Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 02.2 Online

↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 02 – Parte 02
A torrente de água que caía de forma refrescante foi subitamente interrompida. Seo Gyu-ha, tendo terminado o banho, sacudiu o cabelo vigorosamente com uma toalha. No entanto, no momento em que a ponta da toalha roçou sua nuca, ele estremeceu involuntariamente e soltou um gemido.
Ele ficou de costas para o espelho do banheiro, mas era impossível ver sua própria retaguarda. Foi para o quarto e, usando dois espelhos, mal conseguiu verificar a nuca; naquele instante, um xingamento escapou de sua boca.
— Ah, que porra…
Havia um hematoma arroxeado e marcas leves de dentes. O culpado, sem dúvida, era Lee Cha-young. Ele não era um cachorro, mas de tanto que mordeu a nuca alheia, os vestígios permaneciam mesmo após três dias.
Enquanto pegava as roupas para se vestir, o toque do celular ecoou. Ao verificar o nome na tela, atendeu imediatamente. Era o gerente do café.
— Oi.
— Alô? Gerente, sou eu. Por acaso o senhor poderia vir ao café agora mesmo?
Era uma voz claramente urgente. Seo Gyu-ha ajustou o aparelho na mão e perguntou:
— Por quê? Aconteceu alguma coisa?
— A Mi-sun teve um problema com um cliente e virou uma confusão… Aaah!
Ouviu-se o estrondo de algo se quebrando. Mesmo sem saber os detalhes, parecia que algo nada comum estava acontecendo.
— Vou agora mesmo. Levo uns 15 minutos.
Assim que desligou, Seo Gyu-ha pegou as chaves do carro e saiu de casa.
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— Gerente!
Assim que abriu a porta do café, o gerente aproximou-se com o rosto pálido. Antes que pudesse perguntar o que houve, a voz de um homem desconhecido vindo do fundo interveio.
— Você que é o dono?
Ao virar a cabeça, viu um homem parado de forma torta, com as mãos nos bolsos. “Aquele desgraçado é o culpado”. Após terminar o escaneamento mental num átimo, Seo Gyu-ha respondeu calmamente:
— Sou eu, qual é o problema?
Ao ouvir a pergunta, o rosto do homem tornou-se ainda mais desdenhoso.
— Eu estava jogando o lixo fora e esbarrei nela sem querer, mas ela deu um grito e fez um escândalo. Sabe que vergonha eu passei? Tinha gente até tirando foto com o celular. Se a minha cara for exposta, como você vai assumir a responsabilidade? Hein?
Seo Gyu-ha hesitou na resposta por um momento e olhou para o lado. Viu Kim Mi-sun encolhida atrás do gerente. Como estava com a cabeça baixa, não dava para ver seu rosto, mas gotas de lágrimas caíam no chão.
Ele imediatamente sinalizou com o olhar para o gerente. Entendendo perfeitamente, o gerente envolveu os ombros de Kim Mi-sun e tentou tirá-la dali, mas o homem não ia deixar barato.
— Ei, ei! Está fugindo agora? Depois de me fazer passar vergonha, vai vazar choramingando?
Seo Gyu-ha interpôs-se rapidamente quando ele tentou se aproximar. Enquanto isso, o homem continuava a elevar o tom de voz com palavras sarcásticas. Por temperamento, Seo Gyu-ha queria dizer para ele calar a boca e ficar quieto, mas havia várias câmeras de segurança instaladas no café. Além disso, ainda havia clientes presentes, então era preciso cautela.
E, se por um acaso remoto fosse um acidente como o homem alegava, aumentar a confusão só traria prejuízo para o estabelecimento. Após concluir o raciocínio, Seo Gyu-ha suprimiu a raiva e voltou a falar:
— Posso checar o circuito interno primeiro?
— Faça como quiser. Acha que tenho medo?
O homem soltou uma risadinha e acrescentou:
— Se ficar provado que aquela piranha exagerou no escândalo, é bom se preparar. Vou fazer este lugar fechar as portas agora mesmo.
Desviando o olhar do homem arrogante, Seo Gyu-ha disse ao gerente:
— Dispense a Mi-sun imediatamente. Coloque-a num táxi e me avise quando ela chegar.
— Sim, gerente.
Em seguida, Seo Gyu-ha indicou a porta dos fundos com o queixo.
— Vamos.
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Após levar o homem para a sala privativa, Seo Gyu-ha logo se deparou com um obstáculo. Ter lembrado da existência das câmeras foi bom, mas ele não sabia como reproduzir as gravações. Como nunca precisara fazer isso antes, era natural.
“Pqp, fodeu.”
Evitando o olhar do homem e sentindo-se ansioso, Seo Gyu-ha acabou enviando um SOS. Era para o Secretário Choi, que cuidara de suas confusões por muito tempo e, há alguns anos, trabalhava na empresa de seu pai. No entanto, alguém que estava no escritório da empresa dificilmente chegaria ao café em um ou dois minutos.
Com a intenção de ganhar tempo, Seo Gyu-ha ofereceu café e petiscos ao homem. O sujeito aceitou prontamente. E, assim que terminou de consumir tudo, revelou sua verdadeira face.
— Tem mesmo esse circuito interno?
— Não está vendo ali?
A paciência de Seo Gyu-ha estava chegando ao limite. Ele indicou a tela com o queixo, mantendo o cenho franzido. Mas o homem nem olhou e levantou os olhos com insolência.
— Então coloca logo para conferir. O que vai fazer com o meu tempo perdido?
— ……
“Devo dar um soco nele? Não tem ninguém vendo mesmo.”
No exato momento em que pensou isso, finalmente ouviu-se uma batida na porta. Seo Gyu-ha descruzou os braços e foi abrir. Viu o rosto do Secretário Choi, vestindo um terno impecável de tirar o fôlego.
— Peço desculpas pelo atraso.
Após uma breve reverência, o Secretário Choi aproximou-se imediatamente da mesa do computador. Click, click, ele moveu o mouse com agilidade e, ajeitando os óculos, perguntou:
— Qual é o horário aproximado?
Ao ouvir isso, Seo Gyu-ha checou o relógio de pulso. Como ele chegara há cerca de 30 minutos, calculou que uma hora atrás seria o suficiente para garantir.
— Por volta das quatro.
As mãos do Secretário Choi moveram-se rápido. Enquanto assistiam à tela sendo reproduzida em velocidade dupla, a cena em questão logo apareceu.
Kim Mi-sun, parada diante do balcão de autoatendimento, limpava apressadamente os copos desorganizados. E, pouco depois, o homem que também assistia à tela ao seu lado apareceu; seguiu-se a cena de Kim Mi-sun assustando-se e derrubando a bandeja.
“Hmm……”
Uma expressão de insatisfação surgiu no rosto de Seo Gyu-ha. Embora a cena tivesse sido gravada, o ângulo era ambíguo. Como foi filmado focando na frente e na lateral, era impossível confirmar se, conforme a alegação do homem, foi apenas um esbarrão ou se houve alguma ação deliberada.
O homem logo ergueu o queixo com prepotência.
— Viu só? Eu disse que aquela piranha exagerou sozinha.
Antes que Seo Gyu-ha pudesse falar, o Secretário Choi interveio:
— Vamos conferir a gravação de outro ângulo?
Foi um alívio ouvir aquilo. O Secretário Choi clicou imediatamente em outra tela para buscar o gráfico, e a cena filmada de outro ângulo começou a rodar.
“É isso!”
Os olhos de Seo Gyu-ha brilharam. Sendo uma câmera que filmava o salão do lado oposto, as costas de Kim Mi-sun apareceram na tela. Em seguida, o homem surgiu novamente. Enquanto se aproximava segurando um copo na mão esquerda, a cena dele usando o próprio corpo para esconder metade do corpo de Kim Mi-sun e agarrando a nádega dela com força com a mão direita foi reproduzida integralmente.
— ……
O olhar de Seo Gyu-ha voltou-se lentamente para o lado. Sua voz fluiu, representando seu estado de espírito atual.
— Seu merda, o que foi que você disse mesmo?
— Foi… foi um erro, sério.
Como se nunca tivesse agido com prepotência, o rosto do homem foi tomado pelo pânico. Ele começou a recuar aos poucos, proferindo desculpas absurdas.
— O celular no meu bolso tocou, e eu fui tentar pegar e esbarrei nela, AAAI!
Seo Gyu-ha agarrou o pulso direito do homem em um instante. Ao aplicar força na parte onde o osso sobressai como se fosse esmagá-lo, um grito agudo como o de um porco sendo abatido ecoou.
— Para que serve um par de mãos que procura o celular na bunda dos outros? Hein?
— Foi um erro de verdade! Me solta!
— ……Esse desgraçado não vai tomar jeito até o fim.
Ao mesmo tempo em que soltou o pulso como o homem queria, Seo Gyu-ha ergueu o pé e chutou o abdômen dele com toda a força.
O corpo, perdendo o equilíbrio, caiu para trás de forma patética. O medo surgiu no rosto do homem. Parecendo ter o mínimo de senso para perceber o clima, ele começou a recuar de costas, ainda sentado.
— P-Piedade…
Pah!
Seguiu-se outro chute. Assustado, o Secretário Choi aproximou-se e conteve Seo Gyu-ha rapidamente.
— Já chega, Jovem Mestre.
Mas Seo Gyu-ha dificilmente conseguia acalmar sua fúria. Se não houvesse o vídeo filmado de outro ângulo, ele pretendia entregar um envelope como compensação e encerrar o assunto, mesmo sentindo-se desconfortável. Pois era o método mais fácil e visivelmente definitivo. Ele não se importava com quanto dinheiro daria, mas pensar que Kim Mi-sun quase ficara com uma ferida profunda o deixava furioso.
— Um moleque novo como você, sem saber o que é ter medo dos outros.
Ele ergueu o pé repetidamente, mas não conseguiu atingir o alvo. Foi porque o Secretário Choi o impediu, segurando seus ombros por trás. Após proferir xingamentos em voz baixa, Seo Gyu-ha falou contrariado:
— Suma daqui. Se aparecer na minha frente mais uma vez, considere-se morto.
Então, com um pensamento súbito, acrescentou uma frase com o cenho totalmente franzido:
— É melhor tirar da cabeça qualquer ideia de retaliação. Se tentar, eu juro que te faço apodrecer na cadeia.
O homem, observando a situação, fugiu do escritório como se estivesse escapando por sua vida.
Dizem que quem é ruim só vê maldade nos outros; na verdade, assim que o viu, Seo Gyu-ha teve a intuição de que ele era um vigarista, mas tentou responder com polidez por via das dúvidas. Ainda bem que havia o segundo vídeo… Pensar que ele teria rido de satisfação se tivesse recebido o envelope o deixava fervendo de raiva novamente. Devia ter pisado no pulso dele até quebrar.
— Estaria tudo bem deixá-lo ir assim? Acho melhor denunciar à polícia.
À pergunta do Secretário Choi enquanto ajeitava os óculos, Seo Gyu-ha respondeu com uma expressão rígida:
— Se fizermos isso, a Mi-sun também terá que ir à delegacia. Ela é medrosa e sensível, acho que diria que não quer ir… Vou perguntar a ela amanhã e, se ela quiser denunciar, faremos isso.
— Será que ele não voltará para se vingar?
— Um sujeito daqueles não tem coragem nem para voltar aqui.
— Sendo assim, é um alívio, mas…
Enquanto a voz do Secretário Choi se desvanecia, algo subitamente refletiu em seus olhos. Ao notar o que parecia ser uma leve marca de hematoma na nuca exposta acima do colarinho da camisa, ele perguntou apressadamente:
— O senhor se machucou em algum lugar?
— O quê?
— Parece que há uma ferida atrás do pescoço… mas vou fingir que não vi.
Com o pensamento cruzando sua mente tardiamente, o Secretário Choi chegou à sua própria conclusão e calou-se. Em seguida, não esqueceu o conselho de protetor que ainda permanecia como um hábito.
— É melhor evitar criar marcas de chupão, se possível. Como é sangue acumulado sob a pele, pode ser perigoso.
— Sempre com os sermões.
De qualquer forma, como evitara uma crise graças ao Secretário Choi, Seo Gyu-ha não esqueceu de agradecer. O Secretário Choi, pegando sua bolsa, saiu primeiro do escritório e, em seguida, Seo Gyu-ha também voltou para o café.
Nesse meio tempo, novos clientes sentavam-se espalhadamente no café. Seo Gyu-ha avistou o gerente e aproximou-se.
— E a Mi-sun?
— Conforme o senhor disse, coloquei-a num táxi. Ela acabou de mandar uma mensagem dizendo que chegou bem.
— Que bom. Quando ela vier amanhã, dê um apoio a ela.
— Sim, gerente. ……Mas sobre aquele homem de agora, e se ele voltar?
— Ele não voltará. Se ele vier e o comportamento for estranho, chame a polícia imediatamente. E me avise na hora também.
Em seguida, Seo Gyu-ha pediu ao gerente:
— Faça um latte gelado para mim, por favor.
— Sim. Vou levar ao escritório.
— Não, vou sentar lá fora. Capricha, por favor.
Caminhando, ele ocupou uma mesa em um canto. Com o que acabara de acontecer, ele pretendia ficar por ali hoje, algo que não fazia há muito tempo.
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— Um brinde a todos!
— Um brinde!
Vários copos se chocaram alegremente no ar. O som foi consideravelmente alto, mas ninguém ao redor pareceu se importar.
Sendo hoje sexta-feira, Seo Gyu-ha fechou a cafeteria mais cedo e seguiu com seus funcionários para um restaurante próximo. Fazia tempo que não realizavam um jantar de confraternização, e o encontro também servia como consolo pelo incidente terrível que ele havia enfrentado há alguns dias.
— Podem comer à vontade, pessoal. Se quiserem algo mais, peçam o quanto quiserem.
Vivas e aplausos ecoaram. Como todos ali eram funcionários que o acompanhavam desde a inauguração ou, no mínimo, há três meses, o clima era extremamente harmonioso. Enquanto servia cerveja no copo da gerente sentada ao seu lado, Seo Gyu-ha perguntou:
— Não está muito corrido? Vi as vendas do mês passado e subiram bastante.
— Fica um pouco cheio nos horários de pico e nos fins de semana, mas ainda dá para dar conta.
— Ou será que eu deveria contratar um ajudante homem?
Não foi intencional, mas, por acaso, todos os funcionários e estagiários da cafeteria eram mulheres. Duas delas eram ômegas, mas todas eram tão dedicadas e boas com trabalho pesado que ele nunca teve do que reclamar ou se preocupar. No entanto, de repente, surgiu o pensamento de que “talvez fosse bom ter pelo menos um funcionário homem”. O motivo, claro, era aquele desgraçado obcecado de alguns dias atrás.
— Por mim, tudo bem. Desde que não seja alguém folgado.
— Eu também não suporto gente assim. Amanhã vou postar o anúncio no site, então coloque um cartaz na porta também.
— Sim. Se for possível, poderia ser um Beta?
— Com certeza. Como eu negaria um pedido seu?
— Uau, o gerente é mesmo o melhor!
Ouvindo os elogios, Seo Gyu-ha inclinou seu copo com satisfação.
Dizendo agora, Seo Gyu-ha, que veio de escolas masculinas no fundamental e médio e só fazia sexo com homens, tinha uma espécie de fantasia com mulheres. Após conviver com amigos de boca suja e estilo de vida bagunçado, ver as funcionárias da cafeteria trazia uma sensação e uma aura definitivamente diferentes. Bem, claro que havia exceções como Kim Mo-ran, que não tinha papas na língua.
A atmosfera do restaurante também era ótima. Por ser um restaurante fusion focado no público jovem, músicas pop em um ritmo agradável tocavam sem parar. Enquanto desfrutavam de uma refeição relaxante trocando conversas aleatórias, o olhar da gerente de repente pousou em algo.
— Gerente, não é o seu telefone tocando?
Seguindo o olhar dela e virando a cabeça, ele viu o nome “Lee Cha-gae” brilhando na tela do celular. Após observar por um momento, Seo Gyu-ha atendeu.
— Oi.
— Alô? O que está fazendo?
— Estou comendo.
— Jantando tarde, hein.
Como sempre, era uma voz transbordando confiança. Como já havia saciado sua fome consideravelmente, Seo Gyu-ha pegou seu maço de cigarros e o isqueiro e se levantou.
— Por que ligou?
— Lembrei que ainda não recebi aquele dinheiro que te emprestei.
Instantaneamente, a expressão de Seo Gyu-ha endureceu. Como já havia passado algum tempo, ele tinha esquecido completamente.
— Por que não pediu quando foi à minha casa da última vez?
— Naquela hora eu também tinha esquecido. Estava distraído fazendo outras coisas.
Uma ruga profunda surgiu entre as sobrancelhas de Gyu-ha. Foi porque ele entendeu imediatamente ao que o outro se referia. Enquanto acendia o cigarro, ele respondeu com atraso:
— Considere como uma doação. Um cara cheio de grana como você sendo mesquinho assim.
— Que dinheiro um assalariado teria?
— Conta outra com esse papo de assalariado.
Uma risada nasal escapou involuntariamente. Ele podia até estar recebendo um salário, mas dizer que não tinha dinheiro era algo que faria até um cachorro na rua rir.
— Diga o número da conta.
— Em vez disso, venha até minha casa. Não pensa em terminar o que estávamos fazendo antes?
Isso também deixou claro o que ele pretendia. Seo Gyu-ha hesitou por um momento enquanto soltava a fumaça do cigarro. Pensando bem, desde aquela vez que pararam no meio, ele não tinha se aliviado nenhuma vez.
“…De qualquer forma, eu tenho que entregar o dinheiro mesmo.”
*Tuc.* Ele jogou a bituca no chão, apagou-a com o pé e respondeu finalmente:
— Mande o endereço.
—
Quando as portas do elevador se abriram, um longo corredor apareceu. Caminhando pelo saguão silencioso com passos firmes, Seo Gyu-ha torceu o canto da boca em desaprovação. “Assalariado o cacete”, pensou, morando sozinho na cobertura de um prédio em um bairro famoso pelos preços exorbitantes.
Ele tocou a campainha e, pouco depois, a porta se abriu. O rosto de Lee Cha-young apareceu, com o cabelo úmido e vestindo um roupão preto.
— Bem-vindo.
O interior era igualmente vasto e luxuoso de tirar o fôlego. E havia uma sensação estranha e eletrizante. Ele não conseguia descrever exatamente, mas era como se algo invisível estivesse estimulando levemente sua pele. Desviando o olhar após uma breve observação, Seo Gyu-ha começou:
— Vou tomar um banho.
— Não precisa se lavar.
— Que porcaria é essa? Quer rolar na cama com um cara cheirando a chulé?
— …Cortador de clima.
Lee Cha-young deu uma risadinha e apontou para uma direção com a ponta dos dedos. Entrando no banheiro, Seo Gyu-ha tirou a roupa rapidamente e parou debaixo do chuveiro. O jato de água morna caiu com força. Ele despejou sabonete líquido na palma da mão, lavou o corpo e aproveitou para lavar o cabelo.
Agora só faltava *lá*. Seo Gyu-ha virou-se de costas para o chuveiro. Empurrando levemente o quadril para trás e afastando as pernas, o jato de água atingiu o local. Hesitando de forma atípica, ele esfregou lentamente o dedo sobre a entrada.
“Argh, que sensação estranha.”
Não era exatamente ruim, mas sim uma sensação desconhecida. Embora as memórias ainda fossem vagas, ele já tinha feito sexo anal e até se divertido com consolos, mas ainda não estava acostumado. Hesitante, Seo Gyu-ha empurrou um dedo que rodeava a entrada para dentro.
— Haa.
Após soltar um suspiro pesado, desta vez ele inseriu dois dedos simultaneamente. Sentiu uma pressão um pouco mais forte. Estar fazendo aquilo trouxe as lembranças daquele dia. Ele não sabia com que sanidade ou como tinha conseguido colocar aquele consolo vibratório.
Após recuperar o fôlego por um momento, ele moveu os dedos internos lentamente. Entrar e sair não era difícil. Mas não importava o quão fundo ele enfiasse ou tateasse, não conseguia atingir aquela parte que disparava um prazer convulsivo. Se estivesse em um lugar inalcançável, ele nem tentaria, mas pensar que estava quase tocando o deixava ansioso como a raposa olhando para as uvas.
“Porra, parece que falta só um pouco para alcançar…”
*Vapt—*
Foi então. Sem aviso prévio, a porta do banheiro se escancarou. Ouvindo o som da água caindo, Seo Gyu-ha virou a cabeça lentamente. Ao ver a expressão congelada dele, Lee Cha-young puxou o canto da boca em um sorriso relaxado.
— Estava fazendo sozinho?
— …!
O calor subiu instantaneamente para o seu rosto. Com o pescoço ficando vermelho num piscar de olhos, ele endireitou a postura. No momento em que ia soltar uma série de palavrões, a confusão se sobrepôs à sua expressão distorcida. Seguindo o som da porta se fechando, Lee Cha-young aproximou-se com passos largos.
— Por que você entrou?
— O dono da casa não pode entrar nem no próprio banheiro?
— Não foi isso que eu quis di—
As palavras pararam. Lee Cha-young, que se aproximou num instante, olhou para Seo Gyu-ha de perto.
— Vire-se. Eu faço para você.
Lee Cha-young foi quem se moveu primeiro. Ele virou o corpo de Seo Gyu-ha, que ainda estava paralisado, para a direção oposta sem dificuldade. Mantendo a mão esquerda pressionando o ombro dele, levou a mão direita para o sulco entre as nádegas. Diferente de alguém, ele empurrou os dedos para dentro sem hesitação.
— Parece que você se esforçou para relaxar. Está macio.
— Porra, não vai me soltar?
Os músculos do ombro que estava sendo pressionado saltaram. Ele ouviu as palavras ditas entre dentes com raiva, mas Lee Cha-young nem piscou. Pelo contrário, com uma voz calma, disse para ele empinar um pouco mais o traseiro enquanto continuava a alargar o interior sem cerimônia.
— Ah…!
A cintura de Seo Gyu-ha estremeceu como se tivesse sido atingida por um raio. “É aqui.” O sorriso de Lee Cha-young se aprofundou. Quando ele começou a arranhar com as unhas, viu Gyu-ha entrar em pânico por todo o corpo e agarrar com as duas mãos a parede onde se apoiava.
Gemidos abafados eram ouvidos entre o som da água. Por fim, a cintura de Seo Gyu-ha começou a ceder aos poucos. Sobrepondo o corpo ao dele, Cha-young sussurrou em seu ouvido:
— Por que você foi Ativo esse tempo todo? Sendo que sente tanto prazer por trás assim.
— Urgh, hhat…!
No momento em que abriu a boca, outra onda de prazer eletrizante atingiu o seu baixo ventre. Com o rosto enterrado no braço esquerdo, Seo Gyu-ha respirava pesadamente. Pré-fluído pingava da ponta do seu pau, que havia erguido por conta própria.
De qualquer forma, aquele cara era fora de série. Eles tinham transado apenas uma vez, mas ele atingiu o ponto sensível imediatamente, não dando chance para Gyu-ha ficar bravo ou recusar. Enquanto isso, ele continuava a arranhar o mesmo lugar obstinadamente com seus dedos longos. Cada vez que ele passava a unha, o corpo de Gyu-ha se contorcia involuntariamente e seu pau ereto pulsava.
— Quer que eu enfie aqui mesmo? Ou na cama?
Os pelos do corpo de Gyu-ha se arrepiaram com a voz sussurrada em seu ouvido. E não foram apenas os pelos. Com o hálito atingindo-o diretamente, seus mamilos, que nem tinham sido tocados, ficaram rígidos.
— Sai fora, seu desgraçado. Isso dá arrepios.
Lee Cha-young agiu como se não tivesse ouvido. Lambendo a orelha dele provocativamente, puxou o nó do seu roupão com a mão esquerda. O roupão que envolvia seu corpo caiu frouxamente.
Retirando os dedos que agitavam o interior, ele levou seu membro ereto para o sulco das nádegas. Quase simultaneamente, Seo Gyu-ha olhou para trás.
— Vamos para a cama.
— Não acha que fazer aqui também é bom?
— Eu detesto essa sensação de abafamento.
Ele achou estranho estar tão ofegante, mas era porque a água quente continuava a jorrar do chuveiro.
Logo, Seo Gyu-ha hesitou. O membro totalmente ereto do outro finalmente entrou em seu campo de visão. Uma expressão de choque genuíno surgiu em seu rosto. Ele mesmo achava que não perdia para ninguém em termos de tamanho, mas toda vez que via aquele cara, ficava genuinamente preocupado com o bem-estar do Passivo.
Surpreendentemente, Lee Cha-young recuou sem resistência. Ele pegou uma toalha de banho, entregou-a a Gyu-ha e, em seguida, secou o próprio corpo antes de amarrá-la na cintura. Seo Gyu-ha acabou franzindo a testa novamente, como alguém que viu algo que não deveria. Era porque o membro erguido ficava escandalosamente realçado sob a toalha.
— É por aqui.
Seguindo o homem que caminhava à frente, Seo Gyu-ha também se moveu. Gotas de água caíam de seu cabelo, mas não importava, já que a casa não era dele.
A porta fechada do quarto se abriu. No momento em que deu um passo indiferente para dentro, Seo Gyu-ha hesitou sem perceber. Assim que cruzou o limiar da porta, a sensação eletrizante ficou ainda mais forte. Era como o calafrio de uma febre ou a sensação de uma leve estática.
Enquanto ele esfregava os braços, Lee Cha-young olhou para trás, confuso.
— O que foi?
— O que o quê, seu merda?
Como sempre, veio uma resposta mal-educada. “Será que é o frio?”, pensou ele. No instante em que ia olhar ao redor do quarto, seu queixo foi agarrado bruscamente e algo tocou seus lábios.
— Mmm…!
Uma massa de carne quente invadiu sua boca aberta. Lee Cha-young habilmente entrelaçou a língua enquanto usava as mãos para beliscar os mamilos de Seo Gyu-ha. Novamente, calafrios percorreram sua pele. Ele pensou: “O que eu faço com esse cara?”, mas logo mudou de ideia, agarrou a nuca de Lee Cha-young e começou a agitar a boca dele vigorosamente. Se recebesse algo, tinha que devolver na mesma moeda; recuar não combinava com seu temperamento.
Seguiu-se um beijo intenso, como se estivessem tentando se devorar. Cada vez que as línguas se esfregavam e se misturavam, o som viscoso da saliva ecoava explicitamente. Após um tempo considerável, Lee Cha-young afastou os lábios primeiro.
— Haa…
Soltando a respiração que se tornara ofegante, Seo Gyu-ha limpou os lábios com as costas da mão. A satisfação de ter “vencido” durou pouco, sendo logo substituída por um olhar de desaprovação.
— Por que começou de repente com essas coisas que não costuma fazer?
— Como assim “não costumo fazer”?
— O quê?
— Naquela vez, nós nos beijamos muito também. Embora você não se lembre, é claro.
Não havia argumentos contra isso. Ele se sentia diminuído toda vez que aquele dia vinha à tona, mas deliberadamente estufou o peito e não desviou o olhar.
Então, os lábios se sobrepuseram novamente. Embora a ruga entre as sobrancelhas tenha se aprofundado, Seo Gyu-ha não o empurrou.
“Todo certinho e comportado o cacete.” Ele devia ter rodado muito para beijar tão bem assim. O lugar que estavam esfregando eram os lábios, mas lá embaixo seu membro reagia pulsando.
Para não ficar para trás, Seo Gyu-ha também moveu a língua ativamente. Quando percebeu, já estavam sobre a cama. Quando os lábios se separaram, um longo fio de saliva se estendeu como uma teia. Lee Cha-young afastou as pernas de Seo Gyu-ha, mas como ele estava sentado, não conseguia tocar a parte de trás.
— Vou te preparar, então deite-se. Ou fique de quatro.
— Só enfia logo. Você já cutucou lá no banheiro agora pouco.
A sensação do estímulo no ponto sensível reviveu. Assim que pensou nisso, seu pênis estremeceu e aumentou de volume.
— Vai ficar bem só com aquilo? Seria melhor relaxar um pouco mais.
— …….
O olhar que estava fixo no rosto de Lee Cha-young desceu lentamente pelo corpo dele. Com a toalha de banho perigosamente presa acima do quadril, o membro extraordinariamente erguido mostrava sua presença.
Ele relembrou sucessivamente o buraco que tentou relaxar agora pouco e o pênis do outro. Após concluir o julgamento, Seo Gyu-ha virou o corpo em silêncio. Logo em seguida, virou a cabeça bruscamente e acrescentou uma palavra:
— Se rasgar, se considera um homem morto.
— Como se eu fosse deixar isso acontecer.
Soltando uma risadinha, Lee Cha-young abriu a gaveta da mesa de cabeceira e tirou o necessário. Logo, seu sorriso se aprofundou. Foi porque viu a imagem de Gyu-ha de costas, com o traseiro empinado de forma desajeitada.
— Abaixe a parte superior do corpo e levante mais a bunda.
— …Puta que pariu, você exige demais.
Mesmo resmungando, ele invariavelmente assumiu a posição conforme solicitado. No entanto, como a altura do quadril ainda estava baixa, Cha-young pressionou a parte superior do corpo de Seo Gyu-ha e o fez levantar mais o traseiro. Ao mesmo tempo, a parte íntima ficou totalmente exposta.
— Relaxe e fique à vontade.
Ele despejou o gel e aplicou nas nádegas. O corpo de Seo Gyu-ha estremeceu, provavelmente pelo frio do produto. Independentemente disso, Lee Cha-young esfregou a entrada grosseiramente e empurrou os dedos indicador e médio para dentro do buraco.
O interior ainda estava quente e apertado. Mesmo sendo apenas dois dedos, parecia preencher tudo.
Nesse momento, ele viu a mão de Seo Gyu-ha agarrando o lençol. Tanto pela estrutura quanto pelas articulações ósseas proeminentes, estava longe de ser o seu tipo preferido. E não era apenas a mão. Seo Gyu-ha também era a primeira pessoa com tal porte físico que ele abraçava.
De repente, teve vontade de ver o rosto dele, mas não disse em voz alta. Ele sorriu. Se fizesse isso, Gyu-ha certamente explodiria de raiva. Palavrões seriam opcionais. No entanto, vendo-o assumir a posição de quatro como um cachorro e entregar a retaguarda tão docilmente, era óbvio que ele era extremamente vulnerável ao prazer. Por isso, mesmo achando pesado, ele tinha chegado ao ápice apenas por trás em sua primeira experiência.
Parecia que ele era assim desde criança. Agir movido pelo que é bom à sua frente, sem se preocupar com as consequências, parecia não ter mudado até hoje.
— Você fez isso depois daquela vez?
— O quê?
— Perguntei se fez por aqui de novo.
— …Cala a boca e relaxa logo isso.
Ele não disse que não. Em outras palavras, era o mesmo que dizer que tinha feito sexo usando aquele lugar depois disso. Lee Cha-young achou aquilo um pouco absurdo. Logo, soltou uma risadinha. Como dizem, quem aprende a roubar tarde, passa a noite inteira acordado.
— …Assim que eu abri o caminho.
— O que você está dizendo?
— Nada, estava falando sozinho.
Se Seo Gyu-ha comia ou era comido por outros caras, não era problema dele. Ele tinha encontrado um buraco que encaixava inesperadamente bem, e vendo como Gyu-ha veio correndo após uma única ligação, o rapaz também devia ter suas expectativas. Então, o negócio era apenas os dois se divertirem e se sentirem bem.
Ao adicionar mais um dedo, o aperto ficou muito mais firme. Enquanto repetia o movimento de entrar e sair, ele deu um tapa estalado na nádega redonda com a outra mão. Talvez por ter um corpo bom, a elasticidade era realmente diferenciada. Agarrando e massageando com a mão cheia enquanto continuava a arranhar o interior, o corpo inteiro de Gyu-ha se contorcia. Logo sentiu que o interior estava ficando úmido.
— Parece que está gostando. É a primeira vez que vejo um Beta ficar úmido tão rápido.
*Hesitação.* Por um momento, o corpo de Seo Gyu-ha congelou. Ele olhou de relance para trás, mas, felizmente, não pareceu que Cha-young disse aquilo sabendo de algo. Franzindo o cenho deliberadamente como se estivesse ofendido, Seo Gyu-ha mudou de assunto.
— Não é porque você é bom, é porque eu sou sensível. Seria a mesma coisa com qualquer um que me cutucasse.
— Me comparar com outros caras é um pouco demais.
— Ahhat…!
Com o estímulo repentino, sua cintura oscilou novamente. Depois disso, Lee Cha-young continuou a arranhar abertamente o mesmo lugar como antes. O baixo ventre, que subia e descia rapidamente, espasmava de vez em quando. Algo parecido com pré-gozo vazava pouco a pouco de seu pênis rigidamente ereto.
Depois de um longo tempo, Lee Cha-young retirou os dedos. Estavam encharcados com o fluido corporal ralo misturado ao gel.
Ao soltar a toalha que estava frouxamente amarrada, seu pênis ereto foi revelado. Após colocar o preservativo, ele o posicionou entre as nádegas.
— Vou colocar.
— Vai devagar!
O sorriso surgiu diante das palavras de sempre. Diferente de sua expressão relaxada, lá embaixo não havia folga, então ele alinhou a ponta ao buraco e empurrou lentamente para dentro.
— Urgh, hng…
Um som como um lamento foi ouvido. Embora ele tivesse se esforçado para relaxá-lo, parecia que ainda era pesado. Uma memória como um déjà vu surgiu. Ele se lembrou dos movimentos inquietos de Gyu-ha, exatamente como agora, quando abriu a retaguarda dele pela primeira vez.
— Tente relaxar um pouco.
No entanto, o corpo rígido não relaxava de jeito nenhum. Por causa disso, Lee Cha-young também estava sofrendo.
Como já havia alargado o suficiente, não haveria um banho de sangue se ele enfiasse de uma vez, mas temia que isso se tornasse um incômodo depois. Lee Cha-young tirou a mão que segurava o quadril dele e a levou ao pênis de Gyu-ha. Ele agarrou a carne que ainda estava ereta apesar da dor e a acariciou apertado. Ao circular a glande com a ponta dos dedos, a cintura que estava quieta estremeceu. Continuando a balançar daquela forma, ele avançou para o interior pouco a pouco.
Finalmente, quando inseriu tudo até o fim, um suor frio brotou em suas costas. Lee Cha-young recuperou o fôlego naquela posição por um momento. As paredes internas que o envolviam completamente estavam extremamente quentes.
Logo, ele endireitou a cintura e começou a se mover. No início, estocava lentamente, mas foi aumentando a velocidade gradualmente. Um som característico ocorria cada vez que as peles colidiam. Ele sentia claramente a carne interna sendo puxada ao sair e contraindo-se de susto ao ser atingida.
— Sim, haat, mmm!
Lee Cha-young movia o quadril violentamente. Agarrando as nádegas abertas com as duas mãos, ele gravava sua presença no interior que ainda parecia estreito. Com o passar do tempo, sua respiração também se tornava cada vez mais pesada.
— Parece que… um caminho se formou lá dentro. Com o meu formato.
— Hhat…, hhat!
O interior contraiu-se ainda mais, mordendo o pênis com força. Mas não era apenas um aperto bruto. Ele sentia como se o buraco estivesse pulsando elasticamente em sincronia com os movimentos de estocada, puxando-o para as profundezas. Parecia um buraco nascido para receber um homem.
Uma sensação de ejaculação excepcionalmente rápida subiu. Como não queria receber um sarcasmo absurdo perguntando se ele era precoce, Lee Cha-young reduziu a velocidade novamente, controlando o ritmo. Ele agarrou o pênis de Seo Gyu-ha mais uma vez. Ao esfregar o fluido viscoso que saía contra o peito dele, sentiu-o tremer enquanto apertava tudo lá embaixo.
— Sim, argh, hhat!
Por um tempo, o som de carne batendo e respirações pesadas ecoou no quarto. A parte superior do corpo de Seo Gyu-ha, que estava se aguentando com dificuldade, desmoronou. Lee Cha-young, que o seguiu como se estivesse esperando por isso, encostou os lábios em sua nuca totalmente exposta. Após lamber a pele salgada, ele cravou os dentes e mordeu de leve. Inacreditavelmente, até aquilo se transformou em prazer e atingiu Seo Gyu-ha. Seu pênis, que nem sequer fora tocado, pulsava enquanto um líquido transparente escorria em abundância.
*Pof*, ele estocou com força para cima, fazendo-o se descontrolar e apertar a retaguarda. Lee Cha-young retirou o pênis lentamente, olhou para as costas trêmulas de Seo Gyu-ha e perguntou:
— Você está bem?
— Claro que… estou bem.
Apesar de parecer exausto, Cha-young não apontou isso. Pouco depois, Lee Cha-young fez Seo Gyu-ha se levantar e ficar de pé, apoiando-se na parede. Ao afastar as nádegas, o buraco úmido foi revelado. Após empurrar o pênis até o fundo, ele começou a balançar o quadril com força novamente.
— Haat, hac, mmm…!
Seu olhar baixo estava cheio de satisfação. Tanto o sulco profundo ao longo da coluna quanto a forma como a carne das nádegas balançava elasticamente a cada estocada profunda aumentavam a excitação.
Momentos depois, Lee Cha-young abraçou o abdômen firme de Seo Gyu-ha e recuou dois passos. Mantendo as mãos, que se soltaram da parede, presas por trás, ele continuou o sexo apenas com a força do quadril.
As duas pernas que mal o sustentavam começaram a tremer violentamente. Gemidos descontrolados escapavam livremente de sua boca aberta. Fazer de costas era bom porque entrava fundo, mas também tinha suas desvantagens. Quando estava apoiado na parede, ainda era suportável, mas com as duas mãos presas por trás como se fosse um ladrão sendo capturado, sentia que poderia desabar de forma patética a qualquer momento.
— Minhas mãos, hhat, solte um pouco.
— Por quê? Está tão bom.
Soltando as mãos de Seo Gyu-ha tardiamente, Lee Cha-young sobrepôs seu corpo às costas dele. Envolvendo o pescoço com uma mão, ele mordeu novamente a nuca que já exibia marcas de dentes nítidas.
Quanto mais excitado ficava, mais Lee Cha-young deixava marcas no corpo do outro. Era um hábito e um ato instintivo durante o sexo. Como sentira antes, a compatibilidade física com Seo Gyu-ha era muito boa. A pele era elástica, mas surpreendentemente macia, e cada lugar que tocava parecia grudar em sua mão.
— Vá para… a cama, hhat.
— Está cansado?
— Argh, sim, se fosse você, hhat, não estaria cansado?
As palavras saíam entrecortadas no ritmo das estocadas. Vendo-o concordar docilmente, parecia que ele estava realmente exausto.
Lee Cha-young atendeu ao pedido de Seo Gyu-ha, mas não retirou o pênis. Com ele inserido, subiu na cama e deitou o corpo de Seo Gyu-ha de lado. Com uma perna enganchada em seu braço, começou a cutucar o interior por trás.
— Hhaat, aat, mmm!
Quando ele beliscou o peito como se fosse arrancá-lo, Seo Gyu-ha se contorceu descontroladamente. O movimento de vasculhar lá embaixo também se tornou mais intenso. Em algum momento, a ideia de que precisava controlar o ritmo desapareceu. Sentindo os sinais da ejaculação, Lee Cha-young acelerou para a reta final. O pênis rígido entrava e saía do buraco sem descanso.
Pouco depois, o sêmen jorrou em abundância daquele lugar que atingira o limite. No momento da última estocada, o pênis de Seo Gyu-ha também disparou um sêmen esbranquiçado.
— Huuu…
Após terminar de ejacular, Lee Cha-young soltou um longo suspiro. Fazia muito tempo que não tinha um sexo tão satisfatório. Mesmo após o clímax, a sensação residual não desaparecia facilmente.
Enquanto ele afastava o cabelo úmido da testa, ouviu a voz de Seo Gyu-ha. Era um tom frio e gélido, como se nunca tivesse gemido antes.
— Se já gozou, sai de cima.
— Que falta de clima.
Diante do comentário dito com uma risadinha, Seo Gyu-ha franziu a testa.
— Que papo de clima o quê.
— Por quê? Já que misturamos nossos corpos, o que tem de errado em buscar um pouco de clima?
— Não diga loucuras.
Lee Cha-young deu de ombros como se fosse uma pena e retirou o pênis. Amarrou a ponta do preservativo usado e o jogou no lixo, limpou-se grosseiramente com um lenço e colocou um novo preservativo. Seo Gyu-ha, que o viu fazendo isso enquanto se levantava, perguntou com uma expressão de desagrado:
— Vai fazer de novo?
— Quando foi que você me viu parar em uma vez só? Com você é a mesma coisa.
Era uma observação correta. Quando Seo Gyu-ha era o Ativo, costumava gozar pelo menos duas ou três vezes antes de parar.
Ele afastou as pernas e, desta vez, inseriu na posição missionária. Enquanto se movia vagarosamente como um aquecimento, Lee Cha-young de repente puxou conversa:
— Não tem vontade de continuar fazendo comigo?
— Do que você está falando?
— Acho que nossa química é melhor do que eu pensava. Para ser sincero, é o sexo mais satisfatório que tive ultimamente.
A sensação do aperto firme e mastigável continuava a mesma de agora pouco. Pensando bem, parecia um buraco preparado especialmente para ele. Caso contrário, sabendo bem do temperamento sujo daquele cara, ele nunca teria ligado primeiro para transar.
Seo Gyu-ha não respondeu imediatamente. Diante disso, o canto da boca de Lee Cha-young subiu levemente. Se ele não quisesse, teria dito “não” imediatamente ou soltado um palavrão, mas hesitar na resposta significava que ele estava balançado. Movendo o quadril de forma circular e profunda, Lee Cha-young continuou, como se estivesse persuadindo uma criança:
— Não é uma boa proposta para você também? Não deve ser comum encontrar um Ativo do meu nível por aí.
— …Você tem coragem de dizer isso da própria boca?
— Por que não? É a verdade.
Era irritante, mas ele não podia contestar. Olhando de novo, o rosto daquele cara era algo que se encaixava perfeitamente em seu gosto. Sem mencionar o “instrumento” que voltava a entrar e sair logo após gozar tanto.
E, sendo Lee Cha-young, ele provavelmente não seria um incômodo. No entanto, enquanto Gyu-ha fingia pensar por causa de seu orgulho bobo, seguiu-se uma proposta ainda mais tentadora:
— Eu te como sempre que você quiser. Assim você não precisa perder tempo procurando parceiros, e nós dois podemos nos divertir sem enrolação. É perfeito para você e para mim.
— …Vou pensar. Mas, escute aqui.
— Sim?
— …Nada.
— O que foi?
— Eu disse que não é nada. Cala a boca e enfia logo.
— Que temperamental.
Os movimentos de entrada e saída tornaram-se gradualmente mais rápidos. O ar que havia esfriado por um momento voltou a esquentar. Os diversos sons produzidos exclusivamente sobre a cama continuaram ecoando até altas horas da madrugada.
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Dog And Bird (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…