Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 55 Online


Modo Claro

Capítulo 55

— Então me pague de volta.

Pela primeira vez desde que entrou na sala, Doheon ergueu a cabeça e fez contato visual com Cheongyeon.

— Como?

Cheongyeon, pego de surpresa pela exigência repentina, perguntou de volta com uma expressão confusa.

Honestamente, era mais uma formalidade educada, e ele não esperava que Doheon quisesse algo em troca. Ele não havia percebido, mas a personalidade dele parecia ter mudado um pouco durante esse curto período de divórcio.

Doheon ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse contemplando.

— Desbloqueie o meu número.

Isso foi o que ele disse do nada.

Cheongyeon, não entendendo de imediato, piscou várias vezes.

— Isso é pedir demais?

Doheon inclinou-se ligeiramente para a frente em sua cadeira, esperando pela resposta de Cheongyeon.

Cheongyeon percebeu o que ele estava dizendo um tempo depois. Após exigir o divórcio e tirar seus pertences da casa de Doheon, Cheongyeon havia bloqueado imediatamente o número dele. Não apenas o de Doheon, mas o da maioria das pessoas relacionadas a ele.

Considerando que ele havia demitido os dois diretores que intencionalmente tentaram enganá-lo e prosseguir com a filmagem, e tomado medidas para evitar novas disputas por indenização, o pedido de Doheon era simples demais. Desbloquear um número era constrangedoramente fácil.

— Se for isso, é claro que eu vou desbloquear.

— Agora.

O comando afiado de Doheon retornou.

Qualquer um pensaria que eu estou fugindo sem cumprir minha promessa.

Cheongyeon resmungou internamente e tirou o celular. Ele encontrou o número de Doheon em seus contatos, desbloqueou e balançou a tela em direção a ele.

Doheon pegou imediatamente o próprio celular e ligou para Cheongyeon. Só depois de confirmar que o celular de Cheongyeon estava tocando é que ele pressionou o botão de encerrar a chamada com satisfação. Então, ele se levantou de seu assento, foi até o sofá onde Cheongyeon estava e sentou-se à frente dele.

— Agora, vamos conversar sobre o acordo?

Doheon falava desse assunto, que havia causado uma confusão tão terrível em Cheongyeon, como se fosse um simples ato de trocar posses necessárias. Para ele, se Cheongyeon recebia um patrocínio ou não parecia não ser diferente de qualquer outra transação comercial.

Bem naquele momento, a secretária bateu na porta e trouxe o chá. Um silêncio sufocante cobriu a sala enquanto xícaras de chá e petiscos simples eram colocados na mesa em frente ao sofá.

Cheongyeon sentiu uma pedra pesada pressionando seu peito. Por outro lado, Doheon, em uma postura completamente relaxada, pegou uma xícara de chá e saboreou a bebida perfumada.

Mesmo depois que a secretária os cumprimentou silenciosamente e deixou a sala, Cheongyeon apenas encarou a xícara de chá que fumegava de leve.

Quando ele realmente tentou falar, seus lábios não se moveram. Não era como se Doheon o tivesse amarrado, mas ele não conseguia sair de sua postura ereta.

Após molhar o lábio inferior ressecado com a língua, Cheongyeon mal conseguiu soltar a voz.

— Eu vou fazer isso. Eu vou aceitar o patrocínio do diretor.

Doheon colocou a xícara de chá que segurava sobre a mesa e encarou fixamente Cheongyeon.

— Sexo é o preço. Você está ciente disso e aceitando?

Era algo que Doheon já havia mencionado antes. Cheongyeon sentiu seu coração pulsar ferozmente e assentiu com firmeza.

— Estou ciente.

Assim que ele terminou de falar, o olhar insolente de Doheon varreu Cheongyeon de maneira demorada. Não era como se ele não tivesse dormido com ele antes, e eles já tivessem se visto nus muitas vezes, mas Cheongyeon ficou envergonhado com o olhar flagrante.

— Mas eu também tenho condições.

Cheongyeon acrescentou, recuperando o fôlego. Só então Doheon retirou seu olhar sugestivo.

— Fale.

— Só porque estou recebendo patrocínio não significa que estou reatando com o diretor. Por favor, deixe isso claro.

Doheon apontou com o queixo com uma expressão extremamente seca. Significava para ele falar mais.

— E não pense em interferir no que eu visto.

Estar envolvido com Doheon como patrocinado também significava que ele se tornaria o superior claro. Em um sentido diferente de quando eram um casal casado.

Cheongyeon estava preocupado de que Doheon tentasse forçá-lo a mudar novamente porque não gostava de sua aparência. Então ele queria deixar isso claro.

— Eu já estou fazendo o meu melhor para implementar isso.

— Você não respeita isso.

— Como posso respeitar mais do que isso aqui?

Não havia inflexão em sua voz, mas a testa de Doheon franziu-se ligeiramente.

Da mesma forma, os lábios de Cheongyeon também se fecharam em uma linha reta, insatisfeito com a resposta de Doheon.

Como ele pode respeitar mais do que isso aqui? Será que este homem nem sabe o que a palavra respeito significa?

Ele ficou tão boquiaberto que nem conseguiu rir.

Os dois se encararam com incredulidade.

— Não é apenas fingir respeito na superfície, você tem que colocar o seu coração nisso, o seu coração.

— …Tudo bem. Eu vou tentar fazer um esforço.

Doheon aceitou relutantemente. Não era uma resposta completamente satisfatória, mas Cheongyeon decidiu dar-se por satisfeito com isso.

— Por último, sobre aquilo…

— O que tem aquilo?

Cheongyeon estalou os lábios várias vezes, sentindo-se envergonhado.

— Eu não quero fazer sexo em casa. Seja na minha casa ou na casa do diretor.

Doheon esperou em silêncio como se dissesse que ele poderia falar mais, mas Cheongyeon balançou a cabeça.

— É só isso?

— É só isso.

Cheongyeon engoliu em seco e disse. Doheon apoiou um braço no encosto do sofá e olhou para Cheongyeon com a cabeça levemente erguida.

— Há algum roteiro que você queira fazer, ou um prêmio que queira receber? Quanto mais específico você for, melhor.

Prêmio? A cabeça de Cheongyeon inclinou-se ligeiramente para um lado.

Você pode receber um prêmio apenas porque quer? Não é algo que se consegue apenas empurrando com dinheiro. Era como um símbolo de sucesso que só poderia ser obtido por meio de resultados claros e da avaliação de juízes confiáveis. Além disso, havia mais de um ou dois processos para passar.

Mas Doheon estava dizendo que até mesmo aquilo era uma área que ele poderia dar a Cheongyeon o quanto quisesse.

Cheongyeon ficou surpreso com as palavras de Doheon e, ao mesmo tempo, pensou em que tipo de prêmio queria receber como ator.

Mas ainda parecia algo de um mundo distante demais dele, então sua mente estava apenas nebulosa. Cheongyeon não queria fama e popularidade abstratas agora, ele apenas queria atuar na frente da câmera.

— Eu… eu não tenho nenhuma experiência, então, honestamente, nem sei o que quero ainda. No momento, se eu puder apenas ter a oportunidade de atuar, já é o suficiente para mim. Se eu precisar de mais depois, eu lhe direi então.

— Bom.

Doheon respondeu como se não fosse uma tarefa difícil.

— E quanto ao diretor?

Desta vez, Cheongyeon endireitou as costas e perguntou a Doheon. Como era um lugar para trocar o que cada um queria, ele tinha que ouvir o que Doheon queria também.

— Primeiro, encontre-me para o jantar toda sexta-feira à noite.

O sexo que viria após o jantar provavelmente estava incluído, é claro. Cheongyeon assentiu levemente, mantendo uma expressão calma.

— Isso foi o que você disse da última vez. E mais?

— De agora em diante, você deve passar o seu ciclo de cio comigo incondicionalmente.

Cheongyeon parou na segunda condição.

Ele tinha que fazer a mesma coisa de antes com ele de novo?

A primeira coisa que sentiu foi resistência com o pensamento de mostrar a ele seu eu cru novamente, apegando-se e implorando, perdendo completamente a cabeça.

Ao mesmo tempo, o prazer que o havia sobrecarregado ao ponto de ser insuportável durante o último ciclo de cio veio vagamente à mente, e arrepios surgiram na nuca de seu pescoço.

— E o contato físico só é permitido até o abraço. Você não pode entrar em uma obra que inclua um nível mais alto de intimidade.

Doheon continuou, como se não importasse que Cheongyeon ainda não tivesse concordado.

— Finalmente, não minta mais para mim na minha frente.

— ……

— Isso é o que eu quero.

Cheongyeon refletiu sobre a última condição que Doheon havia estabelecido.

— Não mentir significa… apenas agir como eu faço agora?

— Sim. Como agora.

Por que ele estava pedindo isso a ele? Cheongyeon perdeu-se em pensamentos por um momento. Mas ele não conseguiu encontrar uma resposta plausível.

Ele não sabia quais eram as intenções de Doheon ao dizer aquelas palavras, mas decidiu aceitar. Não era difícil de qualquer forma.

Em primeiro lugar, ele nunca havia entendido totalmente Doheon, e já que queria, era algo que ele tinha que aceitar, independentemente de entender ou não.

— Isso é fácil. Eu vou fazer.

— Eu farei com que o contrato seja enviado a você por meio de alguém assim que estiver pronto.

Com a palavra contrato, Cheongyeon finalmente percebeu o peso desse relacionamento.

Moon Doheon era o seu patrocinador, logo ele. Era algo que ele nunca havia sequer imaginado quando deixou a casa dele. Ele ia recusar firmemente na semana passada.

Mas Doheon revirou as intenções dele com muita facilidade.

Cheongyeon sentiu a boca seca, pegou o copo à sua frente e tomou um gole de chá.

Enquanto isso, Doheon se levantou de seu assento e caminhou até sua mesa de trabalho. Ele empurrou para o lado a pilha grossa de documentos e verificou a hora.

O olhar de Cheongyeon voltou naturalmente para o relógio na parede. Ainda era cedo para sair do trabalho. Ele pensou que ele diria para ir embora agora que a conversa havia terminado e então voltaria ao trabalho, mas Doheon pegou o paletó que havia pendurado na cadeira como se estivesse saindo.

Cheongyeon, nervoso, acompanhou rapidamente os movimentos dele.

Ele ia começar imediatamente a partir de hoje? Ele nem sequer havia assinado o contrato ainda…

Cheongyeon mordeu o lábio enquanto olhava para Doheon, sentindo-se ansioso porque sabia que não poderia recusar se quisesse.

— Você não vai se levantar?

— Nós vamos sair agora mesmo?

Doheon, que já havia vestido o paletó e o abotoado, aproximou-se e parou em frente a Cheongyeon. Diante da ordem repentina de se levantar, Cheongyeon levantou-se sem jeito, sentindo que o que estava por vir finalmente havia chegado.

— Há um lugar aonde temos que ir juntos.

O lado de fora da sala com as janelas de vidro ainda estava claro. Ele estava envergonhado, perguntando-se se eles estavam indo direto para um hotel com o sol ainda brilhando tão intensamente.

— Aonde… nós vamos?

— Escolher móveis.

— Móveis?

Cheongyeon pensou ter ouvido errado por um momento quando ouviu a resposta absurda.

— Agora que penso nisso, preciso substituir sua cama podre primeiro.

— Não, o que…

Cheongyeon ficou sem palavras com a resposta séria de Doheon.

“…Meus cotovelos e joelhos… doem demais.”

“Vou ter que substituir a cama.”

Bem quando estava prestes a perguntar por que ele de repente estava falando sobre camas, Cheongyeon lembrou-se da conversa que havia tido com ele enquanto estava meio desmaiado durante o último sexo deles.

— Podre! Eu tenho escutado, mas você tem falado demais desde o começo.

Cheongyeon corou e gritou com ele.

Ele até comprou uma nova quando se mudou! Ele estava irritado com a atitude dele de alegar incondicionalmente que tudo estava podre se não atendesse aos seus padrões, sem nem mesmo saber.

Então o que ele seria, dormindo naquela cama todos os dias? A personalidade dele era completamente distorcida.

— Você não vem?

Quer Cheongyeon estivesse zangado ou não, Doheon parou em frente à porta da sala e o instou a sair rapidamente.

O rosto dele estava frio como sempre, sem qualquer emoção, mas ele sentiu a teimosia para substituir a cama podre não importa o que acontecesse.

— ……

Cheongyeon pensou que a atmosfera estava de certa forma diferente, mas ele ainda era a mesma pessoa egocêntrica de antes.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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