Ler Beije o Estranho (Novel) – Capítulo 104 Online

⚝ Capítulo 104
Por um momento, minha mente ficou em branco. Se não fosse pelo aroma dos feromônios de Asgyle que ainda pairava no ambiente, eu não teria consciência o suficiente para acreditar que não estava sonhando.
Pisquei e, de repente, senti meu rosto estranho e franzi a testa. Ao tatear com a mão, senti uma sensação esquisita; havia vestígios de sêmen fresco misturados aos que já tinham secado em minha bochecha. Enquanto acariciava suavemente o rosto, acalmei-me um pouco. Depois disso, minhas feições se iluminaram.
“O que foi que eu fiz?”
Eu mal podia acreditar que tinha mostrado a ele um rosto tão vergonhoso. Não que Asgyle não tivesse pedido, mas eu estava sendo muito… aberto.
Em um impulso de fugir da vergonha, cobri o rosto com as duas mãos e soltei um grito abafado. Mas, enquanto sentia como se meu corpo inteiro estivesse em chamas, ouvi outro sussurro em minha mente.
“Ainda assim, Asgyle ficou excitado ao me ver…”
Os fluídos corporais espalhados por mim eram muito reais. Eu estava louco, mas estava claro que ele também não estava agindo normalmente.
“Ele falou sério sobre eu esperar na cama?”
Cobri o rosto com as mãos e pisquei sob as palmas. Ao abaixar a mão cuidadosamente, o interior do salão entrou em vista. Eu era o único que restava naquele espaço silencioso. A ansiedade ainda permanecia em um canto do meu coração, mas, por outro lado, sentia a necessidade de obedecer aos comandos dele. Sem saber se era expectativa ou racionalização, movi-me lentamente.
Quando eu estava prestes a me levantar e ir para a porta, lembrei-me tardiamente do meu estado deplorável. Além do fato de que o cheiro doce dos feromônios vibrava com os vestígios de sêmen pelo meu corpo, se alguém visse isso, poderiam fofocar que o Príncipe Herdeiro estava possuído por um ômega lascivo. Preocupado que Asgyle pudesse ouvir algo ruim por minha causa, sentei-me novamente. Antes de me vestir adequadamente, peguei o guardanapo que foi preparado com a comida, molhei-o na bacia de água e limpei minhas mãos.
Pressionei o tecido firme o máximo que pude para umedecê-lo e limpei primeiro o rosto. Escovei o cabelo com os dedos e tentei remover os traços da forma mais meticulosa possível. Lamentava não poder me olhar no espelho para conferir, mas fiz o meu melhor. Finalmente, após examinar meu corpo mais uma vez, organizei minhas roupas. Movi meu corpo, verifiquei onde sentia algo estranho e limpei novamente. No caminho, comi mais um pedaço de pão que havia sobrado. Foi um pouco difícil engolir, mas ainda estava uma delícia.
Finalmente, após tudo pronto, abri a porta com cuidado. Os servos parados no corredor olharam para mim e espiaram por cima da minha cabeça para dentro da sala. Senti-me envergonhado e murmurei baixinho:
— Estava delicioso, obrigado.
Claro, não houve resposta. Caminhei pelo corredor, deixando para trás os atendentes que me ignoravam como se eu nem estivesse ali. Já era tarde e a escuridão havia caído.
Tardiamente, a Princesa Najima me veio à mente. Asgyle disse que falaria com ela, então ela provavelmente já sabe, mas talvez eu precise ir me desculpar mais uma vez? Mas era tarde demais. Não sei exatamente que horas são, mas achei que seria rude visitá-la àquela hora.
“Vou cumprimentá-la amanhã.”
Firmei meu pensamento e segui em frente, mas, de alguma forma, meu corpo parecia leve. Caminhei fingindo ignorar meu coração secretamente animado. O vento que soprava entre as colunas redondas era refrescante, o perfume das flores era fragrante e meus pés estavam tão leves que pareciam nem tocar o chão. De repente, eu estava correndo. Até agora, eu sempre tremia de medo sempre que o via, mas não agora.
“Talvez… a memória tenha voltado.”
Senti como se meu coração fosse explodir de antecipação. Mesmo que fosse um detalhe bem pequeno, eu queria que ele se lembrasse. Camar, o quanto nos amamos. Se você se lembrar disso, serei feliz, tão feliz. Meu coração poderia explodir.
Finalmente parei em frente ao quarto do Príncipe Herdeiro e engoli em seco involuntariamente. Juntei as mãos com força, respirei fundo e falei com os servos que guardavam a porta.
— Co-com licença. O… o Príncipe Herdeiro deu ordens para eu esperar no quarto dele.
Ao contrário do meu coração animado, saiu uma voz muito tensa. Os rostos dos servos que me olhavam estavam cheios de descrença. Como se nunca tivessem ouvido tal coisa. Meu coração disparou e perdi o ânimo rapidamente.
“E se eu estiver realmente enganado?”
A ansiedade me atingiu imediatamente. Eu estava tão empolgado até agora pouco, mas meu coração afundou como se nada tivesse acontecido. Um dos servos abriu a boca e olhou desconfiado para mim, que estava encolhido.
— Espere, vou verificar com ele.
Ele se moveu, demonstrando irritação. E não esqueceu de me dar um aviso antes de ir relatar:
— Se você veio aqui mentindo apenas para ser abraçado pelo imperador, não escapará da punição, entendeu?
— Si-sim.
Eu estava apavorado e gaguejando. O servo me olhou mais uma vez e seguiu em frente. Ele desapareceu rapidamente pelo corredor, deixando-me com o outro guarda. Era estranho e tenso, então eu mexia nas mãos e olhava para baixo, mas senti um olhar sutil.
Quando desviei os olhos cuidadosamente para conferir, o servo restante estava encarando meu corpo descaradamente. Ele desviou o rosto, mas seu olhar continuava ali. Parecia que ele estava me tateando com os olhos por algum motivo, e aquilo era muito desconfortável.
“Que nojo…”
Talvez fosse apenas impressão minha. Virei-me, pensando comigo mesmo, mas ele estava encarando meu traseiro. “Será que devo me esconder atrás daquela coluna até o outro servo voltar?” Virei a cabeça novamente para medir a distância até a coluna mais próxima, quando, de repente, algo tocou minhas nádegas.
— …!
Ofeguei e me virei, encontrando os olhos do homem. Surpreso por ele ter se aproximado tanto, arregalei os olhos, e ele estreitou os seus ainda mais. Vendo minha confusão, o servo disse:
— Você, encoste na parede aqui.
— O-o quê?
Sem saber do que ele estava falando do nada, perguntei involuntariamente, e ele riu.
— Antes de entrar, devo examinar seu corpo. Se há armas escondidas, se você se lavou direito… coisas desse tipo.
“Já existiu algo assim antes?” Pisquei incrédulo.
— As-assim, de repente?
— Sim, porque Sua Majestade quase foi envenenado.
Parecia mentira, mas, ao mesmo tempo, fazia sentido. Eu nem achava que poderia fazer algo contra um príncipe que tinha várias vezes o meu tamanho, mas não seria má ideia ser cauteloso. Mas em um lugar como esse, de repente? Eu disse involuntariamente, recuando:
— Se… se alguém vier mais tarde, eu faço o exame separadamente…
Então, subitamente, os olhos do homem tornaram-se venenosos. Fiquei chocado com o olhar severo que ele me deu, e ele me chamou com uma voz ríspida:
— Você está escondendo algo? Do contrário, por que está recusando?
— Maldito, vire-se agora! Contra a parede, agora!
Ele gritou, agarrou meu ombro e me empurrou com tanta força que quase caí. Cambaleei, virei-me para fazer o que foi ordenado e me apoiei na parede. Eu conseguia sentir o olhar dele percorrendo meu corpo. Eu estava tão nervoso sem saber o que aconteceria, quando, de repente, o homem agarrou meu traseiro.
— … Hic!
Chocado, engoli o seco involuntariamente e soltei um som curto. Ele disse enquanto apalpava minhas nádegas com as duas mãos sem hesitação:
— Não sei nada sobre isso. Você, tire as calças.
— O quê?
Assim que fiz menção de me virar sem perceber, o homem gritou como um trovão:
— Tire agora!
Por um momento, senti-me aterrorizado e levei as mãos apressadamente ao cós da calça. Tive medo de que esse homem me batesse também. Como minhas mãos, tremendo de medo, continuavam a escorregar, ele gritou sem paciência:
— Seu desgraçado! Não consegue ser rápido?
— Pe-perdão, sinto muito.
Pedi desculpas imediatamente e apenas desabotoei e abri o zíper. Enquanto eu puxava a calça até o meio dos quadris, o homem subitamente agarrou minha roupa de baixo. E, sem que eu tivesse ideia do que fazer, ele as puxou para baixo junto com as calças.
— …!
Desta vez, não consegui nem gritar. Cobri a boca urgentemente e arregalei os olhos, sentindo o homem se abaixar atrás de mim e observar minha área íntima. Fechei os olhos em uma humilhação vergonhosa. De repente, senti o hálito dele embaixo de mim. Quando o arrepio percorreu meu corpo e eu paralisei, o homem disse:
— Você tem pernas realmente bonitas.
Ele murmurou para si mesmo e, de repente, deslizou a mão entre minhas pernas. Finalmente parei de respirar. Ignorando minha reação, o homem acariciou a parte interna da minha coxa com sua mão peluda. Ele falou comigo, enquanto eu tremia de pavor:
— Mesmo que finja que não sabe de nada, todos vocês, ômegas, são assim. Veja, não ficaram marcas aqui? Se não for usado por um momento, fica tão ansioso que não consegue viver. Nem secou ainda… quem te usou desse jeito, hein? Seja honesto, ou vou te dar um tapa nessa bunda.
Ele exalou triunfante, como se tivesse encontrado um ponto que eu ainda não tinha limpado. Meu corpo inteiro endureceu ao ouvir a palavra “tapa”. Minha cabeça ficou vazia e minha boca seca. Eu não precisava dizer nada. Foi quando tentei pronunciar o nome do Príncipe Herdeiro com meus lábios trêmulos.
— Fui eu, a menos que o ômega estivesse se divertindo com outra pessoa nesse meio tempo.
A voz fria que surgiu do nada me fez abrir os olhos, que até então estavam fechados. Desta vez, olhei para trás sem hesitar. Lá estava o homem por quem eu esperava, encarando-nos.
Asgyle.
No mesmo instante, as lágrimas escorreram dos meus olhos.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna
Ler Beije o Estranho (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…
Nome alternativo: Kiss The Stranger Beije O Estranho