Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 47 Online


Modo Claro

Capítulo 47

Mais do que tudo, ele se perguntava se poderia continuar atuando no futuro. O maior golpe foi a diminuição notável nas audições para as quais ele poderia se inscrever em comparação com antes. Além disso, era difícil ganhar a vida com os trabalhos temporários de meio período que mal conseguia, e sentia-se sem esperança sobre quando poderia voltar para a academia.

No entanto, se conseguisse um emprego de meio período em tempo integral, teria que perder oportunidades repentinas de audição, o que também era um problema.

Cheongyeon, perdido em um humor sério, foi despertado por uma vibração em seu bolso. Cheongyeon reflexivamente endireitou as costas e imediatamente pegou o telefone para verificar a tela. Quem ligava era Kim Kyungseop.

Devo atender mais tarde? Ele olhou de relance para Doheon no banco do motorista e hesitou por um momento, mas depois pensou que poderia ser uma ligação urgente e apertou o botão de atender.

— Sim, chefe.

— Onde você está? Pode falar um minuto?

— Pode falar.

— Cheongyeon-ah, sobre aquele patrocinador que mencionei da última vez.

Assustado, Cheongyeon rapidamente abaixou o volume. O som não estava alto, então era improvável que Doheon tivesse ouvido, mas seu coração batia forte de preocupação.

Sério, por que esse hyung está me ligando por algo que já acabou?

Cheongyeon cerrou os dentes molares, tentando conter a raiva que fervilhava por dentro.

— Você realmente não tem interesse? Tem alguém que entrou em contato comigo algumas vezes dizendo estar interessado em você, e essa pessoa tem bastante influência nesta indústria.

— Eu disse claramente antes que não ia fazer isso. Por que você continua tocando no assunto de patroc… Ah, deixa para lá.

Cheongyeon estava prestes a dizer a palavra patrocinador, mas hesitou e olhou de relance para Doheon.

— Eu sei que você se sente desconfortável com isso, eu tentei não falar nada se pudesse evitar. Mas se você apenas fizer algumas refeições com eles, disseram que iriam impulsionar adequadamente o projeto que estão planejando…

Kim Kyungseop continuou falando sem parar sobre os planos do patrocinador, sem que ninguém tivesse perguntado. Como Doheon estava sentado bem ao seu lado, Cheongyeon se sobressaltava com a simples menção da palavra patrocinador, sentindo como se tivesse feito algo errado.

— Bem, chefe. Estou na rua agora, então fica difícil falar por muito tempo. Ligo de volta mais tarde.

Cheongyeon virou o corpo excessivamente para o lado oposto ao de Doheon e sussurrou ao telefone, tentando manter a voz o mais baixa possível.

— Não, Yoo Cheongyeon. Você está me ouvindo? Este é um assunto muito sério…

— Sim, sim. Entendi. Obrigado. Até mais tarde.

Clique.

Cheongyeon desligou o telefone, não importando o que Kim Kyungseop estivesse dizendo, e colocou o aparelho no modo Não Perturbe.

— Haa…

Certamente ele não ouviu. Ele suspirou e olhou para Doheon, que segurava o volante com o mesmo rosto inexpressivo de sempre.

Felizmente, ele não parecia estar prestando muita atenção. Cheongyeon suspirou profundamente aliviado e olhou para a janela do carro novamente.

Por que Kim Kyungseop tinha que ligar numa hora dessas e dizer coisas tão inúteis? O momento foi péssimo. Ele deveria estar mostrando ao seu ex-marido o quão bem estava se saindo, e não falando sobre conseguir um patrocinador.

Mas se ele deixasse de lado seus sentimentos embaraçosos e pensasse de outra forma… poderia ser interpretado como se sua situação fosse tão desesperadora que Kim Kyungseop não tivera escolha a não ser agir daquela maneira.

Sem conexões fortes, ele estava em uma posição onde era difícil conseguir até mesmo um papel secundário, quanto mais um papel de apoio.

Tudo isso por causa do rótulo de ter abandonado o set durante as filmagens. Um homem divorciado que abandonou o set. Ele não sabia quantos anos teria que trabalhar para restaurar sua imagem.

Será que ele deveria mesmo desistir? Cheongyeon mordeu o lábio inferior com uma expressão preocupada.

— Você ainda vai a audições hoje em dia?

— O quê? Ah, sim.

Cheongyeon respondeu brevemente sem tirar os olhos da janela, quebrando o longo silêncio.

E então o silêncio caiu dentro do carro novamente.

Normalmente, ele teria se sentido desconfortável passando um tempo sozinho com ele assim e teria começado a tagarelar sobre algum assunto inútil, mas ele não tinha energia para fazer isso agora. A mente de Cheongyeon estava mais sombria e complicada do que nunca.

Ele olhava fixamente para a paisagem que mudava do lado fora da janela com uma expressão séria,

Bbaaang!

De repente, um estrondo inesperado perfurou os ouvidos de Cheongyeon. Ao mesmo tempo, o carro em que ele estava parou de repente, fazendo seu corpo dar um solavanco para a frente.

Assustado, Cheongyeon cobriu os ouvidos e se encolheu. Foi só depois de virar a cabeça para verificar se Doheon estava bem que percebeu que a pessoa que havia buzinado implacavelmente era Doheon.

— …Diretor-nim?

Cheongyeon olhou de um lado para o outro entre Doheon e a estrada além do volante para entender o que estava acontecendo.

— Você se assustou? Desculpe. O carro da frente se enfiou.

Doheon passou a mão rudemente pelo cabelo e calmamente segurou o volante de novo. Sua voz estava tranquila, como se nada tivesse acontecido.

Ele não tinha andado muito no carro de Doheon, mas essa foi a primeira vez que ele parou de forma tão abrupta. Era verdade que o carro da frente tinha tentado se enfiar, mas o carro parara de um jeito estranho, assustado com o som da buzina.

Doheon pisou no acelerador como se nunca tivesse agido de forma tão violenta e começou a dirigir novamente.

Cheongyeon ainda estava estupefato e olhou de relance para ele, revirando os olhos. A expressão dele parecia um pouco mais rígida do que o habitual.

Ele estava prestes a perguntar se ele estava de mau humor, mas achou que ele não responderia de qualquer maneira, então Cheongyeon voltou a cabeça para a janela e deixou o tempo passar. Ele se perguntou se até mesmo uma pessoa parecida com um robô como ele poderia dirigir mal às vezes, achando aquilo fascinante.

— Por favor, me deixe em frente à estação.

Conforme se aproximavam do seu bairro, Cheongyeon apontou para a entrada da estação de metrô e disse. Ainda não estava escuro, então dessa vez Doheon parou o carro no ponto indicado por Cheongyeon sem reclamar.

— Já vou indo.

Cheongyeon imediatamente abriu a porta do carro. Como a avó iria para a América, não havia mais motivo para os dois se encontrarem uma vez por semana. Então hoje era realmente o último encontro deles.

Percebendo que realmente havia acabado, Cheongyeon se perguntou brevemente se deveria se despedir e lhe desejar felicidades. Mas, depois de pensar bem, decidiu não dizer absolutamente nada.

Cheongyeon fechou a porta do carro e se afastou. Por alguma razão, o carro não saiu do lugar por um tempo, mas Cheongyeon não se importou e desapareceu rapidamente no beco.

— Uau, isso é realmente demais. Isso não é como estar amaldiçoado?

Kim Jihan, a quem ele encontrou em um restaurante de gopchang depois de muito tempo, balançou a cabeça enquanto mastigava o gopchang borrachudo. Cheongyeon, que vinha lamentando as coisas que haviam acontecido, bebeu o soju à sua frente de uma só vez devido à frustração.

— Keuh. Será que eu deveria simplesmente desistir de atuar de vez…

— As pessoas são realmente astutas. Sério, pedir a alguém para encenar uma cena flertando com o ex-marido é simplesmente ridículo. E aquelas pessoas conhecem a sua situação perfeitamente bem.

— Exatamente. E eles nem sequer me mostraram o roteiro antes.

— É um crime planejado, um crime planejado. Eles provavelmente pensaram que, se pegassem alguém tão inocente quanto você e o ameaçassem um pouco, você ficaria assustado e faria o que quer que mandassem.

Kim Jihan estalou a língua, dizendo que sabia disso sem nem precisar ver.

— A propósito, eu honestamente não sabia que você falava tão sério sobre atuar a ponto de passar por tudo isso.

Kim Jihan colocou soju no copo vazio e compartilhou seus pensamentos sinceros. Cheongyeon não sabia como responder, então fechou a boca e mexeu na grelha.

Kim Jihan pegou outro gopchang bem cozido, tomou um gole de soju e acrescentou novamente.

— Por que você quer atuar logo de tudo o que existe? Hoje em dia, se você se tornar uma estrela razoável nas redes sociais e conseguir alguns seguidores, dá para ganhar dinheiro suficiente para viver fazendo algumas vendas coletivas.

Cheongyeon suspirou diante da pergunta séria de Kim Jihan.

Por que você quer ser um ator?

Ele tinha ouvido as mesmas palavras de Doheon não muito tempo atrás. Ele inventara uma desculpa para ele, mas por algum motivo era difícil mentir para Kim Jihan, que o olhava com seriedade e perguntava.

Cheongyeon pegou seu copo e bebeu o soju.

— Ei, ei! Beba devagar. Você vai desmaiar.

Kim Jihan tentou impedi-lo, mas ele já havia esvaziado o copo. Cheongyeon respirou fundo e correu os olhos pelo restaurante. Ele olhou fixamente para os estranhos sentados ao redor da grelha, conversando sobre coisas triviais, antes de voltar o olhar para Kim Jihan.

— Jihan-ah.

— O quê.

— Ei, você… você gosta de si mesmo?

— …De, de repente?

Kim Jihan abraçou o próprio corpo e se esfregou como se estivesse ficando arrepiado com a pergunta sentimental. E então, exatamente como Cheongyeon fizera, ele virou a bebida de seu copo de uma vez só e disse.

— Bem, quantas pessoas aqui são realmente cheias de amor-próprio?

— ……

— Somos constantemente julgados em um nível microscópico.

— Isso é verdade.

Cheongyeon assentiu, concordando.

— Mas todo mundo fica porque gosta dessa avaliação, embora estejam fartos dela. É por isso que você está tentando atuar também.

— Sim. Tem isso também. Eu, na verdade…

— ……

— Eu na verdade odeio meu eu real, Yoo Cheongyeon… mas quando estou atuando, sinto como se tivesse me tornado outra pessoa, e isso dá uma sensação boa.

Cheongyeon apoiou o queixo na mesa e relembrou a primeira vez em que atuou.

 

 

 

 

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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