Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 100 Online


Modo Claro

Capítulo 100

O médico não conseguia descobrir por onde começar a sua explicação e continuava a soltar suspiros curtos. Ele abriu e fechou os lábios várias vezes. Como se tivesse organizado os seus pensamentos, finalmente falou com dificuldade.

— Quando o senhor foi internado, eu pessoalmente informei a Yoo Cheong-yeon que ele era infértil. No entanto, mesmo após a sua alta, continuamos a revisar os seus registros médicos e prontuários internamente e realizamos reuniões.

— …

Cheong-yeon encarou fixamente os lábios enrugados do médico e os músculos que tremiam sutilmente ao redor de seus olhos.

— Nesse ínterim, encontramos um caso no exterior em que um Ômega Recessivo engravidou após ser diagnosticado com infertilidade devido a uma overdose de supressores. Foi um caso raro que não havia sido relatado internamente.

— Então por que… não descobriram isso quando eu estava hospitalizado?

— Independentemente de casos nacionais ou internacionais, as informações médicas sobre Alfas e Ômegas são predominantemente focadas nos Dominantes. Há pouquíssimos casos de pesquisa sobre Recessivos em comparação com outros traços. Portanto, mesmo em nosso hospital, ao tratar o senhor Yoo Cheong-yeon, assumimos que ele era um Ômega comum, não um Recessivo, e o tratamos de acordo.

— …

— A maioria dos supressores vendidos atualmente no mercado também são para uso comum ou de Dominantes. Descobrimos tardiamente casos no exterior em que Ômegas Recessivos, devido a diferenças de traços, podiam ter os seus efeitos colaterais desaparecidos se parassem de tomar os supressores, mesmo após o uso prolongado.

O médico evitou os olhos de Cheong-yeon e desviou o olhar.

— …

— …

Mesmo após o término da explicação, Cheong-yeon não disse nada por um tempo.

Ele entendia o que o médico dizia em sua cabeça, mas o fato não parecia real.

— Então, você está dizendo que eu… posso engravidar?

Cheong-yeon disse para si mesmo, incrédulo. O médico o corrigiu cuidadosamente.

— Para ser mais exato, está mais próximo de dizer que existe a possibilidade de você não ser infértil.

— Então, por que não me disseram imediatamente? Não faz sentido que o Diretor Moon Do-heon soubesse antes de mim.

— Assim que descobrimos este caso, o hospital contatou o senhor Yoo Cheong-yeon primeiro, mas não recebemos resposta.

Ah. Só então Cheong-yeon lembrou que havia bloqueado os números das pessoas relacionadas a Do-heon imediatamente após decidir se divorciar dele.

— Por isso, contatamos o seu cônjuge, o Diretor Moon. Ouvi dizer que vocês não são mais cônjuges, mas…

— Então, no final, o Diretor já sabia disso há muito tempo.

Cheong-yeon riu em vão. Ele desviou o olhar do médico e encarou Do-heon, que estava parado de braços cruzados.

Ele piscou lentamente, como se estivesse testemunhando os assuntos de outra pessoa que nada tinham a ver com ele.

Cheong-yeon estava enojado com a calma dele.

— Você deveria ter me dito, pelo menos. Por que… como pôde de repente me trazer ao hospital assim e me dizer unilateralmente para fazer o exame?

— Se eu tivesse lhe dito.

— …

— Você teria vindo aqui?

Do-heon ergueu ligeiramente a aba do boné que estava usando e olhou para Cheong-yeon. Soou como se estivesse perguntando a si mesmo, não a Cheong-yeon.

— …Claro que não.

Cheong-yeon cerrou os dentes e respondeu claramente.

Como se não se importasse nem um pouco, Do-heon inclinou a cabeça com arrogância.

— Faça o exame.

Cheong-yeon encarou fixamente os olhos de Do-heon, que estavam sombreados sob a aba. Olhos inexpressivos que não revelavam os seus pensamentos internos. As pupilas escuras e secas pareciam assustadoramente desconfortáveis hoje.

Cheong-yeon deu um passo para trás e balançou a cabeça.

— Não quero. Não vou fazer isso agora.

Apesar da recusa firme, Do-heon aproximou-se de Cheong-yeon na mesma proporção em que ele havia se afastado.

— Eu já lhe disse. Se você estiver grávido de um filho, isso também é assunto meu.

— …

No momento em que ouviu a palavra “filho” novamente, o seu peito flutuou violentamente.

Será que eu poderia realmente estar grávido de um filho? Cheong-yeon abaixou a cabeça e encarou fixamente a sua barriga reta.

Pensando bem, algo estivera estranho nas últimas semanas. O empresário enfatizara repetidamente que seria melhor não beber álcool até que as filmagens do drama terminassem completamente, e Do-heon havia adiado os compromissos de sexta-feira ou, mesmo que se encontrassem como planejado, evitado astutamente ter relações sexuais.

Tudo tinha sido uma ação calculada.

— …

Como diabos Do-heon escondera esse fato até agora? Isso era enganar completamente alguém.

De repente, o último ciclo de rut que passara com ele veio à mente. No quarto, os dois haviam se envolvido em inúmeras relações sexuais por quase uma semana.

A razão pela qual Cheong-yeon não prestara muita atenção ao fato de Do-heon ejacular sem contracepção naquela época era porque estava acostumado, pois sempre fora assim durante o casamento e, decisivamente, porque pensava que não era possível ter um filho na época.

No final, esse assunto também estava entrelaçado com a sua própria complacência em relação a tudo.

Quando os seus pensamentos chegaram a esse ponto, Cheong-yeon de repente ficou com medo. E se ele realmente estivesse carregando um filho dele?

Se o resultado do exame desse positivo para gravidez. O que aconteceria comigo então? E com o filho?

Cheong-yeon olhou de Do-heon para a equipe médica com olhos confusos.

Não importava o quanto tentasse pensar, nada vinha à mente depois disso, como se estivesse bloqueado por uma parede.

— O que estão fazendo? Eu disse para prosseguir com o exame.

Mesmo sabendo que Cheong-yeon ainda não conseguia aceitar essa situação, Do-heon instruiu a equipe médica sem qualquer hesitação. Cheong-yeon sentiu-se sufocado.

Será que tudo o que Do-heon fizera por ele todo esse tempo fora por causa disso? Ele o deixara ir porque pensava que ele não podia ter filhos, mas agora que sabia que ele poderia engravidar, estava arrependido?

Se assim fosse, a questão das ações de Do-heon, que mudara de atitude de repente e ficara rondando ao seu redor após o divórcio, estava resolvida.

Do ponto de vista dele, teria sido um desperdício. Do-heon queria um filho mais do que qualquer outra pessoa, um filho que solidificasse a sua posição dentro do Grupo JT. Mesmo que já estivessem divorciados, teria sido muito mais conveniente para ele, em muitos aspectos, ter um filho pegando emprestado o ventre daquele com quem já havia vivido.

Portanto, o interesse e a consideração que ele demonstrara por mim nos últimos meses. Tudo isso… era simplesmente por causa do filho.

Os momentos de frio na barriga que sentira no acampamento dispersaram-se em sua cabeça como mentiras. Como se nunca tivessem existido em primeiro lugar, até as memórias de hoje estavam embaçadas, como se tivessem afundado em uma névoa.

Como Cheong-yeon ficou ali parado por um longo tempo sem dizer nada, o médico e a enfermeira trocaram olhares silenciosos.

— Hum… de acordo com as instruções do Diretor, vamos prosseguir com o exame.

A solidão terrível e a frieza que sentira no quarto de hospital no passado pareciam ter cruzado para o presente e estavam se infiltrando em seu corpo.

Cheong-yeon cerrou os punhos com força para evitar ser pego com as mãos tremendo a partir de certo ponto.

O Do-heon que fora tão gentil com ele havia sumido, e o homem que via na sala de exames era infinitamente frio e pragmático.

Foi tudo uma ilusão minha.

Como um tolo, ele pensara que ele se importava com ele sinceramente, mesmo que um pouco. Pensara que ele havia mudado em relação a antes, mas a realidade fria o estava lembrando de que era uma ilusão.

A indiferença dele era tão terrível que ele se sentia patético e miserável por ser enganado novamente, mesmo depois de se divorciar.

Como se tivesse retornado à cama do hospital onde fora diagnosticado com infertilidade antes do divórcio, o desespero pesou sobre todo o seu corpo.

Cheong-yeon fingiu não notar o aperto em seu peito e verificou os monitores e máquinas na sala de exames que emitiam luz.

— Eu vou fazer o exame sozinho, sem um acompanhante.

Depois de muito pensar, agora que sabia sobre a possibilidade de sua gravidez, ele chegou à conclusão de que teria que fazer o exame algum dia, mesmo que não agora.

— Por favor, faça isso, por favor…

Diante da voz fervorosa de Cheong-yeon, o médico virou a cabeça para onde Do-heon estava parado.

— …Diretor. Se esperar lá fora, nós o guiaremos assim que o exame for concluído.

Era um sinal para se afastar naquele momento. Do-heon não disse nada por alguns segundos, segurando as costas da cadeira à sua frente como se estivesse contemplando.

— Tudo bem.

Logo, ele concordou e deixou a sala de exames com a orientação da enfermeira. E na sala fria, restaram apenas o médico e o pálido Cheong-yeon.

Cheong-yeon abriu a porta abruptamente e saiu. E assim que viu Do-heon, que estava parado em frente à sala de exames conversando ao telefone com alguém, jogou os resultados que acabara de receber nele.

— Eu confirmei, então isso é suficiente, certo?

De acordo com os resultados do exame, Cheong-yeon não estava grávido.

Uma sensação de alívio e de traição em relação a ele cruzou a sua mente ao mesmo tempo, fazendo as suas pernas tremerem.

Com o rosto calmo, Do-heon pegou os resultados que Cheong-yeon havia jogado e leu o conteúdo. Depois, olhou para o médico que estava parado ansiosamente em frente à porta.

Apenas depois de ver o médico balançar a cabeça em silêncio é que Do-heon reconheceu os resultados. O papel rígido foi amassado em sua mão.

— Agora explique. Qual é a razão para ir tão longe? Por que você escondeu isso?

Cheong-yeon parou na frente de Do-heon com os olhos quase cheios de lágrimas e olhou para ele.

— Se houvesse a possibilidade de gravidez, eu nunca teria feito esse tipo de coisa com você.

— Acho que já disse isso várias vezes. Eu queria que você voltasse para casa.

Era uma resposta tão absurda que ele sentiu uma onda de raiva brotar de seu interior.

— Se você tivesse descoberto um fato tão importante, deveria ter me dito primeiro. Quando recebeu a ligação do hospital pela primeira vez! Você deveria ter me dito que eu poderia não ser infértil!

Cheong-yeon gritou como se estivesse cuspindo as emoções que vinha reprimindo até agora.

— Eu… quão inútil me senti naquele dia no quarto do hospital…!

A frase que ele não conseguiu terminar logo se dispersou no ar.

— Eu ia lhe dizer no início. Mas não achei que seria eficaz tentar convencê-lo com essa história.

— Então, você escolheu pensar que, se me engravidasse contra a minha vontade, eu voltaria, algo tão baixo assim?

Os olhos lacrimosos de Cheong-yeon tremeram como uma folha.

Mesmo nesta situação, Cheong-yeon esperava que ele negasse até agora, que ele não fosse um lixo daqueles. Tolamente, ele desejava que houvesse outra razão plausível que ele não conhecesse.

— Sim.

— …

— Eu ia trazer você de volta para a minha casa, mesmo que isso significasse engravidá-lo contra a sua vontade.

Do-heon destruiu aquelas esperanças e admitiu calmamente, a ponto de ser assustador. Como se tivesse feito o que tinha que fazer.

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Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby& Belladonna

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Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

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