Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 23 Online

Capítulo 23
— Porque não quis. Não queria receber um único centavo seu.
Cheongyeon tirou a aliança que ainda usava e a enfiou na mão de Doheon como se estivesse forçando.
Ele olhou fixamente para a aliança que havia caído em sua mão. Ao contrário de Cheongyeon, Doheon ainda usava a aliança de casamento.
— O porta-joias no seu quarto.
Depois de um momento de silêncio, Doheon falou novamente.
— O que tem?
— Achei que você fosse pegá-lo.
Do que ele estava falando de repente? As palavras e ações de Doheon eram particularmente imprevisíveis hoje.
Cheongyeon franziu o cenho diante do murmúrio incompreensível.
— Você vai precisar de dinheiro para sair de casa.
— ……
— Se vai viver assim, venha pegá-lo agora.
— Eu disse que não preciso!
Cheongyeon não conseguiu deixar de gritar.
— Quem pediu dinheiro a você? Pedi que comprasse uma casa para mim? Sente pena de mim porque estou divorciado e vivendo como mendigo em uma casa cheia de teias de aranha? Quem você pensa que é?
O olhar rude de Doheon, ainda olhando para ele de cima, fez-o instantaneamente perder o fôlego, e sua garganta ficou quente como se tivesse engolido brasas.
— Mas mesmo que sinta pena de mim, eu gosto daqui. Não quero voltar para aquela casa nunca mais. Não preciso de dinheiro, não quero! Você sabia que eu não queria, mas entrou na minha casa e me tratou como mendigo. Quem você pensa que é, um completo estranho…
— Está dizendo que você e eu somos estranhos?
A voz baixa de Doheon cortou as palavras de Cheongyeon. Era possível ver vasos sanguíneos tênues surgindo no branco dos seus olhos, que estavam tensos.
“Sei que ele não tem dormido bem.”
As palavras do Secretário Shim de alguns dias atrás vieram de repente à mente. Os olhos de Doheon definitivamente pareciam mais cansados do que de costume. Talvez fosse apenas imaginação, mas seu rosto também parecia mais magro. Seu rosto já cínico criava uma impressão ainda mais afiada.
Cheongyeon, que havia hesitado por um momento ao ver seus olhos, saiu dos próprios pensamentos e voltou à realidade.
— O que mais seríamos se não estranhos?
— Você esqueceu que foi ver a Avó comigo hoje?
— ……
É claro que havia fingido ainda ser casado na frente da Avó. Mas isso não significava que eles fossem algo mais do que eram agora.
Mesmo tendo ido ver a Avó juntos como se fossem um casal casado, Doheon e Cheongyeon eram completos estranhos. Cheongyeon não conseguia acreditar que Doheon estava negando isso.
Ele havia mandado seu Advogado resolver os documentos e assinado ele mesmo, então por quê? Ou estaria formando algum tipo de intimidade interior, pensando que mesmo divorciados, não poderiam ser completos estranhos porque um dia foram cônjuges?
— E daí. Isso significa que não somos estranhos? Fui ver a Avó, não o Diretor…
— E por favor, pare de me chamar de Diretor? Por que eu sou seu Diretor?
Doheon deu um passo mais perto de Cheongyeon, colocou uma mão na parede e o interrompeu com uma voz que parecia estar suprimindo algo. Cheongyeon enrijeceu involuntariamente, como alguém encurralado.
Ficou sem palavras, seus lábios se movendo por um tempo sem conseguir dizer nada.
— …Por favor, vá embora. Honestamente, estou com medo agora.
Depois de alguns segundos, Cheongyeon engoliu em seco e disse o mais naturalmente possível. Mas o final da sua voz estava tremendo levemente.
A sobrancelha de Doheon se contraiu ao reconhecer isso. Ele imediatamente retirou a mão da parede e recuou obedientemente.
Antes que percebesse, os feromônios de Doheon e Cheongyeon estavam irregularmente entrelaçados na pequena casa. Cheongyeon podia ser desculpado por isso, pois originalmente tinha dificuldade em controlar seus feromônios, mas Doheon definitivamente não estava agindo como ele mesmo.
— Não era minha intenção assustar você. Peço desculpas.
Ele compulsivamente endireitou as roupas e apertou a gravata com cuidado.
— Vou indo.
— …Ah, isso. Leve com você.
Cheongyeon, que estava encostado na parede e o encarava ansiosamente, tirou algo do bolso. Era o cartão de crédito que Doheon havia lhe dado antes.
— ……
Doheon não pegou o cartão imediatamente, mas olhou para ele em silêncio por alguns segundos. Logo, percebeu que as pontas dos dedos de Cheongyeon estavam tremendo levemente, e pegou o cartão e o colocou no bolso interno do paletó.
Então, com um movimento simples, passou pela entrada, abriu a porta e saiu.
Bum.
Assim que ouviu o som da porta se fechando, o corpo de Cheongyeon, que havia estado tenso com a tensão, desabou.
— Haa. Maldito louco.
Não pôde deixar de suspirar. Doheon havia ido embora, mas as expressões e palavras que ele havia feito um momento antes estavam gravadas com clareza demais em sua mente.
Raramente tinha visto Doheon agir de forma tão emocional, então se sentiu estranho. Mesmo sabendo que Doheon não era o tipo de pessoa que lhe faria mal, seu corpo estremeceu por conta própria por um momento.
Recentemente, a atitude de Doheon em relação a ele havia definitivamente mudado sutilmente em comparação com quando eram casados.
Ele estava apenas relutante em deixá-lo ir? Ou sentia pena dele por estar vivendo tão miseravelmente, já que haviam morado juntos?
— Não tem como ele ter começado a gostar de mim agora…
Cheongyeon ficou surpreso com as palavras que havia murmurado para si mesmo e soltou uma risada vazia. Era a suposição mais absurda de todas as possibilidades que existiam. Se fosse esse o caso, ele não teria concordado tão prontamente com o divórcio em primeiro lugar.
De qualquer forma, se não fosse pelo fato de ir ver a Avó uma vez por semana, ele seria um completo estranho sem nenhum contato com ele. Tão distantes que passariam um pelo outro na rua sem se reconhecer.
Não sabia que tipo de mudança de coração Doheon estava passando, mas não era um problema que precisasse refletir por muito tempo, já que sua posição já havia sido definida.
Cheongyeon decidiu não se aprofundar em tentar entendê-lo. Estava cansado de muitas formas, tanto física quanto mentalmente, pois havia ficado fora por mais tempo do que o habitual. Cheongyeon mecanicamente começou a arrumar a cozinha para se preparar para dormir.
Depois de terminar a louça, Cheongyeon parou quando encontrou um envelope branco sobre a mesa enquanto ia recolocar as cadeiras espalhadas em seus lugares.
Era o convite para o Museu de Arte Sowa que a Avó havia lhe dado.
— Ele ainda deixou isso para trás nesse meio tempo.
Cheongyeon murmurou, encarando o envelope rígido. Como se fosse ir.
Sentindo-se rancoroso, Cheongyeon não tocou no convite e foi ao banheiro se lavar.
—
Quarta-feira.
Cheongyeon não tinha intenção de ir à exposição.
Mesmo que tivesse um convite da Avó de Doheon, e mesmo que o bolo do Museu de Arte Sowa fosse o melhor do mundo.
Não queria encontrar Jeon Jun-ho de novo, e até tinha uma sessão de fotos para um shopping marcada na quarta-feira, dia da exposição.
Já havia dito a Doheon que não iria, então decidiu ignorar casualmente, assumindo que ele se encarregaria de resolver com a Avó depois.
No entanto, a sessão de fotos do shopping na quarta-feira terminou mais cedo do que o esperado.
O Dono do shopping tinha um temperamento bastante volátil. Nos dias em que não estava se sentindo bem, a filmagem seria longa e haveria muitas solicitações, o que levaria muito tempo. Por outro lado, quando estava de bom humor, era infinitamente gentil e aplaudia tudo que ele fazia bem, tornando-o um tipo imprevisível.
Às vezes era difícil de lidar, mas não trapaceava no pagamento nem dizia nada muito duro que cruzasse os limites. Por essa razão, Cheongyeon estava trabalhando com satisfação.
— Bom trabalho hoje. Cada corte foi incrível.
— Obrigado, Dono-nim.
— Ei. Essa roupa fica ótima em você. Vou simplesmente te dar, pode levar.
— Oh. Sério?
O Dono estava de um humor particularmente bom hoje, então a filmagem correu bem e terminou num instante. A última roupa era um estilo um tanto difícil para Cheongyeon, algo que se usaria em uma boate em Hongdae ou Itaewon, mas o Dono disse que ficava bem nele e deu como conjunto.
Era um conjunto de camiseta preta de manga curta sobreposta com uma camisa fina de manga comprida, jeans excessivamente rasgado, e um boné branco com bordados bagunçados. Um pedaço de tecido não identificado pendurava comprido na camiseta de manga curta, balançando até a parte traseira da sua coxa. Parecia um pano na entrada de um restaurante. Não era uma moda simples, mas quanto mais olhava, mais gostava porque era único.
Já que ganhou as roupas de graça, Cheongyeon não trocou para as roupas que estava usando originalmente, mas saiu do trabalho com o mesmo conjunto que havia usado para a última sessão de fotos.
O horário de saída esperado era originalmente às 18h, mas quando saiu do estúdio, eram apenas 16h.
E o horário de encerramento da exposição privada do Museu de Arte Sowa escrito no convite era 17h.
Agora que tinha tempo, o bolo estava desnecessariamente pairando diante dos seus olhos.
Cheongyeon pensou com cuidado. Se saísse agora, chegaria ao museu quase na hora do fechamento, e a essa altura, o azarado Jeon Jun-ho e as pessoas que ele havia convidado já teriam ido embora, então não conseguiria simplesmente pegar o bolo e sair?
Isso mesmo. É um desperdício jogar fora um bolo inteiro que custa mais de 300.000 won. E é tão delicioso quanto o preço.
Cheongyeon, que estava sentindo uma fome séria como se seu estômago estivesse colado nas costas depois de terminar a sessão de fotos, não conseguia abrir mão do bolo que a Avó havia encomendado com tanto cuidado.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
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