Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 93 Online

Capítulo 93
Sua voz era tão baixa que era difícil dizer se ele estava brincando ou falando sério.
— Isso é apenas a imagem que você mostra para o mundo exterior. Qual trabalho no mundo permite que você apenas sorria como uma boneca?
— Então, você está dizendo que está tudo bem ouvir coisas indelicadas como as que ouviu antes?
— Não está tudo bem, mas se eu quero fazer o que quero fazer, não tenho escolha.
O olhar flagrante de Do-heon alcançou Cheong-yeon, que falava como se não fosse nada. Cheong-yeon também encontrou o olhar dele por um momento.
Ele se sentia desconfortável com a presença dele ali. Quando Do-heon estava por perto, era difícil se concentrar no trabalho, e ele sentia como se apenas os seus defeitos estivessem sendo destacados.
Por que ele havia dito para ele vir ao set? Ele não conseguia entender Do-heon por realmente ter vindo quando ele disse para vir, mas a sua própria boca era o maior problema por dizer tamanha tolice sem pensar.
— Eu não gosto desse olhar nos seus olhos, Diretor.
Como sempre, Cheong-yeon, que não conseguia suportar o silêncio, falou primeiro.
— Por que, o que há de errado com os meus olhos?
— É um olhar que diz: “Você se divorciou de mim, saiu de casa, e isso é tudo o que está fazendo?”
— Ah. Fui pego.
Do-heon nem sequer negou, o que era irritante.
— Eu queria dizer isso a você todos os dias em que o via.
— ……
— Claro, eu me contive.
A testa de Cheong-yeon se franziu. Ele sabia disso, mas não pôde deixar de se sentir ressentido ao ouvir aquilo diretamente dele.
— Eu deveria agradecer?
— Só estou lhe dizendo já que o assunto surgiu.
— De qualquer forma, como já disse antes, não importa o quão lamentável o Diretor pense que eu sou ou o quanto eu seja desprezado por essas pessoas, estou mais feliz do que quando morava com o Diretor.
— Sério?
— Sim. Sério.
Desta vez, um claro descontentamento surgiu no rosto de Do-heon.
— Não é justo. Eu nunca gritei com você ou abusei verbalmente de você.
Mas ele também nunca o amou ou cuidou dele apaixonadamente. Só porque alguém não ouvia abusos verbais não significava que podia ser feliz.
Do-heon parecia não saber a diferença que era tão clara para ele. Cheong-yeon não sentia a necessidade de explicar os seus sentimentos para ele agora. Ele não entenderia de qualquer maneira.
— De qualquer forma, eu agradeceria se você pudesse parar de me olhar com pena.
Cheong-yeon, que falou como se estivesse dando um estalo, percebeu que esteve de pé o tempo todo e desabou no sofá bem ao lado dele.
— Ai.
Ao mesmo tempo, um gemido escapou de sua boca involuntariamente. Assim que a sua bunda tocou a almofada do sofá, ele sentiu uma dor surda abaixo da cintura.
Outros lugares haviam melhorado muito, mas a parte inferior do seu corpo ainda latejava toda vez que ele se sentava.
— Você me disse para não olhar para você com pena, certo?
— Minhas costas de repente doeram…. E é tudo por causa de alguém.
Cheong-yeon acariciou as costas e encarou Do-heon.
Quando Do-heon tentou se aproximar dele para verificar a sua condição, Cheong-yeon, surpreso, estendeu a mão para dizer para ele parar.
— Por que? Não se aproxime.
— Eu não vou tocar em você. Você achou que eu faria alguma tolice aqui?
Do-heon perguntou, olhando ao redor da sala de espera com poeira flutuando no ar como se estivesse perplexo.
— Eu costumava pensar assim também…. Mas toda a minha confiança no Diretor desapareceu ao longo da última semana.
— Ora, puxa. Acho que lhe dei muitas oportunidades para voltar para casa naquela época.
— O que… muitas?
Ele não pôde deixar de zombar em descrença. Ele deve ter trocado a sua consciência pelo rut para dizer uma coisa dessas.
— De qualquer forma, agora que você viu como um plebeu trabalha, a sua curiosidade foi satisfeita?
Cheong-yeon sentou-se no sofá, tirou as sapatos e verificou o interior. Não parecia que havia nada por fora, mas havia uma palmilha por baixo, como o fotógrafo havia dito.
Quando ele a tirou, tinha apenas cerca de três centímetros de espessura. Ele sentiu uma onda de raiva ao pensar em ser humilhado na frente de uma dúzia de membros da equipe por causa disso.
Além disso, não é como se ele quisesse colocá-la, ele apenas usou o que lhe foi dado.
E ele achou que essa espessura estava bem. Não era tão perceptível. Ele não conseguia entender se merecia ser tão amaldiçoado, por mais que pensasse a respeito.
— Que droga!
Quanto mais ele pensava sobre isso, mais irritado ficava, e Cheong-yeon jogou a palmilha que estava segurando no chão.
— Honestamente, qual celebridade não usa palmilhas hoje em dia? Todo mundo faz pelo menos isso. Você não acha?
Cheong-yeon fez beicinho e encarou Do-heon como se pedisse a sua concordância. Mas ele balançou a cabeça, pensando que ele poderia não entender os seus sentimentos, já que era tão alto.
— Sério? Então terei que colocá-la de volta.
Ao contrário do que ele esperava, que ele ignoraria e seguiria em frente, Do-heon pegou a palmilha que havia caído do outro lado e a colocou de volta no sapato que Cheong-yeon havia jogado longe.
— Está tudo bem. Se eu usar e sair, apenas serei amaldiçoado novamente, então por que se incomodar… Ah, Diretor. Eu mesmo faço isso.
Cheong-yeon ficou surpreso que Do-heon não apenas pegou os sapatos que ele havia jogado, mas também se curvou para colocar os sapatos nele próprio, e puxou os seus pés para longe.
Do-heon segurou o tornozelo de Cheong-yeon levemente e colocou os seus sapatos como se não tivesse ouvido nada.
— Não, eu disse que eu mesmo poderia colocá-los… sozinho.
Ele gaguejou algumas vezes porque estava desorientado e não conseguia falar direito. Ao mesmo tempo, sentiu-se envergonhado por agir como um psicopata na frente dele. Cheong-yeon pigarreou e evitou o olhar de Do-heon.
Do-heon não pareceu se importar, no entanto.
— Eu, eu tenho que mudar de roupa agora, então, por favor, saia.
Cheong-yeon, que havia colocado os sapatos de volta, levantou-se desajeitadamente. Ele mexeu nas roupas que havia colocado no sofá antes de ir ao banheiro e olhou para ele, e Do-heon, que também se levantou, deu de ombros.
— Eu nunca lhe disse para não se trocar.
— Eu só posso me trocar se você sair.
— Nós estávamos rolando na mesma cama até antes de ontem, precisamos ser tão formais?
— Por que você está falando sobre isso aqui?
Cheong-yeon, que já sabia que não havia mais ninguém na sala de espera, verificou repetidamente para ver se alguém os estava observando, sentindo-se culpado por antecipação.
— Parece que você não consegue colocar essa roupa sozinho de qualquer maneira. Os botões são nas costas.
Do-heon murmurou, pegando as roupas na mão de Cheong-yeon e observando-as. Cheong-yeon mordeu o lábio inferior diante de sua atitude, que mostrava que ele não tinha intenção de deixar la sala de espera.
Ele não podia expulsá-lo. Ele já estava impaciente porque não tinha muito tempo de descanso, e se perguntava para onde ele havia enviado o seu empresário e Min Hye-rin.
Cheong-yeon resmungou interiormente e, relutantemente, desabotoou a blusa que estava usando agora. Só então Do-heon sentou-se no sofá com um rosto satisfeito e assistiu Cheong-yeon tirar as suas roupas.
— ……
Seu olhar penetrante era tão flagrante que o calor subiu lentamente ao seu rosto. Ele estava apenas mudando de roupa para o trabalho, mas o seu coração acelerou por causa do olhar que não o deixava.
As palavras de Do-heon de que ele veio para ver o que ele estava fazendo pareciam ser uma mentira. Ele deve ter vindo apenas para interferir.
Quando Cheong-yeon tirou a blusa, o seu tronco, que havia sido sugado e lambido por Do-heon por cerca de uma semana, foi revelado. Sua pele branca estava coberta de marcas vermelhas.
Do-heon, ao contrário de Cheong-yeon que estava despido, estava perfeitamente vestido em um terno e lhe entregou as roupas novas que estava segurando. Cheong-yeon as pegou com cuidado e tirou a capa.
Ele não estava fazendo nada de errado, mas continuava olhando de relance para a porta. Cheong-yeon vestiu as suas roupas às pressas, sentindo-se ansioso sobre o que aconteceria se alguém entrasse de repente.
— Abotoe para mim.
Cheong-yeon parou na frente de Do-heon de costas para ele com uma voz resignada. Do-heon, que estivera sentado preguiçosamente no sofá, levantou-se e cuidadosamente abotoou os botões em suas costas.
— Já sumiram todos.
— O quê?
— Os meus feromônios.
Ele apontou que quase nenhum dos feromônios de Alfa que ele estivera acumulando no corpo de Cheong-yeon por uma semana havia restado.
Cheong-yeon estremeceu quando os pelos finos na nuca do seu pescoço se arrepiaram toda vez que o sopro de Do-heon a tocava e se espalhava.
Depois de abotoar todos os botões, ele beijou a nuca clara de Cheong-yeon.
— Ah, espere. Diretor.
— Sim.
Cheong-yeon tentou evitar virando a cabeça para o lado, mas os lábios de Do-heon seguiram persistentemente. Cheong-yeon ficou horrorizado ao ver Do-heon parado bem atrás dele no espelho da sala de espera.
— Se continuar assim, haverá boatos….
— Se houver boatos?
— O que você vai fazer… se continuar fazendo isso.
— Não está tudo bem?
— …Não é bom estar envolvido com um Ator… Hum.
Antes que ele pudesse terminar de falar, Do-heon virou Cheong-yeon e o beijou.
— Hum, Diretor, por favor….
— Não há feromônios na sua boca também.
— Haa.
— Como o Ator Yoo se livrou dos feromônios de um Alfa no cio de forma tão perfeita?
Do-heon murmurou em uma voz baixa como se estivesse intrigado. Cheong-yeon olhou ansiosamente para a porta fechada e tentou empurrá-lo para longe.
— Eu realmente tenho que ir para o set…. Se eu me atrasar, ah, o fotógrafo vai me dar uma bronca.
— Quem se atreveria a lhe dar uma bronca comigo aqui?
Do-heon encurralou Cheong-yeon com um tom de desaprovação e sussurrou em seu ouvido.
Cheong-yeon, que foi empurrado de volta para um canto, tocou a penteadeira com a sua bunda. Do-heon, inadvertidamente, colocou as suas pernas entre as coxas de Cheong-yeon, que estava sentado na mesa, e pressionou firmemente.
— Ah, Diretor, por favor…. Eu, eu realmente não posso.
TOC, TOC.
Então alguém bateu na porta da sala de espera. Ao mesmo tempo, o corpo de Cheong-yeon congelou.
— Diretor, vou entrar por um momento.
A voz do lado de fora da porta era do Secretário Shim.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
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