Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.5 (E se…) Online


Modo Claro

Extra IF – Máscara de Cachorro 05

— Entre.

Assim que a porta foi aberta, uma onda de calor o atingiu. Como estava muito frio lá fora, Jaeha desejava que Taegun sentisse esse aconchego, o que o deixou de bom humor. Ao ver que, mesmo no meio do inverno, Jang Hanyong andava por aí arrastando os chinelos sem meias, ficou claro que ele ainda estava vivo. Jaeha rangeu os dentes com força, mas não podia demonstrar isso na frente de Taegun.

— Comprei pijamas e produtos de uso diário, só por garantia. Aquele ali é o seu quarto, Taegun.

Na verdade, ele queria dividir o quarto, mas como sua consciência não permitia dizer tal coisa, Jaeha apontou para o cômodo tentando esconder ao máximo o seu lamento. Enquanto esperava por ele embaixo do prédio do escritório, chegou a se preocupar se haveria alguém contra a partida de Taegun ao seu lado.

Se essa pessoa fosse Jang Hanyong, seria fácil de lidar, mas se o diretor, em quem Taegun confiava e dependia desde a infância, se opusesse, ele precisaria de argumentos para convencê-lo. No entanto, ao contrário das previsões de Jaeha, o diretor nem sequer apareceu. Taegun, com uma expressão sem emoção no rosto, apenas saiu carregando uma bolsa cheia de poeira.

— ……O diretor permitiu?

Diante daquelas palavras, Taegun olhou de relance para Jaeha e disse:

— Ele me deu camisinhas.

Jaeha ficou sem graça e corou. Ele queria expressar que não o estava levando com essa intenção, mas sentiu que, quanto mais se justificasse, mais estranho pareceria, então não teve escolha a não ser ficar calado.

De qualquer forma, como o diretor era a única pessoa em Janghan que poderia ser chamada de tutor de Taegun, foi um alívio que ele não o tivesse impedido. Parado em frente à porta do quarto que havia reservado para si, Jaeha perguntou para as costas de Taegun, que olhava calmamente para o interior do cômodo:

— Você ainda não jantou, certo?

Ele já havia feito as compras quando os móveis foram entregues. Só não imaginava que traria Taegun para cá hoje mesmo. Taegun olhou de relance para Jaeha e assentiu silenciosamente. Jaeha entrou na cozinha.

— ……Onde você vai dormir?

Ele poderia ter acendido a luz do quarto e olhado ao redor por um longo tempo, mas parece que apenas deixou a bolsa, pois a voz de Taegun soou logo atrás dele. Jaeha, que estava olhando o interior da geladeira, apontou para o quarto do outro lado.

— É ali. Bem, os quartos são muito próximos?…….

A última frase foi quase um sussurro para si mesmo. Pensou que, até que Taegun se acostumasse, a distância entre os quartos deveria ser um pouco maior. Para ele, dividir a mesma cama era algo familiar, mas para o outro provavelmente não seria. Jang Taegun olhou por um longo tempo para os quartos de Jaeha e o seu, separados pelo corredor, e então perguntou a Jaeha, que estava picando cebolinha:

— Nós éramos um casal sem vida sexual?

— Onde… onde você aprendeu esse tipo de palavra?

Ele ficou tão perplexo que quase cortou o dedo. Apesar de ser uma pergunta desinteressada, ao ver o brilho ardente em seus olhos, parecia que ele precisava de uma resposta de qualquer maneira. Jaeha balançou a cabeça.

— Não é nada disso, mas não posso te dar detalhes.

— Por quê? É porque eu não sou o cara que você conhecia?

— É porque você é menor de idade, Taegun.

Um xingamento baixo foi ouvido diante daquela resposta. Jaeha virou as costas e voltou a picar a cebolinha. Um riso escapou, mas como pensou que ser pego rindo seria uma falta de respeito com Taegun, ele segurou firme.

— ……Então não tem problema dividirmos o quarto?

— Não pode.

Jaeha respondeu com uma firmeza rara e colocou a cebolinha picada na panela untada com óleo. Em seguida, virou-se para Taegun e disse:

— Independentemente de qual tipo de relacionamento você e eu teremos no futuro, agora você está em uma idade em que precisa da proteção de alguém, Taegun.

Taegun soltou um riso nasalado. Logo depois, aproximou-se diretamente de Jaeha. Ele segurou a espátula de madeira que Jaeha empunhava, jogando-a na pia, e estendeu as duas mãos, encurralando Jaeha entre si e a bancada da cozinha.

— Proteção o caralho, depois de me trazer para morar junto.

Ele sussurrou baixinho. Jaeha piscou os olhos. Sentiu o aroma de rosa-rugosa carregado de um toque salino. Como fazia muito tempo desde que Taegun usara os feromônios dessa forma para demonstrar seu descontentamento, ele perdeu o tempo de reagir. Além disso, sentiu até uma ponta de alegria. Isso o fez lembrar do início da vida de recém-casados.

Como alguém que sabia o que Jaeha estava pensando, Taegun franziu o cenho.

— Não mude de assunto.

Jaeha pensou que até aquele rosnado conseguia parecer fofo. Ele apoiou a mão no peito do outro, empurrando-o de leve, e disse:

— Afaste-se. O fogo está aceso. É perigoso.

Taegun pareceu um pouco injustiçado, mas deu um passo atrás por enquanto. O Taegun com mais de trinta anos jamais recuaria em um momento como esse. Ele poderia até ter segurado o pulso de Jaeha e apontado a ponta da faca contra o próprio abdômen para chantageá-lo.

Engolindo o riso que insistia em escapar, Jaeha virou a cintura novamente para pegar a espátula jogada na pia. Foi nesse momento que o outro envolveu a cintura de Jaeha e pressionou o corpo contra o dele, não deixando nenhum espaço entre os dois. Bem quando Jaeha ia perguntar o que era aquilo:

— Pensei que ter pelos no pau significasse ser adulto, mas pelo visto não é?

— ……Não diga bobagens.

Enquanto Jaeha pensava que o linguajar desse homem era o mesmo desde a juventude, ele sentiu uma leve dor de cabeça e respondeu franzindo o cenho. No entanto, Taegun não recuou.

— Você sabe que falta menos de um mês, não sabe?

— …….

Ele não pôde responder àquelas palavras. Pensava que ainda restava um mês inteiro até que ele se tornasse adulto, mas ao ouvir Taegun falar daquele jeito, o tempo realmente pareceu curto. O outro colocou a língua para fora, lambeu o lábio inferior e deu um sorriso de lado.

— Uau, vai ser de arromba a minha cerimônia de maioridade, não vai?

— Não…… fale desse jeito. Não te trouxe para cá por segundas intenções.

Eram palavras embaraçosas, mas eram a verdade. Já que estava tendo esse tipo de sonho, e se era um sonho que de qualquer forma iria acabar, queria manter Taegun em um lugar seguro durante esse tempo. Como gostava de Jang Taegun sob sua proteção, ele havia levado o divórcio adiante daquela forma quando o conheceu pela primeira vez. No início, pensou que era apenas um divórcio pelo bem dele, mas ao parar para refletir, percebeu que apenas queria dar a ele tudo o que desejava, e até mesmo tudo o que não desejava.

O mesmo valia para o agora. Falando francamente, não tinha a intenção de fazer nada com alguém com quem tinha uma diferença de idade mental de mais de uma década. Apenas proteger Taegun já era o suficiente para deixá-lo plenamente satisfeito.

Taegun olhou fixamente para Jaeha. No momento em que percebeu que as pupilas escuras, visíveis entre os olhos semicerrados, o encaravam como se fossem devorá-lo, Taegun ergueu as duas mãos, deu um passo atrás e disse:

— Certo. Já entendi que não há segundas intenções.

— …….

— O que está fazendo? Quer ajuda?

O tom de voz desinteressado havia voltado ao normal. Jaeha sentiu que, de alguma forma, havia sido passado para trás, mas não pôde demonstrar. Então, sentindo uma estranha incongruência, ele hesitou.

— Mas…… por que você está falando informalmente comigo?

— Se não gosta, você também pode falar informalmente. Me chama de Taegun.

Como isso era algo que o outro costumava implorar na cama, Jaeha calou-se e coçou a parte de trás da orelha que havia ficado vermelha. Enquanto isso, a cebolinha borbulhava na panela.

Jaeha abriu o armário, rasgou o pacote de lámen que havia pego, retirou o tempero em pó e o despejou dentro da panela.

— Lámen?

Taegun perguntou com uma voz que denotava curiosidade. Havia também um tom de surpresa. Para quem olhasse de fora, pareceria o mesmo de sempre, mas para Jaeha, que havia vivido colado a ele, aquele tom era perfeitamente compreensível.

— Você gosta de lámen. E também sabe cozinhar bem.

Ele se lembrou do primeiro lámen que o outro havia preparado para ele. Originalmente, Jaeha não tinha esse hábito, mas depois disso, muitas vezes ele também preparava o prato para comerem juntos após colocarem a filha para dormir.

Com o tempo, ele próprio acabou se tornando muito bom no preparo. Querendo mostrar sua habilidade grandemente aperfeiçoada, ele refogou o tempero e despejou a água que já havia fervido previamente, fazendo com que Taegun se apoiasse na bancada e olhasse fixamente para dentro da panela.

Ficou contente com o interesse dele. Como ele ainda devia estar em fase de crescimento, pensou que comeria bastante e preparou quatro pacotes, mas, contra as expectativas, Jaeha também comeu bem e acabou faltando um pouco. Provavelmente era porque sua idade atual também era jovem.

— Você come bem, surpreendentemente.

— Bem, sim. Está do meu agrado.

Como não podia dizer que seu paladar havia mudado de tanto comer isso após o casamento, ele apenas respondeu daquela forma. Muito menos poderia dizer que o lámen mais gostoso que já havia comido na vida foi aquele que comeram após o término do funeral do avô de Taegun.

Engolindo as palavras, Jaeha serviu água e empurrou o copo em direção a Taegun. O outro fez um breve aceno com os olhos e bebeu o conteúdo do copo de uma só vez. Foi possível ver o pomo de Adão inclinado se mover. Jaeha desviou o olhar e recolheu a louça usada.

— Você pode tomar banho ali.

Após terminar a refeição, Jaeha indicou o banheiro para Taegun. O seu quarto, que funcionava como o principal, tinha um banheiro privativo, mas o quarto de Taegun não, então ele precisava usar o banheiro da sala.

Depois de mandar Taegun para o banheiro, ele voltou para o quarto e leu algumas páginas de um livro. Não conseguia se concentrar muito bem, mas ao se esforçar, foi capaz de ler. Quando havia lido pouco menos de um terço, a porta, que estava aberta na largura de uma palma, abriu-se um pouco mais, e Taegun, com uma toalha sobre a cabeça, olhou para Jaeha.

O aroma refrescante que emanava dele logo após o banho assemelhava-se ao de seus feromônios, fazendo com que a região do peito de Jaeha coçasse sem motivo. Jaeha limpou a garganta com um ruído baixo e perguntou:

— Já terminou o banho?

Jang Taegun apenas olhou fixamente para Jaeha, como alguém que adia a resposta. O rosto úmido do banho recente situava-se na linha de fronteira entre um garoto e um jovem. O simples fato de poder vislumbrar a juventude dele fazia seu coração palpitar violentamente.

Quando realizou a marca com ele e passou a conhecer os anos em que Taegun o havia esperado, Jaeha pensou que teria sido bom se tivessem se conhecido mais cedo, mas não imaginava que isso se realizaria dessa forma.

Aquela sensação de maravilhamento, o rastro suave de feromônios trazido por Taegun, e a fragrância do sabonete perfumado misturada à colônia de banho sem álcool pareciam penetrar profundamente em seus pulmões.

Taegun perguntou para Jaeha, que o olhava distraidamente:

— O que está fazendo?

— Lendo um livro. Pode ir dormir primeiro.

Em seguida, ele voltou imediatamente os olhos para o livro. No entanto, o olhar que percorria as páginas oscilava de forma desorganizada e confusa. Sentindo o olhar fixo em seu perfil, teve vontade de soltar um suspiro. Foi quando sua respiração se tornou pesada. Ouviu-se um clique suave e a porta se fechou.

— Haah…….

Só então ele soltou o ar. O quarto ainda estava inundado pelo aroma de Taegun. Jaeha cobriu o rosto com o livro aberto, querendo esconder seu estado de angústia.

A sala estava silenciosa, e a noite avançava profunda.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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