Ler Lamba-me se puder – Capítulo 209 Online


Modo Claro

 — Demorou mais do que eu esperava. Eu achei que a Al já teria te contado tudo há muito tempo.

Ashley falou como se achasse aquilo curioso. No mesmo instante, um pensamento atravessou a mente de Koy, e ele perguntou às pressas:

— Não me diga que… você falou aquilo de propósito pra Al? Por quê?

Será que ele já tinha certeza de que, não importa o que eu ouvisse, eu não iria recuar…?

Um frio percorreu seu peito. Então Ashley respondeu:

— Porque, mesmo que você soubesse, nada mudaria.

Ele estreitou levemente os olhos e sorriu de forma sutil. Koy sentiu como se estivesse diante de um completo estranho.

Esse… é mesmo o Ash? Onde foi parar o homem por quem eu me apaixonei? Quem é esse…?

— Você… não me ama?

Com dificuldade, Koy conseguiu falar. Ele sabia o quão miserável aquela pergunta era, mas não podia deixar de fazê-la. Mesmo agora, ele ainda desejava desesperadamente que Ashley dissesse que tudo aquilo era mentira. Ashley soltou a fumaça e então respondeu:

— Eu já disse que amo.

Quem conseguiria acreditar em uma declaração de amor dita com uma voz tão fria? Diante de um Koy que havia empalidecido, Ashley continuou, indiferente:

— E continua sendo verdade. Eu quero que você seja feliz. Sinceramente, do fundo do meu coração.

Ele colocou a mão com o cigarro sobre o peito esquerdo e sorriu.

Koy ficou ainda mais confuso, incapaz de pensar direito.

— Eu… sempre tive só você.

Koy falou, gaguejando:

— Eu sempre me arrependi de ter te machucado. Foi por isso que eu cheguei até aqui… eu juntei dinheiro desesperadamente só pra poder te encontrar…

— Sempre me arrependi de ter te machucado. Por isso vim até aqui. Economizei todo o dinheiro que pude para te encontrar.

Eu achei que nossos sentimentos eram verdadeiros…

— Você nunca me disse que ia se casar com outra pessoa… Eu sei que isso foi no passado. Você não sabia o que eu sentia, então podia ter gostado de outras pessoas, sim… Mas você me disse… que era só eu. Que não houve mas ninguém além de mim… então como…?

A voz dele começou a falhar.

— Depois de tudo isso… você ainda diz que me ama… como é que eu devo acreditar em você…?

Koy não conseguiu continuar. Sua visão estava embaçada, e seu coração doía sem parar.

Ao ver sua expressão, Ashley franziu levemente a testa e soltou uma risada curta, como se achasse aquilo absurdo.

— Koy… o que exatamente você esperava de mim?

Ainda com um leve riso misturado à voz, ele falou — como se achasse a situação de Koy ridícula, como se não conseguisse conter a ironia.

Então, balançando a cabeça, e deixou a verdade escapar como um suspiro:

— Foi você que me abandonou.

Koy sentiu como se tivesse levado outro golpe na cabeça. Sem conseguir dizer nada, ele apenas ficou ali. Ashley continuou, com um sorriso torto:

— Você achou que eu ia esquecer? Koy, você já não tem mais idade pra ser ingênuo. Então devia saber que eu não confiaria em você.

De repente, a visão de Koy ficou completamente branca… e então, aos poucos, as cores voltaram. Como se estivesse vendo uma fotografia desbotada, ele piscou várias vezes, tentando recuperar o foco, e perguntou em um sussurro:

— …Então… você está tentando se vingar de mim?

Tudo o que você me disse até agora… Os beijos… as confissões… até quando dizia que me amava… Tudo isso foi só para me machucar…?

A ponta do cigarro que Ashley segurava brilhou em vermelho. Ele tragou profundamente e soltou a fumaça como um suspiro, dizendo:

— Koy, o que eu ganharia fazendo algo tão banal? Seria só perda de tempo.

— Então o que é isso tudo?! Explica direito!

Sem conseguir mais se conter, Koy gritou. Sentia que ia sufocar se não colocasse aquilo para fora. Mas, ao contrário dele, que estava no limite, Ashley continuava completamente frio e indiferente.

— O que mais eu deveria explicar? É só isso. Enquanto você passou os últimos dez anos se preparando para vir me encontrar… eu também fiz os meus próprios preparativos.

— Preparativos… pra me fazer infeliz?

Diante da pergunta, Ashley riu com desdém.

— Quem sabe? Depende do ponto de vista, não acha?

Ele estava brincando com as palavras.

Koy sentiu como se estivesse diante dele em um tribunal, travando uma luta que não tinha como vencer. No fim, perdeu completamente a vontade de continuar e seus ombros caíram.

— O que… você quer de mim afinal…? Quer dizer que eu nunca deveria ter aparecido na sua frente? Quer que eu volte para o Oeste?

De repente, ele teve vontade de chorar, e apressou-se em controlar a respiração. Só de imaginar que talvez nunca mais pudesse ver Ashley, seu coração apertou dolorosamente.

Nesse momento, Ashley soltou um “Ha.”, como se estivesse achando aquilo absurdo.

— E então? Vai me abandonar de novo?

Diante da provocação, Koy balançou a cabeça rapidamente.

— Desta vez… eu absolutamente não vou sair do seu lado… a menos que você me mande embora.

— Tanto faz.

Por mais que ele acrescentasse com cuidado, Ashley cortou qualquer resquício de apego com frieza.

— Faça o que quiser. Fique aqui ou volte para o Oeste. De qualquer forma… você nunca mais vai conseguir me abandonar.

— O que você quer dizer com isso?

Koy perguntou, ansioso, ao ver Ashley erguer o copo de uísque aos lábios. Mas Ashley apenas lançou-lhe um olhar de relance e respondeu com indiferença:

— Você logo vai descobrir.

Um mau pressentimento agitou novamente seu peito, mas Ashley apenas sorriu e ergueu o copo como num brinde. Depois de virar o restante do uísque de uma só vez, ele olhou para Koy de cima a baixo e perguntou de repente:

— E o seu corpo? Como está?

— …Estou bem.

Havia momentos em que se sentia tão exausto, a ponto de desabar, mas Koy não disse nada.

— É mesmo?

Ashley murmurou, passando a mão pelo queixo, antes de dar de ombros.

— Se já terminou o que tinha para fazer, então pode ir. Ou ainda tem algo a dizer?

O gesto deliberado de olhar o relógio fez Koy finalmente recobrar os sentidos.

Se eu recuar agora, talvez nunca mais consiga vê-lo. 

Ele respirou fundo e se decidiu.

— Ainda tenho algo a dizer.

Ao ouvir isso, Ashley o encarou como se dissesse “então fale”. Observando sua expressão, que parecia tanto indiferente quanto entediada, Koy continuou:

— Vamos nos casar, Ash.

O sorriso desapareceu do rosto de Ashley. Vendo seu rosto endurecer como uma máscara, Koy ganhou confiança e repetiu com mais firmeza:

— Case comigo.

Ashley não disse nada. Sob seu olhar fixo, sem nem piscar, Koy permaneceu firme, esperando a resposta. Ashley soltou uma respiração curta, franziu a testa e riu sem humor:

— Que história é essa de repente? Quem está com problema na cabeça é você, não eu?

— Estou perfeitamente bem. Seus ouvidos também não estão com problema.

Koy respondeu sem vacilar.

— Eu pedi você em casamento. É tão sincero quanto o amor que você diz sentir por mim.

Koy ficou sério e disparou as palavras rapidamente. Se tivesse um anel, seria perfeito, mas não tinha jeito. Ele continuou, embalado pelo impulso.

— Você disse que acredita que eu te amo, não disse? E que você também me ama. Então está tudo resolvido, não é? Temos que nos casar, é óbvio.

Pela primeira vez, Ashley ficou completamente em silêncio. Parecia não ter esperado aquele contra-ataque. Mas Koy não sentiu nenhum tipo de satisfação. Provavelmente, Ashley estava agora tentando entender quais eram suas intenções. Mas não havia nenhuma. Koy apenas disse exatamente o que pensava. Assim como Ashley havia feito.

Nesse momento, o toque de um celular ecoou, e os olhares dos dois se voltaram para o mesmo lugar. Era o telefone de Ashley, sobre a bancada.

— Eu já vou indo.

Koy falou antes que ele atendesse. Retribuindo o olhar que o encarava, continuou pausadamente com firmeza:

— O anel eu compro. Eu queria te dar a chance de me pedir em casamento… mas você perdeu. Então não me culpe.

Depois de dizer o que tinha que dizer, Koy se virou e saiu. Atrás dele, pareceu ouvir Ashley chamá-lo, mas não parou.

Mesmo dentro do elevador, descendo, tudo ainda parecia irreal. Só quando saiu do prédio e virou a esquina é que a tensão se dissipou e ele finalmente soltou o ar que prendia.

— Haa…

Soltando um longo suspiro, ele acabou se agachando no chão. A visão girava. 

Nunca imaginei que tivesse tanta ousadia.

Como o Ash vai reagir…?

Não conseguia prever nada do que viria a seguir. A única coisa certa… era o próprio coração. Koy só podia confiar nisso e seguir em frente.

— Huu…

Ele soltou um suspiro trêmulo e respirou fundo, tentando se acalmar. Foi quando sentiu o celular vibrar. Assustado, verificou o número e franziu a testa, confuso. Era um número desconhecido.

Pode ser spam…

Ele hesitou por um momento e a ligação caiu, mas logo começou a tocar de novo. Por algum motivo, ele sentiu que precisava atender. Com cuidado, pressionou o botão e levou o celular ao ouvido.

— Alô…?

Ele falou cautelosamente, e uma voz animada veio do outro lado.

— Koy! É você mesmo, né? Sou eu, o Bill!

— Bill?!

Koy exclamou, surpreso.

 

°

°

Continua….

 

Tradução:  Ana Luiza

Revisão:  Thaís

 

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Em breve será disponibilizado uma sinopse!
Nome alternativo: Kiss Me If You Can

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