Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 50 Online

Capítulo 50
Enquanto estava deitado, ouvindo apaticamente o som da TV, o celular vibrou.
Imaginando se seria uma ligação da equipe de elenco da audição, Cheongyeon levantou-se rapidamente e verificou a tela.
— Yoo Cheongyeon-nim, você foi reprovado na audição para o papel de Woorim.
Era uma mensagem de notificação de rejeição. Por um momento, Cheongyeon quase jogou o celular que segurava.
Ao mesmo tempo, o sorriso sutil de Song Heejoon parecia flutuar bem diante de seus olhos.
— Ah! Song Heejoooon!
Então, ontem, você realmente só me fez de bobo por nada? Isso não é completamente louco?
Enquanto Cheongyeon chutava o cobertor e praguejava contra Song Heejoon, um momento depois chegou outra mensagem de um número desconhecido.
— Cheongyeon-ah. É o Heejoon. O diretor disse que sua atuação ainda é insuficiente, por isso não te escolheu. Eu com certeza falei muito bem de você..
— Pois é. O mundo não seria tão fácil assim.
Cheongyeon murmurou com um sentimento de resignação, encarando a tela antes de digitar uma resposta curta.
— Eu: V f****
— Hahahahahaha
— Esse pirralho maluco.
Como se não suportasse ver aquilo, Cheongyeon bloqueou impiedosamente o número de Song Heejoon. Em seguida, largou o celular e começou a arrumar sua roupa de cama como se nada tivesse acontecido.
Mas, logo depois, ele desabou de novo na cama.
— Ah, espera. Meu estado mental não está se recuperando?
Por que existem tantas pessoas podres nesta indústria? É permitido que os seres humanos sejam tão perversos?
Como se a recente sequência de incidentes já não fosse ruim o bastante para fazê-lo ranger os dentes até mesmo dormindo. Pensar que ele teve que sofrer tamanha humilhação de um zé-ninguém como Song Heejoon.
Cheongyeon resmungou enquanto bagunçava o cobertor que tinha acabado de arrumar com cuidado. Ele afastou irritado o cabelo que caía nos olhos e tentou respirar fundo para se acalmar quando seu celular começou a tocar novamente.
Pensando que poderia ser Song Heejoon de novo, ele pegou o aparelho rapidamente com a intenção de xingá-lo. Mas quem ligava era Kim Kyungseop, o CEO de sua agência.
— Sim, chefe.
Preocupado que algo pudesse ter acontecido, Cheongyeon atendeu o telefone sem hesitar.
— Por que sua voz está assim? Você passou a noite acordado?
Notando a voz rouca de Cheongyeon, Kim Kyungseop perguntou.
— Não, bem… eu só tive algumas frustrações pessoais. Mas por que a ligação?
— Suspiro, eu não te disse para cuidar da sua condição? Enfim, não é nada de mais. Como está sua agenda hoje?
— Tenho que ir para o meu trabalho de meio período mais tarde.
Cheongyeon começou a arrumar a cama de novo, prendendo o celular entre o ombro e a orelha. Pensando bem, ele não tinha tempo para aquilo. Se ele ia trabalhar à tarde, precisava começar a se arrumar logo.
— Ah, e sobre a audição de ontem… como você provavelmente já esperava, não deu certo. Recebi uma mensagem esta manhã dizendo que fui reprovado.
Cheongyeon cerrou os dentes, relembrando o rosto de Song Heejoon.
— É mesmo? É uma pena, mas não há o que fazer. Tenho certeza de que uma oportunidade melhor virá mais tarde. Não desanime.
Kim Kyungseop proferiu palavras de consolo com uma voz estranhamente sem alma.
Ligar de repente para perguntar sobre a agenda dele do nada, e não demonstrar nenhum interesse no resultado da audição. Será que ele tinha bebido?
Cheongyeon fez um biquinho, achando suspeito o tom estranho de Kim Kyungseop.
— Chefe. Aconteceu alguma coisa?
— Bem, na verdade….
Kim Kyungseop arrastou as palavras de forma frustrante.
— Cancele seu trabalho de meio período hoje e venha me ver um pouco.
— O quê? Por que tão de repente? Consegui alguma audição?
— Não é uma audição, mas tenho um assunto urgente para discutir.
Que tipo de conversa poderia ser para exigir que ele cancelasse o trabalho de meio período que já estava agendado? Essa era uma exigência tão irracional quando ele já estava lutando para pagar as contas.
— O senhor pode falar pelo telefone mesmo. Preciso ir ganhar dinheiro se quiser pagar minhas contas sem atrasar.
— Não é algo que eu possa falar pelo telefone. Ah. Não. Estou indo para o seu bairro agora, então saia mais tarde. Explicarei em detalhes quando nos encontrarmos pessoalmente.
Cheongyeon sentiu-se chateado com a insistência impositiva de Kim Kyungseop. Ele achava que cancelar um precioso trabalho de meio período era fácil? Especialmente quando ele nem sequer se oferecia para ajudar com as despesas de subsistência.
— O senhor está vindo até aqui? Do que se trata? A equipe de filmagem da última vez finalmente entrou em contato sobre a indenização? É isso, certo? Eles entraram em contato para exigir o pagamento dos danos.
Cheongyeon perguntou com uma voz firme, colocando a mão no quadril.
Achei estranho que isso tivesse passado em silêncio. Não havia como a equipe de filmagem ficar calada depois de sofrer aquele nível de prejuízo.
— Não é isso. Mas é algo que preciso lhe contar pessoalmente, então se arrume e espere. Eu ligo quando chegar, aí você sai para a frente da sua casa. Entendido?
— Chefe? Chefe, Kyungseop hyung!
Depois de murmurar palavras ambíguas, Kim Kyungseop desligou unilateralmente sem dar uma resposta adequada. Cheongyeon tentou ligar de volta rapidamente, mas não houve resposta.
— Ah, o que é. Estou ficando louco de curiosidade. Ele podia ao menos ter me dado uma pista antes de desligar.
Cheongyeon puxou os cabelos, recriminando Kim Kyungseop. Além disso, ele não tinha visitado o escritório pessoalmente até mesmo para assinar o contrato? No entanto, ele estava vindo à sua casa àquela hora? Claramente não era um assunto comum.
Embora Kim Kyungseop tivesse descartado que não se tratava de indenização por danos, Cheongyeon ainda não conseguia afastar sua inquietação.
Surgiu de repente uma reunião para uma audição? O diretor Yang Jeonghak estava planejando algum tipo de retaliação? Ou ele estaria vindo para exigir a rescisão do contrato com a agência?
Cheongyeon andava ansiosamente de um lado para o outro no quarto, considerando todas as possibilidades. Mas era uma questão sobre a qual ele não conseguiria chegar a uma conclusão sozinho desde o início.
Sem outra escolha, Cheongyeon cancelou seu trabalho de meio período conforme Kim Kyungseop dissera e preparou-se apressadamente para sair.
— Cheongyeon-ah. Oh, venha aqui.
A porta de uma van grande estacionada em frente à estação de metrô se abriu, e Kim Kyungseop, que estava lá dentro, fez um gesto em direção a Cheongyeon.
Cheongyeon entrou na van e examinou o interior espaçoso de forma sem graça. Julgando pela falta de desgaste, parecia ser bem nova.
Havia uma pessoa desconhecida sentada no banco do motorista.
— Ah, esse é o empresário que cuida dos atores da nossa empresa. Primeira vez que o vê? Cumprimente-o.
Kim Kyungseop apresentou o novo empresário, apontando para o banco da frente.
— Prazer em conhecê-lo.
— Olá. Mas a empresa tinha uma van como esta?
— Nós só a usamos para compromissos importantes. É só para manter as aparências, como quando vamos a cerimônias de premiação. Não a usamos com frequência.
Kim Kyungseop explicou como se estivesse dando uma desculpa. Cheongyeon assentiu enquanto pressionava os assentos estofados macios aqui e ali.
— A propósito, para onde estamos indo para o senhor ter trazido uma van como esta? O que está acontecendo?
— Estamos indo para o salão de cabeleireiro. Você tem uma reunião marcada.
Tendo aparecido na frente de sua casa por conta própria, Kim Kyungseop informou Cheongyeon unilateralmente, sem sequer pedir sua opinião.
Então era uma reunião, afinal? Mas ainda parecia muito suspeito que o estivessem levando com tanta urgência, quase como um sequestro.
Cheongyeon observou a expressão de Kim Kyungseop enquanto mexia em várias funções instaladas nos assentos da van. Os olhos dele pareciam um tanto turvos.
Embora ele soubesse que deveria explicar a Cheongyeon como a situação estava se desenrolando, ele parecia estar em transe, incapaz de se recompor.
O ambiente dentro da van também era suspeito. O homem apresentado como empresário olhava de relance para Cheongyeon pelo espelho retrovisor e depois sorria sem jeito quando seus olhares se cruzavam.
— O senhor não pode me dizer que tipo de reunião é?
— Você saberá quando chegarmos lá.
— Se vamos passar em um salão, parece importante, então o senhor não deveria explicar com antecedência?
— É importante. Ei, Yoo Cheongyeon.
Kim Kyungseop, que vinha evitando o olhar de Cheongyeon enquanto olhava para fora da janela, de repente virou a cabeça e fez contato visual.
— Sim.
— O que você acha que deve fazer quando surge uma oportunidade única na vida?
Kim Kyungseop perguntou, abaixando a voz resolutamente.
O que diabos deu nesse hyung para continuar dizendo coisas incompreensíveis?
— Eu devo aproveitá-la.
— Certo. Você deve agarrá-la com força, não é?
— Por que o senhor está perguntando algo tão óbvio?
Cheongyeon encarou Kim Kyungseop com olhos um tanto ansiosos.
— Você e eu estamos nessa encruzilhada bem agora.
— O quê? Não, chefe. O senhor não pode, por favor, explicar de um jeito que eu consiga entender?
— Yongjun-ah. Vamos correr um pouco mais. Você entrou em contato com o salão, certo?
— Sim. Podemos entrar imediatamente.
Quando lhe pediram uma explicação, Kim Kyungseop mudou de assunto e de repente começou a falar sobre o salão. Cheongyeon suspirou, sentindo-se frustrado por não conseguir entender o que estava acontecendo.
— Qual é o tamanho da sua cintura? Acho que deveríamos preparar as calças com antecedência…
— Ah, chefe! O senhor vai mesmo agir assim? Que tipo de reunião é essa para precisarmos preparar cabelo e figurino em um salão? Quem o senhor está tentando impressionar desesperadamente…
Bem quando Cheongyeon estava prestes a perguntar por que ele estava fazendo tanto alvoroço, algo passou por sua mente.
“Você só precisa sair com aqueles diretores algumas vezes. A maioria deles provavelmente será alfa… mas se você realmente não gostar de alfas, ouvi dizer que há alguns betas também se você procurar.”
Ele relembrou a conversa que tivera com Kim Kyungseop por telefone sobre patrocínio da última vez.
— Espere. Isso não é sobre aquela história de patrocínio que o senhor mencionou antes, é?
— Vamos indo por enquanto. Você vai entender do que se trata quando chegarmos lá.
Com a resposta vaga de Kim Kyungseop, a suspeita de Cheongyeon transformou-se em certeza.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor