Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 64 Online

⚝ Capítulo 64
— Vocês pretendem mesmo fazer aquilo de novo?!
A decisão de Haham me fez gritar em desespero sem perceber. Ele olhou para mim com o rosto contorcido de irritação e gritou de volta.
— E existe alguma outra maneira?! Se acha que sim, então me diga o que podemos fazer de diferente!
É claro que eu não sabia a resposta. Quando abaixei a cabeça e não respondi, Haham bufou e riu com escárnio, como se já esperasse por isso. Algum tempo depois, arrisquei perguntar novamente com cuidado.
— Mas… não funcionou com Vossa Alteza da última vez.
— Porque a quantidade não foi o suficiente!
Haham me interrompeu secamente de uma vez. Asgyle havia ordenado que a equipe médica encontrasse outra maneira de forçar o ápice do rut, mas o único método que Haham e os outros médicos conseguiram propor foi providenciar um número ainda maior de Ômegas.
A conclusão deles era que, se administrassem uma quantidade mais pesada de drogas indutoras nos ômegas para sugar os feromônios deles até a última gota, a concentração massiva e violenta no ar seria o suficiente para finalmente enredar o Príncipe Herdeiro no cio.
— Afinal, é o mesmo princípio de instinto que faz com que os níveis extremos de um Ômega puxem à tona os níveis extremos de um Alfa para um acasalamento.
Os outros médicos concordaram com a cabeça diante das palavras de Haham. A abordagem dele era inteiramente baseada nas teorias e anotações do doutor Steward. Claro, as do americano eram apenas teorias sob condições controladas, então ele nunca poderia dizer com certeza que aquilo era seguro naquelas proporções num Alfa Dominante, mas Haham e o restante da equipe médica se recusavam a ver que não tinham outra saída a não ser tentar aquilo de novo.
— E se esperarmos até que o rut dele venha naturalmente…? — Tentei falar com cuidado, mas a única coisa que recebi em troca foram insultos agressivos.
Todos eles, incluindo Haham, se revezaram para me acusar e me ofender. A conclusão deles era: “Você por acaso sabe quando esse dia vai chegar para nos dar ao luxo de sentar e esperar?!”
De acordo com o ciclo habitual do Príncipe Herdeiro, ainda faltavam vários meses até que o rut natural chegasse. No entanto, acreditava-se que o efeito colateral da tentativa de indução de envenenamento pudesse ser acelerado num prazo de um pouco mais de um mês devido ao acúmulo súbito de feromônios no corpo dele, e Asgyle não estava aguentando lidar com aquilo.
— Que diabos aquele canalha americano estava fazendo todo esse tempo aqui dentro?!
Eu os ouvi xingarem Steward, mas não disse nada. O doutor devia ter seus próprios motivos para ter fugido daquela forma depois da ligação, mas ele nunca me explicou o que era, de fato. Era absurdamente insuficiente e arriscado simplesmente apostar e acreditar na humanidade dele, ou num “imprevisto”, agora.
A minha intuição dizia que eu estaria muito melhor apenas ficando de boca fechada, então não tive escolha a não ser fazer exatamente isso.
E, no fim das contas, a equipe médica foi até o Príncipe Herdeiro para informá-lo de que tentariam o experimento indutivo mais uma vez.
Obviamente, a única resposta que receberam de volta foi uma risada fria e seca do Príncipe.
— Vocês parecem ter esquecido que eu não sou a porra de um rato de laboratório nesta altura do campeonato.
Todos recuaram assustados com as palavras pesadas e cheias de repulsa. Eu, que também havia sido arrastado à força para estar ali durante o relatório deles, senti o pânico do momento me engolir, mas, paradoxalmente, também senti uma onda de alívio varrer o meu peito. Eu pensei ingenuamente que, se ele recusasse, eu não teria que vê-lo novamente.
“Eu não quero mais ter que assistir Camar abraçar e foder nenhuma daquelas pessoas novamente.”
Embora fosse um ato do qual ele não se lembraria ou não sentiria nenhum apego, eu não podia evitar a dor dilacerante cravando no meu peito cada vez que assistia a uma penetração. Só de pensar nisso, a ponta do meu nariz esfriou e eu engoli o fôlego rapidamente. Mas a voz de Asgyle cortou os meus pensamentos.
— Por que ele está aqui no meio de vocês?
Com a pergunta repentina, todos os olhares se viraram para mim de uma só vez. Enquanto eu piscava em choque, Haham se apressou em justificar nervosamente:
— Ele era o assistente daquele americano foragido. Assumimos que ele sabia de alguma coisa sobre as anotações, então o colocamos na equipe.
Eu continuava me perguntando sobre a real gravidade da condição de Asgyle que ele havia me escondido esse tempo todo, mas os médicos nunca me pediam opiniões reais ou forneciam qualquer informação relevante sobre o caso.
Havia um claro insulto por trás da resposta de Haham de me rebaixar, mas mantive a boca fechada, pois a única coisa em que eu conseguia focar era no porquê de eu ter sido arrastado até lá.
Asgyle me olhou em silêncio por um longo tempo e deu um sorriso estranho e vazio.
— Certo.
Ele parecia estar tirando as próprias conclusões e entendendo tudo errado sobre o meu relacionamento com Steward. O que Haham disse provavelmente soava como bobagem ou uma piada para ele, pois eu era apenas o passatempo inútil de um covarde. Mas, de alguma forma, Asgyle ignorou o assunto sem dizer mais nada.
Eu não tinha ideia do que ele estava pensando ou tramando, então apenas continuei olhando para os meus sapatos, e, de repente, ele disse:
— Tudo bem, vamos fazê-lo.
Surpreso com a aprovação repentina do experimento de indução, levantei a cabeça apressadamente para olhar Asgyle, que estava sentado com displicência em um sofá luxuoso à distância. A voz fria dele superou facilmente a agitação da equipe médica assustada.
— No entanto, eu não pretendo desperdiçar o meu tempo sem sentido para sempre com vocês falhando, então terei que estabelecer um prazo para esses ‘experimentos’. Três dias é o suficiente, imagino.
— T-três… três dias?!
— Sim.
Haham perguntou gaguejando, como se não esperasse que um prazo fosse sequer cogitado naquelas condições críticas, e o Príncipe Herdeiro respondeu de forma mortalmente indiferente.
— Ou vocês pretendem me dizer que devo ficar me expondo repetidamente àquelas coisas num salão até o suposto *rut* ser forçado por pura insistência ou fracasso?
Haham ficou pálido e não conseguiu responder, engolindo a seco.
De repente, me lembrei de Haham fazendo toda essa sugestão argumentando que “não importava se falhasse várias vezes, porque o Príncipe Herdeiro já tinha que descarregar os feromônios sexuais e ser masturbado regularmente pela equipe para não entrar em colapso de qualquer maneira, não é?”
O médico certamente não havia pensado que o Príncipe estabeleceria um ultimato tão curto.
— I-isso mesmo, Vossa Alteza… M-mas, veja bem… três dias é um período de indução muito curto para forçar a adaptação de pico… O senhor poderia nos conceder um pouco mais de tempo, por favor? Há tentativas e erros naturais ao corpo—
Haham tentou argumentar, mas seu gaguejar tenso e o suor na testa foram suficientes para mostrar seu desespero e agitação.
Asgyle semicerrou os olhos perigosamente e não respondeu. Haham reuniu a coragem de onde não tinha e abriu a boca novamente.
— P-por favor, que tal realizarmos um procedimento estendido por uma semana? Como também precisaremos ficar de olho e analisar cuidadosamente a saúde e as reações de Vossa Alteza às altas dosagens de feromônios Ômegas no processo, três dias seriam muito breves… Por favor, nos permita apenas um pouco mais de tempo.
Asgyle continuou em um silêncio absoluto. No entanto, pelo leve cheiro de feromônios que se agitou e vazou no ar da sala, estava claro que ele não estava com um bom humor para negociar.
— Você está me pedindo para foder aquelas coisas num salão trancado por uma semana inteira?
Haham se curvou às pressas num pedido de desculpas desajeitado sob a aura esmagadora daquela voz sombria. Uma tensão avassaladora e sufocante passou pelo meu corpo, e em meu tremor silencioso, abriguei uma minúscula chama de esperança desesperada.
“Se ele recusasse…”
Enquanto eu orava em pensamento para que Asgyle acabasse com tudo aquilo, a voz final e irredutível do Príncipe ecoou:
— Farão isso em cinco dias.
Haham quase caiu de joelhos e gritou apressadamente, aliviado:
— Vossa Alteza…! E-eu sou extremamente grato, mil lorde…! Muito obrigado, Vossa Alteza.
Em seguida, os outros homens da equipe suspiraram aliviados e se juntaram em reverência para agradecer a clemência dele, mas Asgyle se levantou do sofá lentamente, como se não houvesse mais nada de útil a se dizer ali.
— Então a nossa conversa acabou. Liberados.
Eu realmente pensei ingenuamente que tudo ia acabar ali, mas não foi o caso. Como se ele tivesse se lembrado de um detalhe muito tarde ou de propósito, Asgyle disse um “Ah” fraco, parou no meio do caminho, e de repente virou o rosto para olhar intensamente na minha direção.
— E somente você pode assistir todas as noites.
— Como?!
Sem perceber, soltei um ofegante grito engasgado perante uma ordem cruel na qual eu nunca sequer havia pensado.
Todos olharam para mim, surpresos e intrigados, mas não houve a menor mudança na expressão impiedosa de Asgyle.
— Claro que sim. Ele terá que ser capaz de relatar em detalhes todas as noites para o querido doutor Steward quais foram as bizarrices de palhaço nas quais me meteram enquanto o americano estava fora fujindo, não acham?
Deixando para trás um sorriso frio e sombrio, Asgyle finalmente se virou e saiu. Imediatamente após ele sair, o seu secretário chefe o seguiu e começou a lhe relatar algo em voz baixa no corredor.
Haham, que observou o Príncipe e o Secretário se afastarem e sumirem de vista, murmurou algo e se levantou da cadeira, apenas para se virar, marchar em minha direção e agarrar violentamente o meu colarinho.
— Seu bastardo! O que diabos você disse a ele ou fez?!
— O… do que você está falando…?!
Eu gritei assustado, agarrando os pulsos dele e tentando o meu melhor para me afastar e fazê-lo soltar minhas roupas. Mas a mão que me prendia e me sufocava não cedia um único centímetro.
Fiquei rapidamente sem ar e o sangue subiu para o meu rosto, queimando de calor. Haham continuou a me encarar a poucos palmos de distância e me ameaçou.
— Por que Vossa Alteza te nomearia pessoalmente e só você entre toda a maldita equipe para ficar na sala?! Você acha que eu não sei que há algo de errado com você e com aquele rato americano nojento?! Como você ousa—?!
— Espere um segundo, doutor Haham. Por favor, acalme-se.
Um dos médicos mais velhos que os cercava se adiantou e colocou a mão no ombro dele para contê-lo.
— Doutor Haham, pense bem. Se disser algo assim, não seria o mesmo que assumir que Sua Alteza Herdeira seria levado na conversa ou influenciado por um mero assistente esquisito?! Você acha mesmo que Vossa Alteza faria algo assim? Acalme-se, está perdendo a razão.
— …Esse pequeno filho da puta pode ter nos apunhalado pelas costas e entregado secretamente a Vossa Alteza um medicamento que nós não conhecemos! — outro homem concordou, enquanto Haham gritava na minha cara.
— Se ele tivesse um medicamento eficaz ou induzível desses, todos nós já estaríamos cientes no laboratório! E você sabe que ele seria incapaz de diagnosticar Vossa Alteza melhor do que nós!
Haham me fuzilou com os olhos injetados de raiva e sem dizer uma palavra por um longo momento, e então, finalmente, me empurrou para longe. Eu caí no chão, tossindo em busca de ar. Ele cuspiu no meu sapato em nojo e se virou para a equipe.
— Chega! Não temos tempo a perder com esta escória inútil. Rápido, reúnam todos os Ômegas disponíveis do palácio. Juntem e tragam o máximo que conseguirem e preparem todos os indutores hormonais pesados. O cronograma do Príncipe Herdeiro começa hoje à noite, então não há margem para erros!
E, dizendo isso, ele se virou e chutou a minha perna com tanta violência que eu não consegui levantar.
— E você! Você deve me informar pessoalmente em até mínimos detalhes de tudo… ABSOLUTAMENTE TUDO, que Vossa Alteza fizer ou demonstrar com aqueles Ômegas naquela sala trancada durante todas as noites! Você me ouviu?! Se você esquecer uma vírgula sequer, omitir fatos ou tentar mentir sobre a condição sexual dele, eu juro que arranco a sua língua e arranco os seus dois olhos no mesmo instante! Fui claro?!
Sufocando sob dor e humilhação, eu não tive escolha a não ser acenar freneticamente com a cabeça para concordar com a ameaça feroz e implacável dele.
E, infelizmente, aquele inferno de cinco dias havia começado.
***
*Clique.*
Quando andei a passos trêmulos e lentos pelo corredor arrastando os sapatos no tapete, e abri a porta do laboratório para entrar no meu quarto, Rikal correu imediatamente na minha direção na porta, como se estivesse me esperando o tempo todo.
Em qualquer outra ocasião ou dia comum, eu o teria puxado para o meu colo, abraçado e beijado o gatinho com força e carinho. Mas esse não era o caso agora. Eu sequer conseguia olhar para ele.
Eu desviei de Rikal no chão e corri direto para o banheiro trancando a porta. Eu tremia sem parar quando liguei a torneira do chuveiro.
Enquanto eu ficava sob a água com as roupas ainda em mim para me lavar do horror das coisas que acabei de ser obrigado a assistir e dos fluidos nos quais fui forçado a ajoelhar para observar o Príncipe Herdeiro, a água gelada se tornou, aos poucos, escaldante e começou a queimar a minha pele. Depois de um longo tempo esfregando o corpo até deixá-lo vermelho para arrancar o cheiro daquele massacre erótico alheio do meu corpo, eu finalmente me acalmei.
Depois disso, ainda demorou bastante até eu ter coragem para sair e abrir a porta do banheiro, apenas de toalha.
— …Rikal.
O gato, que estava plantado sentado do lado de fora, no escuro, imediatamente correu e miou para mim. Dessa vez, não me importei se eu estava chorando; abaixei e abracei seu corpo quentinho com força, enterrando o meu rosto em seu pelo com lágrimas silenciosas.
Como Steward havia me avisado seriamente meses antes, eu estava seguindo rigidamente todas as regras no laboratório para não ser descoberto ou atacado na ausência dele.
*Não esqueça seus inibidores num horário fixo e, acima de tudo, se você for exposto por um longo período aos feromônios espessos de um Alfa ou Ômega no palácio, tome imediatamente banhos demorados para neutralizar os próprios feromônios presos à pele ou a impregnação de aromas.*
Até o momento, e eu estar me entupindo de pílulas escondido, as coisas em relação ao meu segredo pareciam estar indo bem no limite da loucura.
Já haviam se passado quatro dias desoladores desde o início oficial dos testes violentos e sádicos do rut no Príncipe Asgyle. Agora, faltava apenas um último dia.
E durante todos esses longos e exaustivos dias, eu fui jogado dentro daquele quarto e fui obrigado a assistir Camar pegar, dominar, invadir e foder violentamente o corpo de outras pessoas até os Ômegas não aguentarem mais ou desmaiarem de exaustão e overdose.
E, depois da noite chegar ao fim e a sala finalmente ser aberta, eu era arrastado pelo pescoço por Haham até o seu escritório para uma inquisição, sendo obrigado a detalhar friamente aos médicos tudo o que eu havia visto.
Como se não bastasse o inferno de assistir, relatar aquilo era como torturar minha mente repetidas e implacáveis vezes. Tive que ceder tudo o que eles pediam, um por um.
Eles queriam saber cada minúcia humilhante. Quantas vezes o Príncipe Herdeiro alcançou a ereção; com quantos de cada vez ele teve as relações; com que rapidez; qual a resposta orgástica de cada ômega sob ele; em quais ele ejaculou e em quais ele não gozou; quanto volume, espessura… e com que frequência ele exibia descontrole do cio e fúria Alfa.
No relatório da minha primeira noite de observação, Haham me deu um tapa doloroso no rosto por não ter decorado ou conseguido responder com precisão uma dessas atrocidades.
E então, a partir do segundo dia para frente, vivendo na linha fina de um inferno constante no qual eu mal suportava não enlouquecer e chorar em prantos por Camar, fui forçado a gravar impiedosamente a nojenta e desesperadora situação de devassidão diante dos meus olhos com uma frieza de aço. Guardando cada detalhe gráfico na minha mente conturbada por uma dor insuportável, para depois entregá-los inteiramente para Haham à risca, sem errar um suspiro.
Durante aquelas longas horas trancadas a fio naquelas noites nojentas, eu sempre me arrastava até o final da parede do cômodo, perto das cortinas da janela escura, encolhia-me de forma submissa no canto do tapete e observava de longe as sessões brutais do Príncipe Herdeiro.
A primeira regra era nunca interferir, mesmo quando um corpo era dilacerado sob o tamanho e violência de Asgyle no desespero de satisfazer seu frenesi induzido.
As instruções estritas de Haham antes de me empurrar para dentro daquele quarto eram de que eu deveria gritar imediatamente e notificar o Chefe da Guarda Pessoal e os seguranças que esperavam e vigiavam fora da porta se o Príncipe Herdeiro sofresse colapso físico, asfixia ou convulsão, mas essa ocorrência sempre passava longe de se provar remotamente real.
Pelo contrário, Asgyle sempre foi assustadoramente mecânico, apático e consistentemente frio durante todos aqueles dia, em vez dele perder a sanidade, parecia que a sua mente e lucidez apenas se tornavam cada vez mais claras.
Qualquer um poderia dizer na mesma hora que todo aquele banho de sangue com aqueles escravos omegas não surtiu o menor efeito biológico e era um completo fracasso na indução de rut.
“Vai acabar logo… Tem que acabar…”
Eu abracei Rikal com toda a minha força desesperada no banheiro silencioso e fechei os meus olhos avermelhados de tanto chorar. Agora, esta noite seria a minha última e derradeira vez vendo as feições insanas e aterradoras daquele homem.
“Apenas mais um dia.”
“Mais uma noite torturante e depois tudo estará acabado.”
“Por favor, só aguente mais essa.”
Assim, na tortura de segurar os meus próprios gemidos em silêncio de dor nos dentes, o último dia no inferno finalmente havia chegado.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna
Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho