescem num piscar de olhos. Mesmo quando ficam maiores do que nós, continuamos enxergando neles aquela criança de dez anos.

O sorriso caloroso dela fez Koy sorrir de volta. Ela continuou em tom gentil:

— Meu filho mais velho é um exemplo. Ele vai começar um estágio no escritório Miller agora. Tanto ele quanto eu estamos muito nervosos. Como você sabe, o escritório Miller é o mais prestigiado da América do Norte. Dizem que o programa de estágio é muito puxado. Seria bom se ele tivesse alguém que pudesse ajudá-lo.

Ela suspirou e apoiou a mão na bochecha, com uma expressão claramente preocupada. Koy conseguia entender a angústia de uma mãe preocupada com o futuro do filho. Com convicção, respondeu:

— Tenho certeza de que ele vai se sair bem.

 

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Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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