Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 127 Online

⚝ Capítulo 127
Minha visão estava tão turva, mas, estranhamente, eu conseguia ver as coisas com a mesma clareza de antes. Talvez fosse o período de cio e o estado do meu corpo tivesse mudado. O rosto de Asgyle, com o tronco inclinado sobre mim, refletia-se nitidamente em minha visão.
— Porque… — ele murmurou, mas sua voz soou abafada. Ele parecia ter enlouquecido.
A respiração de Asgyle tornou-se visivelmente mais rápida. Ele olhou para mim, ofegando tão rápido quanto eu. Seus olhos roxo-escuros tornaram-se dourados por um instante, voltaram ao roxo, e então a escuridão neles desapareceu num flash, alternando repetidamente para o dourado.
“Ele está respondendo aos meus feromônios.”
Com esse pensamento, não consegui focar em mais nada. Respirei fundo e estendi as mãos. Minhas mãos trêmulas envolveram o rosto de Asgyle e o puxaram para mim. Uma sensação de formigamento espalhou-se por todo o meu corpo e as pontas dos meus pés encolheram. Meu buraco ficou úmido e o interior da minha coxa encharcou-se em um instante. Se eu não o beijasse agora, achei que pararia de respirar.
“Venha, venha logo. Dê-me isso. Oh, por favor.”
— Uh… — Um gemido escapou, mas não era de dor. Eu sentia que ia enlouquecer porque meu ventre queimava e meu buraco piscava.
“Já me senti assim antes? Eu já senti essa dor? Não sei.”
Agarrei desesperadamente o pescoço de Asgyle e o acariciei sem rumo. Desejei que ele viesse logo. O contato na nossa parte íntima era tão quente; ele segurava minha cabeça com tanta firmeza… Por que, por que ele demorava?
— Ha, ha, ah…
Abri minhas pernas e estiquei os joelhos. Mesmo sem ele me ensinar, eu automaticamente as envolvi em sua cintura e o puxei para dentro. Um beijo apressado seguiu-se, com a saliva transbordando pela falta de tempo para misturarmos nossas línguas adequadamente.
— Ah… embaixo… ah, meu… meu estômago…
Eu não sabia o que estava dizendo. Acho que já estava louco. Não importava, de qualquer forma. Se eu pudesse apenas resfriar esse calor fervente… Soluços escaparam da minha boca e eu não consegui terminar a frase. Ele rapidamente moveu as mãos e me afastou. Meus olhos arderam e minha mente vagou. Como as coisas terminaram assim?
— Eu estou com medo…! — Sem perceber, comecei a chorar. Com isso, Asgyle subitamente me abraçou.
— Está tudo bem.
Sua voz, que costumava ser baixa, estava rouca e quebrada. Ele me segurou firmemente em seus braços e continuou falando:
— Está tudo bem, tudo bem, acalme-se, bebê… — Asgyle continuou acariciando levemente as minhas costas, acalmando-me com uma voz suave, como se estivesse apaziguando uma criança. Senti que meu coração ia explodir, mas tentei segurar a respiração seguindo suas palavras. No entanto, independentemente da minha vontade, os feromônios continuavam a fluir, meu interior tremia, meu buraco latejava e minhas costas tremiam constantemente.
— Entre em mim, por favor… — falei inconscientemente, mas de repente despertei. Talvez ele me desprezasse novamente. — Um… sinto muito… sinto muito…
— Está tudo bem. — Após eu me desculpar, ele repetiu a mesma coisa várias vezes: — Está tudo bem, Yohan.
“Ah!”
Por um momento, minha consciência retornou. Abri bem os olhos e olhei para ele. Inspirando ao reconhecer seu rosto, Asgyle também me encarava.
— Meu nome…
— Sim. — Asgyle sorriu brevemente, inclinou a cabeça e selou meus lábios com um beijo. — Yohan.
Incapaz de suportar mais, eu o abracei. Senti como se minha cabeça, meu coração e meu corpo inteiro estivessem mergulhados em feromônios. Eu queria conceber um filho deste homem agora mesmo.
“Derrame tudo dentro do meu ventre, até transbordar. Por favor.”
— Sim, eu sei — ele murmurou. Eu não sabia o que ele estava dizendo, mas Asgyle sussurrou: — Eu sei, Yohan.
Ele acariciou meu cabelo novamente para me acalmar. E finalmente, seu pau, que pulsava loucamente, alcançou a entrada do meu buraco.
– Ah…
Eu expirei e estiquei meu corpo para recebê-lo. Quando senti como se meu buraco estivesse sendo aberto…
— Merda! — Asgyle soltou um xingamento. Enquanto tentava entrar em mim, ele escorregou no excesso de lubrificação. Parei de chorar por um instante.
Asgyle segurou minha cabeça com nervosismo e acariciou minha orelha.
— Tudo bem, tudo bem… será logo, haha, sim. Eu também sei disso.
Ele continuou falando. Suas mãos desceram apressadas e agarraram toda a minha bunda. O líquido que se acumulava em meu interior jorrou da abertura exposta. Asgyle mordeu minha bochecha e me pressionou para baixo. A cabeça brilhante tocou a entrada. Quando ele estava prestes a entrar, o pau escorregou para fora novamente, e senti que ia desmaiar de decepção e agonia.
Asgyle esticou seus longos dedos e segurou minha bunda, abrindo-a o máximo possível. Elevei minha cintura e esperei que ele entrasse. Após expirar brevemente, Asgyle falou:
— Que buraco devasso você tem.
Ele, que estivera resmungando para si mesmo, subitamente entrou e me preencheu. O buraco trêmulo contraiu-se e todo o meu corpo formigou como se uma corrente elétrica o atravessasse. Meu ventre vazio foi preenchido por aquela coisa grossa. Eu podia sentir a pulsação dele latejando dentro de mim, e a saliva escorreu pelos meus lábios enquanto eu perdia o fôlego.
Acho que perdi a consciência por um momento. No entanto, no instante em que Asgyle, que tinha recuado lentamente, meteu com força, meus olhos brilharam e recuperei os sentidos.
— Qual é, vamos começar de verdade. — Asgyle expirou profundamente. Ele soltou minha bunda e agarrou minha cintura. Elevando o tronco, ele se sentou e começou a estocar dentro de mim com ferocidade. Meu ventre latejava e, a cada vez que ele saía, a lubrificação fluía com um som úmido, e eu gritava sem hesitar. Eu gostava, mas não era o suficiente; eu estava assustado, então continuei gritando.
— Ah, ah, isso… pare… ah, tudo bem…
Eu não sabia o que estava dizendo. Apenas deixava as palavras saírem. Juntei minhas mãos e o agarrei pelos ombros. Asgyle inclinou-se e eu o abracei apertado. Sem perceber, cravei minhas unhas nele, mas esse era o limite da minha razão. Ao ser erguido e morder o ombro dele, Asgyle estremeceu. Ao mesmo tempo, seu pau expandiu-se rapidamente dentro de mim.
— Que ômega abusado.. — Asgyle rangeu os dentes e expirou, mas eu não tive medo. Continuei a mordê-lo no ombro, assim como ele fazia comigo.
Em vez de se irritar, Asgyle segurou minha cintura e me fez ficar por cima. Sentei-me nele com as pernas abertas. Depois disso, Asgyle começou a meter com força de baixo para cima. Meu corpo inteiro tremeu e soltei um gemido.
— Uh, uh, uh…
Diante da minha voz trêmula, Asgyle riu baixo. Então ele deu um tapa na minha bunda, forte o suficiente para ecoar um estalo. Como estremeci de surpresa, meu buraco também apertou. Logo depois, o som do suspiro profundo de satisfação de Asgyle passou pelo meu ouvido.
Quando percebi, desta vez ele estava deitado e eu estava sentado sobre ele, movendo meus quadris. Esfreguei e esfreguei meu ventre quente contra o pau de Asgyle, mas ainda não era o suficiente. Asgyle olhou para mim e agarrou meu bumbum. Meus músculos abdominais estavam tensos e o pau latejante pulsava como se fosse romper a minha pele. Eu não aguentei e implorei:
— Por favor… por favor… — Um grito saiu por conta própria. — Eu… no meu ventre… o sêmen… dê-me seu sêmen, derrame tudo dentro de mim…
Chorei profusamente e me agarrei a ele. Chorei tanto que tive soluços. Depois disso, o aroma dos feromônios emanando do meu corpo tornou-se ainda mais forte. Asgyle soltou um suspiro profundo e subitamente se levantou. Ele me posicionou, segurou uma das minhas pernas, afastando-as, e começou a me preencher naquele estado. A cada vez que ele entrava e saía do meu buraco aberto, seu saco pesado colidia contra mim. Sempre que os pelos espessos roçavam na minha pele, meu ventre tremia reflexivamente e um grito escapava.
— Uh, ha, huh…
“Oh!”
Pensei de repente. Logo este homem irá ejacular. Ele vai semear por todo o meu ventre! O som úmido parou de repente. O pau que inchou por dentro rapidamente ficou molhado e logo meu interior aqueceu, preparando-se para receber o sêmen.
— Ah… — Um gemido saiu como um suspiro profundo. Imediatamente, o esperma jorrou dentro de mim.
Subitamente, uma sensação de alívio espalhou-se por todo o corpo e então relaxei. Eu estava ofegante e minha visão subitamente tornou-se turva. Pisquei, mas não conseguia focar. Sentia o contato da carne de tempos em tempos, e a cada vez meu ventre aquecia.
Ele abraçou meu corpo mole. Com sons carinhosos, seus lábios tocavam e saíam de todo o meu rosto. Lentamente, abri as pálpebras. Encarei o rosto envolto pela visão embaçada. Ele me beijou, respirando de forma tão pesada quanto eu, talvez até mais alto.
— … Yohan.
No momento em que ouvi aquela voz baixa como o som de sua respiração, lágrimas brotaram dos cantos dos meus olhos ardentes. Incapaz de conter as emoções que surgiam, deixei as palavras saírem da minha boca.
— … Eu amo você. — Abri meus braços e sussurrei. O rosto do homem suavizou-se e ele virou a cabeça para mim. Quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, fechei os olhos e confessei: — Eu amo você, Camar.
Em um instante, o corpo do homem enrijeceu e o pênis que permanecia em meu ventre pulsou firme. Foi então que ele reagiu. Os lábios que estavam prestes a me beijar afastaram-se e o calor desapareceu. No entanto, nossas partes íntimas ainda estavam conectadas e a pulsação violenta era transmitida com clareza.
— … O quê? — Uma voz profunda soou em meu ouvido. — O que você acabou de dizer?
A voz do príncipe parecia tremer levemente.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna
Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho