Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 06 Online


Modo Claro

6ª Parte

— Meu Deus, jovem mestre!

No momento em que Susan o chamou com a voz assustada, Tenen sentiu como se todo o sangue de seu corpo tivesse sumido. Seu coração batia freneticamente e o suor frio voltou a brotar intensamente. Tenen congelou sem conseguir sequer tirar a mão de dentro das calças, apenas engolindo em seco.
Será que tinha sido pego de novo?
Desta vez, para piorar, não era na frente, mas sim atrás. Se fosse pego em uma situação daquelas, não terminaria apenas com a troca de um criado; talvez ele tivesse que retornar imediatamente para a Casa do Visconde Skyler.

— Se já tinha acordado, devia ter me chamado… Meu Deus, olhe só como seu rosto está abatido.

Susan aproximou-se com cuidado para não derramar a água da bacia e colocou-a junto com a toalha na mesa de cabeceira.
Ao contrário de toda a sua tensão, Susan não tinha descoberto a sua conduta vergonhosa. Era óbvio. Tenen estava completamente enrolado nas cobertas, sem deixar um único dedo da mão ou do pé à mostra. Fora apenas uma ilusão embaraçosa causada pela mente que não funcionava bem devido à febre.

— Eu…

Tenen tentou falar com naturalidade, como se nada tivesse acontecido, mas fechou a boca ao sentir uma pontada na garganta, como se ela estivesse sendo arranhada por uma lixa.
Parecia que sentia o gosto de sangue na garganta. A voz que saiu estava tão terrivelmente rouca que era doloroso ouvir, a ponto de a frase cortada ao meio dispensar maiores explicações.

— Acho melhor molhar a garganta primeiro. Consegue beber um pouco de água?

Tenen conhecia bem o próprio corpo nessas situações. Não conseguiria engolir nem um gole de água de qualquer jeito. Se fizesse errado, poderia passar mal com um único gole, vomitar o dia inteiro e acabar desmaiando.
Tenen apontou com os olhos para uma toalha pequena e macia. Provavelmente era a toalha usada para limpar o rosto. Susan, que era perspicaz, pegou a garrafa de água que estava na mesa de cabeceira e molhou a toalha indicada por ele. Em seguida, umedeceu com cuidado os lábios de Tenen, que estavam secos como um deserto.

— Ai, que pena do nosso jovem mestre. Disseram que o senhor caiu ao subir em uma árvore?

— …?

— Se queria ver a paisagem, era só ter falado. Eu teria trazido uma escada num instante. Mas ainda bem que aquele Landif o encontrou logo. Sabe o tamanho do susto que levei quando vi o jovem mestre desfalecido nas costas dele?

— ….

Ele tinha boca, mas não conseguia falar, o que era frustrante demais.

‘Então ele inventou essa desculpa.’

Embora parecesse uma justificativa plausível para não causar um grande problema, ele sentiu raiva do comportamento ultrajante de Landif.
Para começo de conversa, a culpa não era dele? Landif tinha violado cruelmente um homem que estava descansando tranquilamente no jardim e agora o transformava em um jovem mestre causador de acidentes, de modo que Tenen não podia deixar de se sentir injustiçado.

— Lan…diff…

Ao contrário de seu coração enfurecido, que queria chamar Landif imediatamente e fazê-lo ajoelhar-se no chão, uma voz moribunda escapou de sua boca. Parecia até mesmo uma súplica dolorosa, como se chamasse por um amante querido antes de morrer. Susan limpou suavemente o suor frio que brotava na testa de Tenen com a toalha, fungando como se segurasse as lágrimas.

— Pois é. Se não fosse por ele desta vez, algo realmente grave teria acontecido. Vou chamá-lo num instante para que possam conversar.

Pressionando os olhos com o avental amarrado na cintura para enxugá-los, Susan retirou-se. Da perspectiva de Tenen, a intenção era chamar Landif para interrogá-lo sobre as mentiras descaradas que ele havia espalhado, mas Susan pareceu entender erroneamente que Tenen queria ver o benfeitor que salvara sua vida.
A porta do quarto se abriu novamente apenas depois que Tenen conseguiu tirar a mão das calças em segurança. Com as duas mãos postas calmamente sobre o peito, Tenen fingiu não ver Landif se aproximar com passos silenciosos.

— Soube que acordou.

— Graças a você.

Sua garganta ainda doía, mas Tenen forçou a voz para fora. Ele não queria demonstrar fraqueza diante de Landif.

— Como se sente?

— Não sei.

— Se houver algum desconforto, chamarei o médico imediatamen…

— Por que não para com essa atuação ridícula?

— ….

Tenen ergueu os olhos baixos e encarou Landif. As pupilas vermelhas dele estavam calmas e sem calor, como a luz que se apaga na ponta de um galho totalmente queimado. Era um rosto tão limpo que tornava difícil acreditar que se tratava da mesma pessoa com quem tivera uma relação sexual tão intensa no jardim.

‘Pensando bem, ele permaneceu impecável durante todo o ato. Observando-me como se fosse o problema de outra pessoa.’

Um riso irônico escapou por entre seus lábios ressecados. Quando Tenen moveu os lábios engolindo em seco repetidamente, Landif, agindo rápido, deu leves batidas em seus lábios com a toalha molhada. Em seguida, pegou um pouco de água com uma colher de chá e a despejou entre os lábios dele, como se a estivesse aplicando.
Sentir a água tocar a língua o fez se sentir bem melhor. Tenen esqueceu-se até de encarar Landif e aceitou a água ansiosamente como um filhote de pássaro, fechando a boca firmemente para afastar a colher apenas quando a garganta se abriu um pouco.

— Precisa de algo mais?

— Olhando assim, você até parece um mordomo bem convincente.

— O que quer dizer com isso, mestre?

— Você. Afinal de contas, nem me considera seu mestre.

Landif abaixou os olhos mantendo a postura levemente inclinada, como um criado obediente. Ele não se justificou.

— Uma “configuração”, não foi o que disse? No fim, era apenas o trabalho de base para aumentar o entusiasmo do ato sexual.

Lembrou-se da voz de Landif no dia em que o conheceu, perguntando de imediato se era uma “configuração” quando lhe foi dito para parar de usar linguagem informal. Landif não estava servindo a Tenen como um superior, ele apenas havia moldado a si mesmo como se estivesse construindo o personagem de um romance erótico.

— Se houve alguma falha, farei as correções. Mestre.

— Chega. Pare com isso.

— Se diz para parar…

— Eu sei muito bem que, longe de me ver como mestre, você sequer me trata como um ser humano de verdade. Esqueça esse tratamento bajulador de mestre. Faça como quiser, assim como no dia em que nos vimos pela primeira vez.

A hesitação de Landif foi curta.

— Assim farei.

Abandonando a linguagem formal imediatamente, Landif endireitou a coluna que estava levemente inclinada e olhou para Tenen de cima com um olhar ainda mais desprovido de emoção. Aquele olhar, que não continha a menor fração de sentimento humano por Tenen, chegava a ser arrogante.

— Haha. Meu avô me deixou uma herança bem problemática.

Como sua boca não se abria bem, ele falava em voz baixa e pausada, o que fez com que sua intenção de ser sarcástico não fosse totalmente transmitida. Sentindo-se injustiçado internamente, Tenen moveu os olhos e encarou Landif com todas as suas forças.

— Por que fez aquilo?

— Como já disse várias vezes, eu apenas entrego o conteúdo.

— Quer dizer que a herança deixada pelo meu avô é o seu sêmen?

Que piada. Será que o avô teria deixado um testamento porque queria legar o esperma de um homem para dentro de seu ventre? Diante do olhar gélido de Tenen, Landif balançou a cabeça de leve.

— Não. Seu interior está limpo. Não restou sêmen ou algo do tipo.

Ouvindo a voz indiferente de Landif, Tenen sentiu suas emoções ficarem cada vez mais intensas. Ele distorceu com dificuldade o canto da boca que tremia.

— Está dizendo que limpou a sujeira para mim? E, por isso, devo agradecer?

— Espero que não entenda mal. Para começo de conversa, aquilo não aconteceu.

— Que absurdo…

— Porque eu não ejaculei.

— ….

Tenen ficou sem palavras por um momento. Aquele ato do dia anterior ainda era tão vívido que parecia pairar sobre sua pele. As palavras de Landif eram o mesmo que negar inteiramente a memória do dia anterior. Sendo assim, significava que Tenen havia sonhado de olhos abertos?

— …E espera que eu acredite nisso?

— Também não pretendo pedir que acredite. Afinal, acabará acreditando de qualquer forma. Assim que você desmaiou, o ato foi interrompido imediatamente. Se você não estivesse consciente, não haveria sentido em continuar.

Landif era tão descarado que fazia parecer que o ato violento do dia anterior tivesse sido em benefício de Tenen. Pelo tom de voz, parecia que Tenen o havia atacado, e não que Landif o tivesse forçado.

— Es… espere um pouco. Então, o que você está dizendo, Landif… é que me atacar do nada e fazer aquilo foi por causa da herança do meu avô… E você não tinha o menor desejo de fazer aquilo?

— Quase exato.

Landif assentiu com arrogância.

— Mais do que por causa da herança, o ato em si era a herança.

— Significa que meu avô deixou um testamento ordenando que me violasse?

— Não. O desejo contido naquele ato. O sentimento de ansiar por tal ato. O que seu avô deixou foi o “desejo” em si.

Ficava ainda mais difícil de entender. Tenen tentou organizar a mente confusa. Ou seja, seu avô, Schnievel, havia guardado o desejo de ser forçado por outro homem dentro de um homem chamado “caixa”, como se fosse um tesouro, e inclusive tinha deixado isso de herança para ele, seu neto.

— Por que diabos ele faria algo assim…

Foi quando Tenen murmurou com o rosto perplexo. Landif transmitiu uma notícia desastrosa com sua voz habitual.

— Para fazer uma correção, o incidente de ontem foi apenas uma parte da herança.

— Uma parte…?

— Significa que há muito o que fazer daqui para frente.

Sentindo a garganta apertar, Tenen fechou a boca. Landif umedeceu a boca de Tenen com o mesmo cuidado e delicadeza de antes.

— Por isso, espero que se recupere logo. É claro que não é como se não houvesse conteúdo para entregar mesmo neste estado… mas acho que seria demais para você agora.

O olhar de Landif para Tenen, que estava totalmente enrolado nas cobertas, era frio como o de alguém avaliando carne exposta em uma banca. Considerando que a palavra “conteúdo” que saía de sua boca carregava um significado obsceno, era uma expressão que realmente não combinava. Ele previa a próxima “relação sexual” com Tenen exibindo um rosto que não continha a menor parcela de luxúria.

— Não fale com rodeios, explique direito. Essa herança do meu avô… ou seja, o conteúdo, era para me foder?

Tenen tentou se levantar para sentar, mas, sem forças nos braços, desabou de volta no travesseiro. Landif, com movimentos precisos como os de um mordomo de uma família nobre que recebera uma educação rigorosa, amparou Tenen com suavidade e o ajudou a sentar apoiado na cabeceira da cama.

— …Obrigado.

Landif sequer piscou diante do agradecimento do mestre, apenas inclinou a cabeça de leve.

— Eu sou uma caixa capaz de conter qualquer coisa.

Afastando os cabelos de Tenen que estavam molhados de suor, Landif limpou a testa dele com a toalha macia.

— Não é uma metáfora. No momento, estou apenas assumindo uma forma adequada de acordo com a vontade do mestre. Minha essência é a própria caixa.

— Além de não ser humano, você é uma caixa?

— Schnievel me comprou em um leilão de relíquias antigas. Ele foi atraído pelo slogan publicitário que parecia mentira, dizendo que eu podia conter qualquer coisa. Ele estava prestes a se casar em breve e sabia que sentia desejo apenas por homens.

— …O quê?

Os olhos de Tenen se arregalaram diante da confissão revelada calmamente por Landif. Quando seu avô costumava ficar nesta mansão, surgiam boatos sobre um homem extraordinariamente bonito que seguia os passos de seu avô como uma sombra. Era um boato sórdido de que o avô, atraído por homens belos, os arrastava para a cama.
Tratava-se de uma história que circulava aos poucos apenas dentro da família, não sendo um boato amplamente conhecido na sociedade externa. No entanto, se fossem membros ligados à Casa do Conde Felisto, não havia quem não conhecesse o boato.
Tenen, naturalmente, não acreditava naquilo. Também não havia ninguém na família que realmente acreditasse no boato. Quem tivesse encarado o avô direito pelo menos uma vez não se atreveria a acreditar em tal história.
Ele não era apenas frio com a família, mas também desprovido de emoções, como se todos os sentimentos humanos tivessem sido castrados. Foi nesse contexto que a avó se referiu ao avô como “uma boneca que apenas imita um ser humano”.
Por meio de julgamentos lógicos e racionais, ele cumpria todas as suas obrigações com a família, mas parava por aí. O avô nunca demonstrou amor pelos filhos, pela esposa ou, mais além, pelos netos. Nos momentos em que estava com a família, ele apenas existia como um fantasma, sem partilhar emoções.
Contudo, falar em luxúria. Sentir desejo por homens. Quem afinal? Aquele Schnievel rígido, que parecia esculpido em pedra? Diante de palavras tão difíceis de acreditar, Tenen moveu o peito seco, respirando de forma ofegante. Landif assentiu uma vez com o rosto sereno antes de continuar.

— Schnievel me abriu e colocou o “desejo por homens” dentro da caixa. Era um casamento que ele tinha a obrigação de realizar, e ele acreditava que seus próprios sentimentos não deviam prejudicar a família. No entanto, houve um fato que ele ignorou.

— Não me diga que.

Um pensamento sinistro passou pela mente de Tenen.

— Sim. O desejo é diferente de simplesmente interromper pensamentos obscenos. Amar algo. A identidade importante que constitui a si próprio. Ele selou inteiramente a estrutura do coração que possui o calor humano.

As palavras seguintes de Landif causaram um grande impacto em Tenen. Pensar que a postura desprovida de emoções do avô, que todos testemunharam ao longo do tempo, era na verdade decorrente de ter selado os sentimentos na caixa o deixou atônito. Seria algo assim possível? Não teria ele apenas trancado o próprio coração acreditando que havia descartado tudo?

— É natural duvidar. Mas é a verdade.

Observando Tenen, que vagava com o olhar pelo espaço enquanto digeria a história difícil de acreditar, Landif apenas revelava a verdade de forma obstinada.

— Depois que todo o conteúdo for retirado, provavelmente chegará a sua oportunidade de colocar algo na caixa. Quando esse momento chegar, você será capaz de compreender seu avô.

— …Não era possível retirar de volta?

Mordendo os lábios ressecados, Tenen olhou para Landif com o olhar trêmulo.

— Deve ter havido inúmeras oportunidades. Mesmo depois de se casar. Não, ele poderia ter aberto a caixa mesmo depois que os filhos já estivessem crescidos… Será que o que a própria pessoa colocou não pode ser retirado sozinho?

— Schnievel não quis.

— Por quê?

— Ele disse que fazia tanto tempo que não possuía sentimentos que não tinha confiança para suportar. Também mencionou que não queria enganar a família.

— Enganar…

A Casa do Conde Felisto era uma família relativamente pacífica em comparação ao seu tamanho. Não travavam batalhas sangrentas pelo posto de chefe da família, todos aceitavam os termos amigavelmente e os bens eram distribuídos sem disputas.
No entanto, ao olhar para o seu interior, a família estava seca como uma árvore morta há muito tempo. Não havia um laço forte capaz de uni-los. Por isso, eles se distanciaram de forma fria, sem sequer haver brigas.
Tenen não ignorava que a atitude árida do avô exerceu uma grande influência na criação daquele ambiente. Seu pai, Rockpith Skyler, fez o melhor que pôde para dedicar amor aos filhos. Era para evitar transmitir aos filhos a sua própria infância seca.
O esforço do pai era louvável, mas havia um limite para o amor oferecido por alguém que não foi amado. O pai era sempre gentil e afetuoso, mas possuía um lado fundamentalmente distorcido. Era uma pessoa lamentável que sequer sabia onde estava o problema.

— Deixemos as explicações sobre Schnievel de lado por enquanto. O conteúdo foi aceitável?

O tom de Landif ficou um pouco mais leve. Embora fosse uma forma de falar grosseira e desprovida de emoção, de alguma forma dava essa impressão. Tenen exibiu uma expressão complexa ao se lembrar da relação sexual repentina que ocorrera no jardim no dia anterior e da lembrança de ter sido atacado no quarto no meio da noite.

— Então… essas coisas pelas quais estou passando agora são a luxúria que meu avô guardava?

— Para ser mais exato, é o desejo interno que nem ele mesmo compreendia. Embora caiba a mim tecer esse conteúdo adequadamente para transformá-lo em uma parte.

— Tecer?

— Visto que o desejo interno não possui uma forma clara. O ambiente externo no momento em que o sol nasce. O jardim sombreado. Os toques um tanto implacáveis. É encenar a cena tecendo os pensamentos fragmentados dessa maneira. No primeiro dia, agi de forma curta levando você em consideração.

— Não posso receber tudo de uma vez?

De acordo com as palavras de Landif, aquilo significava que não se sabia quantas vezes mais atos como aquele aconteceriam daqui para frente. Completamente farto, Tenen perguntou demonstrando um leve aborrecimento, e Landif, após olhar para o rosto abatido de Tenen com um olhar fixo, respondeu com indiferença.

— Se for capaz de suportar, por mim tudo bem. Se ficarmos trancados no quarto por cerca de uma semana sem descansar um único momento, talvez termine.

Uma semana. Landif pronunciou a frase de que faria sexo por uma semana como se fosse um funcionário público diante de uma tarefa tediosa. Não era como se Tenen fizesse aquilo porque queria. Ele se sentiu ofendido com a atitude de Landif, que agia como se estivesse fazendo um favor a contragosto todas as vezes.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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