Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 07.2 Online


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↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 07 – Parte 02

O prazer proporcionado pela comida era imenso. Assim que preencheu o estômago com o caldo pelando, a irritação decorrente da fome desapareceu sem deixar vestígios.

Terminada a refeição, Seo Gyu-ha deitou-se no sofá em uma postura folgada e ligou a TV. Para matar o tempo, jogos de celular seriam o ideal, mas aquilo também exigia, sutilmente, um alto nível de concentração. Como era óbvio que ficaria furioso se as coisas não corressem como queria, ele planejava apenas assistir um pouco de TV antes de dormir, após tanto tempo.

Com a barriga cheia, não havia pensamentos. Enquanto assistia a um canal de jogos distraidamente, em um estado de vacuidade mental, o som da campainha ecoou de repente.

— Quem é?

Seu olhar se direcionou à porta de entrada. Enquanto observava em silêncio, o som tocou mais uma vez. Só então Gyu-ha levantou o corpo. Aproximando-se do interfone com a mão na cintura, como alguém que sentiu uma fisgada na coluna, ele viu o rosto de Lee Cha-young. Imediatamente, seu cenho se contraiu.

Desgraçado, ignorou minha mensagem e agora aparece aqui.

Após hesitar por um instante, ele apertou o botão de resposta.

— Por que veio?

— Você me mandou vir. Comprei frango.

Uma sacola plástica que parecia pesada foi exibida na tela do interfone. Gyu-ha engoliu em seco involuntariamente. Embora estivesse saciado, se fosse frango, ele conseguiria comer muito mais, então, sem hesitar por muito tempo, abriu a porta.

Mesmo à noite, o rosto atraente continuava o mesmo. Com um penteado que se destacava pela limpeza e um trench coat preto que certamente era sob medida, ele estava impecavelmente bem vestido.

— Descansou um pouco?

— Sim. Deixe o frango e vá embora.

— O frango e eu somos um conjunto.

— O quê?

— Não permito a entrada de apenas um.

Após responder em tom de brincadeira, Lee Cha-young fechou a porta da frente e entrou na sala.

— Me dê um copo de água para curar a bebedeira.

— Você bebeu?

— Teve um jantar da empresa.

— Então por que não foi para casa? O que veio fazer aqui?

— Você disse que queria comer frango.

Ao ouvir a resposta dócil, ele sentiu uma pontada bem leve na consciência. Como podia oferecer ao menos um copo de água, Gyu-ha caminhou até a cozinha, sendo seguido por Lee Cha-young.

— Beba.

Após entregar o copo cheio de água gelada, Gyu-ha sentou-se na cadeira da mesa de jantar. Assim que abriu a caixa de frango, o aroma apetitoso se espalhou. Sentando-se à frente dele por conta própria, Lee Cha-young perguntou enquanto o observava:

— Você está bem?

— Sinto que vou morrer de dor.

A resposta saiu imediatamente. Por ter dormido várias horas seguidas, a falta de sono e o inchaço das pálpebras haviam melhorado muito, mas a dor muscular em todo o corpo e a dor “naquele lugar” permaneciam as mesmas.

Em comparação, Lee Cha-young parecia extremamente vívido. Certamente haviam rolado juntos durante os três dias inteiros e, em termos de gasto de energia e resistência física, ele deveria estar mais exausto, e nunca menos. Mesmo tendo ido trabalhar hoje e ainda participado de um jantar de empresa, não havia sinal de cansaço. Pelo contrário, seu rosto parecia até melhor do que na última sexta-feira.

“O período de cio é realmente algo impressionante.”

Não querendo admitir a inferioridade física, Gyu-ha atribuiu a culpa ao período de cio e começou a devorar o frango diligentemente. Mesmo saciado, o frango estava delicioso. Quando estava prestes a pegar o próximo pedaço após terminar um rapidamente, o toque do celular ecoou ao longe.

— Eu pego para você.

Lee Cha-young levantou-se e foi até a sala. Voltou logo em seguida, estendendo o celular para Gyu-ha e dizendo:

— É uma ligação da Mo-ran.

— Kim Mo-ran?

Ao olhar para o visor, o nome “Kim Mo-ran” estava realmente lá. Após limpar grosseiramente o molho das mãos, Gyu-ha atendeu a ligação.

— Alô?

— Sou eu. O que está fazendo?

— Comendo frango.

— Quer morrer?

Gyu-ha ficou indignado com a frase dita sem pé nem cabeça.

— Por que está arrumando briga do nada?

— Porque estou com inveja. Está gostoso comer isso sozinho?

A resposta “está uma delícia” rondou sua boca, mas Gyu-ha sabiamente poupou as palavras.

— Peça um para você também.

— Aqui é o fim do mundo, assim que o sol se põe, tudo fica na escuridão total. Não tem nem um restaurante decente.

— Você está sofrendo, hein.

Lee Cha-young, que ouvia em silêncio, soltou uma risadinha. Para qualquer um que ouvisse, era uma resposta totalmente sem alma.

— Tire uma foto e me mande.

— Que foto? Do frango?

— Por que pergunta o óbvio? Por acaso eu estaria pedindo para mandar uma foto dessa sua cara?

Havia muita rispidez no tom de voz. Pelo visto, ninguém era exceção ao mau humor quando não conseguia comer.

— Tá bom. Mas por que ligou?

— Porque estou entediada. Me conte algo divertido.

Seguiu-se uma ordem arrogante disfarçada de pedido. Não era algo novo. Desde antigamente, Kim Mo-ran às vezes ligava do nada e fazia exigências ainda mais inesperadas.

É por isso que a primeira impressão é importante. Enquanto sentia um arrependimento que já não sabia mais qual era o número, Gyu-ha abriu a boca.

— O frango está bom pra caralho.

— Quer morrer?

Pelo visto, não funcionou.

— ASL… quer que eu faça algo assim?

— O que é isso?

— Sabe aquela coisa de fazer barulho enquanto come algo gostoso?

— Deve ser ASMR. E não é para fazer barulho de comer, é para estimular o cérebro e sentir relaxamento.

— Dá no mesmo. Quando você volta para a Coreia?

— Falta mais de um mês. Ou quer vir passear aqui?

— Vou deixar você ouvir o som de eu comendo frango.

— Eu te mato, sério.

Somente após discutirem por um bom tempo é que desligaram o telefone. Ao ver o tempo de chamada no visor, ele ficou surpreso internamente. Não parecia que tinham ficado tanto tempo grudados, mas mais de 10 minutos haviam se passado.

Ao pegar o pedaço de frango que havia deixado pela metade, ouviu a voz de Lee Cha-young.

— Você ainda mantém contato com a Mo-ran?

— Às vezes.

— É inesperado. Achei que você não gostasse muito de mulheres.

— Só não fazemos sexo. Se já terminou de beber a água, vá para casa.

Ele deu a ordem de retirada, mas Lee Cha-young não se mexeu. Mantendo o olhar fixo no rosto de Gyu-ha, continuou com as perguntas.

— E casamento?

— Não vou casar.

Gyu-ha finalmente ergueu os olhos e encarou Lee Cha-young.

— Por que está perguntando isso de repente?

— Por nada. Só lembrei de algo que o senhor seu pai disse antes.

— O “senhor”, você quer dizer o velho lá de casa?

Lee Cha-young confirmou e prosseguiu com sua voz caracteristicamente baixa e fluida.

— Ele perguntou seriamente se você não tinha ninguém. Disse para eu apresentar uma boa mulher a você, se houvesse alguma.

— Aquele velho gagá ficou louco…

Independentemente de bares ou clubes, nunca lhe faltaram pretendentes onde quer que fosse. Mesmo ficando parado, as pessoas se aproximavam por conta própria e, entre elas, havia quem propusesse encontros sérios. No entanto, o fato de as coisas terminarem em apenas uma noite era inteiramente por vontade própria.

Ele já havia namorado algumas vezes, mas todos os relacionamentos terminaram mal. Havia o tipo que interferia em tudo e era obsessivo, e também o idiota que descontava o estresse expressando complexo de inferioridade em relação ao parceiro. Esse era o resultado de aceitar apenas pela aparência, sem considerar a personalidade ou o histórico.

Depois disso, Gyu-ha apagou completamente a palavra “namoro” de sua vida. O mundo é vasto e há muitos rapazes bonitos por aí; não havia necessidade de se prender a uma única pessoa e atrair estresse para si mesmo.

De qualquer forma, de todas as pessoas para pedir, ele foi dizer isso logo para Lee Cha-young; seu orgulho ficou ferido. Juntamente com um pensamento que surgiu, Gyu-ha falou rapidamente.

— Não ouviu mais nada?

— Mais nada?

— … Esqueça. Finja que não ouviu.

— Por quê? O que foi? Não pare de falar no meio.

— Seus ouvidos apodreceram? Eu disse para fingir que não ouviu.

Sentindo-se culpado sem motivo, Gyu-ha acabou aumentando o tom de voz.

Por um momento, pensou: “Será que o velho, por um descuido, acabou contando que eu sou um ômega?”, mas parecia que não era o caso.

Se Lee Cha-young tivesse descoberto, não teria agido de forma tão ensandecida durante o *rut*, chegando ao ponto de fazer o *knotting*. Não, antes disso, ele seria o tipo de cara que diria para pararem de ser parceiros de sexo há muito tempo.

Seu cenho se contraiu levemente. Ele não tinha ouvido tais palavras de fato, mas sentiu-se estranhamente ofendido. Pensou que, se um dia chegasse o momento de colocar um fim naquilo, ele teria que falar primeiro, custasse o que custasse.

— Não vai comer mais?

— Estou cheio.

— Só com isso?

— Eu acabei de comer. Quero descansar, então vá embora agora.

— Vou apenas passar a pomada para você e ir embora. Na verdade, vim por causa disso.

A consideração desnecessária permanecia a mesma hoje. Após observar Lee Cha-young por um instante, ele desviou o olhar primeiro.

— Deixe aí. Eu mesmo passo.

— É difícil fazer sozinho. Você mal vai conseguir alcançar a parte de dentro.

— Eu já disse que não precisa.

— É porque me sinto mal por você estar assim por minha causa. Vi agora há pouco que você parecia desconfortável até para caminhar; se passar o remédio, vai cicatrizar rápido.

Ele tentou ao máximo não demonstrar, mas parece que o outro percebeu. Não era para menos; sempre que se sentava ou caminhava em algum lugar, a ardência era tanta que gemidos de dor escapavam involuntariamente.

“É verdade que a culpa é desse desgraçado.”

Após hesitar por um momento, Gyu-ha decidiu aceitar o favor de Lee Cha-young e foi para a sala.

Ele abaixou as calças e a roupa íntima de uma vez e deitou-se de bruços no sofá. Decidiu não pensar que era constrangedor. Até hoje de manhã haviam rolado nus e, agora, já estava tão acostumado que conseguia visualizar a nudez do outro mesmo de olhos fechados. Portanto, não havia necessidade de ter vergonha.

Logo, sentiu um lado do sofá afundar levemente e ouviu a voz de Lee Cha-young.

— Acho que vai ser difícil passar assim.

— Já chega, faça logo de qualquer jeito e acabe com isso.

Então, ouviu-se o som de um suspiro baixo. Em seguida, sentiu um toque que deu um leve tapa em sua nádega.

— Ficou louco?

— Você vai fazer escândalo dizendo que dói se eu tentar enfiar o dedo assim. Ou então, prefere deitar de barriga para cima de uma vez.

Gyu-ha resmungou palavrões e empinou as nádegas como fazia na posição de quatro. Embora nenhuma posição o agradasse, pensou que desta forma seria um pouco mais fácil.

— Parece que está melhor do que eu imaginava.

— Cale a boca e passe logo o remédio.

— Que temperamento, hein.

Logo sentiu algo tocar seu ânus e Gyu-ha estremeceu por reflexo. Sem perceber, ele estava prendendo a respiração enquanto sentia o remédio ser aplicado ao redor da entrada. Pouco depois, um dedo entrou lentamente em seu corpo.

— Não dói, né?

— … Acho que está tudo bem.

O toque que tateava a parede interna era bastante cuidadoso. Após aplicar a pomada intensamente em um ponto, o dedo saiu, mas entrou novamente logo em seguida.

A sensação de resfriar o lugar que estava quente não era tão ruim quanto pensava. Enquanto tentava controlar a respiração que ameaçava acelerar, Gyu-ha se esforçava para esvaziar a mente. Mesmo sabendo que era apenas a aplicação de um remédio, por ser semelhante ao ato que antecede a penetração, sentiu-se excitado involuntariamente.

— …!

No momento em que a ponta do dedo que passava o remédio tocou em algum lugar, suas costas deram um solavanco. Após conter a duras penas um gemido que quase escapou, Gyu-ha virou-se apressadamente para trás.

— Não faça nessa parte.

— Aqui está muito inchado. E está quente também.

A voz respondeu de forma indiferente. Gyu-ha hesitou, mas logo fechou a boca novamente e enterrou a testa no antebraço. Como não tivera coragem de tocar na parte interna e a deixara de lado, não tinha como saber em que estado estava.

— Relaxe e fique à vontade. Vai terminar logo.

O toque que parecia tatear o interior novamente recomeçou. Lamentavelmente, a frase “vai terminar logo” não era verdade. Dizendo que se sentia culpado por ele estar assim por sua causa, Lee Cha-young movia a mão de forma meticulosa e cuidadosa, como alguém que tivesse recebido a missão de aplicar a pomada perfeitamente.

À medida que o tempo passava, Gyu-ha ficava cada vez mais inquieto. Não era por dor. Com o toque que massageava a parede interna, inacreditavelmente, sua genitália começou a ganhar força aos poucos.

Mesmo tentando pensar deliberadamente em outras coisas ou recitar o alfabeto sem sentido, era apenas por um instante. Por enquanto, ele estava resistindo por pouco, mas se continuasse assim, seria apenas uma questão de tempo até ser descoberto.

“Eu perdi o juízo?”

O alvo da censura era ele mesmo. Sabia muito bem que era vulnerável ao prazer, mas sentir desespero pelo fato de reagir até ao toque de aplicação de um remédio o consumia. Além disso, não era como se estivesse em abstinência por muito tempo. Pelo contrário, haviam transado tanto durante o fim de semana que mal saíram da cama; o fato de ter uma ereção mesmo sem ter mais nada para expelir o deixava pasmo.

Enquanto controlava a respiração que tentava acelerar, Gyu-ha pensava rápido. Como era óbvio que o outro não daria ouvidos se pedisse para tirar o dedo, ele achou que teria que subir as calças às pressas assim que ele retirasse o dedo desta vez.

Mas, como sempre, a vida não costuma seguir o que planejamos. Assim que o dedo que preenchia seu interior saiu, sentiu um toque que agarrou levemente seu pênis semiereto.

— Subiu.

— …!

Gyu-ha tentou levantar o corpo rapidamente com o toque que o acariciava daquela forma, mas um grito escapou com a força que agarrou sua parte de baixo com firmeza.

— Ah!

— Fique à vontade. Vou aliviar para você.

— Solta, seu desgraçado!

— Por que está assim, se eu disse que vou fazer?

— Não faça. Dói, então solta.

Por ter sido massageado e tocado como se estivesse sendo espremido durante os três dias inteiros, seu pênis também estava sensível. No entanto, Lee Cha-young, em vez de afastar a mão, sentou-se mais perto e começou a demonstrar uma habilidade manual fenomenal.

— Para quem diz que dói, você parece bem vívido, não?

Com a sensação de algo percorrendo a parte sensível abaixo dos testículos, o corpo de Gyu-ha estremeceu. Mantendo o olhar fixo nas escápulas que se sobressaiam na camiseta regata e na nuca marcada, Lee Cha-young movia a mão vagarosamente.

Seus lábios bem desenhados curvaram-se em um arco. O corpo de Gyu-ha era sensível como um todo, mas, entre todas as partes, havia várias que reagiam especialmente bem. Se ele as tocasse, uma reação nítida aparecia, como se Gyu-ha nunca tivesse pedido para parar.

Enquanto a mão direita continuava a tocar o pênis, a mão esquerda subiu e começou a beliscar o mamilo. Em algum momento, gemidos misturados com excitação começaram a escapar da boca de Gyu-ha. O outro cara não era o único que estava excitado. Embora estivesse observando com um rosto de espectador, a parte central de Lee Cha-young também estava ereta e volumosa.

Retirando a mão que acariciava o peito, Lee Cha-young abriu a frente de sua calça sem hesitar. O som do zíper descendo ecoou, mas Gyu-ha parecia não ter percebido.

Ao abaixar levemente a roupa íntima, seu pênis ereto saltou para fora. Após acariciar algumas vezes o membro que estava rígido como uma cobra venenosa, ele o levou em direção às nádegas de Gyu-ha.

Ao alinhar a ponta e colocar força na cintura, o orifício que estava estreitamente fechado se abriu até o limite em um instante e engoliu o pênis. Simultaneamente, ouviu-se um grito de pavor.

— Porra, você enlouqueceu?!

— Vamos fazer só uma vez.

— Eu disse que não! Rápido, ah!

Um grito explodiu da boca de Gyu-ha. Lee Cha-young, segurando a pelve com as duas mãos, empurrou a cintura para cima.

Lágrimas brotaram em seus olhos involuntariamente com o impacto intenso e, antes que pudesse perceber, escorreram por suas bochechas. Lee Cha-young inclinou o corpo, colando o torso ao dele, e disse com uma voz doce e consoladora no ouvido de Gyu-ha:

— Shhh, bom menino. Vou fazer você se sentir bem logo.

Enquanto repetia beijos na nuca, Lee Cha-young balançava a cintura em movimentos curtos.

Merda. Gyu-ha praguejou mentalmente e cerrou os punhos. Como ele estava revirando um lugar que ainda estava inchado, a sensação era indescritivelmente péssima mas, para piorar, um prazer tênue floresceu em meio a isso.

— Hm, ah, ah, ah!

Ele acabou enterrando a testa no antebraço enquanto reprimia os gemidos. Seu corpo, tão fraco diante do prazer, nunca lhe parecera tão detestável quanto hoje.

Lee Cha-young segurou o rosto de Gyu-ha, virando-o para beijá-lo. Uma massa de carne quente invadiu sua boca aberta. Diferente do habitual, Lee Cha-young deu um beijo suave e, após o término do beijo, moveu os lábios para o canto dos olhos. Ele sentiu o gosto salgado, mas não se importou. Após sugar as lágrimas acumuladas, voltou a mover a cintura lentamente.

Fazer de forma bruta conforme a vontade era bom, mas um sexo pausado assim também não era nada mau. A cada movimento lento de vaivém, ele sentia claramente a parede interna quente se contorcendo e apertando.

Quando inseriu o dedo para passar o remédio agora há pouco, o interior estava quente como se estivesse febril e levemente inchado. Estar entrando e saindo de um lugar assim tornava impossível não se excitar. Ele estendeu a mão para baixo novamente para tocar o pênis de Gyu-ha, e ouviu as palavras ditas com uma voz rouca:

— Mude de posição. Meus braços doem.

Só então ele percebeu que Gyu-ha estava sustentando o torso com dificuldade com os dois braços. Lee Cha-young acatou prontamente o pedido. Após abraçar o torso dele por trás, moveu-se sem esforço e sentou-se no sofá. Graças a isso, Gyu-ha ficou sentado no colo de Lee Cha-young enquanto ainda estava penetrado.

— Es, espera um pouco!

— Não se debata. Você vai cair.

Segurando a parte interna das coxas afastadas, Lee Cha-young começou a mover a cintura novamente. Vendo que as mãos de Gyu-ha, sem ter onde se apoiar, estavam perdidas, ele sussurrou enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dele:

— Segure meus braços. Ou prefere fazer de frente?

Parecia que seria melhor. Naquela posição, ele não conseguia se mexer como um peixe fisgado e não havia um lugar adequado para apoiar os pés.

Lee Cha-young retirou o pênis e segurou Gyu-ha, que estava cambaleando, fazendo-o sentar de frente para si. Após abraçar a cintura com firmeza, empurrou o pênis novamente para dentro do orifício aberto.

A sensação de aperto prazeroso continuava a mesma. Segurando as nádegas elásticas com as duas mãos, Lee Cha-young continuou com o sexo pausado.

Ao contrário de sua expressão que parecia exausta, a parte central de Gyu-ha permanecia ereta e rígida, sem perder a força. O fluido que escorreu da ponta deixou manchas em sua camisa, mas ele não se importou nem um pouco. Não apenas a parte da frente, mas o interior do corpo também estava úmido, produzindo um som molhado a cada movimento.

Naquele estado, Lee Cha-young começou a liberar feromônios aos poucos. Não sabia se era impressão, mas a força nas mãos de Gyu-ha, que seguravam seus ombros, aumentou, e o aperto também ficou um pouco mais forte.

— Hmm…

Ao puxar a parte de trás da cabeça dele para um beijo, Gyu-ha fechou os olhos como se estivesse esperando e abriu a boca sem hesitar. Entrelaçando sua língua com a dele, Lee Cha-young liberou os feromônios com um pouco mais de intensidade.

— Ah, hm, ah, ah!

Como se nunca tivesse recusado, Gyu-ha agora se movia como se estivesse liderando, enquanto segurava os ombros do outro. O pomo de Adão proeminente entrou em seu campo de visão. Lee Cha-young, puxando a nuca de Gyu-ha com uma mão, cravou os dentes na clavícula dele e mordiscou repetidamente. Imediatamente, ouviu-se uma voz falando em tom de desaprovação:

— Não morda. Sério, você parece um cachorro…

— Se eu agir como um cachorro, significa que posso morder?

— Ficou louco?

Ao ver a marca de dentes tão nítida a ponto de formar um sulco, parecia que realmente doeria. Como alguém que causa a dor e depois traz o remédio, Lee Cha-young lambeu levemente o local.

Gyu-ha podia não saber, mas a obsessão pelo pescoço do parceiro era um instinto de alfa. O pescoço era por onde passavam as glândulas secretoras. Mesmo sabendo que aquilo não se aplicava a um beta, ele acabava cravando os dentes involuntariamente quando estava excitado.

O clímax estava se aproximando. Gyu-ha, percebendo o estado de Lee Cha-young, parou o movimento por um momento e disse:

— Não faça dentro.

— Eu te limpo.

Ele disse em tom consolador enquanto beijava a ponta do queixo dele, mas desta vez não funcionou.

— Eu disse para não fazer. Eu mato você de verdade.

Ele estava falando sério. Ele não tinha o que dizer sobre ter acabado cedendo, mas a ejaculação interna era outra história. Era óbvio que ficaria ainda mais inchado por causa do sexo de agora, e só de pensar em ter que revirar aquilo novamente para fazer a limpeza, sentia-se horrorizado.

Deixar isso a cargo de Lee Cha-young era ainda mais fora de questão. Era óbvio que ele tentaria alguma gracinha e ele conseguia visualizar os dois transando novamente como se fossem levados pela correnteza. Se isso acontecesse, desta vez ele realmente não conseguiria ficar de pé.

— Ah, hm, tira, seu desgraçado.

— Já entendi, relaxe.

Os movimentos de estocada contra a pelve tornaram-se cada vez mais rápidos e brutos. Sua vontade era de gozar ali mesmo, mas Lee Cha-young conteve o desejo e, pouco antes da ejaculação, retirou o pênis e o segurou junto com o de Gyu-ha.

Ao segurar com firmeza e acariciar rapidamente, Gyu-ha, com o corpo ardendo em febre, abraçou o pescoço dele e soltou gemidos ásperos.

— Ah…!

O clímax chegou rápido. Ao mesmo tempo em que o corpo se enrijecia de prazer, o esperma expelido encharcou a mão de Lee Cha-young.

Gyu-ha também atingiu o clímax quase simultaneamente. O corpo, que estava tenso e rígido, relaxou gradualmente, e sua respiração baixa tocava a clavícula de Lee Cha-young.

— …

Seus olhos se encontraram com os de Gyu-ha, que erguia a cabeça. Lee Cha-young envolveu a nuca dele mais uma vez, aproximando o rosto, e Gyu-ha não recusou. Movendo as mãos que seguravam os ombros, Gyu-ha também envolveu o rosto de Lee Cha-young com as duas mãos.

De tanto repetirem, agora já conheciam bem a preferência de beijo um do outro. O beijo, onde saliva e respiração se misturavam em um só, continuou por um bom tempo depois disso.

↫─☫ Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dog And Bird (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…

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