Ler Cachorro e Pássaro (Novel) – Capítulo ↫─☫ Extra 33 Online


Modo Claro

Dog And Bird. AU — 03.3

— 4 meses depois —

Enquanto viviam vidas ocupadas, o tempo fluiu como um rio que não para. O mesmo aconteceu com as gravações do drama. Apesar de vários obstáculos pelo caminho, o diretor continuou apaixonado e Seo Gyuha se esforçou para não perder sua essência, dando o melhor de si até o fim. Como resultado, no dia em que finalmente terminaram a última gravação sem incidentes, a equipe de produção e os atores presentes trocaram aplausos de encorajamento e alegria, celebrando o trabalho árduo de cada um.

Depois disso, Gyuha teve um período de descanso consideravelmente longo após muito tempo. Mesmo descansando em casa, ele não sentia aquela angústia ou incerteza sobre o futuro como antes. Isso porque ele tinha confiança no drama que estava com estreia confirmada para o mês seguinte. Na verdade, a própria plataforma estava fazendo uma promoção agressiva, lançando teasers, e a reação do público, que o considerava o trabalho mais aguardado do primeiro semestre, era avassaladora.

Claro, ele sabia que só teria certeza após a estreia… mas sentia que seu sustento não seria interrompido.

O namoro com Lee Chayoung, surpreendentemente, ia de vento em popa. Observando-o de perto, Chayoung continuava sendo educado e gentil com todos, mas agia de forma que ninguém sentisse nada além de um tratamento respeitoso. Por outro lado, para Gyuha, até o sorriso dele era diferente. Quando estavam sozinhos, ele o olhava com olhos que literalmente transbordavam mel, e era Chayoung quem ligava com mais frequência mesmo em meio à agenda lotada.

Como qualquer casal de celebridades, os dois aproveitavam encontros principalmente em casa. Às vezes jantavam fora e iam juntos para a casa de Chayoung, outras vezes Chayoung ia para a casa de Gyuha após terminar seus compromissos. Hoje era o segundo caso. Ao receber a mensagem de Chayoung dizendo “terminei agora”, Gyuha abriu imediatamente o aplicativo de entrega e pediu bife e massa.

Sempre que visitava a casa de Chayoung, ele exibia excelentes habilidades culinárias. Além do bife que acabara de pedir, Chayoung preparava pratos estrangeiros de nomes desconhecidos que se ajustavam perfeitamente ao seu paladar, satisfazendo todos os seus sentidos. Gyuha queria retribuir à altura, mas os termos “aptidão” ou “talento” não existiam no mundo à toa.

Não era motivo de orgulho, mas para alguém que ocasionalmente queimava até ovos fritos ou salsichas, cozinhar era um território difícil demais. Em vez de tentar fazer algo e acabar servindo uma comida que pudesse matar os dois, oferecer algo feito por profissionais era, na verdade, um ato de consideração por Chayoung.

*Ding-dong—*

Quanto tempo se passara? Ele estava jogado no sofá como um desocupado olhando o celular quando a campainha tocou alto. Gyuha deu um pulo. Enquanto se perguntava se a comida ou Chayoung teria chegado primeiro, verificou a tela do interfone e viu Chayoung parado ali.

Ele abriu a porta apressadamente e o outro entrou com um sorriso radiante.

— Cheguei, Gyuha.

— Entre logo.

Assim que tirou os sapatos e entrou na sala, Lee Chayoung abriu os braços para os lados. Olhando para o rosto dele que ainda sorria, Gyuha se aproximou como quem não quer nada e o abraçou de um jeito meio sem jeito. Sentindo a força do abraço retribuído, ele pensou o que sempre pensava nesses momentos:

“Quem diria que eu acabaria fazendo esse abraço de ‘bem-vindo’.”

Antes que pudesse entrar em uma crise existencial, a campainha tocou novamente. Ao abrir ligeiramente a porta da frente, a comida que pedira há pouco estava lá.

— Vá lavar as mãos. Vamos comer primeiro.

— Está bem.

Enquanto o via calçar os chinelos de quarto e entrar, Gyuha acabou soltando um risinho. Não sabia se devia agradecer por ele usar bem os chinelos que para si não passavam de decoração.

Enquanto arrumava a comida na mesa de qualquer jeito, Lee Chayoung reapareceu pouco depois. Aproximou-se com as mangas da camisa dobradas e ajudou na organização.

— Que massa você pediu?

— Creme picante. Também pedi salada, então coma.

Chayoung sabia muito bem que aquilo era consideração de Gyuha, já que ele comia de forma mais leve na noite anterior a um compromisso. Sentindo-se bem, ele fez uma brincadeira leve:

— É para eu comer só mato?

— É. Mas saiba que o mato foi mais caro que a massa.

Lee Chayoung acabou rindo alto. Não sabia se era porque eles tinham sintonia, mas, mesmo sem a intenção de ser engraçado, ele ria muito quando estava com Gyuha.

Em seguida, os dois começaram a refeição. Como já estava tarde para o jantar, Gyuha enrolou uma boa quantidade de massa no garfo e a levou direto à boca. Estava muito satisfeito enquanto mastigava.

“Com certeza, é esse o sabor.”

Por outro lado, Lee Chayoung exibia um autocontrole rigoroso. Mesmo com carne, carboidratos e acompanhamentos sobrando, ele fez questão de começar pela salada.

O engraçado era que até aquela cena tinha o poder de prender o olhar. Ele tinha o tipo físico de um predador carnívoro ágil, mas combinava perfeitamente comendo vegetais. Era algo como a beleza contida de uma classe alta que dominava perfeitamente a etiqueta à mesa.

Dizem que as roupas fazem o homem, mas, olhando para Lee Chayoung, parecia que o contrário também funcionava. Não era a roupa que mudava a pessoa; parecia que Chayoung dominava até o que vestia. Tanto que Gyuha, que nem olhava para saladas a menos que estivesse de dieta, se pegou pensando: “Será que eu experimento?”.

— A que horas você tem que sair amanhã?

— Por volta das onze?

— É um horário meio vago.

— Seria perfeito comer um brunch leve antes de sair. Ou então, podemos fazer *aquilo* mais uma vez de manhã.

“…Isso é coisa que se diga sorrindo até com os olhos?”

Balançando a cabeça internamente, Gyuha continuou comendo como se não tivesse entendido. Ao contrário de sua expressão indiferente, suas orelhas — o barômetro de sua honestidade — ficaram levemente avermelhadas. Era a reação natural que surgia sempre que ouvia algo insinuando a relação deles.

Após a refeição, a louça também ficou por conta de Chayoung. Enquanto ele lavava os pratos na pia, Gyuha encarregou-se da limpeza final. Limpando a mesa sem pressa devido à saciedade, ele subitamente sentiu um pressentimento estranho.

Quando o *heat* estava próximo, ele sentia algo instintivo que não conseguia explicar bem. Passadas uma ou duas horas, surgiam sintomas claros como febre baixa ou o corpo ficando sensível, e era exatamente esse o sentimento agora.

Sem perceber, Gyuha parou o que estava fazendo e tentou se lembrar de quando fora seu último ciclo de *heat*.

Por ser um recessivo, seu intervalo era longo, ocorrendo quase uma vez por trimestre. Por isso, embora não soubesse a data exata, já fazia bastante tempo que ele tinha tomado os supressores de emergência. Assim que percebeu, sua expressão endureceu.

“Por que logo agora…?”

Obviamente, ele planejava passar uma noite quente com Lee Chayoung hoje. No entanto, sua mente ficou confusa em um instante com questões como: se poderia ter relações após tomar o supressor de *heat*, se Chayoung acharia estranho a falta de feromônios, ou se deveria contar a verdade caso fosse questionado.

Mais importante do que isso era que ele precisava tomar o supressor agora mesmo. Ele ainda se sentia um pouco sem jeito ao liberar feromônios para seduzir um Alfa durante o sexo, então nem queria imaginar a cena de si mesmo perdendo o controle, chorando e implorando.

— ……

Engoliu em seco involuntariamente e deu uma olhadinha para Chayoung. Após confirmar que ele ainda estava concentrado de costas lavando a louça, pegou uma garrafa de água e foi para a sala.

Os remédios de emergência ficavam no armário sob a TV de parede. Abaixou-se silenciosamente e abriu a gaveta; embora fosse sua própria casa, seu coração batia forte como o de um ladrão. No momento em que pousou a garrafa ao lado e abriu a tampa do frasco de supressores…

— Gyuha?

— Ah!

Com a voz vinda de repente de tão perto, Gyuha levou um susto enorme e caiu de bunda no chão. Com o impacto, ele acabou soltando o remédio, e as cápsulas se espalharam pelo chão. Ao ver que eram cápsulas, Lee Chayoung abaixou-se também e perguntou com urgência:

— Você está doente? Está sentindo dor?

— Não, não estou.

Antes mesmo que ele terminasse de falar, uma mão grande tocou sua testa. Como se quisesse confirmar novamente, o dorso da mão tocou seu pescoço e se afastou.

— Parece que não está com febre, você está bem?

— Sim.

— Desculpe por te assustar.

Em seguida, Chayoung começou a recolher os remédios espalhados. Só então Gyuha recobrou os sentidos e tentou pegar o frasco primeiro, mas, infelizmente, Lee Chayoung foi mais rápido. Enquanto despejava as cápsulas recolhidas em uma das mãos para dentro do frasco, ele perguntou novamente:

— Mas que remédio é este?

Gyuha estremeceu mais uma vez com a pergunta despretensiosa. Não sabia se a metáfora era apropriada, mas sentia-se como o sapo atingido por uma pedra jogada por brincadeira. Com sua capacidade de improviso quebrada, ele não conseguiu pensar em mentiras ou desculpas e moveu os lábios levemente.

— Supressor de…

— O quê?

— …Supressor de *heat*.

Seu rosto esquentou novamente por conta própria. Embora estivesse vestindo uma camiseta de manga curta que não combinava com a estação, ele estava devidamente vestido, mas sentiu uma vergonha como se estivesse nu no meio da rua. Isso porque o simples fato de mencionar a palavra “*heat*” parecia uma admissão de que ele era um Ômega diante de outra pessoa.

— Me dá aqui.

— Ah? Ah, sim, aqui.

Ele tentou agir como se não fosse nada e tirou uma cápsula. Estava prestes a abrir a tampa da garrafa de água caída ao lado para engoli-la, quando Chayoung segurou seu braço apressadamente.

— Gyuha. Por acaso, está prestes a começar agora?

O objeto omitido da frase era óbvio. Com o rosto ainda queimando, Gyuha resmungou envergonhado:

— Vai passar logo se eu tomar o remédio.

O pensamento de antes voltou à sua mente. “Parece que o Chayoung gosta muito quando eu solto feromônios… Se eu tomar o supressor, a noite de hoje já era. Será que tudo bem? Ou ele vai perder o interesse e ficar chateado?”

— Gyuha.

Enquanto ele tentava sondar a reação do outro, Lee Chayoung chamou seu nome novamente. E o que saiu de sua boca foi muito além das expectativas de Gyuha.

— Você não pode dar para mim?

— O quê?

— O *heat*… Não tome o supressor, passe ele comigo.

A boca de Gyuha se abriu em choque diante das palavras inesperadas.

***

Na cama, duas pessoas nuas estavam grudadas como se fossem um só corpo. No entanto, as cabeças estavam em direções opostas. Gyuha estava montado ao contrário sobre Lee Chayoung, que estava deitado de costas, e manipulava o membro dele com as mãos.

Não, ele segurava o tronco robusto em suas mãos, mas os movimentos estavam parados há algum tempo. Isso por causa de Lee Chayoung, que segurava as nádegas dele abertas para os lados, acariciando a fenda com os lábios e a língua.

— Ah, hnn…

Chayoung estava mais persistente e obstinado do que o normal hoje. A sensação nua dele não apenas lambendo as pregas, mas invadindo até o interior, já deixava Gyuha atordoado. O fluido pré-ejaculatório escorria do membro ereto que estava quase colado ao umbigo, e a sensação de algo vazando lentamente de dentro de seu corpo era nítida.

E não era só isso. Ao ouvir os sons de beijos estalados, como se ele estivesse fazendo isso de propósito, Gyuha não aguentou mais e soltou a voz:

— Já chega… para com isso.

Mas se ele recuasse docilmente nessa situação, não seria o Lee Chayoung que ele conhecia.

— Ainda falta muito. Por dentro está bem molhado, mas a entrada ainda está apertada. Vou relaxar só mais um pouco.

Com isso, a sensação de ser lambido atrás novamente fez o tronco de Gyuha desabar. Ele não tinha mais sanidade para chupar ou lamber o membro de Chayoung. Somente após suportar um tempo que parecia tortura em meio a sensações distantes, Chayoung ergueu o corpo e se preparou para a inserção.

— Vou colocar.

Era a notícia que ele esperava. Ao relaxar o corpo e esperar, sentiu a abertura de baixo se expandir nitidamente.

Gyuha tentou controlar a respiração, mas mordeu o lábio inferior diante da sensação de crise que já chegara. A pressão pesada característica continuava a mesma, mas hoje até essa sensação estimulava o prazer sexual. Se ele se distraísse por um segundo, os gemidos já começariam a sair.

Logo, sentiu a junção se encaixar perfeitamente. Gyuha olhou para Lee Chayoung com olhos febris, esperando pelo tempo em que seria completamente revirado.

No entanto, a situação seguinte fugiu novamente às expectativas. Como Chayoung também estava devidamente excitado, Gyuha pensou que ele o pressionaria até ele perder os sentidos, mas ele começou a estocar em uma velocidade bastante comum. Claro que só isso já fazia a ponta do membro tocar o ponto de prazer dentro de seu corpo, mas, por algum motivo, aquilo o deixava ansioso.

E não era só isso. Ele era o tipo de cara que costumava beliscar ou chupar persistentemente o peito de Gyuha, que nem tinha nada para oferecer, mas hoje ele apenas tocava levemente como se estivesse brincando. Graças a isso, Gyuha ficou impaciente e o apressou:

— Se vai tocar, toque direito.

— Assim?

Sentiu um pouco mais de força no toque nos mamilos. Mas ainda era insuficiente para satisfazê-lo.

— Faz com mais força… para de brincar.

— Eu estou falando sério. Ou então me diga especificamente o que você quer. Eu farei tudo o que pedir.

Naquele momento, os feromônios Alfa que Chayoung exalava fizeram seu corpo inteiro formigar. Como se estivesse enfeitiçado, Gyuha abriu a boca:

— Chupa com a boca. Com força.

Ele temeu que Chayoung risse do pedido apressado que acrescentou, mas isso não aconteceu. Ao ouvir a exigência, Chayoung entrou em ação imediatamente. Sugou com força, fazendo barulho até na pele ao redor, e depois brincou de um lado para o outro com a ponta da língua. Após saborear bastante, ele ergueu a cabeça e notou que o outro mamilo também estava bem proeminente. Ao tocá-lo com o dedo, o corpo de Gyuha estremeceu violentamente.

— Quer que eu chupe aqui também?

Gyuha assentiu em vez de responder.

— Então coloque na minha boca.

— Você pode fazer sozinho, por que tem que…

— Porque eu quero ver você me desejando, Gyuha.

— …

— Hum? Rápido.

Seguiu-se uma pequena discussão. Gyuha disse para ele fazer como de costume, mas Lee Chayoung apenas sorria em silêncio. Enquanto isso, ele dava estocadas pontuais lá dentro, deixando Gyuha em um estado deplorável.

Finalmente derrotado, ele puxou a cabeça de Chayoung com força. Logo, o mamilo tocou os lábios dele, mas, mesmo assim, Chayoung não se moveu.

— Por que está parado?

Diante disso, Chayoung sorriu suavemente repetidas vezes.

— Já disse para falar o que você quer.

— Ah, porra, sério…?

Por um momento a raiva subiu, mas Gyuha continuava sendo o mais necessitado. Mais uma vez, ele perdeu para seus instintos.

— Abre a boca e chupa direito. Faz o que você quiser, ah!

Um grito escapou involuntariamente. Como se estivesse esperando apenas por aquelas palavras, Chayoung sugou o outro mamilo vorazmente.

A partir do momento em que ele ergueu a cabeça, a situação que Gyuha tanto desejava se desenrolou. Segurando firmemente as coxas de Gyuha com os dois braços, Chayoung começou a estocar violentamente lá dentro.

— Solte seus feromônios, Gyuha.

Ao contrário de outras vezes em que hesitava, os feromônios logo começaram a fluir do corpo de Gyuha. Por causa das limitações de sua natureza, a concentração estava longe de ser suficiente para deixar um Alfa em estado de total submissão ou preencher o quarto completamente.

No entanto, para um Alfa que possuía um Ômega prestes a entrar — ou talvez já tendo iniciado — o *heat*, aquilo era mais do que suficiente. Os feromônios do Ômega, que envolviam a pele de forma refrescante e ardente, eram como um veneno.

A excitação se manifestava em ações. Mudando para a posição de quatro, Chayoung apoiou o próprio corpo com um dos joelhos. Em seguida, começou a estocar com uma força que parecia querer partir o corpo de Gyuha em dois.

— Ah, hnn, ahhh, ah!

Gemidos intermináveis saíam da boca de Gyuha no ritmo das estocadas. Ele não tinha tempo para pensar se os sons que emitia eram embaraçosos ou se precisava se controlar. Toda vez que o que saía penetrava pesadamente de volta, sua visão ficava turva. Seu interior não estava apenas formigando; latejava como se fogos de artifício estivessem explodindo dentro dele.

Portanto, era natural que a sensação de ejaculação viesse rápido. Gyuha atingiu o ápice primeiro diante do prazer implacável e, quase ao mesmo tempo, Chayoung também despejou seu sêmen.

Ao perceber a ejaculação dele, o corpo de Gyuha estremeceu involuntariamente. O que ele notou foi que, apesar de Chayoung também ter ejaculado, o membro dele continuava ostentando a mesma rigidez.

De fato, sem nem um tempo de descanso, Chayoung aumentou a velocidade e continuou para a segunda rodada de sexo. A esse ponto, era difícil distinguir quem estava no cio. Graças a isso, Gyuha voltou a gemer sem ter tempo de recuperar o fôlego. A voz de Chayoung chegou aos seus ouvidos:

— Quer tentar deitar completamente de bruços?

— Para você me esmagar de novo? Você é pesado…

— Mas é bom porque ficamos mais colados. Ou então, eu te coloco por cima de mim para você brincar com o meu pau?

Gyuha ficou momentaneamente sem palavras diante das palavras obscenas e explícitas. Embora soubesse que ele falava coisas bem sujas na cama, como a aparência dele era muito limpa, ele ainda não conseguia se acostumar de vez em quando.

— Esquece. Não vamos nem discutir.

Apesar de resmungar baixo, Gyuha deitou-se completamente de bruços na cama conforme ele desejava. Como ainda estavam unidos, Chayoung ficou em uma posição montada sobre as coxas de Gyuha, com o membro ainda dentro dele.

Devido à posição, a pressão era enorme, mas graças ao sêmen recém-expelido, os movimentos não tinham dificuldade. Chayoung continuou movendo os quadris enquanto olhava para as escápulas proeminentes de Gyuha, então inclinou o tronco para sobrepor seu corpo ao dele e enterrou o rosto em seu pescoço. O pescoço era um dos lugares por onde passavam as glândulas de secreção, então os feromônios eram sentidos com mais intensidade.

— Seus feromônios são realmente bons, Gyuha. Como podem combinar tanto comigo?

Gyuha estremeceu com a sensação da língua dele lambendo seu pescoço. Hesitou por um momento se fazia ou não, mas logo fechou os olhos e liberou mais um pouco de feromônios.

Se aquilo era um elogio vazio ou sincero, apenas Chayoung sabia. Como havia uma lacuna entre suas naturezas, a primeira opção era mais provável, mas Gyuha subitamente desejou que fosse verdade naquele momento. Inevitavelmente, Chayoung não se limitou a apenas uma posição.

Para mudar de posição mais uma vez, ele retirou o pênis levemente, e o lugar que estivera mordendo o membro com firmeza por alguns minutos ficou à vista. Imediatamente, a excitação se espalhou novamente pelo rosto dele.

— Você sabia? Se você tira logo depois de estocar com vontade, ele não fecha na hora. Fica aberto assim, pequeno e redondo, e é realmente lindo.

O rosto de Gyuha ficou vermelho ao perceber a que ele se referia. No entanto, o motivo de não ter conseguido ficar bravo foi a expressão de Chayoung. Se houvesse o menor sinal de deboche, ele teria explodido de raiva, mas o rosto dele estava cheio de êxtase.

— …As pessoas deveriam saber que você gosta de olhar para o rabo dos outros.

— Já que estou dizendo que o que é meu é lindo, elas não gostariam ainda mais? Não é da boca para fora, é realmente lindo. Vou te mostrar também.

Não houve tempo de perguntar o que ele iria mostrar. Chayoung logo pegou Gyuha no colo e se dirigiu ao closet. Colocou-o em frente ao espelho de corpo inteiro, onde raramente ficaria nu, e ergueu uma das pernas dele. Como o alvo ainda não estava bem visível, fez Gyuha envolver o pescoço dele com os braços e tirou a outra perna do chão.

— Uau!

Diante da posição instável repentina, um grito de perigo escapou da boca de Gyuha. Por outro lado, Chayoung continuava olhando para o rosto de Gyuha no espelho sem perder a expressão de êxtase.

— Olha só. Não é lindo?

O rosto de Gyuha, que olhou para frente sem querer, esquentou instantaneamente. Como ele disse, o buraco entreaberto e o pau ereto de Chayoung estavam visíveis sem qualquer filtro.

— Ficou louco? Me coloca no chão logo!

— Fica parado. Quer cair de bunda com força?

Gyuha quis colocar as pernas no chão imediatamente, mas parou sem perceber diante das palavras seguintes. Aproveitando a brecha, Chayoung continuou despejando palavras obscenas:

— Parece com lábios, quero beijar. Quer que eu chupe de novo?

Com isso, ele liberou seus feromônios suavemente mais uma vez. Era para estimular Gyuha ainda mais, mas, como resultado, ele mesmo ficou mais excitado e voltou para o quarto carregando Gyuha.

— Ah!

Assim que deitou Gyuha na cama, Chayoung avançou entre as pernas dele. Embora seu próprio pau estivesse entrando e saindo dali até agora, ele não se importou nem um pouco. Lambeu profundamente o buraco que latejava molhado e, subindo mais, mordeu o escroto com os lábios, puxando e soltando repetidamente.

— Ha, Gyuha…

A excitação era maior do que se ele mesmo estivesse recebendo carícias. Parecia que o período de cio realmente chegara, pois o cheiro dos feromônios misturado ao odor corporal incitava a pessoa loucamente. Erguendo o corpo, Chayoung inseriu o membro no buraco de Gyuha como se fosse natural.

Sentindo-o envolver sua cintura com as duas pernas, ele abaixou a cabeça em busca dos lábios de Gyuha. Ainda faltava muito tempo para o amanhecer.

#Epílogo

— Bom dia a todos.

— Olá, Diretor.

— Bom dia.

Os funcionários da agência que chegaram primeiro pararam o que estavam fazendo por um momento e responderam à saudação do superior. O Diretor Yang acenou com um sorriso benevolente e entrou em sua sala.

Após tirar o paletó e pendurá-lo no cabide, ele sentou-se no sofá. Pediu uma xícara de chá pelo ramal e pegou o jornal que sempre estava sobre a mesa antes dele. Alguém poderia se perguntar por que ler jornal de papel hoje em dia, mas, como um executivo encarregado de uma posição importante na empresa, ele não negligenciava o cultivo de conhecimento e senso comum.

Depois disso, dedicou-se fielmente ao seu trabalho principal. Mudando-se para a mesa, ligou o computador.

O trabalho do Diretor Yang era abrangente e volumoso. Reuniões externas frequentes, recepções e participação em reuniões internas eram o básico, e ele também verificava minuciosamente os relatórios enviados constantemente pelos subordinados. Quando tinha tempo, entrava nas contas oficiais ou pessoais das celebridades que gerenciava e monitorava tudo com afinco, mesmo que com sua digitação lenta de “catador de milho”.

A primeira tarefa que escolheu hoje também foi o monitoramento. Abrindo a janela da internet, o Diretor Yang digitou as palavras mais pesquisadas recentemente.

[“O Drama de Época Fusion ‘Yeon’ continua a febre global pela 2ª semana consecutiva através do boca a boca”]

[“Haverá uma 2ª temporada de ‘Yeon’?”]

[“A redescoberta do ator Seo Gyuha… mantém o 1º lugar em popularidade”]

Ele sorriu de orelha a orelha com os artigos que eram só elogios tanto para a obra quanto para o ator. Dizem que, quando algo bom acontece, a pessoa se sente satisfeita mesmo sem comer, e era exatamente assim que o Diretor Yang se sentia ultimamente. Mesmo que seu carro precioso sofresse um pequeno arranhão ou que um funcionário de restaurante derramasse água em sua calça por erro, ele mostrava a face de um homem generoso que perdoava tudo com uma risada. O motivo era que o drama em que Seo Gyuha conseguiu seu primeiro papel principal foi um sucesso absoluto.

Ele esperava secretamente que desse certo, mas o resultado real superou em muito as expectativas. Recebia vários pedidos de entrevista e propostas de elenco por dia e, justamente ontem, assinou seu primeiro contrato de comercial desde que reestreou como ator adulto. Não seria exagero dizer que ele subiu ao estrelato da noite para o dia.

O Diretor Yang parou a pesquisa por um momento e perdeu-se em lembranças. Os tempos em que passaram por altos e baixos juntos passaram por sua cabeça como um panorama.

Sinceramente, Seo Gyuha não era um cara de temperamento fácil. No entanto, pelo fato de ele mesmo ter sido quem o trouxe para este meio quando criança, por ele ser filho de um casal de amigos próximos e por ter um visual e talento excepcionais, o Diretor não poupou apoio e cuidados, mesmo que às vezes tivesse vontade de “pegar pelo pescoço”. Sentiu uma emoção profunda ao pensar que os anos gastos não foram em vão.

“Não posso ficar só nisso, tenho que dar um reforço na energia do meu garoto.”

Pensando bem, já fazia bastante tempo que não comia com Seo Gyuha. Após limpar rapidamente os olhos úmidos para que ninguém visse, o Diretor Yang sorriu com ternura e enviou uma mensagem para Gyuha:

[O que você está fazendo, Gyuha? Quer almoçar comigo depois de tanto tempo?]

A resposta não veio imediatamente. Após esperar pacientemente por 10, 20, 30 minutos, ele finalmente apertou o botão de chamada. Se ele atendesse, ótimo; se não, ele veria depois e retornaria…

— Alô?

O Diretor Yang sorriu de orelha a orelha novamente ao ouvir a voz que soou no momento certo.

— Sou eu, Gyuha. Onde você está?

— Estou a caminho do salão. O que foi?

— Queria saber se você tem tempo para almoçarmos juntos depois de tanto tempo. Mandei mensagem, você não viu?

— Devo ter perdido porque estava jogando. O Diretor vai pagar?

— Quando foi que eu não paguei?

— Então me compre algo gostoso. Aquele restaurante japonês onde fomos da outra vez, lá era bom.

O Diretor Yang hesitou por um momento com aquelas palavras. Mas conseguiu responder sem perder o sorriso:

— Eu te levei lá porque era seu aniversário.

“Você tem ideia de quanto custa a refeição por pessoa lá?”

Uma resposta audaciosa veio, sem saber ou fingindo não saber do pensamento omitido:

— Então vamos fingir que hoje é meu aniversário também. Combinado?

Enquanto hesitava em responder, o monitor do computador subitamente chamou sua atenção. Na tela, os bons artigos que ele pesquisara antes, que o deixavam satisfeito sem comer, ainda estavam lá.

“Tudo bem, que seja. Estou de bom humor.”

— Tá bom. Combinado!

O que se seguiu foi inesperado.

— De manhã, combinei de encontrar o Lee Chayoung rapidinho na hora do almoço. Posso levá-lo junto?

— Mas é claro que sim.

Para sobreviver nesta indústria, era essencial ter a sensibilidade de captar e seguir o fluxo das tendências. Houve vários motivos para este drama ter ido bem, mas ninguém podia negar o fato de que ele chamou a atenção antes mesmo das gravações por Lee Chayoung ter sido escalado como protagonista primeiro, e o teaser ter se tornado um grande assunto. Em termos simples, embora não fosse algo direto, ele era como um benfeitor.

— Parece que você continua mantendo contato com o Ator Lee. É um fenômeno muito bom.

— Puff, do que você está falando?

— Quantas vezes já não vimos alguém cair em desgraça por causa de más companhias neste meio? Nesse sentido, o Ator Lee é de outro nível. Mesmo sendo um grande ator, ele é humilde, educado e tem boas maneiras. Continue mantendo contato frequente e seja próximo dele.

— Hmmm, o que se vê pode não ser tudo…

— O quê?

— Nada. Enfim, nos vemos daqui a pouco.

— Tá bom. Venha ao restaurante até as 12h.

Após terminar a ligação, o Diretor Yang ligou imediatamente para o restaurante para fazer a reserva. Sem ter a menor ideia de que Seo Gyuha, que sempre dissera não ter interesse em namoro, estava desfrutando de um encontro secreto emocionante com alguém que ele jamais poderia imaginar.

***

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Desire BL`s

Ler Cachorro e Pássaro (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…
Nome alternativo: Perros Y Pajaros Cachorro E Pssaro Dog And Bird

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