Ler Diamond Dust (Novel) – Capítulo 70 Online

↫─Capítulo 01 – Um por Um, Parte 02
Às vezes, o fato de não estar ao seu lado parecia mais do que apenas vazio; parecia estranho. Mesmo ao participar das sessões de estudo de Juhan e dos maknaes como convidado de honra, ou ao visitar exposições com a Gerente Han e outros donos de galerias, ou ao socializar em chás ou jantares oferecidos por clientes… ele sentia subitamente uma ansiedade de que estava perdendo a coisa mais importante e desperdiçando tempo.
— Nós nos veremos em apenas um pouquinho….
Yihyun esfregou o braço e mordeu levemente o lábio inferior. Sua expressão tímida característica fez Lau querer vê-lo ainda mais.
— Sim, eu também sei disso… mas ainda sinto sua falta.
Ele não perguntou: “Você também não sente minha falta?” com um tom choroso. Ele sabia que o sentimento de querer se ver não estava ausente dentro dele.
— Eu falei brevemente com a Gerente Han sobre o Seo Yihyun hoje.
— Sobre o quê?
— Ele estava curioso sobre quais planos o artista Seo Yihyun tinha depois de não ser mais afiliado ao ‘The Hands’. Porque, agora, você é um artista com quem qualquer galeria gostaria de trabalhar. A Gerente Han seria ainda mais.
Yihyun apenas sorriu timidamente, mas nem Lau nem a Gerente Han achavam que ele tinha absolutamente que retornar ao Phantom depois do ‘The Hands’. Como ele lhe dissera ao fazer a proposta, se Yihyun quisesse ganhar mais experiência, tanto pessoalmente quanto como artista, o próprio Lau não faria nenhum gesto que abalasse sua decisão. Como não podiam viver assim, mantendo distância, para sempre, ele estava preparado para arrumar seus arredores e começar uma nova vida de acordo com seu caminho futuro.
— Ele não está perguntando diretamente, mas… parece curioso sobre o que exatamente eu fiz de errado para ter aquele período de ausência. E sobre o anel, também.
Olhando para o rosto arrumado de Yihyun assentindo pensativamente, Lau tomou outro gole de vinho para suprimir a sensação desconfortável em seu peito.
— Não é algo que possa ser escondido para sempre, nem deve ser escondido… mas não é fácil decidir porque não é apenas a minha culpa que será revelada.
— …….
— Eu sei que é um tópico desconfortável… mas não mencionei isso para te sobrecarregar.
— Eu sei.
— Esconder algo de você e tomar decisões sozinho. Mesmo que pareça um assunto trivial, ou mesmo que seja algo que possa te incomodar por enquanto, de agora em diante, decidi nunca guardar segredos de você.
Para aliviar o clima do encontro pelo qual esperara a semana toda, Lau acrescentou deliberadamente uma piada com uma expressão séria.
— Até o número de vezes que eu me masturbo pensando em você.
— Você pode manter o número de vezes que se masturba em segredo.
Felizmente, Yihyun riu.
— Você vai deixar passar?
— Vou.
Se fosse o seu eu do passado, ele nem teria hesitado em considerar revelar o que aconteceu entre eles para os outros. Porque era uma dívida que ele tinha que pagar a Yihyun, e os outros não importavam.
Ele não tinha intenção de agarrar todos que conhecia e contar como se fosse uma apresentação. No entanto, havia definitivamente pessoas que tinham o direito de saber sobre o seu lado covarde. Confessar isso também significaria revelar o pesado segredo de ser um Fantasma. Sem confessar essas duas coisas, não havia como explicar metade do significado do anel.
— Por enquanto, vamos falar sobre isso… em detalhes quando você vier aqui, CEO-nim. Eu vou pensar mais nisso também.
Como a revelação da transformação de Yihyun em Ômega e seus motivos era inevitável durante o processo de confessar sua Mudança, os desejos de Yihyun tinham que preceder tudo o mais. Não era apenas uma questão de expor sua verdadeira natureza aos seus conhecidos e aceitar humildemente qualquer decisão que eles tomassem a respeito; ele tinha que desempenhar fielmente o papel de um ‘pecador penitente’.
— Hum… mas.
Lau ouviu Yihyun, que estava de forma atípica tentando mudar de assunto primeiro, e levou a taça de vinho aos lábios.
— O número de vezes que você se masturba… eu estou curioso.
Lau, que acabara de engolir o vinho, empurrou apressadamente a taça para longe. Graças aos seus reflexos rápidos em puxar a cadeira para trás, conseguiu evitar deixar manchas de vinho em seus jeans, mas derramou algumas gotas no chão.
Ultimamente, Yihyun vinha surpreendendo Lau com observações inesperadas. Mesmo fora da influência dos feromônios, Yihyun estava se tornando mais audacioso nesses aspectos, o que parecia novo, mas pensando bem, fazia quase dois anos desde que se conheceram. Yihyun também envelhecera esse tanto, e ele não poderia permanecer para sempre com aquele comportamento corado de sempre seguir a liderança do outro. Sua personalidade original era introvertida, mas ele estava longe de ser desonesto ou tímido.
— Não quero que você guarde isso em segredo.
Limpando o vinho do chão com um lenço e voltando ao seu lugar, Lau olhou para o rosto de Yihyun, que reforçava o ponto novamente. Embora não conseguisse encontrar uma expressão sedutora típica, Lau podia sentir sua timidez e seu esforço para se tornar mais audacioso.
Talvez Yihyun estivesse deliberadamente reunindo coragem, não querendo preencher este tempo com tópicos pesados. Em momentos como este, ele era tão bonito que deixava Lau completamente atordoado.
— Ah… se esse assunto surgir, esta chamada será bem longa hoje.
O riso de Yihyun aprofundou-se com o exagero de Lau.
— Só vou te dizer que, ultimamente, apenas olhar para a minha mão esquerda enquanto me masturbo me faz sentir como se estivesse prestes a gozar.
Lau fitou intensamente o rosto de Yihyun na tela e mordeu o lábio inferior. Seu pulso acelerado o instava a correr em direção a ele.
Lau bebeu seu vinho, enquanto Yihyun bebia o que se presumia ser café de sua caneca, e eles simplesmente se entreolharam por um momento. Ciente da tensão e do desejo acumulados entre eles através da distância, Lau reabasteceu sua taça, que já estava vazia.
Seu sangue estava esquentando, tentando criar uma atmosfera de intimidade, como se Yihyun estivesse ao seu lado, como se ele pudesse estender a mão e tocá-lo. Ele queria se aproximar dele, acariciar sua bochecha, transmitir seu desejo por um beijo.
Ele não era tão ingênuo a ponto de não entender o que significava aquele momento de silêncio após conectar a chamada.
Fitando intensamente Yihyun, que calma mas claramente transmitia que não era diferente de Lau, Lau acariciou seu anel e moveu os lábios.
— Quero sentir o cheiro dos seus feromônios.
— Eu também….
Olhando para Yihyun, que falava seus sentimentos honestos com hesitação, Lau relaxou ainda mais sua postura, descansando o cotovelo no braço da cadeira.
Se ele estivesse lá ao seu lado agora, falaria calmamente sobre como queria beijar Yihyun, como queria levá-lo para a cama, como queria despi-lo e quais carícias queria fazer. Ele falaria em uma voz monótona e baixa, tocando os lábios com os dedos, como se estivesse discutindo notícias sérias recentes.
Yihyun ouvia a história de Lau, sua expressão parecendo perplexa às vezes, enquanto baixava o olhar, roía os lábios ou pegava e pousava a caneca distraidamente. Estava claro que feromônios fortes emanavam de sua forma inquieta.
Os Goldens não eram apenas superiores em sua defesa contra feromônios. Eles também podiam emitir feromônios poderosos capazes de quebrar as defesas do oponente. Mas mesmo os feromônios emitidos pelos mais destacados Alfas Goldens e Ômegas Goldens um para o outro não seriam suficientes para igualar a atração entre Yihyun e ele mesmo, Lau podia ter certeza.
Fosse a atração entre um Ghost e um Didi, ou baseada no amor um pelo outro, ou um efeito simultâneo de ambos, Lau podia sentir claramente seus próprios feromônios rompendo seu controle e emitindo de forma irregular, mesmo agora que Yihyun não estava ao seu lado. Com Yihyun não seria diferente.
A distância de aproximadamente 9.000 quilômetros era cruel para seus dois corpos jovens, desejando um ao outro loucamente. Apenas trocar algumas palavras obscenas com Yihyun, ou mesmo apenas recordar o cheiro de seus feromônios, era o suficiente para fazer seu Alfa reagir dentro do jeans.
— Vamos para o quarto?
— …….
Lau lambeu os lábios, sentindo uma viscosidade pegajosa se reunir em sua voz rouca.
— Vamos deitar na cama e ligar de novo pelos nossos celulares?
— …….
Yihyun na tela assentiu lentamente, mordendo o lábio inferior dolorosamente com o dedo.
Deixando o laptop e o vinho como estavam, Lau moveu-se para o quarto. Com base em suas experiências passadas, ele sabia que a chamada seria longa, então moveu uma garrafa de água, cigarros e um carregador portátil para o criado-mudo. Ele ajustou a iluminação indireta para uma configuração fraca e tirou o jeans, jogando-o sobre o sofá. Ele prestou atenção à atmosfera, exatamente como faria ao se preparar para um encontro íntimo com o verdadeiro Yihyun.
Ele soltou uma risada oca de si mesmo, preparando-se para o que era essencialmente sexo por telefone com um amante distante, mas sem isso, ele estaria reservando voos para Paris todo fim de semana como antes. Mesmo que Yihyun o repreendesse, ou o tratasse friamente quando estivesse zangado, ele sentia que não poderia ter suportado. Na era antes das videochamadas, como as pessoas gerenciavam relacionamentos à distância?
Esticando as pernas e encostando-se na cabeceira, ele ligou a câmera e verificou sua aparência. Ao mesmo tempo, iniciou a chamada, imaginando Yihyun, cheio de antecipação pelo encontro secreto deles, enfiando-se em sua cama no quarto 601.
Após uma breve espera, a tela mostrando seu próprio rosto encolheu e moveu-se para o canto superior direito, substituída pelo rosto de Yihyun. Nesse ínterim, Yihyun também se mudara da mesa para a cama.
Lau esfregou os lábios e riu, percebendo que ambos haviam desligado as luzes principais e estavam usando a suave luminária de cabeceira, como se por um acordo mútuo.
— Ah… estamos sendo explícitos demais sobre nossas intenções.
Ele não conseguia tirar os olhos de Yihyun, que ria silenciosamente com os lábios cerrados. Apenas olhar para o seu sorriso fazia seus feromônios enlouquecerem. Lau, com os joelhos dobrados, apoiou o braço que segurava o telefone nas pernas, que estavam relaxadamente afastadas.
— Hum? O quê… você trocou de roupa?
Ele pensou ter visto a gola de uma camisa branca espiando ao redor do pescoço de Yihyun, que vestia uma camiseta de manga longa listrada com as mangas dobradas algumas vezes.
— Eu peguei emprestado de você… CEO-nim.
— Afaste a câmera um pouco. Quero ver claramente.
Mesmo dizendo que não importava, Yihyun não conseguia olhar a lente da câmera diretamente nos olhos. Depois de ser importunado mais algumas vezes, ele relutantemente estendeu a mão e mostrou a parte superior do corpo.
Lau não conseguiu esconder o riso e esfregou toda a mandíbula inferior com sua mão grande. Yihyun estava claramente usando sua camisa. Era uma das roupas extras que ele mantinha no armário do quarto 601.
— Quando eu uso isso… parece que estamos juntos um pouco….
Yihyun disse como se desse uma desculpa, mas havia suéteres e camisetas no closet que teriam sido mais confortáveis para usar na cama. Se ele quisesse sentir que estavam juntos vestindo suas roupas, não havia necessidade de uma camisa desconfortável. Um impulso travesso de ver Yihyun atordoado por sua pergunta provocativa surgiu, mas ele o engoliu com um gole seco.
Assim como ele passara mais de trinta minutos escolhendo roupas para o encontro por videochamada, o fato de Yihyun também estar consciente de sua própria aparência aos seus olhos o tornava ainda mais amável.
Yihyun, que estava com os primeiros botões de cima desabotoados, puxou a gola solta de sua camisa e enterrou o nariz e a boca nela.
— Provavelmente só tem cheiro de detergente e amaciante.
Embora falasse como se não sentisse estimulação ou excitação nesta situação, Lau, sem ser visto por Yihyun, deslizou a mão entre as pernas. Ele segurou e apertou seu pau em crescimento rápido algumas vezes como se para contê-la, enquanto continuava a observar Yihyun.
— É que… todos os cheiros do CEO-nim são bons, então….
Lau não conseguia empatizar totalmente com a psicologia de ficar fascinado por seu amante vestindo sua camisa folgada. Ele não entendia como uma tentação tão clichê e clássica poderia ser estimulante. Mas havia uma razão pela qual os clássicos eram clássicos.
Ele não sentia um instinto protetor em relação a Yihyun vestindo sua camisa, que não se ajustava à linha dos ombros e era larga no corpo. Estava mais próximo de um senso de intimidade ou pertencimento que vinha de compartilhar algo que possuía com outra pessoa.
Ele sentia uma conexão profunda ao vê-lo relaxar na casa que ele usava, vestindo suas roupas tão casualmente. E havia um tipo diferente de sensualidade naquela proximidade, distinta da tensão ou excitação de manter distância. Ele queria que ele pertencesse mais a ele, que fosse inegavelmente seu. Parecia ser assim de muito tempo atrás, mesmo antes de ele ter consciência desse senso de pertencimento.
— Só de ver você usando isso, Seo Yihyun, eu poderia gozar duas ou três vezes.
Yihyun, talvez aceitando as palavras de Lau como uma piada, sorriu, com os olhos enrugados. Vendo Yihyun, com um grande travesseiro branco atrás dele e vestindo uma camisa branca, seu rosto ainda com um sorriso persistente, uma curiosidade lúdica e secreta subitamente aflorou.
— Então… quantas vezes você fez?
— …….
Lau, momentaneamente incerto sobre ao que ele se referia, lembrou-se da conversa telefônica lá embaixo sobre a “frequência de masturbação” e caiu na risada.
— Se eu te contar, você vai me olhar como se eu fosse uma fera.
— Não vou.
Yihyun acrescentou: — Eu sei o quanto o CEO-nim deseja — e parecia estar mexendo na bainha de sua camisa, baixando o olhar ligeiramente.
— Para ser claro, é verdade que os Alfas têm libidos fortes, mas a razão pela qual tenho me masturbado com mais frequência ultimamente é porque estou separado de você, não apenas uma simples questão de libido.
O que eu quero é Seo Yihyun, não aliviar minha libido. Lau, enfatizando isso quase com um senso de injustiça, recebeu um aceno e um sorriso de Yihyun.
— Então… já que isso é a média, apenas me diga o número de vezes que você gozou de uma só vez.
— De masturbação?
Yihyun assentiu.
— Desde que voltei de Paris até agora?
O amante na tela, assentindo vigorosamente, parecia estar se divertindo ao deixar Lau desconfortável. Lau lutara para suprimir seu impulso de provocar, mas aqui estava Yihyun, acuando-o e achando divertido. Ele sentiu uma sensação de injustiça, mas, honestamente, ele acolheria a provocação de Yihyun se ela fosse nessa direção.
— Semana passada, depois que nosso encontro terminou, eu fiz mais umas seis vezes sozinho.
— …….
O rosto surpreso de Yihyun afastou-se mais, e a tela tremeu violentamente. Lau jogou o cabelo caído para trás e apontou para a tela com o dedo indicador.
— Você acha que eu sou uma fera agora, não acha?
— …….
Yihyun negou rapidamente, mas o breve momento de hesitação e seus olhos inquietos não puderam ser apagados. Ele murmurou em descrença.
— Mas mesmo durante nossas chamadas, você… duas vezes….
A esta hora na semana passada, eles compartilharam momentos íntimos, estimulando um ao outro através da tela. Como Yihyun disse, Lau gozara duas vezes durante a chamada, mas estava longe de ser o suficiente.
A menos que fosse uma sessão de sexo adequada, de horas de duração, envolvendo carícias, preliminares longas e penetração repetida e o nó enquanto suportava o comprimento e o peso do corpo de Yihyun. A simples masturbação, esfregando-se até o clímax, não podia resolver nada. Nem ele podia pedir a Yihyun para vê-lo se masturbar até que estivesse de algum modo satisfeito.
— Geralmente não é tanto assim. Consigo me virar com uma libido como a de um Beta masculino típico. Mas ultimamente…
— Eu sei. É por minha causa. É por isso que eu não desgosto. Pelo contrário….
Com seu conhecimento atual, sistemático e profissional sobre Alfas e Ômegas, Yihyun saberia que seu estado atual era de excitação sexual aumentada desencadeada por um Ômega específico com quem estava interagindo.
Os olhos de Yihyun, que haviam sido baixados enquanto ele perdia a voz, de repente recuperaram o brilho e encontraram o olhar de Lau novamente.
— Na verdade, há algo que estou curioso há muito tempo… por favor, responda sem rir.
— Sim.
Yihyun riu da resposta submissa, limpou a garganta várias vezes e revirou os olhos, hesitando sobre o que estava prestes a dizer.
— Chefe, não, Kūn… você já fez sexo até que seu pau ficasse completamente mole de forma natural?
— …….
Foi uma pergunta inesperada. Lau, que raramente se abalava com qualquer coisa, não pôde deixar de recuar ao ouvi-la. Foi ainda mais assim porque a expressão e o tom de Yihyun indicavam curiosidade genuína, não uma piada sexual para criar antecipação antes de falar sério sobre masturbação.
— Não estou tentando bisbilhotar experiências passadas….
— Claro, eu sei disso.
Lau esfregou o queixo, franzindo a testa. Não era comum Yihyun perguntar sobre tais coisas. Ele queria responder honestamente. Era algo com que vivera sem pensamento consciente, então teve que vasculhar sua memória em busca de uma resposta precisa.
— Não.
— Nunca?
— Nunca.
Yihyun, confirmando novamente, soltou um — Hum… — e passou a mão pelo cabelo, seu rosto perdido em pensamentos. Sua mão parou atrás da orelha e ele lutou para esconder o sorriso que se espalhava por seus lábios. Lau sabia o que ele estava pensando.
Seu amante provavelmente queria confirmar algum tipo de “primeira vez”. Lau bateu levemente a testa contra o topo do telefone apoiado em seu colo.
— Os feromônios de ninguém jamais quebraram minhas defesas.
— …….
— Também foi a primeira vez que achei os feromônios de outra pessoa não desagradáveis, e a primeira vez que não consegui controlar o nó e a mudança de forma alguma…
O olhar de Lau derivou para além da tela do telefone para uma pintura pendurada na parede oposta à cama.
A pintura que o confortara quando ele estava rígido com a alienação de ser diferente de todos os outros, e o dono daquela pintura que ele desejara desesperadamente, mesmo que isso significasse destruir e demolir seu eu existente que ele construíra com todas as suas forças. E aquele que lhe dera outra chance sobre as ruínas ao escolher um futuro com o seu eu quebrado…
Aquela pintura e seu dono estavam agora em sua vista. Não fora sorte que caíra em suas mãos em algum momento sem que ele percebesse. Lau, que não acreditava em fado ou destino, olhou para trás, para a jornada de conhecer seu Didi e chegar até aqui, superando uma probabilidade incrivelmente pequena que nem podia ser calculada, e percebeu que o ser diante dele estava além da explicação pela linguagem comum.
Quanto mais ele se misturava com Yihyun, mais fortes se tornavam os feromônios de Yihyun. Não muito tempo após o primeiro nó, ele descobriu que era impossível suprimir a mudança, não importava o que fizesse, uma vez que a penetração ocorria. Por isso ele teve que lhe contar. Não havia outra maneira de evitar a mudança.
Um Beta que tão facilmente derrubara as defesas que nenhum Ômega Golden jamais superara.
Na época, ele não percebera, mas quando sob a influência dos feromônios de Yihyun, ele era um Alfa no cio, em essência.
Um Alfa completamente despojado de razão e habilidades sociais aprendidas, possuído pelo instinto reprodutivo de misturar feromônios com o Ômega diante dele e gozar em seu corpo várias vezes.
Não importa quão gentil, dócil ou afetuosa a aptidão de um Alfa possa ser, o instinto precede tudo no cio. O mesmo se aplica a um Ômega no cio. Era um estado de excitação que os Betas achavam mais difícil de entender, e era o estado que o próprio Lau mais queria evitar, aquele em que ele nunca quis se tornar.
Contudo, como era que ele não sentia desprazer no momento em que era superado por seus feromônios?
Seu amante, Seo Yihyun, ainda não parecia compreender totalmente o significado absoluto e a influência que exercia, que ele era o primeiro em tudo e absoluto, em uma extensão que não podia ser totalmente explicada por quaisquer palavras. Mas o que importava? Ele estava preparado para repetir isso quantas vezes Yihyun quisesse saber, pelo resto de sua vida.
— Você sempre foi curioso sobre coisas assim, deitado aí como se não tivesse forças para levantar um dedo. Seo Yihyun.
Inclinando-se para frente em direção a Yihyun em sua mão, Lau sorriu de forma um tanto travessa.
— Eu só… mesmo logo após o nó, Kūn está sempre ereto, então eu me perguntava se você não estava satisfeito….
Yihyun, evitando seu olhar e esfregando o pescoço, o estava provocando, talvez intencionalmente.
— Primeiro, eu gostaria que você fizesse algo sobre esta ereção. Não sei quanto a você, Seo Yihyun, mas eu tenho estado….
Lau parou por um momento e então inclinou o telefone para baixo, mostrando a Yihyun o volume protuberante de sua ereção pressionando firmemente contra sua cueca. A forma de sua glande era claramente visível através do tecido, totalmente ingurgitada.
— Estou neste estado.
Trazendo a tela de volta para o seu rosto, Yihyun agora também tinha uma expressão claramente excitada.
Lau inclinou a cabeça levemente, ajustando a posição da lente para um ângulo que ele achava que deixava seu rosto melhor. Ele sentiu uma leve repulsa por sua própria sedução barata, tentando aumentar a excitação do outro com seu rosto.
— Quero te deixar assim também, Seo Yihyun. O que devo fazer?
Yihyun caiu na risada diante da declaração passiva, como se estivesse pronto para se mover conforme o desejo de Lau. A vibração de seu riso parecia ressoar através da ereção de Lau.
— Hum… por favor, desabotoe sua camisa.
Assim que o comando foi dado, Lau alcançou os botões da camisa sem hesitação. Os dois botões superiores já estavam desabotoados. Ele segurou o telefone em direção ao teto, mostrando a parte superior do corpo mais amplamente de cima a baixo, e rapidamente desabotoou o terceiro botão para baixo. Ele deslizou a mão pela abertura e acariciou seu peito amplamente. Yihyun soltou uma risada baixa diante da pose provocativa, mas aquela risada já estava muito além de mero divertimento ou prazer.
Inclinando-se para trás relaxadamente, meio deitado, ele acariciou lentamente todo o seu tronco e sussurrou para Yihyun na tela.
— Eu gostaria que você… estivesse sobre a minha barriga agora.
— …….
A voz de Lau já havia se aprofundado. Ele empurrou a camisa aberta mais para fora, aumentando a exposição. Suas respirações lentas e profundas faziam seus músculos abdominais se destacarem mais claramente enquanto ele os esfregava, confessando seu desejo a Yihyun.
— Sentado na minha barriga… inclinando a parte superior do seu corpo sobre o meu peito… eu queria que você tocasse meu rosto.
Yihyun na tela entreabriu os lábios, depois os mordeu com força. Suas coxas ficaram tensas, querendo sugar a carne vermelha.
Ouvindo as respirações gradualmente falhas um do outro, eles se concentraram na aparência um do outro. Ao contrário do sexo real, eles podiam agora editar e mostrar apenas as partes desejadas ao outro. A imagem dentro do quadro de seis polegadas era o que Yihyun queria lhe mostrar e, inversamente, o Yihyun fora da tela era o que ele queria esconder. O que ele queria esconder, mas logo revelaria.
A mão de Yihyun moveu-se hesitantemente para seus lábios. Vendo Yihyun beliscar e torcer a carne entre os dedos, exatamente como Lau costumava fazer por ele, Lau acariciou sua ereção através da cueca fora da tela. Apenas o deslizar lento de sua mão sobre seu pênis, tão ereto que parecia prestes a romper, fazia seus quadris se contorcerem, querendo penetrar.
Fixando o olhar em Yihyun, ele perguntou.
— Isso parece… como me beijar?
Yihyun balançou a cabeça.
— Não é o suficiente.
À voz de Yihyun, que soava como o apelo de uma criança mimada, raramente ouvida exceto durante o sexo, Lau soltou um gemido baixo e deslizou a mão por dentro do elástico de sua roupa íntima.
Beijar, acariciar a pele, estimular os mamilos e lamber o cu para explorar o interior, sem o corpo de Yihyun para fazer isso, tudo o que ele podia fazer era o ato trivial de estimular diretamente seu próprio pau. Para deixá-lo duro, ele nem precisava esfregar para criar fricção. Era um problema porque as poucas palavras e o sorriso de Yihyun eram suficientes para fazê-la ficar firme demais.
— Você já assistiu ao vídeo que filmamos juntos antes e fez?
— …….
Yihyun não respondeu, mas seus olhos, baixos, já falavam afirmativamente. Apenas recordar Yihyun por um momento, reproduzindo aquele vídeo filmado há muito tempo e confortando a si mesmo, fez o pré-gozo jorrar e molhar sua mão enquanto descia pelo pênis. Ele tensionou os músculos das nádegas como se estivesse prestes a enfiar seu pau em algum lugar imediatamente, mas não havia onde exercer sua força.
— Eu quero te beijar como naquela vez…
— Hng, hngh….
Talvez recordando a cena do beijo no vídeo, Yihyun gemeu baixo e fez uma careta. Então ele empurrou um dedo, que estivera torcendo seus lábios, cerca de uma polegada dentro da boca. Ele estava lentamente se desfazendo, relaxando.
— Tente tirar a língua e esfregá-la.
Yihyun, que pareceu hesitar por um momento, abriu os lábios com o dedo ainda dentro. Uma massa úmida e vermelha emergiu, e seus dedos médio e indicador rolaram sobre ela com respirações ofegantes.
Lau focou nos movimentos de Yihyun, sentindo calor em seus olhos. — Ha… Hh… Hu… — Ajustando sua respiração como se levantasse pesos pesados, ele empurrou para baixo o elástico de sua cueca e puxou seu pau para fora. A tela só mostrava até a sua pelve, até o limite onde seus pelos pubianos começavam a crescer espessos, mas Lau sabia que Yihyun podia adivinhar plenamente o que estava acontecendo entre suas pernas apenas pelo movimento de seus próprios pulsos e braços em direção ao centro de seu corpo.
Os ombros de Yihyun também se contraíam intermitentemente enquanto ele esfregava a língua. A sensação de formigamento em sua parte inferior do corpo provavelmente estava fazendo seu corpo sensível estremecer.
Os dedos de Yihyun, molhados de saliva, desapareceram da tela. Então ele entreabriu os lábios como se quisesse dizer algo. Lau inconscientemente colocou a língua para fora e lambeu os lábios, querendo beijar as pálpebras de Yihyun que piscavam lentamente. Impulsionados pelo desejo de sugar as línguas um do outro, eles continuavam umedecendo os lábios, não importava quem fosse.
O pênis em sua mão estava duro, como se fosse explodir em breve. Ele queria penetrar. Queria alcançar o clímax através da fricção, sendo apertado e pressionado pela parede interna de Yihyun, não esse mero jogo de mão.
Yihyun, já lutando para segurar o telefone adequadamente, deixou o braço esquerdo pendurado. Ele apoiou o telefone no colchão, inclinando-o para cima para filmar a si mesmo. O tronco de Yihyun, vestindo uma camisa branca que revelava seu pescoço, preenchia metade da tela. Ele baixou a cabeça ligeiramente, olhando para a lente, e sussurrou em voz baixa.
— O som…
— Você consegue ouvir?
Um som úmido e borbulhante, como caminhar em uma poça rasa, surgiu de baixo enquanto ele acariciava rapidamente seu pau. Era óbvio que ele também podia ouvir e, embora Lau estivesse deliberadamente controlando a pressão de sua mão para criar o ruído chapinhante, ele fingiu não saber e insistiu na confirmação.
Yihyun olhou para a tela e assentiu.
— Mostre-me. Eu quero ver….
Conforme solicitado, Lau mudou a direção do telefone. Seu pênis estava tão ereto que ficava reto em direção ao teto sem que ele o segurasse. Ele segurou a base cheia de veias e acariciou lentamente para cima até a glande. O pré-gozo que fluiu por todo o seu pênis foi empurrado de volta para a mão de Lau enquanto ele envolvia a haste, e a cena estava totalmente exposta na tela.
Ele queria provocar Yihyun mais. Queria que Yihyun o desejasse mais, que ficasse cativado por sua proeza sexual. Não era uma bravata imprudente de não ter nada além de seu corpo, mas querer atrair com habilidade sexual. Embora pensasse que era uma abordagem rude e vulgar, ele não podia evitar. Queria que Yihyun o avaliasse como mais útil do que qualquer outro homem ao redor.
Ele sabia que Yihyun sempre olhava de relance sempre que seu pênis se movia. Lau puxou seu pênis em direção ao abdômen inferior e soltou-o, exibindo sua elasticidade. O pré-gozo respingava cada vez que ele saltava em um arco em direção aos testículos. Ele até segurou a base de forma mais explícita e a balançou. A maneira como seu pênis excessivamente pesado e longo balançava sem brilho e arquejava parecia ainda mais obscena na tela.
Apenas a consciência de que Yihyun estava assistindo fazia todo o seu pênis latejar.
Ele se perguntava que expressão Yihyun tinha ao observar este objeto grotesco, este show obsceno. Ele ajustou a direção do telefone para mostrar a parte superior do corpo a partir debaixo de sua virilha. Seu rosto não estava totalmente capturado na tela, mas ele podia ver o rosto contorcido e gemendo de Yihyun. Yihyun deslizara mais para baixo do que antes e respirava pesadamente.
Enquanto isso, todos os botões de sua camisa estavam desabotoados, e seu peito branco espiava entre as lapelas abertas. As aréolas de Yihyun brilhavam, como se ele as estivesse manipulando com os dedos cobertos de saliva.
— Você tocou seus mamilos?
— …….
Reconhecendo que Lau estava assistindo, Yihyun desapareceu de vista. A tela tremeu caoticamente. Quando Yihyun reapareceu, ele estava mordendo o lábio inferior com força, como se estivesse prestes a chorar. A tela, filmando Yihyun de um ângulo de 45 graus em vez de frente, ainda tremia instavelmente para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita. O tremor de seu ombro direito, com o braço pendurado e não segurando o telefone, era incomum.
— Seo Yihyun, o que você está fazendo agora?
— Hng, hck. Hng….
Yihyun balançou a cabeça sem responder. Contudo, ele continuava olhando de relance para a tela, incapaz de tirar os olhos do pênis de Lau.
— Yihyun-ah, me mostre aí embaixo.
— N-não… hck….
Enquanto Yihyun levantava o queixo e gemia, o telefone inclinou-se e ele desapareceu de vista, depois reapareceu. Lau estava impaciente.
— Estamos fazendo sexo agora. Eu te mostrei tudo.
— …….
Yihyun virou mais a cabeça para olhar para a tela. Ele parecia estar apoiando o telefone no joelho esquerdo, e seu rosto na tela estava quase de perfil. Era um ângulo que exigia que ele afastasse bastante as pernas.
O rosto de Yihyun, olhando para ele através da lente, estava vermelho e afogueado. Suas bochechas, lábios e até a ponta da língua pareciam úmidos e quentes, fazendo Lau querer pular para dentro da tela.
— Mostre-me.
— …….
Foi um apelo cheio de desespero.
A tela tremeu caoticamente como um vídeo filmado às pressas por um amador terrível. E, no momento seguinte, Lau praguejou e teve que apertar a base de seu pênis diante da cena que preenchia a tela. Sua parte superior do corpo sobressaltou-se involuntariamente.
Como se fosse incapaz de mostrá-lo completamente nu, a lente, inclinada de cima, filmava entre as pernas de Yihyun.
Yihyun, com os joelhos levantados e bem afastados e encostando a parte superior do corpo contra um grande travesseiro, puxou os quadris para trás e inseriu o dedo médio em seu ânus, envolvendo o braço por fora da coxa.
Um brilho úmido fluía de seus pelos pubianos pretos, contrastando com sua pele branca e limpa. Seu abdômen inferior liso subia e descia, e seu pênis avermelhado e inchado, revelado através da camisa aberta, dava uma impressão mais íntima. Devido à sua postura semireclinada contra o travesseiro, seu pênis ereto estava pressionado contra seu abdômen inferior. A tela mostrava apenas sua virilha aberta e o pênis.
— Hng… hck, hng….
Os gemidos de Yihyun se sobrepuseram à tela, e o pulso de Lau acelerou. O pênis segurado na base pulsava, derramando pré-gozo.
— Você pode me mostrar… mais detalhes?
Sua voz, seca e rachada, tremia sutilmente enquanto ele suprimia sua paixão.
Lau conhecia a sensação que os dedos de Yihyun estavam explorando. O suco de amor úmido, a viscosidade sinuosa da membrana mucosa agarrando-se molhadamente. Ele sentiu ciúmes dos dedos de Yihyun. Queria ver mais detalhes.
— Seo Yihyun….
Ele aproximou o telefone, que estivera filmando seu pênis, de seu rosto, instando e implorando. O rosto de Yihyun não estava visível, mas seus gemidos acelerados deixavam Lau mais ansioso.
— Hck, hng… Ku, Kūn….
— Ah, Yihyun-ah.
Ao fim de sua voz, que soava tensa enquanto chamava por Lau, a visão ampla da tela subitamente se estreitou. Desta vez, estava extremamente perto. As dobras densamente compactadas por dentro e o movimento dos ossos de seu dedo eram vívidos, como se vistos de perto. Lau instintivamente respirou fundo, sentindo-se como se estivesse enterrando o rosto no períneo de Yihyun.
O suco de amor infiltrando-se ao redor dos dedos de Yihyun escorria por sua mão, entre suas pernas afastadas e pela abertura. A quantidade de suco de amor, tanto quanto o pré-gozo fluindo da glande de Lau, pingava incessantemente, como se algo tivesse explodido por dentro, como se algo estivesse errado.
— Estou ficando louco.
Lau jogou a cabeça para trás, batendo a nuca na cabeceira, e murmurou entre os dentes.
— Hng, hck, Kūn….
Sua voz, procurando por Lau, soava desesperada. Ele não sabia como lidar com o nível anormal de excitação causado pelos feromônios, por falta de experiência. Queria fazer algo por Yihyun, que estava segurando sua metade inferior vazando, mas estava a 9.000 quilômetros de distância.
— Yihyun-ah, eu quero te chupar.
— Ha, hng… Hng.
Ele engoliu várias vezes, mas sua garganta continuava seca. Lau arquejou, acariciando o pênis rapidamente, todo o seu corpo preenchido por uma excitação que parecia que suas veias iriam explodir. Os feromônios correndo por seus vasos sanguíneos ansiavam por Yihyun. Ele, como um fantasma, ansiava por seu didi. Ele uivava como se estivesse se automutilando, batendo contra as paredes em todas as direções, exigindo ser levado para diante dele.
— Seo Yihyun, eu quero te chupar aí até que fique vermelho e mole.
— Faça… Me chupe… Ah Wi, deixe mole.
Quando estavam juntos, Yihyun raramente pedia algo durante o sexo. Lau nunca o deixava sozinho antes que ele pudesse pedir qualquer tipo de carícia.
Mas durante o sexo por telefone, era diferente. Eles tinham que pedir por uma intimidade impossível para alcançar o clímax através da ausência um do outro. Apenas pedindo e respondendo, tinham que aumentar seu prazer imaginando a língua do outro mergulhando em seus lugares secretos e lambendo. Lau também tinha que se satisfazer imaginando retirar os dedos desajeitadamente enfiados de Yihyun e, em vez disso, enfiar sua própria língua, atacando implacavelmente seu ponto mais vulnerável. Para os Betas, ele não sabia, mas para Alphas e Ômegas sob a influência de feromônios, era tortura.
— Meus feromônios agora… parecem que vão explodir.
Lau fez uma careta, apertando seu pau e arqueando as costas alto. Mesmo sem a influência direta dos feromônios de Yihyun, ele não conseguia controlar sua secreção de feromônios. Sua habilidade de controle nunca funcionara adequadamente quando se tratava de Yihyun.
— Quero que você sinta o cheiro disso. Quero te ver enlouquecer depois de sentir o cheiro.
— Eu quero sentir… os feromônios do Ah Wi, parece que eles estão… ainda aqui.
Embora ele próprio não parecesse perceber, a parte inferior de Yihyun estava pulsando. Estava amolecendo. Ele estava ficando louco, querendo entrar naquela abertura que estava se preparando para recebê-lo e abrindo-se em sua direção. Queria ser coberto pelos feromônios de Yihyun e contorcer-se como um animal com ele a noite toda.
— Eu também… Parece que estou enterrado entre as pernas de Seo Yihyun… Yihyun-ah, abra-as mais. Deixe-me… entrar.
Incapaz de suprimir seu instinto crescente por mais tempo, Lau sentou-se, apoiando o telefone no colchão. Ajoelhado, abriu as pernas bem, apoiando os quadris nos calcanhares, e envolveu o pênis com a mão direita. Ao contrário da maioria dos homens Betas, ele não conseguia liberar o calor que estava emitindo simplesmente acariciando o pênis até gozar. Para gastar um pouco mais de energia, Lau empurrou os quadris, olhando para o telefone filmando entre as pernas de Yihyun.
Yihyun inseriu outro dedo em seu ânus. Lau lambeu os lábios, observando a abertura, que aceitava seus dedos suavemente sem resistência.
— Hng, mm… Hck….
Os gemidos de Yihyun aprofundaram-se, beirando soluços.
Yihyun, espalhando cuidadosamente os dedos por dentro, esfregou os quadris contra o lençol. Suco de amor leitoso e turvo pingava do orifício, que estava esticado em uma ampla forma oval horizontal. Lau, cerrando o punho esquerdo com tanta força que as unhas se enterraram na carne, desabou a parte superior do corpo sobre o colchão.
Ele queria enfiar seu pênis agitado no corpo estreito de Yihyun e balançar os quadris como se fosse quebrar a cama. Todo o seu corpo parecia amarrado por correntes sufocantes.
O desejo de entrar no corpo de Yihyun, que estava se transformando em um Ômega, a sede de união com seu didi, era insuficiente para ser expresso como mero desejo. Parecia tão diretamente ligado à vida quanto o instinto de respirar. Como se fosse morrer se não pudessem se tocar.
Ele queria segurar aquele corpo firmemente e empurrar por dentro por horas a noite toda. Queria esfregar o pênis contra a parede interna completamente derretida, misturada com pré-gozo derramado, uma quantidade massiva de sêmen e as próprias secreções de Yihyun, e dar o nó inúmeras vezes, fazendo-o se contorcer. Mesmo que se tornasse o tipo de Alfa que desprezava, cuja mente era uma confusão de combinações e arranjos, deixando apenas o instinto, não importaria se a outra pessoa fosse Yihyun.
Deitado de bruços no colchão, ouvindo os gemidos tensos de Yihyun, Lau limpou o rosto várias vezes.
— Yihyun-ah… está difícil, não está? Tente colocar o dedo para dentro e para fora… como eu fiz para você, ok? Você vai se sentir melhor se for mais rápido….
— Hng, hng… Não… Eu quero que você coloque… Eu quero que o Wi… faça… Eu não gosto disso, não gosto… Esfregue para mim… Eu quero o nó… Wi, faça para mim….
Ao final de seu devaneio incoerente, completamente além da razão, Yihyun deixou o celular cair. A tela mostrava o teto sem direção, mas os sons de penetração e seus gemidos soluçantes continuaram.
— Yihyun-ah… me desculpe… eu sou… um bastardo….
— Kūn… Kuun… Ha, hng, Wi….
A voz de Yihyun, procurando por ele, parecia estar em apuros e perigo, não em excitação sexual, e Lau sentiu como se estivesse enlouquecendo. Seu pênis já estava a caminho de gozar, mas, ao mesmo tempo, seu peito doía.
De além da tela, onde ele não podia ver, Yihyun parecia estar alcançando o clímax e, por um tempo, apenas gemidos fracos e lânguidos continuaram, mal audíveis.
Rasgando os lençóis e empurrando os quadris sem rumo e sem alvo, Lau também alcançou o clímax pouco depois, mas não se sentiu aliviado física nem emocionalmente.
Esta era a terceira sessão de sexo por telefone, e Yihyun o cativava a cada vez com uma postura mais honesta e sexy, mas mesmo em meio à estimulação de palavras obscenas e visuais ousados, mesmo no momento do gozo, o que ele mais desejava eram sempre abraços e beijos.
Ele queria segurá-lo, beijá-lo. Queria responder a cada desejo de Yihyun. Queria afastar o cabelo de seu corpo trêmulo e arquejante após o orgasmo e sentir o interior em convulsão por um longo tempo.
Ainda segurando o pênis que não havia baixado após mesmo após gozar, Lau deitou-se de bruços nos lençóis, tocando e mexendo distraidamente no anel em sua mão esquerda.
— Eu quero te ver.
Desta vez também, foi menos uma confissão para Yihyun e mais uma declaração que escapou de seus lábios, um transbordamento de emoções profundas demais para serem contidas, além do que poderia ser guardado. Ele não podia ter certeza se Yihyun, contorcendo-se nos lençóis sob o efeito residual de seu clímax, ouvira seu solilóquio.
Ele pegou o telefone, que estava virado para o teto, e o apoiou de lado para filmar o próprio rosto. Yihyun, deitado de lado contra o travesseiro, o observava através da lente, como se estivesse fazendo isso há algum tempo.
— Foi bom?
Yihyun sorriu levemente, com o rosto úmido de suor. Ele parecia perturbado, incapaz de dizer se foi bom ou ruim. Seu rosto também ansiava por seu toque, seu corpo preenchido por uma paixão não liberada.
— Provavelmente ainda está pulsando aí dentro, certo?
Apenas ouvir essas palavras fez sua parte inferior se agitar, e Yihyun mordeu o lábio, olhando para baixo. Então, como se tentasse mudar de assunto, ele afastou o cabelo do rosto e perguntou brincando com um sorriso.
— Hoje… quantas vezes mais você acha que faremos isso mais tarde?
Após gozar, ele fingia que sua razão havia retornado, mas um tremor ainda permanecia em sua voz.
Lau, que estava deitado com a bochecha contra o lençol, apoiou-se no cotovelo e levantou a parte superior do corpo.
Apoiando-se no cotovelo e deitado de bruços, entrelaçando os dedos e bagunçando o cabelo, Lau fingiu estar perdido em pensamentos, mordendo o lábio inferior e apertando os olhos enquanto olhava para o espaço.
— Hum… eu não quero hoje.
— Mentiroso.
Ele acariciou o rosto de Yihyun na tela, rindo zombeteiramente com uma expressão de descrença. Não importava se ele interpretasse como uma piada. Não, na verdade, ele esperava que ele não soubesse a extensão total de sua solidão. Saber o suficiente apenas para confirmar o afeto era suficiente.
— Vamos nos encontrar em poucos dias, então vou praticar a abstinência a partir de hoje.
— Uh… eu não acho que você precise. Eu não vou te provocar. Pode ser ruim para a sua saúde….
Observando Yihyun, que tentava seriamente convencê-lo com uma expressão rígida, talvez temendo o desejo sexual que seria desencadeado sobre ele após alguns dias de abstinência, Lau sentiu vontade de beijar a tela. Ele estava surpreso consigo mesmo por desejar tão naturalmente o tipo de afeto que uma vez ridicularizara como uma demonstração infantil e excessiva em um relacionamento.
Em vez de confessar que até a masturbação agora parecia uma confirmação autodepreciativa de sua ausência, ele franziu os lábios, reunindo sua timidez e autodesprezo.
— …….
Yihyun, percebendo o que ele estava pedindo, enterrou o rosto em um travesseiro e riu por um momento. Ele sabia que era um ato fora de seu caráter, mas como havia decidido ser infantil, não desistiu e esperou. Yihyun voltou para a tela com o rosto ainda cheio de riso, revirando os olhos e limpando a garganta algumas vezes, como se estivesse contemplando se concederia seu desejo. Então, ele pressionou os lábios, inclinou-se e se afastou com um estalo, aplicando pressão.
Ele desapareceu da tela por um momento com um gemido abafado, talvez envergonhado. Ouvindo a voz de Lau rindo contra o travesseiro, Lau também sacudiu os ombros e soltou uma risada. Ambos estavam cientes de que estavam agindo fora de seu caráter, mas Lau defendeu Yihyun e a si mesmo com o pensamento de que tal nível de infantilidade poderia ser relevado ocasionalmente em um relacionamento à distância de 9.000 quilômetros.
— Só para você saber, não vou deixar você dormir a semana toda. Não, mesmo que Seo Yihyun adormeça, eu vou continuar.
Ele declarou para Yihyun, que havia retornado à tela, com uma voz que soava como se tivesse um bico de criança.
O número 9.000 quilômetros era menos um problema físico para Lau e mais um problema emocional. Era mais doloroso do que ele previra, mas ele sempre tomava o cuidado de expressar isso de uma maneira que Yihyun percebesse apenas como uma saudade associada a um relacionamento à distância. Comparado aos dias em que ele tinha que observá-lo secretamente voando de um lado para o outro para Paris todo fim de semana, esta era uma dor verdadeiramente feliz e onírica, uma dor que valia a pena suportar.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Diamond Dust (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Tendo vivido como um beta a vida inteira, Seo Yihyun nunca imaginou que seu caminho se cruzaria com o de um Alfa de elite como Lau Weikun — alguém tão acima do seu mundo que parecia que o destino jamais se daria ao trabalho. Mas, um dia, Weikun capta um aroma impossível pairando no ar: o feromônio doce e viciante de um Ômega… vindo de Yihyun. Mais estranho ainda, é um perfume que apenas ele consegue perceber. À medida que o desejo e o instinto se misturam em obsessão, Yihyun se vê preso entre a descrença e a tentação, vendo seu mundo se transformar em algo que ele nunca julgou possível.