Ler Autobahn Romance – Capítulo 04 Online

Autobahn Romance Vol 1 — P4
Gong Pyeonghwa, o romântico desta era, subiu ao terraço durante todas as férias de verão.
— Você vem com frequência. —
— Aqui venta. —
Durante o período que chamavam de férias mas que na verdade eram aulas de reforço obrigatórias, eles não costumavam ligar muito o ar-condicionado.
Além disso, como Gong Pyeonghwa era alto e sentava nas carteiras do fundo, o vento do ar-condicionado parecia não refrescar muito.
— Ah. Agora sim. —
Gong Pyeonghwa deitou-se em forma de estrela na sombra e fechou os olhos. A gola da roupa e os cabelos de Gong Pyeonghwa balançavam sempre que o vento soprava.
Então, o som característico de farfalhar da camisa do uniforme escolar e os feromônios de Gong Pyeonghwa irritavam sutilmente os nervos e os ouvidos de Saebyeok.
— Ei. Você é beta, né? —
— …Sim! —
— Que inveja… —
Saebyeok sentiu raiva de Gong Pyeonghwa pela primeira vez em muito tempo.
Liberando feromônios sem se preocupar com os outros, sem ser ômega, sendo alfa.
— Eu também queria ser beta. —
— Por que? Ser alfa é bom. —
Saebyeok falou em um tom ríspido sem perceber. Seu coração deu um sobressalto no momento em que achou que havia reagido com muita sensibilidade, mas Gong Pyeonghwa respondeu com naturalidade.
— É meio chato depois que virei alfa. Eles dividem as reuniões em alfa, beta e ômega, e os irmãos alfas tentam me trancar a sós com ômegas. Os pais também tentam me juntar com qualquer um que se manifeste como ômega sem motivo. —
Será que ele odiava ômegas? Saebyeok perguntou após refletir.
— …Você odeia ômegas? —
— Ahn? Não? Não acha ridículo dividir as pessoas por castas? Eu só prefiro um encontro natural…, ei, você sabe o que é encontro natural? —
O que é encontro natural? Gong Pyeonghwa, o viciado em internet, às vezes trazia palavras das quais Saebyeok nunca tinha ouvido falar, e sempre perguntava se ele entendia.
Seu orgulho ficava tão ferido sempre que dizia que não sabia.
— …Eu sei. Encontro natural. —
Pelo menos pelo sentimento, com certeza era uma abreviação.
— O que é então? —
— Recomendação de aula online para gabaritar ciências naturais? —
— Assista bastante então. É isso. —
Que droga… Diante da expressão de desprezo de Gong Pyeonghwa, Saebyeok engoliu sua raiva internamente.
— É que é meio chato, sabe. Qual a diferença entre juntar duas pessoas obrigatoriamente só porque o tipo sanguíneo AB combina bem com o tipo O? Não acha isso bizarro para caralho? É como se a minha existência estivesse sendo engolida pela casta de alfa. —
Saebyeok conseguia entender as palavras de Gong Pyeonghwa.
O fato de Saebyeok, que foi o orgulho dos pais por 16 anos, ter se tornado um filho digno de pena da noite para o dia foi apenas por causa de sua casta de ômega.
— A casta é a casta, e eu sou eu. —
— Sim. —
— Mas depois da manifestação, como posso dizer, parece que virei um estrangeiro. —
A minoria de alfas e ômegas que existe entre a maioria absoluta de betas.
Por que os alfas e ômegas conseguem sentir e compartilhar feromônios que os betas não conseguem, e conseguem se marcar mutuamente?
Talvez o motivo seja para que os alfas e ômegas isolados no mundo dos betas consigam sobreviver.
Talvez seja porque apenas os estrangeiros conseguem entender a solidão uns dos outros.
— Pois é. —
Alfas e ômegas talvez fossem os únicos capazes de compreender um ao outro.
Saebyeok passou a ver de outra forma a casta que antes considerava apenas uma maldição.
Surgiu o pensamento de que talvez os alfas e ômegas existissem uns para os outros.
— Deve ser isso mesmo. —
— Não é? Pode parecer uma reclamação de quem está de barriga cheia, mas ainda assim dá a sensação de ter virado um mutante. É meio chato. —
Realmente parecia uma reclamação de quem estava de barriga cheia.
— Mas ser alfa ainda é melhor do que ser ômega. —
— Bom, isso é verdade. —
Saebyeok sentiu uma pontada no peito.
— Afinal, um ômega homem é meio… sabe? Nojento, meio estranho? Um homem engravidar também é nojento. Porque é bizarro. —
Parecia que um pedaço de sua carne era arrancado a cada palavra. Mesmo assim, ele não conseguia parar com a autodestruição.
— Não, se for pensar por esse lado, um homem de meia-idade com barriga de cerveja é mais bizarro. A barriga dele cresceu mesmo sem estar grávido. —
— Estar simplesmente gordo é diferente de estar grávido. —
— Ei. Você diria a mesma coisa se a sua mãe fosse um ômega homem? —
Saebyeok não conseguiu responder.
A mãe de Saebyeok era beta e era mulher. A mãe de Saebyeok não poderia ser um ômega homem como Saebyeok.
— Puxa vida, você é um cara bem preconceituoso para quem vê de fora. —
O preconceituoso ômega Saebyeok perdeu as palavras por um momento. Antes mesmo de ele responder qualquer coisa, Gong Pyeonghwa falou.
— O cavalo-marinho macho também engravida. —
— Isso é um caso especial… —
— Não acha isso supermacho? Porra. Lindo demais. Engravidar no lugar da mulher que ama. Esse é o verdadeiro cara legal do outro mundo. Um cara romântico. Um supermacho no auge do romantismo. —
O romântico Gong Pyeonghwa ficou tão encantado com a grandiosidade do cavalo-marinho que continuou soltando exclamações de admiração.
— O parto parece doer… para caralho. —
O rosto de Gong Pyeonghwa, que assistia à educação sexual obrigatória sobre alfas e ômegas, ficou um pouco pálido.
— Se eu me casar com a pessoa amada no futuro, se dependesse da minha vontade, eu queria engravidar e dar à luz no lugar dela. Parece doer para caralho de verdade. E se morrer no parto? Loucura. —
— Será que foi por eu ter dito aquelas palavras. —
Gong Pyeonghwa falou com nostalgia enquanto acariciava suavemente a bochecha gordinha de Isul, o fruto do amor que não doeria mesmo se fosse colocado nos olhos.
— Eu que tive todos os enjoos matinais. Achei que ia morrer. Perdi 12 quilos. —
Mesmo assim, ele não se arrependia. Porque Gong Pyeonghwa era um romântico do outro mundo que não queria ver Shin Saebyeok desaparecer nem um grama sequer.
— Não pergun… —
Seon Woojeong pensou que a expressão “não perguntei” talvez funcionasse como um gatilho.
Enquanto ele pensava no que dizer, o bebê que dormia profundamente nos braços de Gong Pyeonghwa abriu a boquinha e bocejou.
— Ah! Nossa!! Isul! Acordou?—
Isul deu um sorriso angelical.
As bochechas gordinhas se contraíram para cima ao sorrir. Seon Woojeong sentiu o tempo passar bem devagar naquele momento em que o recém-nascido sorriu.
Em um piscar de olhos que durou cerca de 0,75 segundo, Seon Woojeong se apaixonou.
— Acho que vou ter que ir à festa de um ano… —
Quem destruiu o lirismo de Seon Woojeong, que estava emocionado com a vida, foi ninguém menos que o anjo Isul.
O pequeno anjo Isul, que parecia ter sido esculpido com esmero pelo céu, soltou um som parecido com o de uma criatura, que não combinava com o seu rosto.
O anjo que começou a chorar assim que abriu os olhos exibia socos com sua mãozinha que parecia caber em uma única mordida. O temperamento dela era terrível, dava para ver de quem era filha.
— Vamos ver o papai da nossa Isul. Papai. —
— Papai. —
A pronúncia dela é boa para a idade?
— Vossa Majestade. —
Ela usa até tratamento honorífico?
— Nossa filha se parece com o Saebyeok, então acho que ela é uma gênio. —
Deve ter sido por puro acaso. Como não tem consoante final, é mais fácil de pronunciar. De qualquer forma, virar pai ou mãe significa virar um bobo coruja.
O protetor coruja Gong Pyeonghwa deu tapinhas na bunda de Isul para acalmar a criança que chorava.
— Tudo bem. Tudo bem. —
O que ela falou? Seon Woojeong esticou o pescoço para ver Isul, mas Isul estava de boca fechada com uma expressão emburrada.
— Vamos tomar o mamá. Mamá. —
— Mamá. —
Parece que a audição dela funciona bem como o Gong Pyeonghwa disse, pois ao ouvir a palavra mamá, Isul voltou a sorrir radiante e estendeu a mão para Seon Woojeong.
Seon Woojeong seguiu os passos de Isul como se estivesse hipnotizado.
Assim, Seon Woojeong chutou por conta própria a oportunidade de ouro de voltar para casa e caminhou com os próprios pés em direção ao inferno da conversa fiada.
— Tio. —
— Ahn? Essa coisinha minúscula acabou de me chamar de tio? —
Seon Woojeong, esmagado pelo desastre que ele mesmo provocou, interpretou como bem quis e se emocionou com o balbucio daquela pequena vida.
Enquanto acontecia o emocionante primeiro encontro entre Isul e o tio Seon Woojeong, o outro pai de Isul, Shin Saebyeok, estava ocupado recebendo taças de bebida cercado por colegas de escola.
Você é ômega de verdade, um homem ômega, você deu à luz, qual a relação com o Gong Pyeonghwa, como vocês se casaram, então quem fica por baixo na hora de dormir… Mesmo com perguntas que passavam do limite surgindo de todos os lados, Saebyeok respondia com um rosto amigável.
— O Jinyeong é ótimo em passar dos limites. Acho que não tínhamos tanta intimidade a ponto de você perguntar esse tipo de coisa. —
Apesar do olhar manso, a fala que impunha um limite fez todos darem um sobressalto momentâneo, mas como o comentário anterior havia sido realmente rude e todos já estavam sob o efeito do álcool, deram uma risada alta e deixaram para lá.
— Ele não fez por mal. É que é muito bizarro e inacreditável. O Gong Pyeonghwa, que achávamos que tinha desaparecido, apareceu na reunião de ex-alunos com um bebê depois de quase 10 anos. —
— E ainda por cima segurando a mão de um homem. —
— Mas ouvir que esse homem era o Shin Saebyeok fez ele passar do limite pela surpresa e curiosidade. —
Pode-se passar do limite se estiver curioso? Saebyeok queria perguntar, mas preferiu aguentar.
Porque ele e o marido planejavam arrastar todos eles e sentá-los na festa de um ano do bebê. Ele não sabia se aquele era o método correto, mas como marido e mulher são um só corpo, decidiu tentar junto com ele primeiro.
— Não, é que a relação de vocês era meio… sabe. Sinceramente, o Gong Pyeonghwa era estranhamente ríspido apenas com você, então cheguei a ir falar com o professor… —
Com razão, Pyeonghwa costumava resmungar às vezes sobre ter sido chamado à sala dos professores. Nessas horas, Gong Pyeonghwa parecia realmente injustiçado, e seu rosto ficava tão fofo que Saebyeok precisava segurar o riso.
— Naquela época o Pyeonghwa se esforçou muito. —
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok decidiram se dar bem.
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok também trocaram números pela primeira vez em doze anos.
O travesso Gong Pyeonghwa tentou flertar com Shin Saebyeok.
Ele entrava em contato a todo momento e mandava imagens engraçadas que circulavam na internet.
Às vezes, quando era algo muito engraçado, Saebyeok não conseguia controlar sua expressão e acabava soltando risadinhas mesmo em casa.
Ao verem o filho, que antes apenas estudava com uma expressão fúnebre, sorrir como os jovens de sua idade, os pais perguntaram sutilmente se havia acontecido algo de bom.
Os olhos de Saebyeok começaram a tremer de forma instável. Ele gaguejou excessivamente ao falar.
— Ah, a-absolutamente nada? É, é que do nada me lembrei de algo engraçado… —
Ele também mentiu para os pais pela primeira vez.
No entanto, os pais não eram bobos e, como já andavam muito preocupados pelo fato de o filho ter se manifestado como ômega, continuaram a questionar Saebyeok.
No final, quando ele abriu o jogo um pouco sobre Gong Pyeonghwa dizendo que ele não parecia um garoto tão ruim e que queria se dar bem com ele, os pais balançaram a cabeça firmemente negando.
Saebyeok ficou desanimado e não conversou com Gong Pyeonghwa por uma semana, o que deixou Gong Pyeonghwa furioso a ponto de segurar Saebyeok pela gola e arrastá-lo para o terraço.
E um boato de que Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok haviam saído no soco se espalhou pela escola.
Claro que nenhuma agressão física aconteceu de verdade.
— Ei. Por que você está me ignorando? —
— …Meus pais disseram para não me dar bem com você. —
— Que… —
Gong Pyeonghwa perdeu as palavras por um instante e apenas ficou de boca aberta, antes de falar com um rosto indignado.
— Não, porra, que absurdo. Ei. Aos dezessete anos, os amigos são escolhidos por conta própria. Que exagero do caralho. Não é como se eu estivesse namorando você, só queria conversar um pouco de homem para homem. —
Provavelmente era porque Gong Pyeonghwa era um alfa.
Saebyeok era ômega, e Gong Pyeonghwa era alfa.
— Sinceramente, eu não me importaria nem um pouco se vivêssemos como inimigos, sabia? —
Saebyeok sentiu o coração arder como se tivesse sido picado por um palito de dente.
— Mas ver os adultos agirem assim dá uma sensação de provocação, entende? Sabe como é quando dizem para não fazer e dá ainda mais vontade de fazer? É como se acendesse uma chama no meu orgulho. —
O que… você está dizendo? O coração que antes ardia voltou a ficar firme como se nada tivesse acontecido.
— Vamos esconder isso de forma ainda mais perfeita, e mais tarde, quando formos receber a transferência de nossas cotas, vamos fazer nossos pais caírem para trás ao revelar que na verdade somos amigos. —
— Do que você está falando… —
Saebyeok descobriu pela primeira vez graças a Gong Pyeonghwa que quando se fica perplexo, as palavras saem sem passar pelo cérebro.
— Então você vai continuar me ignorando só porque sua mãe e seu pai disseram para não se dar bem comigo? Isso está certo? —
Para quem até há pouco dizia que não se importaria de viver como inimigo…
Era fascinante ver Gong Pyeonghwa indignado como se tivessem prometido uma amizade milenar.
— Nossa amizade é tão superficial assim? —
Sinceramente, dava para considerar uma amizade bem superficial.
— Ei, você. Se o Seon Woojeong e eu caíssemos na água. Quem você salvaria? —
Saebyeok pensou rápido mesmo diante daquela pergunta repentina. Criado sob o sistema de exames de admissão da Coreia do Sul, Saebyeok tinha a compulsão de precisar resolver qualquer problema que lhe fosse apresentado.
— Obviamente o Seon Woojeong. —
— O quê? Porra. Estamos rompidos. —
— Porque eu nunca vou deixar você chegar perto da água. —
Uma criança de 3 anos e o avoado Gong Pyeonghwa não devem ser deixados perto da água. No entanto, Gong Pyeonghwa interpretou o significado de Saebyeok como bem quis e o abraçou com um rosto emocionado.
— Você sabe que o diminutivo de amigos rompidos é melhores amigos, né? —
A atitude maleável de transitar livremente entre rompimento e melhores amigos era cheia de malandragem. Saebyeok não odiava aquele lado de Gong Pyeonghwa.
— …Eu também acho errado controlar as amizades de um filho de 17 anos. —
— Não é? Mas qualquer coisa que você fala parece muito culta. —
Saebyeok ia dizer que ele provavelmente pareceria assim também se não usasse tantas gírias e palavrões, mas preferiu fechar a boca.
Ele gostava de ver Gong Pyeonghwa falando do jeito de Gong Pyeonghwa.
— Sinceramente, acho que meus pais andam desconfiados ultimamente e vivem perguntando pro Woojeong, sabe? —
— Por que ele chama o Seon Woojeong de Woojeong? —
Talvez por ter sido contaminado pelo espírito pacífico de Gong Pyeonghwa ultimamente, Saebyeok teve um pensamento aleatório.
Seria porque o nome do irmão de Gong Pyeonghwa era Gongjeong, e ele não queria chamá-lo de Jeong? Pensou.
— Vamos usar isso a nosso favor. —
Gong Pyeonghwa falou com os olhos brilhando.
— Se espalharem na escola que a gente se odeia de morte, os pais não vão desconfiar. —
— Isso faz algum sentido… —
— Por que não faria? Faz sim. Acha que não? Os pais têm informantes espalhados por toda a escola, sabia? Vamos tentar primeiro, e depois a gente pensa no resto. —
Saebyeok achava que aquilo não fazia sentido de jeito nenhum. A eficiência era baixa demais, e ele achava que os pais não se importariam tanto a esse ponto.
No entanto, Gong Pyeonghwa não estava em condições de ser convencido por palavras. Ele já estava perdido em seu próprio mundo dizendo que estava desenhando um grande plano.
Ele achou que ele mesmo precisava recuperar o juízo e encontrar outro método.
Saebyeok voltou para a sala de aula sentindo um leve cansaço, e assim que se sentou, seu colega de carteira perguntou preocupado.
— O Gong Pyeonghwa te bateu? Você está bem? —
— Não é nada disso. —
Saebyeok mostrou um sorriso sem forças, cansado demais para responder.
Pouco depois, a porta da sala se abriu e logo um burburinho tomou conta do ambiente.
— Quem te bateu? —
Seon Woojeong, que não sabia de nada por ter ido ao banheiro, perguntou ao ver Gong Pyeonghwa com um ferimento no rosto após aquele curto intervalo.
Saebyeok também olhou assustado para o rosto de Gong Pyeonghwa.
— É tudo culpa do Shin Saebyeok. —
— Por que a culpa é minha. —
Gong Pyeonghwa resumiu a frase “rolei da escada enquanto pensava em como esconder perfeitamente minha relação com o Shin Saebyeok” em apenas “É tudo culpa do Shin Saebyeok”, o que causou uma onda de choque silenciosa pela sala de aula.
Os estudantes que ficavam trancados na escola sem nada para fazer além de estudar sempre queriam dopamina.
Como todos estavam famintos por diversão e estímulos, a frase “Gong Pyeonghwa se machucou por causa do Shin Saebyeok” espalhou-se silenciosamente e para longe através dos dedos dos estudantes.
Dizem que o Gong Pyeonghwa e o Shin Saebyeok saíram na porrada
O Gong Pyeonghwa foi massacrado
Existe um alfa que perdeu na briga para um beta?
Tem um boato de que o Gong Pyeonghwa na verdade é ômega
Com razão, ele era meio cheiroso para um alfa;
Dizem que o Shin Saebyeok é filho de um mafioso, ele estava escondendo o jogo
Que presença intimidadora total
E esse boato espalhou-se até os pais em menos de um dia.
No entanto, Saebyeok, que nem sonhava com aquilo, estava apenas preocupado com o modo como Gong Pyeonghwa havia se machucado.
Porém, com o celular confiscado, ele não conseguia pensar em uma forma de entrar em contato com Gong Pyeonghwa.
Ele voltou para casa desanimado, pensando se não deveria enviar uma carta para a casa dele de forma totalmente analógica e tentando lembrar quanto custava o selo postal.
— Você não se machucou em nenhum lugar? —
Receber uma recepção dessas assim que chegava em casa?
A mãe de Saebyeok segurou Saebyeok e examinou várias partes de seu corpo.
— Por, por que isso… —
— Aquele maldito alfa! —
A mãe de Saebyeok conteve a voz trêmula com esforço.
— …Como a mamãe é beta e não sente os feromônios, meu filho não passou por nenhuma situação violenta, né? Hein? —
Saebyeok viu sua mãe tremer daquele jeito pela primeira vez.
Como realmente não havia acontecido nada, Saebyeok acalmou sua mãe.
— Estou bem. Realmente não aconteceu nada. —
Saebyeok falou com uma voz mansa enquanto segurava a mão de sua mãe.
— Ninguém sabe que eu sou ômega. O Gong Pyeonghwa também não sabe que eu sou ômega. —
Ao ver que o corpo de Saebyeok não tinha um único arranhão e que ele exibia um rosto mais sereno do que o habitual, a mãe de Saebyeok finalmente conseguiu se acalmar.
— A Sujin me disse que o alfa daquela casa te arrastou cruelmente para o terraço hoje na escola! —
Foi mais ou menos isso, mas…
— O rosto do meu filho já não andava bom ultimamente, fiquei com medo de ter acontecido algo, por que se envolver com aquela família de novo, e eu não conseguia falar com você… —
Isso foi porque o celular foi confiscado.
— Devemos mudar de escola agora mesmo? Hein? —
A mãe de Saebyeok falou com uma voz trêmula, parecendo genuinamente preocupada.
— A mamãe vai convencer o seu pai. Hein? Não está sendo difícil para você, Saebyeok? —
Seria mentira dizer que não estava sendo difícil. No entanto, Saebyeok também não queria mudar de escola.
Será que as coisas melhorariam se ele mudasse de escola? Ele achava que não.
A menos que mudar de escola fizesse com que ele, um ômega, virasse alfa ou beta.
O primeiro semestre havia acabado de terminar, mas ele já havia se afeiçoado aos colegas de classe e estava começando a se acostumar agora, então mudar de escola seria demais.
— Não está sendo difícil de jeito nenhum. Sinceramente, estudar às vezes é um pouco cansativo… Mas isso realmente não é nada, e de qualquer forma eu tenho que estudar mesmo. Estou bem. Eu gosto daqui. —
Diante da resposta firme de Saebyeok, a mãe de Saebyeok, como se tivesse sido consolada, abraçou Saebyeok com os olhos marejados de lágrimas.
— Você está realmente bem? —
— Claro. Realmente não aconteceu nada comigo. —
— Mas por que correu um boato desses? O coração da mamãe quase saiu pela boca. —
Como aquilo não era uma mentira deslavada, Saebyeok girou os olhos tentando pensar em como explicar.
— É, é que houve um pequeno mal-entendido, um boato que aumentou, uma distorção. —
— O que você está dizendo. Fale direito. Você mentiu para a mamãe? —
Saebyeok deu um pulo e jurou que não havia mentido em nada.
— O que é verdade e o que é boato? É verdade que o filho daquela casa te arrastou? —
— Sim… —
— Você apanhou? Hein?! Nem que eu precise puxar os cabelos da mulher daquela casa, a mamãe vai…! —
— Nã, não apanhei! É sério! —
Saebyeok chegou a tirar a camisa às pressas para exibir o corpo sem uma única marca de hematoma.
— Então por que o filho daquela casa te arrastou? Ele é um delinquente? —
— É verdade que ele me arrastou, mas eu não apanhei nem um pouco… —
Talvez por já ter mentido uma vez, a segunda mentira foi mais fácil.
— …Eu que venci. —
Um bolo de três andares foi servido na mesa de jantar naquela noite.
Mesmo quando ficou em primeiro lugar no ranking nacional, Saebyeok nunca havia visto seu pai sorrir.
No entanto, a notícia de que ele havia derrotado Gong Pyeonghwa deve ter sido transmitida muito rápido, pois o pai voltou do trabalho extremamente cedo. Além disso, ele nunca esqueceria aquele dia em que recebeu coroas de flores de parabéns, um celular novo e mais um cartão para usar como mesada.
— Nos casamos mesmo sendo ele um garoto que meus pais odeiam tanto… —
Ele jamais se arrependeria de ter se casado com Gong Pyeonghwa e dado à luz Isul.
No entanto, arrependimento e preocupação eram problemas de naturezas diferentes.
— Então vocês começaram a namorar desde aquela época? Vocês se beijaram no terraço? —
— Do que você está falando… —
— Não, é que os lábios do Gong Pyeonghwa estavam machucados na época… Fiquei pensando se vocês tinham se beijado já que não tinham brigado. —
O que esse cara fica pensando na cabeça dele? Saebyeok ficou genuinamente curioso.
— Naquela época não estávamos em condições de namorar. Éramos apenas amigos. Estávamos na fase de nos conhecer, e o Pyeonghwa nem sabia que eu era ômega. —
Como se a palavra ômega tivesse algum poder mágico de atrair escândalos, os colegas que já estavam tão bêbados a ponto de ficarem com os rostos vermelhos se aproximaram quase rastejando pelo chão.
— Existe ômega homem também? Deve ser meio nojento. —
— Então ele não é apenas uma mulher? —
— Você tem aquilo lá embaixo? —
Eram falas de revirar os olhos, que davam para imaginar como era a vida social deles no dia a dia.
Mesmo com os outros colegas tentando contê-los, os caras que pareciam exaltados com a confiança de que agora eram profissionais renomados e não meros estudantes de ensino médio pareciam não conseguir se controlar muito.
Ele não havia percebido por ele estar muito gordo, mas olhando bem agora, dava para ver de relance o rosto daquele que costumava ser estranhamente implicante na época da escola.
— Eu sou maior que você, Suchan. Você tem um pinto nanico. —
Um silêncio repentino se instalou, e todos os olhares se dirigiram para a virilha do colega bêbado.
O fato de Lee Suchan ter um pinto nanico não era um conteúdo de tão grande impacto. No entanto, o fato de a palavra “pinto nanico” ter saído da boca de Shin Saebyeok foi chocante.
O impacto da palavra de baixo calão sendo proferida com uma pronúncia perfeita de um apresentador de telejornal foi bastante grande.
Pinto nanico, quer dizer, pinto pequeno, quer dizer, de qualquer forma, Lee Suchan alternou entre o vermelho e o roxo, bufando como se estivesse prestes a despejar um balde de palavrões pesados.
No entanto, antes de Lee Suchan falar, um som ainda maior foi ouvido.
— Ai meu Deus! Fujam! —
Era uma voz urgente, como se anunciasse uma situação de desastre ou o surgimento de zumbis.
— A princesa está chegando! —
O milagre da abertura do Mar Vermelho aconteceu bem no meio do salão da reunião de ex-alunos.
Isul, a cristalização do amor resultante do encontro entre um romântico do outro mundo e um romântico deste mundo, veio caminhando a passos vacilantes.
Atrás de Isul vinham o romântico do outro mundo Gong Pyeonghwa e Seon Woojeong, que havia feito a escolha errada de amigo na época da escola, seguindo-a de perto.
Dava para ver que era uma situação fofa, mas qual o motivo do grito para fugirem?
— Vamos pedir mesada para os tios e tias, nossa Isul. —
— Ela já sabe diferenciar a nota de 50 mil won da nota de 10 mil won! —
— Que fofa! Mas que medo! —
— Socorro! É uma multa que se aproxima sorrindo! —
Não tratem nossa Isul como um quokka.
Saebyeok abriu os braços para o quokka, quer dizer, para Isul. Mesmo vindo de uma distância considerável, Isul caminhou de forma lenta mas firme e se aninhou em seus braços.
O som de sua risada parecia o de um anjo.
Sentindo a temperatura adorável que valeu a pena a dor do parto, ele esfregou a ponta do nariz na bochecha de bebê que cheirava a leite.
— Do que vocês estavam conversando? —
Mwah mwah mwah mwah. Diante do surgimento de Gong Pyeonghwa, que mandava beijos no ar com os lábios em forma de trombeta, alguns colegas que recuperaram a noção social voltaram para os seus lugares em silêncio.
— Não estávamos conversando nada de mais… —
— Disseram que o Lee Suchan tem um pinto nanico. —
O impacto do pinto nanico foi grande. Pinto nanico? Quem tem pinto nanico? A expressão pinto nanico espalhou-se como um cânone.
— Não, espera aí, você acabou de falar do pinto de outro homem que não é o seu marido? Sua consciência de que é um homem casado diminuiu? Isso vai dar um problema muito grande, sabia? Hein? Quer voltar para os Estados Unidos? Hein? —
— Do que você está falando… —
Gong Pyeonghwa, que se espremeu no assento ao lado de Saebyeok, o qual exibia um rosto que não parecia odiar aquilo enquanto falava com dengo, revirou a bolsa e colocou a mamadeira na boca de Isul com habilidade.
— Mas de que vocês conversaram de verdade? —
— E você? —
— Eu estava conversando um pouco sobre a época da escola com o Woojeong. Ele não sabia que a minha família era rica. —
Seon Woojeong ficou perplexo.
— Ele que nunca me contou… —
Independentemente disso, os colegas ficaram curiosos com a história do casal Pyeonghwa e Saebyeok, então afastaram discretamente Seon Woojeong e tomaram seus lugares.
— Vocês realmente namoravam desde a época do ensino médio? —
— Eu já disse que sim. —
— Vocês dois não se juntaram para mentir? Não, é sério… Eu quase denunciei você por violência escolar… Cheguei a ir à sala dos professores. —
— Eu também. Eu também. — Evidências de que ainda existe justiça no mundo surgiram uma após a outra.
— O motivo pelo qual fui chamado à sala dos professores estava todo reunido aqui. —
No entanto, não se podia criticar uma ação justa.
Sim. Aquilo era a prova de que a atuação de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok combinava muito bem.
— Não, mas era só namorar normal, por que encenar tanto assim? —
— Minha família e a do Saebyeok, quer dizer, a família do meu marido, são rivais e a relação é um pouco ruim. E originalmente um romance de colegas de classe deve ser escondido até o casamento. —
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok, que no passado foram um casal de colegas de classe, tornaram-se marido e marido e entrelaçaram os dedos orgulhosamente.
— Como exatamente vocês dois começaram a namorar? Aquilo no caso do amigo secreto também foi tudo encenação? —
Gong Pyeonghwa relembrou o que aconteceu há exatamente 11 anos enquanto alimentava Isul com a fórmula.
Sim, o amigo secreto. Eles já haviam feito algo assim.
O “Projeto Amizade Eterna de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok” foi firmado, e os dois decidiram se tornar inimigos mortais de forma rigorosa na escola.
Na verdade, como já viviam mais ou menos assim há doze anos, a atuação no cotidiano já era digna de grandes atores renomados.
No dia a dia, os dois se olhavam como se olhassem para insetos, mas bastava subirem ao terraço para ficarem extremamente carinhosos.
— Minha mãe diminuiu minha mesada. Não acha isso injusto? Como eu vou viver… —
— Quer que eu te dê o meu cartão…? —
— Não, vai ser muito óbvio. Você nem come frango frito. Eu como até 3 frangos por dia… —
Se um filho que não comia frango frito de repente passasse o cartão três vezes com frango, mesmo os pais mais desatentos achariam estranho.
Que tipo de padrão de consumo Shin Saebyeok costumava ter?
Gong Pyeonghwa de repente ficou curioso sobre o padrão de consumo de Shin Saebyeok. Gong Pyeonghwa gastava cerca de 80% de sua mesada principalmente com comida.
— O que mais você não come além de frango frito? —
— Eu… geralmente não como quase nada de fora. —
— Você vai virar um eremita espiritual por acaso? —
Gong Pyeonghwa abriu o aplicativo de delivery e recitou vários tipos de comida por categoria.
— Já comeu pé de porco? Pizza? Macarrão apimentado? Berinjela ao molho de alho? Espetinho de cordeiro? Macarrão com porco? Sopa tailandesa? Curry? —
— Não costumo comer muita comida de rua. —
— Então de que você vive? —
— Apenas, sabe, comida com pouco sal… —
Para Gong Pyeonghwa, que comia comida estimulante com bastante tempero químico umas cinco vezes ao dia, surgiu a preocupação de que Shin Saebyeok pudesse transcender para o mundo espiritual a qualquer momento.
— Então você também nunca comeu bolinho de peixe de rua? —
— Sim… —
— Ei. Mas você come atum, né? Peixe cru. —
O atum não estava na melhor temporada entre janeiro e fevereiro? Comidas da estação eram servidas rigorosamente à mesa. Saebyeok assentiu com a cabeça.
— O atum não é a única comida da estação. O bolinho de peixe de rua também é uma comida da estação. —
Gong Pyeonghwa discursou sobre sua filosofia e elogios à comida em um nível digno de obstrução parlamentar. Ele parecia um louco por comida.
— Você também não come bolo? —
— Posso comer, mas por que eu faria questão? —
Como a resposta “por que eu faria questão” podia vir diante da pergunta sobre comer bolo? Um estudante no auge dos estudos não comia carboidratos simples?
Gong Pyeonghwa achou que Shin Saebyeok havia dado aquela resposta de “por que eu faria questão” apenas por nunca ter comido um bolo de verdade.
Ele queria muito fazer Shin Saebyeok experimentar um bolo realmente gostoso. Isso também poderia ser um tipo de corrupção, mas, de qualquer forma, era o que ele queria fazer.
Como ele poderia entregar um bolo para Shin Saebyeok, seu inimigo público, de forma natural? Entregar às escondidas seria difícil pelo tamanho grande e por haver muitos olhos observando.
No entanto! Ele queria dar para o Shin Saebyeok comer!
Mas! Não havia um método adequado!
Dar ou não dar, sentindo-se como Hamlet enquanto espremia o cérebro o dia todo, Gong Pyeonghwa finalmente encontrou um método.
— Ei. Atenção todos. —
Gong Pyeonghwa falou sério parado na mesa do professor.
— Quem quer brincar de amigo secreto. —
Faltando pouco tempo para as provas bimestrais do segundo semestre, a proposta do amigo secreto lançada por Gong Pyeonghwa causou uma enorme onda de choque.
Os estudantes, cujo trabalho principal era estudar mas que mais do que ninguém queriam negligenciar suas funções, levantaram-se como javalis selvagens atingidos por um tiro ao ouvirem a palavra “amigo secreto”.
— Eu! Eu! Eu! —
— Eu! Eu quis brincar de amigo secreto desde o momento da criação do universo! Eu! —
— Quem faria se não for eu! Eu! —
O amigo secreto, que havia começado apenas pelo desejo de Gong Pyeonghwa de fazer Shin Saebyeok comer um bolo gostoso, tomou uma proporção maior do que o esperado.
Assim, a era do grande amigo secreto foi aberta.
Obviamente, Gong Pyeonghwa, que visava apenas Shin Saebyeok desde o início, usou de todas as fraudes e corrupções para se tornar o amigo secreto de Shin Saebyeok.
Gong Pyeonghwa, para manter uma atmosfera natural, revelou apenas para o seu amigo mais próximo, Seon Woojeong, que era o amigo secreto de Shin Saebyeok e chegou a fingir irritação.
Seon Woojeong sugeriu uma fraude dizendo “Quer que eu troque seu amigo secreto escondido?”, mas Gong Pyeonghwa alegou integridade e recusou, suando frio por dentro.
O período do amigo secreto durou duas semanas até o dia anterior à gincana esportiva, e os alunos da Turma Um do Primeiro Ano praticaram boas ações secretamente.
Entre eles, Gong Pyeonghwa se esforçou muito de verdade, sem deixar transparecer nada.
Como a pessoa que sugeriu a brincadeira, ele foi entusiasmado.
Assim o tempo passou, e o grande dia da revelação do amigo secreto finalmente chegou.
Gong Pyeonghwa chegou a fazer uma reserva no hotel de que mais gostava para aquele dia. Ele saiu escondido da escola no horário de almoço, pegou um táxi para buscar o bolo e sorriu triunfante.
Ele viveu duas semanas como um anjo da guarda para apresentar um novo mundo a Shin Saebyeok.
Finalmente hoje, ele poderia mostrar a Shin Saebyeok o sabor da corrupção, quer dizer, o sabor de um bolo “realmente gostoso”.
Esperando ver as pupilas castanhas de Shin Saebyeok brilharem e corações surgirem nelas, Gong Pyeonghwa voltou para a sala de aula.
Um a um, foram revelando seus amigos secretos, criando uma atmosfera que misturava afeto e timidez meio a meio.
O grande momento da revelação, onde revelavam quem era o amigo secreto e trocavam pequenas lembranças.
Gong Pyeonghwa aproximou-se de Shin Saebyeok segurando com cuidado o bolo de frutas tropicais, o menu da estação do hotel de que mais gostava.
O lindo bolo tropical armado com um creme de leite suave e uma seção transversal fofa onde abacaxi, manga, kiwi e morango de alta doçura especialmente selecionados estavam incrustados entre a massa úmida…
— Ei, eu sou o seu amigo secreto e… —
Espera um pouco.
— Este é o bolo que eu comprei… —
Ele tem alergia a manga.
— …Você acha que eu vou deixar você comer isso? —
Gong Pyeonghwa, preocupado que o bolo pudesse tocar Shin Saebyeok, arremessou o bolo diretamente contra o chão.
Todos os alunos da sala ficaram horrorizados.
Entre eles, quem mais se assustou não foi Gong Pyeonghwa nem Shin Saebyeok, mas Seon Woojeong.
Seon Woojeong deu um pulo de seu lugar e gritou bem alto.
— Ei, seu louco de pedra, não é assim que se faz o amigo secreto! O amigo secreto deve ser um anjo da guarda! Seu demônio dos infernos! —
— Então aquilo também foi uma atuação de alto nível? O incidente do bolo do amigo secreto. —
— Não, aquilo foi puro reflexo meu. Por pouco eu não mato o meu próprio marido… —
— Do que você está falando. —
Gong Pyeonghwa ainda suava frio só de pensar naquela época.
— Não, eu pensei que se vocês já namorassem desde aquela época, você teria escondido uma aliança dentro daquele bolo. —
— A lei de vigilância sanitária é soberana. —
Gong Pyeonghwa falou após terminar de dar toda a mamadeira para Isul e fazê-la arrotar.
— Não namorávamos desde aquela época… Começamos a namorar a partir da transição para o segundo ano. —
— Como vocês começaram a namorar? Logo após descobrir que ele era ômega? —
Histórias que faziam sucesso antigamente andam ganhando destaque novamente hoje em dia.
Histórias onde a protagonista se disfarça de homem para esconder sua identidade, ou onde o protagonista é um ômega que finge ser beta.
Quando um colega fanático por dramas perguntou com os olhos brilhando, Saebyeok abriu a boca.
— Não, foi bem depois de eu revelar que era ômega… Já tinha se passado bastante tempo, né? —
— Mas como foi descoberto que você era ômega? Eu realmente não sabia. Os alfas têm mesmo aquilo de reconhecer de primeira? —
Surpreendentemente, Gong Pyeonghwa não soube que Saebyeok era ômega até que um semestre se passasse.
Se Saebyeok não tivesse falado primeiro, ele poderia não ter sabido até o fim.
— Você assistiu a dramas demais. Um ômega e um alfa apenas olham um para o outro e pronto, sabe? Liberam feromônios e ficam no cio, algo assim. —
Dava para sentir a intenção sexual de forma escancarada naquele sorriso malicioso.
Mesmo que a mídia passe a vida retratando isso de forma romântica, alfas e ômegas são atraídos por feromônios e têm períodos de cio. São humanos e não animais, mas têm períodos de cio.
— Ai, meu coração está doendo tanto agora. Querido. —
Gong Pyeonghwa entregou Isul, que já cochilava, para os braços de Seon Woojeong e forçou algumas lágrimas.
— Meu afeto e devoção puros foram sujados por esse desgraçado de pinto nanico que nunca namorou na vida, meu peito está partido. Porra. O afeto puro de um alfa sendo tratado assim por um beta que nunca nem namorou…! —
Saebyeok, com pena dele, tirou um colírio da bolsa e entregou para ele.
O pomo do colega que nunca namorou e tinha pinto nanico, quer dizer, o que era mesmo, o fracassado, quer dizer, o ex-colega tremeu de indignação diante de Gong Pyeonghwa, que pingava o colírio descaradamente e chorava rios de lágrimas.
— Você gosta de qualquer uma só por ser mulher? É preciso ter uma troca emocional e um clima para surgir o interesse, e o namoro vem depois disso. —
Quando Seon Woojeong interveio por não conseguir mais assistir àquilo, todos ao redor concordaram dizendo “Acredito que sim”.
— É porque os alfas entram no cio obrigatoriamente quando o ciclo de calor do ômega chega. Quem disse que eu sou assim? Não dá para ignorar a química do corpo, sabia? —
Ninguém havia dito nada, mas o colega beta que sentiu a carapuça servir gritou furioso.
— Por que ficar sério com um assunto tão simples? Hein? —
Dizendo que era assim mesmo e que estragavam o bom clima, ele falou ainda mais alto de propósito.
— A vida sexual de um casal não é um assunto complexo? Que sujeito bizarro. —
Seon Woojeong falou enquanto tapava as orelhas do pequeno anjo Isul.
— Por que você quer tanto saber disso. Você sai perguntando para todo casal que se casa se eles já transaram na época da escola? Por que pergunta esse tipo de baixaria só para os dois? —
Todos tinham um preconceito inconsciente de que, por serem alfa e ômega, podiam invadir a privacidade deles livremente sob o pretexto da curiosidade.
Porque tanto alfas quanto ômegas, no final das contas, são minorias.
— Você não pensa em mim que sou obrigado a ouvir? Que porra… —
— Calma, calma. —
Seon Woojeong, que passou o tempo todo ouvindo histórias que não tinha a menor curiosidade de saber, não queria conhecer os detalhes da vida sexual passada daquele casal impressionante.
Se eles! Transaram! Ou não! Se eles! Namoraram! Ou não! Se isso! Era! Uma pegadinha! Ou não! Ele só queria ir para casa.
Diante do clima que esfriou totalmente por causa de Seon Woojeong, que não tinha preconceitos e hoje parecia hostil, alguém forçou um sorriso para mudar de assunto.
— Estou muito curioso para saber como os dois começaram a namorar! —
— Isso é óbvio… —
— Você não, Gong Pyeonghwa. Não estou interessado em você. —
O colega que tinha uma paixão platônica por Shin Saebyeok no passado fechou a cara para Gong Pyeonghwa e olhou para Saebyeok com um olhar nostálgico.
— Estou curioso para saber como o Saebyeok se apaixonou. —
Gong Pyeonghwa, que não tinha a menor dúvida de que ele havia se apaixonado por seu rosto perfeito, achou a pergunta desnecessária e fez menção de dar tapas nas costas do colega.
— Acho que foi por causa do bolinho de peixe de rua. —
— Querido, do que você está falando. Bolinho de peixe de rua? Uma hora dessas você deveria responder que foi pelo meu rosto. —
Por que o bolinho de peixe de rua surgiu do nada?
— É que… —
Houve uma época em que Gong Pyeonghwa se divertia buscando comidas que Saebyeok nunca havia provado para fazê-lo comer.
Quando ele comeu o macarrão instantâneo apimentado, Saebyeok chorou pela primeira vez na vida por causa de comida. Ele chegou a soltar soluços batendo no chão.
O orgânico Shin Saebyeok, que experimentava o sabor picante da capsaicina pela primeira vez, odiou Gong Pyeonghwa pela primeira vez em muito tempo.
Como Gong Pyeonghwa não imaginava que Saebyeok choraria de forma tão dolorosa, ele correu do terraço até a lanchonete suando frio e comprou todos os tipos de leite que havia por lá.
Quando Saebyeok já estava se acostumando com o glutamato monossódico, a estação mudou para o inverno sem que percebessem.
— Você está doente? —
Seon Woojeong perguntou ao ver Gong Pyeonghwa suando frio. Saebyeok também observou Gong Pyeonghwa com o canto do olho.
Gong Pyeonghwa, que suava enquanto abraçava a própria barriga, parecia doente para qualquer um que olhasse. Toda a atenção de Saebyeok se voltou para trás.
— Estou com calor. —
— Então tire o casaco. —
— Ah, eu disse que estava com calor? Estou com frio. —
Será que ele estava com calafrios? Saebyeok colocou a mão dentro da gaveta da carteira para enviar uma mensagem de texto, exatamente como Gong Pyeonghwa costumava fazer durante as aulas.
Você está bem?
Ele não esperava uma resposta imediata, mas a resposta chegou instantaneamente.
Sim, te vejo no terraço mais tarde.
Que terraço o quê. Peça dispensa e vá ao médico. Saebyeok apertou o teclado. A resposta veio em seguida.
Kkk.
Era o cúmulo.
Ele estava rindo?
Kkk!
O riso estranhamente provocativo fez o sangue de Saebyeok subir. No entanto, como o professor entrou na sala, a mensagem que ele havia escrito com força não pôde ser enviada.
Gong Pyeonghwa suava tanto que até o professor perguntou se ele estava doente assim que o viu.
Antes de o professor dizer qualquer coisa, Gong Pyeonghwa falou com uma voz tranquila.
— Professor. Estou morrendo de frio com essa onda de frio histórica. O aquecimento global realmente parece ser um problema. —
O professor de ciências, que apoiava uma organização ambiental todo mês, começou a discursar fervorosamente sobre o estado atual da camada de ozônio da Terra ao ouvir a expressão aquecimento global, abrindo assim um tempo de debate.
O aquecimento global realmente era um grande problema.
O horário do almoço chegou após o fim de uma aula proveitosa, e Gong Pyeonghwa segurou a barriga, fingindo dor.
— Pyeong. Comida.
— Estou com dor, acho que não vou conseguir comer…
— A merenda hoje é tonkatsu e você não vai comer?
— É tonkatsu?
A atuação digna do Método de Gong Pyeonghwa perdeu o brilho diante do tonkatsu.
— …Vou na enfermaria tomar um remédio e devo melhorar em trinta minutos, então pega a minha bandeja também.
— Você vai comer o tonkatsu?
— Vou!
Seon Woojung pegou duas bandejas com uma expressão de lamentação.
Gong Pyeonghwa correu até a cobertura com passos que contradiziam totalmente o seu rosto dolorido. Ele subia os degraus de quatro em quatro.
Tendo chegado primeiro à cobertura, Gong Pyeonghwa ligou para Saebyeok repetidamente, apressando-o.
Saebyeok pegou um analgésico na enfermaria, colocou água em uma garrafa térmica e subiu para a cobertura.
Gong Pyeonghwa, que nunca foi de usar casaco mesmo antes de se manifestar como Alfa, estava esperando por Saebyeok vestindo um casaco acolchoado longo.
— Ei. Por que a demora? Eu preciso comer meu tonkatsu. Vem logo.
— É fingimento seu?
Saebyeok se aproximou de Gong Pyeonghwa enquanto girava o analgésico dentro do bolso.
Gong Pyeonghwa deu um sorriso travesso e tirou o casaco acolchoado longo. O suéter do uniforme escolar ficou à mostra.
Ele enlouqueceu? Gong Pyeonghwa tentou fazer um strip-tease na cobertura.
Ele tirou o colete de tricô por cima do casaco longo e fez menção de tirar até a camisa do uniforme, fazendo Saebyeok se perguntar se Gong Pyeonghwa tinha algum fetiche estranho. Por um momento, ele hesitou se deveria ligar para o 112 ou fingir que não sabia de nada e gritar diante da nudez do sujeito.
Felizmente, não era um fetiche estranho.
— Foi difícil para ca-ra-lho.
Gong Pyeonghwa enfiou a mão na parte interna da barriga, que ele vinha segurando desde a manhã, e puxou algo. Um saco de papel apareceu acompanhado por um som de amassado.
— O que é… isso…?
— Bungeoppan.
Gong Pyeonghwa entregou o saco de bungeoppan para Saebyeok e exibiu o umbigo.
— A bolsa térmica de calor está quente demais. Olha isso. Ficou vermelho aqui.
Ele já imaginava que o nível de atividade dele era fora do comum, mas os músculos definidos acima do umbigo eram impressionantes. No entanto, o que atraiu ainda mais a atenção foi a pele tingida de vermelho exatamente no tamanho da bolsa térmica.
Saebyeok teve uma breve pane mental com a combinação de bolsa térmica de calor, abdômen, bungeoppan e casaco longo.
— Ei. Você tem noção do quanto eu me fodi para trazer isso quentinho? Come logo enquanto está quente.
Saebyeok tirou apressadamente o bungeoppan do saco de papel.
— Quer dizer que… para esconder o bungeoppan? Você passou o dia assim? Você mal usa casaco.
— É. Tive que esconder. Se não, os moleques iam roubar tudo de mim.
Não, mas mesmo assim…
O bungeoppan ainda estava quentinho. Já devia ter se passado bastante tempo, e o fato de ainda estar quente era provavelmente por causa da bolsa térmica.
Ele sabia que Gong Pyeonghwa tinha muito calor no corpo e não usava casaco nem no auge do inverno, mas por causa do bungeoppan, além de vestir o casaco, ele ainda colou uma bolsa térmica para carregá-lo junto ao corpo?
— Por quê…?
Saebyeok não conseguia entender.
— Porque a temperatura é a vida do bungeoppan.
Só por causa disso?
— Ah, come logo! O creme de confeiteiro vai endurecer!
Pressionado por Gong Pyeonghwa, Saebyeok colocou o bungeoppan na boca. Ele sentiu a massa saborosa e doce e o recheio de feijão azuki que parecia um xarope.
— Esse aí é de feijão azuki.
Gong Pyeonghwa também tirou um bungeoppan do saco de papel e o bateu contra o bungeoppan do qual Saebyeok havia dado uma mordida.
— Saúde.
E então, ele também deu uma grande mordida a partir da cabeça.
— Este também é de feijão azuki. O de creme também é gostoso, mas o de feijão azuki é o clássico, afinal. Não é gostoso?
— …É verdade. Está gostoso.
— Está gostoso, né? Está gostoso, né? Seu fresco do caralho que só come orgânico, está gostoso, né?
— Sim. Está gostoso.
Como o dia estava frio, o bungeoppan esfriou um pouco nesse meio-tempo. Saebyeok deu mais uma mordida no bungeoppan.
Disseram que, para manter aquela temperatura quentinha de antes, Gong Pyeonghwa carregou o bungeoppan o tempo todo a ponto de sua barriga ficar vermelha.
Será que alguém já havia se dedicado tanto por ele em toda a sua vida?
— Ei. Não fica mais gostoso comendo na cobertura?
Saebyeok sentiu que Gong Pyeonghwa, que a paz…
— É verdade.
…encheu tanto o seu coração que ele passou a amá-lo intensamente.
↫─❀─↬
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Por serem de empresas rivais, suas famílias tinham uma relação ruim desde a infância.
Por isso, eles mantêm um relacionamento secreto há 10 anos, escondendo-se dos pais e dos amigos.
Mas eles não podem esconder seu amor para sempre.
Agora, com um filho, já não conseguem mais manter isso em segredo!
— Nossa princesa vai comemorar seu primeiro aniversário esta semana. Esperamos que você venha celebrar conosco.
É por isso que eles estão, sem medo, entregando convites para a festa de 1 ano da filha a colegas de classe que não veem há 10 anos.
Também chegou a hora de revelar tudo para os pais!
Não há obstáculos para o nosso amor! Nosso amor é uma autobahn!
— Só nos deixem amar um ao outro… Ai! Isso dói!
O romance caótico, mas sem engarrafamentos, de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok!
Romance na Autobahn!
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