Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 17 Online

↫─Capítulo 17
— Não havia um lugar adequado para se sentar e, com tantos alfas por perto, como eu poderia deixar o Cheongyeon-nim sozinho? Fiquei esperando aqui na frente até que saísse o resultado do teste.
— Não…
Cheongyeon ficou sem palavras diante da explicação calma do secretário Shim. Pensar que ele havia esperado ali o tempo todo por um motivo tão ridículo. Além disso, aquela nem era uma quantidade grande de alfas.
Ele se perguntava por que o secretário de seu ex-marido continuava tentando cuidar dele. O chefe do secretário Shim era, afinal de contas Moon Doheon e eles agora eram como estranhos legalmente separados.
— Eu agradeço pela carona, mas você realmente pode voltar agora. Felizmente, eu consegui o papel, vou trocar de roupa e esperar até a gravação começar.
— O funcionário ou empresário que agirá como seu responsável ainda não chegou?
— A julgar pelo fato de que não tive notícias deles, provavelmente não virão. Que empresário ficaria grudado em um ator desconhecido?
Diante das palavras de Cheongyeon, o secretário Shim olhou ao redor com uma expressão séria. O tempo parecia que ia chover a qualquer minuto, a equipe estava ocupada se preparando para a gravação e não parecia haver um lugar adequado para se sentar e descansar no set.
Claro, não havia camarins separados disponíveis. Os atores principais se trocavam em suas respectivas vans, e atores sem carro, como Cheongyeon, e a equipe tinham que usar os banheiros ou salas de espera vazias.
— Então eu vou ficar com você até que a gravação de hoje termine.
O secretário Shim disse com o rosto sério, como se tivesse decidido que não podia deixar Cheongyeon sozinho.
— Não, eu posso cuidar de mim mesmo. Por que o secretário Shim ficaria aqui comigo? O Moon Doheon não vai falar nada se você ficar fora do escritório por tanto tempo?
— O diretor Moon detestaria mais que eu deixasse o Cheongyeon-nim aqui sozinho do que eu retornar tarde para o escritório.
— ……
— Vou ajudá-lo discretamente para não interferir no trabalho do Cheongyeon-nim. Por favor, pense em mim como seu empresário por um dia.
Ajudar? A palavra era grandiosa demais para a função dele. Cheongyeon revirou os olhos com uma expressão intrigada.
Parecia que o secretário Shim estava glorificando excessivamente a personalidade de Doheon. Não era como se ele não soubesse sobre Doheon e o casamento deles. Se ele soubesse o quão indiferente Doheon havia sido com ele, certamente não diria aquilo. Talvez fossem apenas palavras vazias nascidas de simpatia.
Bem, olhando para trás, Doheon sempre o havia tratado como uma criança. Ele sempre enviava uma escolta com ele até para compromissos banais, como fazer compras ou encontrar amigos. Ele não o deixava passar por dificuldades físicas, mesmo que lhe causasse sofrimento emocional.
— …Então faça como quiser.
Assim que a permissão foi concedida, o secretário Shim pegou o figurino da mão de Cheongyeon e o carregou para ele.
— Seria melhor se trocar no carro. Estacionei aqui perto, então é uma caminhada curta.
Cheongyeon encarou em silêncio as costas do secretário Shim enquanto ele abria o caminho.
Não era como se ele pudesse forçá-lo a ir embora quando ele se oferecia para ficar e, acima de tudo, Cheongyeon estava se sentindo deslocado e preocupado em ficar sozinho em um ambiente desconhecido.
— O que estou fazendo com o secretário do Moon Doheon?
Cheongyeon suspirou e seguiu o secretário Shim tardiamente.
— Cheongyeon-nim. Por favor, coma.
Cheongyeon estava sentado na sala de espera coletiva, espremido e lendo o roteiro, quando o secretário Shim apareceu de repente com uma bandeja em cada mão. E elas estavam cheias até a borda, parecendo montículos empilhados.
— Não… Como você conseguiu isso?
Cheongyeon, sem perceber, largou o roteiro e encarou o secretário Shim com o olhar vago. Sempre havia um caminhão de comida no set de gravação, mas, fora a equipe principal e os atores principais, um artista sem reconhecimento como ele tinha que ser cuidadoso e comedido ao comer.
Em locais de produção de filmes independentes como este, que não eram grandes gravações de televisão ou filmes com fortes empresas de investimento, era ainda mais difícil usar até os menores suprimentos sem ser notado.
Cheongyeon não passava de uma boca extra para alimentar ali, então ele planejava dar um jeito de passar fome até amanhã.
— Fui até o caminhão de comida, entrei na fila e peguei — o secretário Shim respondeu com confiança, colocando as bandejas na mesa e posicionando ordenadamente colheres descartáveis e hashis de madeira na frente de Cheongyeon.
Como o alfa dominante alto e de bom porte, vestindo terno, voluntariou-se para ajudar Cheongyeon, os outros membros da equipe que estavam por perto se levantaram lentamente e cederam seus lugares. Graças a isso, o espaço disponível para Cheongyeon tornou-se mais amplo.
Seu rosto ardia com os olhares que recebia. Ele não queria atrair tanta atenção. Ao contrário de seus sentimentos desconfortáveis, seu corpo estava muito mais relaxado.
— Por que você pegou tanta comida?
— A pessoa que estava servindo a comida me deu bastante porque eu disse que como muito.
— Ah.
— Por favor, coma rápido.
O secretário Shim disse, empurrando a bandeja para mais perto de Cheongyeon. Ele já havia conseguido a comida e estava com fome por ter se movimentado intensamente desde a manhã, então Cheongyeon pegou a colher e começou a comer.
— Está chovendo lá fora.
Alguém murmurou ao passar por perto. Ao mesmo tempo, Cheongyeon desviou o olhar para fora. O tempo estivera nublado o tempo todo e agora gotas de chuva caíam.
— A gravação vai atrasar ainda mais.
— Ah, que irritante. Isso vai estragar meu cabelo.
Vaias surgiram ao redor, mas foi apenas por um momento. Os artistas, já acostumados a esperar, sentaram-se calmamente em seus lugares e mataram o tempo como se nunca tivessem reclamado.
— Será que está chovendo em Seul também?
Cheongyeon murmurou distraidamente. O secretário Shim, que comia silenciosamente ao seu lado, assentiu e engoliu rapidamente a comida na boca.
— De acordo com a previsão do tempo, provavelmente está chovendo em Seul agora também.
Cheongyeon não via a chuva com bons olhos. O céu sombrio e o ar úmido pareciam pesar em seu humor. Talvez fosse uma mudança emocional que ele havia aprendido ao longo dos últimos três anos.
Porque Doheon sempre ficava de mau humor quando chovia. Dizia-se que também havia chovido no dia em que ele sofreu o acidente de carro nos Estados Unidos, então, de certa forma, era natural. Também não era um clima bem-vindo para Cheongyeon, que havia perdido o pai no incidente.
Ainda assim, Cheongyeon, pensando que isso teria um impacto maior sobre a pessoa que vivenciara o acidente diretamente, sempre fechava todas as janelas e abaixava as persianas sempre que havia sinais de chuva. Para que Doheon não visse o exterior sombrio, mesmo em casa. E ele se sentava à mesa com a expressão mais brilhante possível e comia com ele.
Claro, Doheon nunca havia falado separadamente sobre seu próprio trauma, mas Cheongyeon era cuidadoso ao avaliar seu humor. Se ele não fizesse nem mesmo aquelas pequenas tarefas, seria atormentado por uma sensação de desamparo, como se tivesse se tornado um ser humano inútil que não fazia nada o dia todo enquanto ficava em casa.
Pensando bem, havia chovido no último aniversário de Cheongyeon também. Apesar de ser fim de semana, Doheon não havia saído de seu quarto nenhuma vez naquele dia.
Cheongyeon pensou que ele devia ter esquecido que era seu aniversário. Ele havia dito claramente que queria ir ver um filme no seu aniversário quando jantaram juntos há algum tempo. Ele poderia não se lembrar porque ele havia dito isso de forma muito casual, ou poderia não estar com vontade de sair porque não estava em boas condições devido ao clima.
Enquanto se resignava a isso, Cheongyeon não conseguiu se desapegar completamente de seus sentimentos persistentes e adormeceu no sofá da sala de estar.
Quando abriu os olhos, estava na cama do seu quarto, não na sala de estar. Doheon devia tê-lo carregado e colocado ali ele mesmo, já que seus feromônios flutuavam de leve de seu colarinho.
Na mesa do quarto, havia um par de sapatos caros envolto em uma embalagem, junto com o que parecia ser a chave de um carro novo.
Cheongyeon procurou diligentemente, esperando que Doheon tivesse deixado um bilhete curto parabenizando-o pelo seu aniversário entre aqueles presentes, mas o que ele queria não apareceu.
Ele havia recebido presentes que eram tão valiosos que os outros nem sequer podiam ver facilmente, mas nenhum deles chamou a atenção de Cheongyeon. Em vez disso, os presentes reluzentes faziam com que ele se sentisse ainda mais solitário.
— Ele deve odiar isso.
— Sim?
Cheongyeon murmurou sem perceber enquanto relembrava memórias antigas. E logo, ele corou de vergonha pelo fato de o secretário Shim tê-lo pego pensando em Doheon.
— Você está falando do diretor Moon?
— …Sim.
— Não sei se ele odeia agora, mas com certeza ele não tem estado em boas condições recentemente.
— Ele não está em boas condições?
Cheongyeon parou de mexer na bandeja quase vazia com os hashis, surpreso com a notícia inesperada.
— Sim. Eu sei que ele não tem dormido bem.
— Ele não consegue dormir. Nunca o ouvi dizer isso…
Cheongyeon inclinou a cabeça e reavaliou cuidadosamente os padrões de sono dele.
Ele não era uma pessoa que dormia muito, considerando que muitas vezes passava a noite em claro quando estava ocupado com o trabalho. Ele era um alfa que nem sequer piscava mesmo depois de ficar acordado por vários dias, então parecia sério que ele não estivesse dormindo e não estivesse em boas condições.
— Ele deveria diminuir o ritmo de trabalho.
— Ele até tirou três dias de férias há algum tempo.
— Sério?
Era surpreendente. Férias. Não apenas um dia, mas três dias. Os lábios de Cheongyeon se curvaram de forma desajeitada.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
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