Ler Autobahn Romance – Capítulo 07 Online


Modo Claro

Autobahn Romance Vol 1 — P7

— Vamos comer primeiro?

— Sim. Tem algo que você queira comer?

— Hum. Vamos comer comida tradicional coreana? Não. Não. Vamos comer lá. Lá.

Gong Pyeonghwa girou o volante cantarolando.

Toda vez que Gong Pyeonghwa cantarolava, algo inesperado ou cansativo costumava acontecer, então ele não sabia se ficaria tudo bem.

Saebyeok, curioso sobre o que ele pretendia comer para agir daquele jeito, cutucou a cintura de Gong Pyeonghwa de leve pedindo apenas uma pista.

Gong Pyeonghwa sorriu sem dizer nada e desconversou.

Tendo chegado ao parque de diversões sem nenhum resultado, o casal Pyeonghwa e Saebyeok comprou os passaportes de livre acesso e entrou imediatamente.

As opções de restaurantes dentro do parque de diversões eram previsíveis, então ele se perguntava o que o outro pretendia comer.

Saebyeok esperava intimamente por um evento que fizesse brotar suor frio. Embora ele mesmo não soubesse, Saebyeok era alguém que gostava de adrenalina, relativamente.

Gong Pyeonghwa arrastou Saebyeok e entrou direto em uma lanchonete de fast-food.

Hambúrguer que eles comeram durante todo o tempo nos Estados Unidos, sério? Claro que a Coreia tinha o sabor da Coreia, mas.

Saebyeok entrou no estabelecimento sem dar muita importância.

O corpo ficou travado graças ao interior da lanchonete que cansava os olhos, típico de fast-food, e às cadeiras onde era difícil sentar por muito tempo.

— Cheeseburguer?

— Sim.

Gong Pyeonghwa apertou várias coisas no totem de autoatendimento e apareceu pouco tempo depois carregando um monte de hambúrgueres nos braços.

Ele organizou o cheeseburguer, a Coca-Cola zero e as batatas fritas como a parte de Saebyeok, e como sua própria parte ele espalhou quatro hambúrgueres de nomes desconhecidos, duas batatas fritas, palitos de queijo, nuggets e coisas do tipo.

O cheeseburguer tinha o gosto de um cheeseburguer comum. Aquele sabor comum de fast-food onde o gosto do queijo não era muito perceptível por ser um pouco industrial.

Ele chegou a pensar se teriam colocado pudim de leite dentro do hambúrguer, mas era um hambúrguer de carne perfeitamente comum.

Gong Pyeonghwa sorria bobo durante todo o tempo em que comia o hambúrguer, sem motivo aparente.

Ele continuava sorrindo como alguém que estava saciado mesmo sem comer.

— Por que continua sorrindo?

Você fez algo com o ketchup? Saebyeok espetou o ketchup repetidamente com a batata frita. Era um ketchup comum.

— Só porque é bom.

— Deixa de ser bobo.

Gong Pyeonghwa entrelaçou os dedos na mão de Saebyeok e continuou sorrindo bobo.

— Quer dizer, quando viemos na nossa excursão escolar, a gente não pôde comer junto, não é? Porque havia muitos olhos vigiando.

Parando para pensar, a excursão escolar do segundo ano do ensino médio tinha sido em um parque de diversões.

Saebyeok nem lembrava direito. Ele lembrava apenas que vieram ao parque de diversões para a excursão, e que andava separado de Gong Pyeonghwa, circulando com seu próprio grupo de amigos próximos.

Pensando bem, parecia que ele havia comido hambúrguer naquela época também. Gong Pyeonghwa também havia comido hambúrguer. Embora não pudessem comer juntos como faziam na cobertura.

— É bom poder comer junto agora.

Gong Pyeonghwa acariciou as costas da mão de Saebyeok e fez uma brincadeira com os pés debaixo da mesa. Ele batia a ponta do sapato no sapato de Saebyeok, esticava a perna e roçava na panturrilha dele sem motivo, provocando-o.

— Eu queria fazer isso naquela época também. Durante toda a época da escola.

Engolindo o hambúrguer em um piscar de olhos com apenas uma mão e sugando a Coca-Cola como se não estivesse desconfortável, Gong Pyeonghwa continuava com o rosto sorridente, mas o olhar parecia um pouco amargo.

Diante das palavras de que ele queria sentar frente a frente para fazer uma refeição e sorrir fazendo brincadeiras daquele jeito há dez anos, Saebyeok sentiu um aperto no peito sem motivo.

Saebyeok, em vez de proferir palavras, entrelaçou os dedos na mão de Gong Pyeonghwa sem dizer nada. Ele segurou com força a mão que era uma falange maior que a sua.

Gong Pyeonghwa deu um grande sorriso como alguém que havia conquistado o mundo e disse:

— Nós agora temos um namoro assumido.

— É verdade. Nós temos um namoro assumido. Depois de dez anos.

A aliança de casamento presa nas mãos de dedos entrelaçados brilhava de forma linda.

↫─❀─↬

Gong Pyeonghwa e Saebyeok caminharam pelo parque de diversões animados.

Eles dividiram churros e smoothies, e aproveitaram o parque de diversões duzentos por cento usando até tiaras de orelhas de animais que não olhariam em tempos normais.

Gong Pyeonghwa arrastava Saebyeok animado como um filhote de cachorro de nove meses que compreendia a palavra passeio.

— Ai!

— Ehehe.

Eles andaram de carrinho bate-bate também.

— Tem uma câmera. Uma câmera. Beijo. Beijo!

— Saia para lá.

Andaram no Splash Mountain também.

— A foto ficou estranha.

— Por queee. Está linda. Vamos comprar e colar em casa.

Uma foto estranha também foi tirada.

Eles entraram na sala de jogos, jogaram o jogo do bicho-da-terra, a máquina de soco e o jogo de tiro.

Eles sorriram o tempo todo realizando, mesmo que tardiamente, as coisas que queriam fazer quando eram estudantes, mas não podiam.

Após comerem um sorvete de bolinhas do tamanho da palma da mão, comerem um cachorro-quente gorduroso, sentarem por um instante para assistir a uma apresentação e voltarem a andar nos brinquedos repetidamente, o sol se pôs antes que percebessem.

As luzes de cada brinquedo se acenderam, revelando a vista noturna típica de um parque de diversões.

Gong Pyeonghwa tirou fotos feito louco após posicionar Saebyeok diante do carrossel, que podia ser considerado o ponto turístico para fotos de casais.

Embora devesse estar acostumado, ele ainda ficava sem jeito toda vez que Gong Pyeonghwa apertava o botão de disparo contínuo daquela forma insana.

Terminada a sessão de fotos digna de um paparazzo, Gong Pyeonghwa se aproximou de uma mulher entre as pessoas ao redor, conversou com ela e estendeu o celular.

Assim que entregou o celular na mão da mulher, Gong Pyeonghwa correu em direção a Saebyeok e segurou sua mão imediatamente.

A mulher que passava começou a tirar as fotos em uma postura de extremo sacrifício, abrindo as pernas totalmente, embora não fossem fotos suas.

Eles colocaram o braço sobre o ombro, seguraram as mãos, se abraçaram, e não parando no olhar mútuo, eles se beijaram no final das contas.

A mulher que estava inflamada pela alma fotográfica pareceu se assustar com o beijo, pois a foto ficou ligeiramente tremida nesse momento.

Como a iluminação do carrossel era muito intensa, o fato de ter ficado um pouco tremida fez a foto parecer mais natural, ao contrário.

— Querem tirar a última de novo?

A mulher falou de forma proativa, como se tivesse alguma missão em relação à foto.

Demonstrando orgulho pela foto, a mulher ampliava e reduzia a tela do celular repetidamente, como se estivesse analisando. E então, ela falou algo para o grupo de amigos e puxou uma câmera profissional de longo alcance.

— Vamos tirar a última de novo?

— Não pre…

Saebyeok achou que não precisava, e pretendia revirar os bolsos em busca da carteira pensando se não deveria dar uma recompensa generosa por ela ter tirado fotos tão lindas, mas Gong Pyeonghwa, que simplesmente queria beijar mais, disse sem vergonha:

— Com certeza deve ser o caso, não é? O que está fazendo, meu amor. Venha logo.

Os amigos da mulher também opinaram sem motivo.

— Ei, troque a lente.

— Dobre mais o pulso. Abra mais as pernas. Cole no chão de uma vez.

O que era uma foto para agirem assim, ou melhor, as fotos podiam ser importantes, mas por que eles demonstravam tanto entusiasmo tirando fotos de estranhos… Ele pensou se havia retornado à Coreia novamente.

Gong Pyeonghwa, que insistiu em tirar a foto do beijo mais uma vez, expressou gratidão infinita ao pedestre que foi o melhor fotógrafo e lhe entregou o convite da festa de primeiro ano.

Pagar o favor com um castigo? Saebyeok não conseguiu conter o espanto, mas o ambiente ficou harmonioso rapidamente.

— Você paga o favor com um castigo assim…

— Ah, eu peguei a conta de rede social dela e terceirizei as fotos da festa de primeiro ano da nossa filha. Pelo dobro da média do mercado.

— Oh…

Mas como podia haver uma coincidência dessas? Chamar um pedestre qualquer e ele ser um fotógrafo profissional?

Quando Saebyeok perguntou por curiosidade, Gong Pyeonghwa soltou uma explicação digna de Conan.

— Olhando bem, não havia amigos homens, apenas algumas amigas, e como as roupas e o estilo de cabelo chamavam a atenção, a probabilidade de ser da área de artes era alta. E eu vi mais cedo que havia uma celebridade aqui e uma gravação de programa em andamento, então juntando os fatos, pensei que ela poderia ser uma dona de fã-clube ou alguém da equipe de filmagem, e fiz a aposta.

— …

Meu marido é impressionante.

Gong Pyeonghwa cantarolou o tempo todo, demonstrando que as fotos ficaram de seu agrado. Ele também erguia e abaixava as mãos de dedos entrelaçados, indicando que estava de muito bom humor.

— O senhor não sente uma emoção renovada?

Havia muita descontração na voz que entrevistava estendendo o punho como um microfone.

— Por favor, compartilhe uma palavra sobre a sensação de beijar novamente no lugar do primeiro beijo.

— Ah, eu não sei se posso falar sobre isso neste lugar… Mas primeiro eu gostaria de dedicar esta honra ao meu marido e à minha filha—.

Saebyeok já sabia como brincar também, até certo ponto.

— Por coincidência… o marido sou eu? Não há algo mais que você queira dar ao marido além da honra? Como dizer para esperar pela noite de hoje, ou dizer que a noite de hoje vai ser quente, ou noite quente.

— As três coisas não são a mesma coisa?

— É diferente. Primeiro, a posição física…

Gong Pyeonghwa devia ter envelhecido também, pois proferia palavras dignas de um homem mais velho em vez de palavras de um menino jovem.

— Vou considerar que não ouvi.

— Ah, por quê!

— Então isso é coisa que se diga?

Saebyeok também envelheceu junto com Gong Pyeonghwa. Talvez por isso, ele não guardava as palavras para si mesmo como antes.

— E o lugar do nosso primeiro beijo foi a roda-gigante, sabia?

Ele dizia o que tinha que dizer.

— Se quer perguntar a sensação, deve perguntar após recriarmos a cena da mesma forma. Refaça a entrevista.

E agora ele também seduzia muito bem.

↫─❀─↬

Na manhã do dia da excursão do segundo ano, Gong Pyeonghwa surpreendentemente dormiu demais e pegou o metrô no sentido oposto.

— Gong Pyeonghwa. Você vai morrer.

Seon Woojung , que pegou o trem expresso após fazer o retorno por causa de Gong Pyeonghwa, que havia garantido que bastava confiar nele, chutou a bunda de Gong Pyeonghwa.

Mesmo assim, Gong Pyeonghwa, que não conseguiu evitar o atraso, perdeu o momento de se encontrar naturalmente com Saebyeok e entrou direto no parque de diversões.

— Já que nos atrasamos por sua causa, ande no carrossel.

Seon Woojung , que tinha preferência por brinquedos delicados, segurou Gong Pyeonghwa como um fantasma por vergonha de andar sozinho.

Claro que Gong Pyeonghwa também gostava do carrossel. Porque era divertido! No entanto, no entanto!

“Eu preciso trocar feromônios com o meu namorado!”

Preocupado com Saebyeok, que na noite anterior havia enviado até mesmo um emoji chorando dizendo que o corpo estava mole, Gong Pyeonghwa passou a noite em claro e acabou dormindo demais. Agora, tudo o que ele mais queria era ver Saebyeok imediatamente.

Mas os grupos de amigos com quem saíam eram diferentes.

— Snif, snif. Nós somos como Romeu e Julieta…
— Que seja o Pastor e a Tecelã.

Tudo se resumia a meros encontros casuais de passagem.

Quando Sun Woojung pegava o trem que dava a volta lentamente por todo o parque de diversões, Shin Saebyeok ia para o barco viking; quando Gong Pyeonghwa entrava no Mundo dos Pandas, que já tinha um nome fofinho, o grupo de Saebyeok ia para a montanha-russa superveloz e cheia de adrenalina.

Diante de uma diferença de gostos tão extrema, Gong Pyeonghwa passou o tempo todo roendo os lábios.

Sem se importar com isso, Sun Woojung estava radiante.

— O panda é fofo pra caralho.
— Que vontade de te quebrar na porrada, Sun Woojung…
— O quê? Não ouvi direito.
— Nada, só disse que você é fofo…

Ah… Como tinha culpa no cartório, Gong Pyeonghwa vinha sendo arrastado por Sun Woojung, mas a chance de conseguir pisar ao menos na sombra de Saebyeok surgiu na hora do almoço, em uma lanchonete de fast-food.

— Ei, Sun Woojung. Vamos comer com aquele pessoal ali. O lanche deles parece mais gostoso.
— Tá maluco? Quer brigar de novo? Cala a boca e vai pro canto.

Sun Woojung, que amava a paz muito mais do que Gong Pyeonghwa — que só tinha paz no nome —, virou as costas sem dó para o grupo de Saebyeok e começou a devorar o hambúrguer.

Gong Pyeonghwa comeu seu hambúrguer chorando lágrimas de sangue por dentro.

— Estamos amando sob o mesmo céu, por que não podemos nem fazer uma refeição juntos…

Tem cara por aí que limpa a própria barra com uma tigela de sopa de osso de boi, e eu, eu!

— Eu vou ser super dedicado à família! Vou trazer bastante dinheiro para casa! Vou passar o dia dizendo que amo e dando beijo pra caralho, então por que eu! Por que eu!

Mesmo que lamentasse e chorasse por dentro batendo no chão, Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok não conseguiam se encontrar.

— Que porra de brinquedos são esses que separam a gente desse jeito…

Independentemente do que Gong Pyeonghwa pensava, Saebyeok se divertia descendo a montanha-russa aquática e ia alegremente em tudo quanto era brinquedo que girava, sem deixar passar nenhum.

Gong Pyeonghwa andava pacificamente no balão, jogava pacificamente o jogo do pântano e andou pacificamente no carrossel três vezes.

— Esse moleque não enjoa?

Com uma inocência implacável, Sun Woojung andava no carrossel repetidamente. Já era a terceira vez, mas ele entrava na fila como se fosse a primeira.

Pensando que não conseguiria ver Saebyeok em nenhum momento do dia se continuasse assim, Gong Pyeonghwa quebrou a cabeça para achar uma solução.

Bem na hora, teve uma excelente ideia!

— Woojung.
— Que é.
— Vamos na casa mal-assombrada.
— Cai fora.

Gong Pyeonghwa não desanimou. Afinal, já era o resultado esperado. Ele simplesmente saiu arrastando Sun Woojung.

— Não preciso usar a cabeça. É só usar o corpo.

Trazendo o fanático por carrossel até a casa mal-assombrada na base da força bruta como um trator, Gong Pyeonghwa, assim que chegou a vez deles entrarem, de repente disse que estava com medo de fantasmas, empurrou Sun Woojung para dentro e fugiu.

Dava para ouvir Sun Woojung soltando palavrões pesados e amaldiçoando o futuro dele, mas Gong Pyeonghwa corria radiante pelo parque de diversões.

Ele ligou direto para Saebyeok pedindo para se encontrarem e, pouco depois, se viram secretamente.

— E o Jung?
— Chame ele de Sun Woojung. Por que você fala dele com mais intimidade do que comigo?
— Você vai implicar com isso agor…, esquece. Tá, onde está o Sun Woojung?
— Deve estar sendo devorado por algum fantasma. Mas e aí, você está bem? Está se sentindo muito mole? Está com febre? Dormiu bem? Não teve indigestão? Nenhuma dor de cabeça?

Saebyeok às vezes achava que Gong Pyeonghwa parecia mais mãe do que a própria mãe dele, e segurou o riso que insistia em escapar.

— Estou bem.
— O seu labirinto está bem? Você só andou naqueles brinquedos rápidos demais.
— E você só andou nos fofinhos.
— …É. Eu sou meio gracioso, sabe?

Como não queria de jeito nenhum contar que passou o dia agindo como o cachorrinho do Sun Woojung, ele apenas disfarçou dizendo que era gracioso.

— Acho que os meninos já vão me procurar. Eu disse que ia rapidinho ao banheiro e vim.

Mal tinham se encontrado e já ia acabar em um minuto? É porque não temos uma ponte mágica? É por isso? Meu querido Saebyeok, o Pastor do Amor.

Gong Pyeonghwa queria se humilhar e implorar para ele ficar, mas sabia que não podia fazer isso.

Saebyeok conhecia muito bem Gong Pyeonghwa, que era puro romantismo, e para falar a verdade, ele também não queria se despedir.

Desde que começaram a namorar, o único encontro de verdade que tiveram foi na biblioteca, algo que já faziam antes mesmo do namoro.

Já que tinham vindo ao parque de diversões depois de tanto tempo, e ele estava com o namorado, não poderiam andar juntos? Sendo da mesma escola e da mesma sala?

— Puta que pariu…

No final, Gong Pyeonghwa soltou um xingamento baixo. O tom de voz era emburrado. Ver os lábios dele biquinhados como se estivesse sofrendo uma grande injustiça dava até pena. Não era um sentimento que Saebyeok desconhecia.

— …Quando a gente assumir o namoro, vamos voltar com certeza, comer juntos e andar nos brinquedos juntos.
— Sim.
— Vamos tirar fotos de casal e comprar ursinhos feios.
— Vamos fazer isso.
— E também…

Gong Pyeonghwa parecia ter acumulado muita inveja durante metade do dia, pois não parava de falar. A cada proposta, Saebyeok ouvia com atenção e respondia sinceramente que sim, que fariam tudo.

— Só preciso receber minha herança. Sério…

Um namorado que arranca risadas até o momento da despedida? Não é algo comum. Saebyeok sorriu e se despediu de Gong Pyeonghwa naturalmente.

E Gong Pyeonghwa, após se separar de Saebyeok, percebeu tarde demais.

— Ah, caralho… Eu tinha marcado de encontrar para dar um banho de feromônios.

E simplesmente se despediu.

— Ah, não.

Como o encontro após 23 horas tinha sido cercado de muita saudade, ele acabou esquecendo o objetivo principal.

Quando se está cego de amor, parece que às vezes a essência das coisas fica nublada assim mesmo.

Gong Pyeonghwa sentou-se em um banco, balançando a perna freneticamente, enquanto planejava como se encontrar com Saebyeok de novo.

Diziam que, para obter o efeito de marcação, era necessário trocar feromônios de forma constante, pelo menos uma vez por dia. Ele precisava garantir a cota de troca de feromônios de hoje.

Pensando bem agora, parecia que um pouco de feromônio estava escapando de Saebyeok.

E se os alfas desgraçados das outras salas notassem? E se aqueles sem-vergonha tentassem segurar o pulso de Saebyeok? E se tentassem arrastá-lo para um lugar deserto? E se, por estarem entediados, quisessem roubar um beijo dele? E se tentassem forçar alguma coisa?!

— Enquanto eu estiver vivo, nunca vou permitir!
— Como assim não vai permitir? Vai sim!

Sun Woojung, que tinha acabado de voltar dos mortos, aplicou uma chave de braço voadora em Gong Pyeonghwa.

— Você me joga na cova dos fantasmas e fica aqui descansando? Podia ter avisado! Devia ter avisado!
— Socorro!
— Não é isso que você tem que dizer, seu merda!

Sobrevivendo após dar os tapinhas de desistência, Gong Pyeonghwa foi arrastado de volta não para perto de Saebyeok, mas para o inferno do carrossel.

O sol começava a se pôr aos poucos. A cada minuto, Gong Pyeonghwa ficava mais ansioso e balançava a perna sem parar.

— Ah! Vai espantar a sorte. Para de tremer. Tá com medinho? Medo de carrossel?
— Circulação sanguínea. É circulação sanguínea, seu merda.

Gong Pyeonghwa, o homem louco de amor, não parou de balançar a perna nem por um segundo enquanto estava sentado no carrossel.

Finalmente, às 18h, no momento da saída, Gong Pyeonghwa conseguiu ao menos pisar na sombra de Saebyeok e começou a liberar feromônios de forma descarada.

Os ombros de Saebyeok deram um leve sobressalto, e os alfas da sala ao lado, incomodados, liberaram feromônios defensivos questionando o que era aquilo.

— Que caras sem educação, liberando feromônios em público.

Gong Pyeonghwa, que era o mais sem educação ali, rosnou encarando os alfas da outra sala.

Os professores distribuíram alguns cascudos para acalmar a situação e, vendo o sol se pôr no horizonte, a maioria começou a se dispersar.

Os alunos que precisavam ir para o cursinho pegaram o metrô lamentando, e os que iam estender a curtição trocaram o uniforme escolar para ficar até de madrugada.

Gong Pyeonghwa segurou Saebyeok, que estava prestes a voltar para casa.

— A cota de hoje! Nós não fizemos!

Assustado com o ataque repentino daquele vulto, Saebyeok deu um pulo, mas logo se tranquilizou ao ver o rosto bonito por baixo do capuz do moletom.

— Que susto.
— Desculpa! Mas! Eu estava preocupado! Você se assustou agora há pouco, né? Por minha causa… Desculpa por liberar os feromônios de repente. Eu também não consegui me controlar. Ficou muito assustado? Você está bem?

Gong Pyeonghwa segurou Saebyeok e saiu vagando à procura de um lugar isolado e seguro.

Todo canto parecia um campo minado. Se iam para a esquerda, era inevitável cruzar com pessoas vestidas com roupas civis; se iam para a direita, topavam com os professores; e os banheiros estavam cheios demais.

— Por que tem gente em todo lugar que a gente vai!

Ora, porque era um parque de diversões.

Saebyeok respondeu apenas mentalmente e se deixou ser arrastado conforme a vontade de Gong Pyeonghwa.

— Não vai ter jeito. Vamos passar na biblioteca no caminho de casa e fazer isso rapidinho no terraço antes de ir. Tem gente demais aqui, não dá.
— Eu tenho aula particular hoje, não vou para a biblioteca. O motorista vai passar para me pegar.
— Então o que, o que eu faço? Quer tomar o remédio? Você tem? Não tem, né? Quer que eu compre? Mas e os efeitos colaterais? E o seu corpo? Está bem?

Ao ver Gong Pyeonghwa completamente inquieto, Saebyeok, pelo contrário, manteve a calma.

— Eu me assustei um pouco agora há pouco, mas estou bem. Eu tenho o remédio, então não se preocupe, e acho que nem vou precisar tomar. Estou bem, então se acalme.

Saebyeok falou com a voz mansa, liberando feromônios para acalmar o namorado que estava agitado.

— Ei. Não libera feromônios. E se descobrirem que você é um ômega.

Todas as pessoas no parque de diversões estavam ocupadas demais se divertindo para prestar atenção neles, mas Gong Pyeonghwa, sabe-se lá por que tanto receio, cochichava no ouvido dele tomado pela ansiedade.

— E se você passar mal de novo…

Mas o fato era que ele não odiava aquela preocupação. Saebyeok sentiu um calor agradável aquecer um canto do peito.

— Isso não vai acontecer. Graças a você, Pyeonghwa, meu corpo tem estado bem estável e ótimo ultimamente.
— É sério?
— Estou falando.

Gong Pyeonghwa correu os olhos pelo corpo de Saebyeok várias vezes. Não satisfeito, andou em círculos ao redor dele, escaneando até as costas e checando o estado dos feromônios antes de finalmente relaxar o cenho.

— Então vamos ficar juntos até o motorista chegar para te buscar. Tem alfas sem educação demais e não identificados por aqui.
— Tudo bem.
— Espera só um pouco.

Gong Pyeonghwa voltou para perto de Saebyeok usando uma cabeça de guaxinim, que provavelmente pegou emprestada com algum funcionário fantasiado.

— Isso… não chama atenção demais?
— Mas pelo menos ninguém sabe a minha identidade.
— …Então tá bom.

Se é com algo assim que você consegue se tranquilizar, que seja. Como par de um romântico de outro mundo, Saebyeok, dono de uma grande paciência, segurou a mão do namorado transformado em guaxinim.

— Noossa… Homem com homem é um absurdo, como podem segurar as mãos em público.

Gong Pyeonghwa teve um chilique.

— Tá bom. Vou soltar.
— Eu não mandei soltar.

Gong Pyeonghwa segurou a mão de Saebyeok com firmeza e caminhou pelo parque de diversões.

— Você parecia estar se divertindo hoje. É bom em brinquedos assustadores?
— Sim. Meu labirinto é super forte.
— Ah… O meu também é super forte, mas a realidade foi o carrossel.

Saebyeok, que estava curioso para saber o motivo de Pyeonghwa — que vivia animado dizendo que gostava mesmo era de girar em alta velocidade ou despencar e balançar bruscamente — passar o dia inteiro apenas em xícaras malucas seguras ou no carrossel, perguntou a razão.

Vê-lo contar como teve que virar o cachorrinho do Sun Woojung por ter se atrasado devido a uma autoconfiança sem fundamento foi tão engraçado que, embora sentisse muito, Saebyeok teve que se esforçar para segurar o riso.

— Ainda faltam uns 15 minutos, quer ir em mais um brinquedo antes de ir?
— Não dá. Eu teria que tirar a cabeça de guaxinim.

Gong Pyeonghwa recusou terminantemente, como se já tivesse criado um apego emocional pela cabeça de guaxinim naquele curto espaço de tempo.

— Mas nós viemos depois de tanto tempo, eu queria ir em pelo menos um brinquedo com você.
— …

Como Gong Pyeonghwa tinha passado o dia inteiro sonhando com um encontro com Shin Saebyeok no parque de diversões, ele compreendia bem aquele sentimento.

Os dois entraram em um acordo e decidiram ir na roda-gigante.

Enquanto esperavam na fila, Gong Pyeonghwa teve que aguentar crianças apontando o dedo e dizendo “o guaxinim entrou na fila”, “é um guaxinim”.

— Pois é, para que inventou de usar isso.

Chegou a vez de Pyeonghwa e Saebyeok e, seguindo a orientação gentil do funcionário, eles entraram na cabine da roda-gigante.

Assim que entraram, sentiram o solavanco e o balanço do brinquedo.

Os dois sentaram-se frente a frente e olharam através da janela de vidro.

A roda-gigante começou a se mover lentamente.

Nesse meio-tempo, o sol havia se posto por completo, preparando uma vista noturna bastante convidativa.

Dava para ver as luzes se acendendo uma a uma em cada brinquedo.

Só então Gong Pyeonghwa tirou a cabeça de guaxinim e sorriu.

Saebyeok sorriu junto. Não havia nada de especial acontecendo, mas o riso veio espontâneo.

A paisagem lá fora estava linda, a companhia era perfeita e o tempo a sós trazia um frio na barriga.

— …
— …

Sem que ninguém começasse primeiro, eles se olharam fixamente nos olhos e sorriram. Quem quebrou o silêncio bonito foi Gong Pyeonghwa.

— Você está muito fofo hoje.
— Que bobagem…

De repente, que bobagem… Saebyeok desviou o olhar sem jeito. Talvez estivesse quente dentro da cabeça da fantasia, pois a franja dele estava molhada e grudada, o que lhe dava um ar extremamente revigorante e, por outro lado, parecia um tanto sensual.

Depois de focar na aparência dele sem querer, uma sensação sinuosa pareceu subir de repente.

Gong Pyeonghwa, que era muito mais emotivo e vulnerável a estímulos visuais do que Saebyeok, engoliu em seco.

— …Ei.
— …Hum? Por quê…

Gong Pyeonghwa cerrou ainda mais a expressão que já era séria. E soltou palavras que ninguém esperaria que saíssem daquele rosto.

— Não dá uma vontade de dar um beijo?

Graças ao extremo nervosismo de Gong Pyeonghwa, Saebyeok acabou relaxando a tensão e soltou um riso desacreditado.

Junto com o som do ar escapando, as covinhas se formaram e os cílios caíram suavemente.

O coração de Gong Pyeonghwa bateu forte.

— Por quê? Você não quer? Acho que agora é o momento perfeito. É a hora exata do beijo. Ah, que vontade de beijar. Agora estou exigindo isso de forma totalmente passiva. Ah. Como eu queria dar um beijo no Shin Saebyeok dentro da roda-gigante.

Acho que a palavra passiva não combina muito com essa atitude, combina?

Saebyeok pensou assim e, levantando-se com cuidado, mudou-se para o lado de Gong Pyeonghwa.

— Ah, os feromônios.
— Desculpa. Estou tenso pra caralho agora.

Em vez de ficar assim, a gente não pode só trocar um pouco de feromônios aqui? Gong Pyeonghwa sugeriu um método racional.

Eles precisavam trocar feromônios e, por acaso, tinham chegado a um lugar adequado. Portanto, trocariam feromônios. Era plausível e lógico. Saebyeok também assentiu com a cabeça.

Gong Pyeonghwa puxou Saebyeok pelo ombro para um abraço. Saebyeok liberou os feromônios lentamente e aceitou os de Gong Pyeonghwa.

Especialmente hoje, os feromônios de Gong Pyeonghwa pareciam causar um formigamento. Sentindo a mesma cócega e o corpo esquentar como da primeira vez em que recebeu um banho de feromônios, Saebyeok começou a abanar o rosto com a mão.

— Está com calor?
— É, um pouco…
— Eu também estou com calor.

Desde quando ele estava olhando com aqueles olhos? O coração de Saebyeok bateu forte.

A temperatura corporal de Gong Pyeonghwa estava quente.

Segurar as mãos ou se abraçar era algo que faziam com frequência, mas ainda não tinham ido além de um selinho rápido.

Demonstrações de afeto às escondidas eram sempre assim. Quando o clima esquentava, com certeza alguém aparecia ou ficava rondando.

Mas agora, neste exato momento, existiam apenas os dois no mundo.

A passos largos, Gong Pyeonghwa encurtou a distância. Os cílios de Gong Pyeonghwa eram mais longos do que ele imaginava. Vendo de perto, as sobrancelhas eram ainda mais escuras.

E os lábios estavam quentes.

O coração batia acelerado, mas o tempo parecia ter parado.

Gong Pyeonghwa sentou-se trazendo Saebyeok debaixo do braço.

— Se a minha memória não falha, foi aqui que você me seduziu primeiro, como se estivesse pedindo um beijo.
— A sua memória está distorcida.
— Tenho certeza de que foi assim. Eu realmente achava que demonstrações de afeto em público eram imorais e ia me segurar, mas o Shin Saebyeok, todo saliente, veio primeiro para cima de mim…
— Claro que não!

Mesmo corrigindo a fala sem cabimento do marido, Saebyeok fechou os olhos sorrindo.

Pouco depois, acompanhado do som de uma respiração profunda, um calor caloroso tocou seus lábios.

Pedaços de carne quentes e macios se esfregaram e se misturaram, preenchendo o peito de calor.

O exato mesmo calor de 10 anos atrás.

— …Qual a sensação de beijar novamente a pessoa do primeiro beijo no mesmo lugar do primeiro beijo?

O entrevistador perguntou com a voz um tom mais grave.

— Continua acelerando o coração do mesmo jeito que naquela época.

↫─❀─↬

 

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Por serem de empresas rivais, suas famílias tinham uma relação ruim desde a infância.
Por isso, eles mantêm um relacionamento secreto há 10 anos, escondendo-se dos pais e dos amigos.
Mas eles não podem esconder seu amor para sempre.
Agora, com um filho, já não conseguem mais manter isso em segredo!
— Nossa princesa vai comemorar seu primeiro aniversário esta semana. Esperamos que você venha celebrar conosco.
É por isso que eles estão, sem medo, entregando convites para a festa de 1 ano da filha a colegas de classe que não veem há 10 anos.
Também chegou a hora de revelar tudo para os pais!
Não há obstáculos para o nosso amor! Nosso amor é uma autobahn!
— Só nos deixem amar um ao outro… Ai! Isso dói!
O romance caótico, mas sem engarrafamentos, de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok!
Romance na Autobahn!
Nome alternativo: Autobahn Romance Romance Na Autobahn

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