Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 151 Online


Modo Claro

— O paciente Moon Do-Heon tem um responsável?

Justamente nesse momento, um funcionário do hospital que estava na recepção chamou pelo responsável. O segurança pousou no chão a criança que segurava no colo e virou-se às pressas.

— Sim, já vou.

Quando ia direto até o funcionário, o segurança tornou a voltar e ficou de pé diante dele.

— Patrãozinho. Vou ouvir o resultado da consulta e pagar a conta do hospital, então aguarde só um instante. Com licença, mas peço que fique com meu filho por um momento também.

Do-Heon assentiu como quem diz que não era grande coisa. Quando o segurança sumiu, seu filho pequeno, sem saber o que fazer, batia os pés no chão, aflito.

Ao ficarem os dois, a criança, embora fingisse que não, espiava de esguelha, sem jeito.

Do-Heon, mesmo em meio à dor da pele rasgada na região do ombro, achou a criança bem fofa.

— Ai, meu Deus, olha a criança. Está com uma mochila do tamanho dela.

— Rá-rá. Que fofo.

Os pacientes que passavam por perto também paravam por um instante e sorriam para a criança.

Talvez por ter muita timidez com estranhos, a criança, sem saber o que fazer, remexia os dedinhos.

Logo, tendo julgado que Do-Heon, que ao menos trocara algumas palavras com o próprio pai, era a pessoa mais segura, aproximou-se de com passinhos rápidos e esticou os dois braços.

— …

Do-Heon, que ficou só olhando por alguns segundos sem entender o que aquilo significava, subitamente se deu conta de que era um pedido de colo.

Do-Heon, meio sem querer, ergueu a criança de uma vez nos braços. Nem tinha pensado que devia pegar no colo uma criança que acabara de ver pela primeira vez, mas, assim que entendeu o motivo do braço estendido, o corpo se moveu por conta própria.

— Ung.

A criança, com toda a naturalidade, aninhou-se dentro do abraço dele. Então um cheiro como o de lilás que floresce nos dias de primavera espalhou-se de repente.

É esse o cheiro que as crianças pequenas têm. Do-Heon pensou enquanto segurava com cuidado o corpo da criança que se agarrava a ele, para que não balançasse.

Ao mesmo tempo, começou a se perguntar se seria mesmo correto o pirralho se deixar abraçar assim, sem cerimônia, por uma pessoa desconhecida. Por nunca ter tido contato com uma criança bem mais nova que ele, ficou constrangido com o comportamento dela.

— Você sabe quem eu…

— Ué. Hyung tá com dodói?

Ele ia dar uma bronca séria dizendo que não podia sair pedindo colo a estranhos sem nenhum medo, mas a criança ergueu a cabeça de repente. Parecia ter só agora descoberto o ferimento no ombro de .

Ele estava de uniforme, mas havia manchas de sangue, e talvez o ferimento tivesse se agravado por causa da força que fizera para segurar a criança, pois o sangue tornava a escorrer aos poucos.

— Ãh.

— Tá com muito dodói? Tá ardendo? Aí como é que faz?

A criança falava bastante bem, de forma clarinha. Talvez tivesse se assustado tanto ao ver o sangue, pois revirava os olhos e mexia os lábios. Como se dava para ver todos os pensamentos que tinha na cabeça, sentiu cócegas no canto da boca.

As crianças eram assim fofas? A cada vez que os lábios se moviam num biquinho, as bochechas de ambos os lados balançavam, e o olhar dele era sempre atraído para elas.

— Não sei bem. Como será que faz.

Quando murmurou sem empenho, a criança fez uma cara de choro.

— Assopra assim. Falaram que assim sara.

— Mesmo assim dói.

— Uing. Chamo o doutor?

A criança logo ficou choramingando. Como parecia que ela ia mesmo desatar a chorar, resolveu parar de brincar.

— …Agora já melhorou.

Na verdade não era brincadeira, doía mesmo, mas ele não queria fazer a criança chorar. Porém, quando o sangue transpareceu nítido sobre a camisa, no fim a criança desatou a chorar.

— Te-tenho medo. Papai…

Do-Heon ficou constrangido. Como estava fazendo força para continuar sustentando o corpo da criança no colo, o sangue continuava a escorrer, mas, ainda assim, não conseguia de jeito nenhum pôr no chão uma criança assustada.

Como o segurança que fora pagar a conta do hospital ainda não tinha voltado, a única pessoa que podia acalmar a criança naquele momento era ele .

— Fazendo assim, não dá para ver, viu?

Do-Heon fez a criança enterrar a cabeça no ombro do lado oposto, que não estava ferido, e afagou-lhe as costas. Quando o corpo pequeno e quentinho da criança se aconchegou bem contra o seu tronco, o aroma de lilás tornou a lhe roçar a ponta do nariz.

— Ung.

A criança, enterrando o rosto no ombro dele, fungou. Depois de esperar assim por um instante, por sorte ela logo parou de chorar.

— Hyung.

— Ãh.

— Vai ser meu aniversário logo, sabia?

As crianças não têm nexo na conversa.

Diante da mudança repentina de assunto, soltou uma risadinha.

— Quando é seu aniversário.

— 1º de setembro.

— É mesmo, falta bem pouco.

— Hyung, você quer alguma coisa de aniversário?

— Não. Não quero nada.

— Eu quero.

A criança endireitou o corpo, cruzou o olhar com e fez os olhos brilharem. Parecia querer que ele perguntasse.

Do-Heon, sem perceber, observou o rosto da criança em detalhe. As crianças pequenas têm mesmo os olhos que brilham como se tivessem estrelas cravadas? A cada piscar, o jeito como os olhos castanho-claros da criança se moviam era, pensou ele, como o de uma bola de gude transparente refletida ao sol.

— …O que é.

Do-Heon, sem resistência, lançou a pergunta que a criança desejava. Então ela ficou radiante e se debateu pedindo para ser posta no chão.

Quando a sentou na cadeira ao lado para que não caísse, a criança tirou a mochila, remexendo-se toda. Por ter chorado até agora há pouco, os olhos ainda cheios de lágrimas, o jeito como vasculhava com afinco a mochila era igualzinho ao de um filhotinho de maltês.

O que a criança tirou da mochila foi um bilhete onde estava anotada a lista dos presentes que queria ganhar de aniversário. Do-Heon olhou com atenção para a letra escrita toda torta.

— Quebra-cabeça de figura do Power-Herói

— Relógio do Capitão-Terra

— Anel e pulseira da Rapunzel

— Carrinho do Capitão-Terra

A gama de presentes que ele queria era mais variada do que se imaginava. Era engraçado que ele anotasse isso e carregasse consigo com medo de esquecer.

— Uu… Mas escolher só um é muito difícil.

Depois de todo aquele esforço para achar o bilhete, a criança tornou a choramingar.

— Se você quer, é só pedir para comprar tudo, oras.

— O papai disse que não tem dinheiro e que só dá pra comprar um…

tornou a conferir a lista anotada no bilhete. Não era nada caro, e parecia justamente o tipo de coisa de que aquela idade gostava.

Não. Acima de tudo, sendo que ele queria tanto assim, como é que não iam comprar?

— Patrãozinho. Esperou muito, não foi? A conta está paga.

No instante em que ia abrir a boca para dizer alguma coisa, o segurança voltou.

— Papai!

A criança, como se nem tivesse choramingado, correu até o segurança e se agarrou a ele feito um coala.

— Ah, e como eu tenho um filho… hoje, sem alternativa, será o motorista Jeong que levará o senhor até a sua casa, patrãozinho. Disseram que ele já chegou ao estacionamento do hospital.

O segurança explicou enquanto pegava a mochila que a criança tinha largado. ficou em dúvida sobre se devia devolver o bilhete à criança. Mas a criança parecia já ter esquecido o bilhete, pois estava com os bracinhos em volta do pescoço do segurança, cantarolando uma cantiga.

Do-Heon, que fitou quieto o papel que a criança lhe dera, logo o guardou no bolso.

*

A vez seguinte em que tornou a encontrar aquela criança foi no velório do segurança.

No acidente ocorrido nos Estados Unidos, terminou apenas com escoriações, mas o homem encarregado da segurança acabou falecendo.

Do-Heon, depois de primeiro repatriar o corpo do segurança dos Estados Unidos para o país, assim que chegou à Coreia foi ao velório dele.

— Diretor. Na Coreia, na Coreia… tenho um filho. Ainda é uma criança que precisa de muita ajuda. Se eu morrer, por favor… ajude essa criança sem falta.

Nem que fosse por causa das últimas palavras que ele deixara, pretendia encontrar a família sem falta. E ali conseguiu reconhecer a criança de imediato. Depois do dia em que a encontrara no hospital, tinham cruzado de relance algumas vezes, mas era a primeira vez que a via crescida assim, de perto.

De terno preto e com o semblante pálido, a criança tinha, como antes, os olhos grandes, a pele clara, e estava bastante magra por causa do choque.

Ao contrário do outro pai e do irmão, que ficavam de pé diante do velório recebendo os visitantes, a criança, num canto, fazia caladamente as tarefas miúdas de recolher a comida e acender de novo o incenso para que não se apagasse.

— O nome é Yoo Cheongyeon e dizem que é um ômega recessivo. É o filho mais novo.

O secretário Shim, que percebeu que o olhar dele estava fixo em Cheongyeon, explicou de forma breve a informação que averiguara de antemão.

— Consta que ele atua na área do entretenimento, mas ouvi dizer que a família era muito contra. Pelo visto, no aperto, não deu tempo de tingir o cabelo.

Pensando bem, Cheongyeon tinha o cabelo de um castanho bem claro, talvez descolorido. Sem nem saber que alguém o observava, ele estava ocupado arrumando, com os olhos inchados, o lugar por onde os visitantes tinham passado.

— Começamos a explicar aos familiares enlutados o plano de indenização?

O advogado que viera junto com Do-Heon, medindo a situação, abriu a boca. Do-Heon, sem reação alguma, continuava a fitar Cheongyeon, que se movia cambaleando.

O secretário Shim, que estava de pé atrás, aproximou-se e deu continuidade à fala.

— Bem… pelo que apuramos, parece que o filho mais velho tem aptidão para os estudos. Como o irmão ingressou na faculdade de medicina, o filho mais novo parece ter desistido de entrar na faculdade e, procurando outro trabalho, acabou pondo os pés na área do entretenimento. O filho mais velho…

— Meu Deus, é o Cheongyeon. Quase não te reconheci com essa cor de cabelo.

Nisso, um dos visitantes reconheceu Cheongyeon e lhe dirigiu a palavra. Como a voz era muito alta, a fala baixa e comedida do secretário Shim ficou abafada.

Cheongyeon, com uma expressão desnorteada, cumprimentou o visitante.

— Obrigado por ter vindo.

— Você ainda anda por aí dizendo que é cantor ou sei lá o quê? Já pare de dar dor de cabeça aos seus pais e se assente na vida. Ômega é bom casar cedo. Sendo recessivo, tem que ter mais cuidado e se estabelecer. Hã?

∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

Continua….

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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