Ler Autobahn Romance – Capítulo 08 Online


Modo Claro

Autobahn Romance Vol 1 — P8

— O trânsito está meio travado.

Será que todo mundo resolveu passear hoje? Gong Pyeonghwa resmungou segurando o volante.

Vendo a situação da estrada completamente parada, Gong Pyeonghwa ligou para o mordomo Hwang, prevendo que a hora de chegar em casa seria mais tarde do que o esperado.

Ao avisar que atrasariam bastante em relação ao horário previsto, o mordomo Hwang disse que já imaginava, falou para não se preocuparem e tomarem cuidado com o carro.

Felizmente, o casal se sentiu aliviado sabendo que Isul estava dormindo bem e enfrentou o congestionamento com o coração mais leve.

— Qual a sensação de realizar a lista de desejos de 10 anos atrás?

Dessa vez, Saebyeok virou o entrevistador e perguntou.

Gong Pyeonghwa fez uma expressão de quem ia chorar e colocou uma das mãos no peito.

— Realmente, não sei o que dizer. Uma emoção avassaladora que não dá para expressar em palavras está me inundando… Estou tão feliz que dá até vontade de chorar, a ponto de pensar que talvez eu tenha nascido só para viver o dia de hoje…

Será que ele já tinha deixado um discurso pronto? Diante da resposta cínica que saiu sem nenhum engasgo, Saebyeok é quem ficou mais sem graça.

— Você ensaiou?
— É o sentimento que carrego sempre no coração.

Gong Pyeonghwa tirou a mão que estava no peito e segurou a mão de Saebyeok.

— É tudo verdade. Hoje foi realmente bom demais. O rancor que ficou guardado naquela época foi desfeito, agora já posso partir em paz.
— Que bobagem.
— Ah, é verdade. Se eu morrer, você vem junto no caixão com certeza. Nem pense em viver sozinho.
— E a nossa Isul?
— Ah, caramba.

Fizeram uma promessa simples de que ninguém morreria.

Saebyeok encostou o corpo firmemente no banco do carro e ficou observando a fila interminável de veículos.

Talvez por falarem muito sobre as histórias de 10 anos atrás, ou talvez pela imagem dos ônibus de turismo enfileirados, as lembranças de uma década atrás vieram à mente.

— Lembrei daquilo.

Ou seja, para ser exato, na época da viagem de formatura do segundo ano.

Aquela época em que cada sala pegava um ônibus de turismo e corria pela rodovia.

— Ei. Como vamos namorar na viagem de formatura?
— Eu não vou na viagem…

Assim que tocou no assunto da viagem, a expressão de seus pais ficou séria e eles desconversaram, dizendo que ele deveria focar mais nos estudos.

Não que Saebyeok não entendesse as entrelinhas, então ele apenas assentiu com a cabeça sem reclamar.

Sendo um ômega, se ele ficasse misturado com vários alfas não identificados por três dias e duas noites, corria o risco de descobrirem que ele era ômega… Enfim, a chance de acontecer algo ruim era maior do que algo bom.

Naquele momento, ele aceitou sem grandes objeções, mas conversando com Gong Pyeonghwa, a vontade de ir à viagem de formatura bateu forte.

Queria passar três dias e duas noites com Gong Pyeonghwa em um lugar que não fosse a escola.

Não poderiam sentar no banco ao lado, mas queria viver essa rotina normal de pegar o ônibus juntos, correr pela estrada, parar no posto de serviços, comer juntos e visitar patrimônios culturais juntos.

Queria ter lembranças que só podiam ser compartilhadas nessa fase da vida.

— Ah. Você não vai?

Gong Pyeonghwa também parecia lamentar.

— Vou dar um jeito de te convencer a ir na viagem. Vou dar um jeito. Vamos juntos!

Saebyeok colocou na cabeça que convenceria os pais de qualquer maneira para ir à viagem.

— Ele não vai na viagem? Então, legalmente, se nós dois ficarmos assistindo às aulas de reforço sozinhos, comermos sozinhos e ficarmos de chamego sozinhos, ninguém vai saber, não é? Com certeza eu não vou.

Gong Pyeonghwa sonhava com o paraíso a sós e, para achar uma lógica que fizesse ele, que adorava curtir, não ir à viagem de formatura, usou a cabeça que geralmente não usava muito.

Embora se amassem, nem sempre era fácil estarem em total sintonia. Estavam juntos, mas com sonhos diferentes.

Assim, no dia anterior à viagem, Gong Pyeonghwa apareceu com gesso no braço esquerdo.

— O que aconteceu com o seu braço? Você não disse nada sobre ter se machucado! Sabe o susto que levei de manhã?
— Deixa para lá, aconteceu uma coisa. Enfim, nesse estado, acho que vou ter que assistir às aulas de reforço em vez de ir à viagem, né? Três dias e duas noites da nossa felicidade…
— Mas eu vou na viagem.

Gong Pyeonghwa virou uma estátua de tão paralisado, e Saebyeok ficou apenas preocupado, a ponto de nem notar o congelamento de Gong Pyeonghwa. Como um garoto que era puro vigor e saúde foi parar em um gesso? Por que diabos ele não me contou? Ele não confia em mim?

Tendo ido à escola como de costume, Saebyeok sorriu por dentro ao ver Gong Pyeonghwa cercado pelos colegas de classe fazendo palhaçadas. Mas o sorriso durou pouco; ao ver Pyeonghwa com o gesso branco, o coração dele realmente despencou.

— Dói? Deve doer. Por isso está até com gesso…
— É… Dói… Meu coração dói por algum motivo.

Que porra de autoflagelação fraudulenta foi essa que eu fiz? Um choque de realidade profundo bateu, mas não era hora de ficar apenas sentindo o baque.

Gong Pyeonghwa correu para a diretoria como se estivesse com o pé pegando fogo e entregou a autorização da viagem de formatura novamente.

— Agora há pouco você não disse que não dava para ir porque estava morrendo de dor?
— Professor. Ninguém morre só porque o braço dói.

O professor, perplexo com a mudança de atitude em sete minutos como quem vira uma panqueca na chapa, perguntou com uma expressão incrédula:

— Dá para ir desse jeito?
— Mas é claro. Se eu não for, quem vai? Não se divirtam sem mim.
— Vou ligar para os seus pais.
— Pode até fazer chamada de vídeo.

Foi tudo meio turbulento, mas de qualquer forma, Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok foram juntos para a viagem de formatura.

— Ah, a viagem de formatura. Pois é. Foi a nossa primeira vez dormindo fora e passando a noite juntos.
— Quem expressa uma viagem de formatura desse jeito.

E nem era no mesmo quarto, então a expressão “passando a noite juntos” também não estava correta.

— Lembrei do que comemos no posto de serviços naquela época. Já que lembramos, que tal dar uma paradinha rápida?
— O que nós comemos mesmo?
— Espetinho de frutos do mar e batatinha frita. Achei que dava para comer em cinco minutos e pedi um udon, mas você veio me buscar.
— Ah, é verdade. Foi isso mesmo.

Gong Pyeonghwa disse que o udon que não conseguiu comer naquela época de repente parecia surgir diante dos olhos e colocou o posto de serviços no GPS.

Primeiro dia da viagem de formatura, foi em um posto de serviços onde pararam para descansar um pouco no caminho para Gyeongju no ônibus de turismo da escola.

Duas horas antes do almoço, em uma parada rápida no posto de serviços, metade das pessoas ia ao banheiro e a outra metade tirava o dinheiro do bolso para beliscar algo na ala de lanches.

Como Gong Pyeonghwa vinha fazendo um treinamento estomacal rigoroso, colocando algo na boca constantemente antes mesmo do almoço e garantindo a sobremesa logo após a refeição, ele não podia desperdiçar o tempo no posto de serviços.

Assim como um passarinho não passa batido pelo moinho, Gong Pyeonghwa também não podia passar batido pela ala de lanches e pela praça de alimentação do posto de serviços.

Estrategicamente, ele já deixou o pedido do udon feito e, antes que o prato ficasse pronto, garantiu o bolo de nozes e a batatinha frita na ala de lanches para comer dentro do ônibus. Dividindo as tarefas com Sun Woojung, ainda garantiu um hot dog de batata e um espetinho de frutos do mar de forma econômica.

Depois de comerem o hot dog de batata e o espetinho de frutos do mar juntos, ele dispensou Sun Woojung, que não havia pedido udon, pegou o prato e sentou-se naturalmente.

No momento em que ia pegar a primeira guarnição com o hashi, recebeu uma ligação de [♡ Frango Amoroso ♡].

Gong Pyeonghwa largou o hashi e pigarreou para ajustar a voz.

— Alôô?
— Onde você está agora?

Diante da voz profissional, Gong Pyeonghwa, que tinha um faro aguçado, engrossou a voz como se nada tivesse acontecido.

— O que você vai fazer se souber.

Gong Pyeonghwa desligou a chamada abruptamente. Como desligou de forma ríspida e o outro devia estar chateado, ele pretendia se desculpar de joelhos e reverter o humor dele assim que se encontrassem mais tarde.

O namoro secreto, e ainda por cima fingindo que não se davam bem, dava um trabalho danado.

Aproveitando que tinha desligado, olhou para o celular e viu que estava cheio de chamadas perdidas e mensagens.

A maioria era do professor conselheiro e do Sun Woojung. Eram textos perguntando a localização ou mandando vir logo.

Como o ônibus já estava quase na hora de partir e o garoto com gesso não aparecia, devia ser por isso. Gong Pyeonghwa pensou como se fosse problema dos outros e ia pegar o macarrão do udon quando, naquele instante, um feromônio adorável o envolveu.

— Já vai partir, vamos.
— …

Gong Pyeonghwa escaneou os arredores rapidamente e falou:

— Já disse lá no terraço, mas a sua roupa civil está fofa demais hoje.
— …Come logo uma garfada desse udon e vamos.

Saebyeok deu uma colher de chá, com a ponta das orelhas vermelhas.

— Não estão conseguindo partir por sua causa.
— Ainda faltam três minutos.
— Por isso estou te dando tempo para dar uma bocada. Vamos rápido.

Gong Pyeonghwa fez um bico com os lábios, pegou o tofu frito e a única massa de peixe rosa com o hashi e levou até perto da boca de Saebyeok.

— Está quente.

Saebyeok abriu a boca sem dizer nada e comeu.

Gong Pyeonghwa também engoliu o udon como se estivesse bebendo água e levantou-se da cadeira.

Ao saírem da praça de alimentação, aquela imagem de puro carinho sumiu por completo. Como se nunca tivesse acontecido, os dois começaram a rosnar um para o outro, e Sun Woojung interveio para mediar.

Até o próximo posto de serviços onde almoçariam, apenas Sun Woojung ficou medindo o clima e enfiando batatinha frita e bolo de nozes na boca de Gong Pyeonghwa sem parar.

— Por que você cismou tanto com o Shin Saebyeok que não consegue deixar o moleque em paz?
— Porque ele é chato pra caralho.

Porque eu amo ele! Porque eu amo ele! Gong Pyeonghwa dava a resposta oposta mentalmente com afinco e esticava o pescoço para encarar Saebyeok.

— Que antipático.

“Te amo!”

Saebyeok soltou um bufo descarado pelo nariz.

— Que bobagem.

“Eu também.”

Sun Woojung, que não sabia da sintonia mútua de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok, bloqueou com o próprio corpo a troca de olhares intensos entre os dois.

A luta desnecessária e sem sentido de Sun Woojung continuou até as 12h30, na hora do almoço no posto de serviços.

— Vamos comer udon. Udon. Udon. Udon.
— Tá bom.

Gong Pyeonghwa quase dançou sapateado em frente à praça de alimentação.

— Nossa. Olha como os preços subiram. Ficou caro pra caralho.

O legítimo herdeiro de conglomerado, Gong Pyeonghwa, que sentia o coração do povo mais do que ninguém através da comida, pediu o udon de fritos mais caro, bem ao estilo de um herdeiro.

Saebyeok leu o cardápio item por item com atenção e pediu o combo de tonkatsu tamanho duplo e um rolo de gimbap.

Gong Pyeonghwa pescou o frito de dentro do udon e colocou no prato de Saebyeok, espiando a bandeja dele.

— Querido, você esbanjou hoje, hein.
— Do que está falando. É tudo seu.

Saebyeok, que já sabia desde a época do ensino médio que Gong Pyeonghwa não ficaria satisfeito com apenas um udon, empurrou a bandeja com o tonkatsu cortado em pedaços fáceis de comer em direção a ele.

— Para o ritmo não quebrar enquanto come.

Desde o início, Saebyeok tinha pensado apenas em um rolo de gimbap para si.

Como ele ia comer udon, com certeza daria vontade de comer arroz; como ia comer um prato com caldo, ensopado não faria tanta falta; e seria uma comida que, sem ser pouca quantidade, Gong Pyeonghwa adoraria.

O tonkatsu foi apenas a conclusão lógica a que chegou após esse raciocínio.

— O que eu faço…
— O que, por quê…?
— Acho que fiz um casamento bom demais…

Diante do elogio repentino, ele achou um absurdo, mas acabou sorrindo.

Achou que tinham enchido o estômago desfrutando de um momento afetuoso, mas parece que esse era um pensamento exclusivo de Saebyeok. Gong Pyeonghwa disse que, já que tinham vindo ao posto de serviços, o bolo de nozes era obrigatório, e comprou duas caixas para presente, além de dois sacos para irem comendo no caminho.

— Disseram que tem dois tipos de recheio.
— Tá bom.
— É uma tática de marketing cruel que te obriga a comprar dois.
— Já entendi, não precisa se justificar.

Gong Pyeonghwa soltou um “Eba!” bem fofinho e guardou os bolos de nozes.

Mesmo saindo do posto de serviços, a estrada continuava completamente travada. Que dia era hoje? Ainda não era época de feriado nacional.

Como Saebyeok parecia entediado, Gong Pyeonghwa ligou o rádio.

No rádio, o DJ cumprimentou o público de forma radiante com uma música animada de fundo.

— A história de hoje foi enviada por um ômega da província de Gyeonggi. Vamos ver qual é a preocupação dele.

Parece que tem algo aí. Que tipo de preocupação faria alguém enviar uma história para o rádio? O casal alfa e ômega focou a atenção na voz do DJ.

— Estou na dúvida se devo fazer a marcação ou não com a pessoa com quem estou de chamego. No momento ela é uma pessoa maravilhosa, mas como tem muita gente que muda depois da marcação, essa é a minha dúvida.

Realmente dá para ficar na dúvida. Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok assentiram com a cabeça repetidamente.

Embora o contexto fosse diferente, Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok também tiveram uma época em que hesitaram sobre a marcação.

Primeiro dia da viagem de formatura, foi quando visitaram o Templo de Seokguram e o Templo de Bulguksa e se espalharam no alojamento para desarrumar as malas. Era tempo livre até o jantar, mas todos estavam exaustos demais e só queriam deitar no chão.

Mas Gong Pyeonghwa, que tinha energia, força e saúde de sobra, ficou rondando os arredores do alojamento.

Identificando a localização da conveniência como prioridade máxima e buscando um lugar onde pudesse ter um encontro secreto com Saebyeok, cruzou com ele como se fosse o destino.

Como era uma situação em que não sabiam quem poderia aparecer e quando, pegou o celular naturalmente e ligou para Saebyeok.

— Ah. Onde você está indo agora?
— …Ia tomar o remédio, mas fiquei meio sem graça e saí.
— O remédio? O inibidor?

Ficou intrigado com a pausa que ele deu antes de falar e, ao perguntar se era o inibidor, Saebyeok respondeu com a voz baixa que sim.

— Nós demos um banho de feromônios de manhã.
— Teve aquela escola que ficou cruzando o caminho com a gente no posto de serviços, lembra?

Como as viagens de formatura eram todas meio parecidas, o itinerário coincidiu com o de uma escola de rapazes da província de Gyeonggi.

— Acho que vai coincidir amanhã também. Hoje deu para passar batido, mas acho que amanhã não vai ter brecha nem para dar um banho de feromônios, então vou tomar o remédio logo para garantir.
— Vontade de matar todos esses alfas desgraçados.

Sendo ele próprio um alfa, Gong Pyeonghwa soltou um discurso de ódio contra alfas e deu tapas na própria testa.

— Eu não vim para a viagem de formatura com intenção de estudar, então está tudo bem. Só vou ficar com o corpo um pouco mole, nada demais.
— Se a gente tivesse feito a marcação…

Se fosse assim, ele não precisaria tomar remédio nenhum, não sentiria o feromônio de outros alfas, não correria o risco de entrar no cio à força e não sofreria com os efeitos colaterais do inibidor. Mas…

Gong Pyeonghwa tapou a própria boca antes de terminar a frase.

— Finja que não ouviu. Erro meu. Erro meu.
— …Por quê. Eu não acharia ruim fazer a marcação.

Namorar mas não fazer laço parecia com quem decide morar junto na idade de casar, com a premissa de um futuro casamento, mas acaba não casando e apenas coabitando.

Se fosse em dias normais, Saebyeok não agiria assim, mas como também estava cansado, rebateu com uma fala emburrada.

— Para falar a verdade, eu acho bom pra caralho a gente se encontrar todo dia para trocar feromônios e se beijar, mas pensando em você, eu concordo que o certo seria fazer a marcação, sabe?
— Mas?
— Mas nós ainda somos jovens, e você pode encontrar alguém melhor do que eu, então acho certo deixar isso aberto por enquanto. Dizem que na faculdade tudo se desfaz mesmo.

Um garoto que ele achava que insistiria de forma obstinada dizendo que a marcação era tudo de bom, que era o máximo, que deviam fazer logo, vir dizer que era melhor deixar aberto por precaução. Logo o Gong Pyeonghwa… pensando no fim do relacionamento?

Ele que dizia querer assumir o namoro. Que pensava até em casamento. Ouvir Gong Pyeonghwa soltar palavras tão contraditórias trouxe uma mágoa que ia além do desapontamento, soando injusta.

— Estou aqui falando de forma madura, madura e racional, mas só de falar isso meu estômago já revira. Não, meu estômago já virou do avesso por completo. Estou morrendo de ciúmes, sabia? Ah… Vontade de matar todos os alfas num raio de 40 mil quilômetros ao redor do Shin Saebyeok. Ah, que ódio. Com certeza tem caras melhores do que eu no mundo, mas mesmo assim, só saia comigo. Só dê beijo em mim e só namore comigo. Vamos entrar na faculdade e ser um casal do mesmo curso, distribuir convites de casamento para todos os colegas e professores da faculdade, fazer renovação de votos todo ano para comemorar, e o planejamento familiar…
— Se acalme.

A mágoa sumiu num instante. Claro, Gong Pyeonghwa sendo Gong Pyeonghwa.

— Faça a marcação no segundo em que eu receber as ações da empresa e me tornar um adulto com capacidade financeira para assumir a responsabilidade por você. Rápido. Promessa. Promessa. Promessa.
— Tá bom. Promessa.
— Promessa verbal também é promessa. É um contrato, ouviu? Ouviu?
— Você sabe que contratos firmados por menores de idade sem o consentimento do representante legal são nulos, né?
— É por isso que detesto gente inteligente…

— Hum… Para falar a verdade, eu sou beta, então não sei qual o peso real de uma marcação. Dizem por aí que é um vínculo que te prende à outra pessoa até a morte, por isso chamam de a armadilha mais romântica do mundo.

Esse entende do assunto. Gong Pyeonghwa, o candidato à marcação que estava mais do que disposto a cair voluntariamente na armadilha mais romântica do mundo, segurou firmemente a mão de Saebyeok.

— Ficar conectado até a morte parece assustador, para ser sincero. Traz segurança, mas o coração humano é imprevisível. Por isso ouvi dizer que muitos casais de alfa e ômega não fazem a marcação hoje em dia. Como é um assunto sério, acho melhor fazer a marcação quando houver total certeza. Espero ter ajudado, e fiquem agora com a música pedida, O Colorista de Carmim.

O som de um violão acústico bastante expressivo começou a tocar, seguido por uma voz suave.

Muitas vezes a marcação é retratada como o ápice do amor. Mesmo assim, Gong Pyeonghwa e Saebyeok ainda não tinham feito o laço.

— Como não tínhamos a marcação, foi pura adrenalina durante toda a época de escola.
— O passado realmente ganha uma maquiagem com o tempo, né.

Claro que o fato de terem que se encontrar todo dia para manter a regra de um banho de feromônios diário por não terem a marcação foi… meio bom? Mas pensando na praticidade, ele achava que teria sido melhor fazer o laço.

Gong Pyeonghwa chamava de adrenalina, mas o medo de serem pegos deu um frio na barriga mais de uma vez.

Só para citar a viagem de formatura…

Segundo dia da viagem de formatura, um itinerário apertado seguiu desde cedo.

Tomaram o café da manhã, visitaram o Túmulo de Cheonmachong e o Observatório de Cheomseongdae, passaram pelo Bosque de Gyerim, pelo Depósito de Gelo de Seokbinggo e pelo Estanque de Anapji, e almoçaram ali por perto.

Depois, visitaram a POSCO e foram até o Túmulo do Rei Munmu. Assim que chegaram ao alojamento, os alunos mal comeram o jantar e desabaram de cansaço.

Era tempo livre, mas os alunos, esgotados pelo festival de talentos e pela programação, só queriam ligar a TV no quarto e mexer no celular.

Gong Pyeonghwa balançava a perna ansioso.

Ontem, como era o primeiro dia, foram cedo para a escola e trocaram feromônios e se beijaram no terraço, mas e hoje? E hoje? Como a programação podia ser tão apertada assim?

Na verdade, o que mais faziam era ficar sentados no ônibus, mas não houve brecha para se encontrar secretamente com Saebyeok.

“O que tá fazendo?”

[♡ Frango Amoroso ♡]
“Vou tomar banho agora”

“(Vergonha)”

[♡ Frango Amoroso ♡]
“;;;”

“Como vamos nos ver mais tarde?”

[♡ Frango Amoroso ♡]
“Hoje vou só tomar o remédio. Descanse.”

Gong Pyeonghwa odiava o fato de Saebyeok ter que tomar o inibidor mesmo estando ali. Sentia um arrepio de raiva.

Às vezes, antes de dormir, passava pela cabeça dele a ideia de simplesmente fazer a marcação de forma unilateral de uma vez.

Felizmente, Gong Pyeonghwa não tinha a tolice de colocar em prática os pensamentos da madrugada.

— Ah, droga.
— Que foi.

Sun Woojung, com o rosto inexpressivo, pressionou a perna de Gong Pyeonghwa.

— Que inquietação. O quê? Tá com vontade de cagar?

Graças à consideração de Sun Woojung, a cabeça de Gong Pyeonghwa começou a girar a mil por hora.

Gong Pyeonghwa decidiu apostar em uma estratégia direta.

Gong Pyeonghwa entrou direto no quarto de Saebyeok.

Por que a cabeça dele girou tanto? Foi uma conclusão que dispensava o uso do cérebro.

Enfim, os alunos que estavam jogados olharam intrigados para Gong Pyeonghwa, que apareceu do nada.

— O que foi?

Um garoto perguntou como representante, e Gong Pyeonghwa fez um bico com os lábios, soltando uma conversa fiada.

— Nem me fale. O banheiro está lotado, quer dizer, o Sun Woojung está lá cagando e já faz 30 minutos que não sai. Eu quero tomar banho.

Diante das palavras de Gong Pyeonghwa, todos começaram a cochichar.

— Prisão de ventre?
— Deve ser prisão de ventre.
— O Sun Woojung tem prisão de ventre?
— Temos que dar repolho para ele comer.

Gong Pyeonghwa, que plantou a polêmica da prisão de ventre na vida de Sun Woojung — que ostentava 18 anos de um trânsito intestinal matinal perfeito —, abriu a porta do banheiro com a maior cara de pau.

“Olha só? Vai tomar banho e não tranca a porta? Falta de noção de perigo?”

Como não dava para ouvir o som do chuveiro, parecia que ele já tinha terminado de se lavar, mas tomar banho sem trancar a porta era demais. Ele ia dar uma bronca, mas bem na hora alguém gritou:

— Quem está aí dentro agora? Enfim, tem alguém no banho!
— Que sorte a minha. Com o braço assim eu não consigo me lavar sozinho.

Gong Pyeonghwa mostrou o braço engessado.

— Ah, é verdade.

Gong Pyeonghwa trancou a porta do banheiro. Deu de cara com Saebyeok, que saía secando a água do cabelo.

— Ei, ei, você, por que você aqui…
— Vim tomar banho, ué.

Quero dizer, por que aqui e não no seu quarto… Antes que Saebyeok pudesse terminar de falar, Gong Pyeonghwa segurou a mão dele.

— …Por que está segurando a minha mão se veio tomar banho?
— Posso falar algo estilo tiozão safado?
— Que porra é essa… O que é?

Mesmo chamando de fala de tiozão safado, agora soava apenas fofo.

— Como você acabou de tomar banho, os seus lábios parecem tão apetitos…

É, foi um pouco estilo tiozão safado mesmo.

— Que vontade de dar um beijo. Quer dar um beijo?
— Só um beijo?
— Qual o limite da classificação indicativa aqui? Posso colocar a língua?
— Para com isso.

Desde o primeiro beijo, não passavam um dia sem esfregar os lábios. Sendo adolescentes em plena fase de hormônios à flor da pele, bem… não tinha jeito!

Achou que passariam em branco hoje, mas ele entrou no território inimigo só para dar uma roçada de lábios? Sentindo mais uma vez a intensidade implacável de Gong Pyeonghwa, Saebyeok apenas encostou os lábios levemente e afastou em seguida.

— Vai embora rápido. Os meninos vão descobrir.
— Não vão. O Pyeonghwa tem tudo planejado.

Dava até medo de perguntar que plano era esse. Vendo ele falar com tanta convicção, devia ter algo ali, mas ele não fazia muita questão de saber.

— Então eu vou sair primeiro. Até amanhã.

Gong Pyeonghwa segurou a mão de Saebyeok, que ia sair.

— Meu braço está assim, você tem que me ajudar a tomar banho.
— Se quer ajuda para tomar banho, por que está liberando feromônios?
— Banho de feromônios também é banho.

Ah, sério.

Saebyeok achou ridículo, mas por outro lado sentiu que não tinha escapatória.

“Por que acho ele tão fofo agora?”

Aquela investida sem vergonha era boa demais.

— A lembrança de ter te beijado até os lábios racharem naquela época ainda está fresca na memória. Hum? Que tal reviver isso hoje à noite? Hum?
— A única coisa de que lembro é da polêmica da prisão de ventre do Woojung.
— Quer que eu te conte algo engraçado?

Gong Pyeonghwa perguntou soltando uma risadinha. Não parecia esperar uma resposta, pois continuou logo em seguida:

— Ele ganha suco de repolho ou pílulas de repolho em todo aniversário, mas até hoje não sabe a verdade sobre a história da prisão de ventre. Ele acha que é só porque as pessoas se preocupam com a saúde dele.
— A essa altura, você não devia contar para ele?
— Perdi o momento de falar uma vez e acabei esquecendo.
— …

Casar com alguém com um caráter capaz de inventar que o amigo tem prisão de ventre só para garantir a hora do beijo, quer dizer, do banho de feromônios… Saebyeok decidiu simplesmente parar de pensar.

Bem, pensar não mudaria nada mesmo, e ele estava cansado. A cabeça pesava e caía de sono a todo instante.

— Está com sono?

Ele tentou se esforçar para não dormir, mas parece que ficou evidente, pois Gong Pyeonghwa, que estava no volante, perguntou.

— Um pouco. Deve ser a idade. Fiquei cansado só de passear um pouco.
— Nós nos movimentamos bastante, na verdade. Pode dormir.
— Como eu faria isso. Quem está dirigindo fica mais cansado.
— Alfa serve para que se não for por ter o corpo forte? Só dorme.

Gong Pyeonghwa acariciou a bochecha de Saebyeok de brincadeira. O toque suave, como quem coça o queixo de um gato com sono, fez as pálpebras se fecharem de vez.

Uma voz suave vinha do rádio, e o corpo estava relaxado.

Os feromônios do marido e o resmungo baixo cantarolado eram o sonífero mais perfeito do mundo.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Por serem de empresas rivais, suas famílias tinham uma relação ruim desde a infância.
Por isso, eles mantêm um relacionamento secreto há 10 anos, escondendo-se dos pais e dos amigos.
Mas eles não podem esconder seu amor para sempre.
Agora, com um filho, já não conseguem mais manter isso em segredo!
— Nossa princesa vai comemorar seu primeiro aniversário esta semana. Esperamos que você venha celebrar conosco.
É por isso que eles estão, sem medo, entregando convites para a festa de 1 ano da filha a colegas de classe que não veem há 10 anos.
Também chegou a hora de revelar tudo para os pais!
Não há obstáculos para o nosso amor! Nosso amor é uma autobahn!
— Só nos deixem amar um ao outro… Ai! Isso dói!
O romance caótico, mas sem engarrafamentos, de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok!
Romance na Autobahn!
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