Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 162 Online

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 162
-História Paralela 2.10-
— Você teve uma refeição tão boa, então por que está com indigestão?
Ja-kyung não conseguiu dizer nada à pergunta da governanta. Mesmo depois de tomar dois comprimidos digestivos, a indigestão não passava, então ela trouxe agulha e linha de algum lugar, dizendo que era o último recurso. Ja-kyung se perguntou o que ela pretendia fazer com aquilo.
Mesmo quando ela enrolou a linha firmemente em volta da parte do meio do seu polegar, ele pensou “de jeito nenhum”. Quando ela desinfetou a ponta da agulha e a aproximou da parte superior do dedo, ele percebeu que algo estava errado.
— Es, espere um momento. Senhora, só um instante!
— Não faça escândalo. Dói menos que uma facada.
Ele estava prestes a argumentar que nunca tinha sido esfaqueado, mas parou. Parecia que ela talvez já tivesse sido.
Pouco depois, ele sentiu uma picada, e um sangue escuro escorreu.
Depois de fazer o mesmo nos dois lados, ela deu tapinhas nas costas dele e ainda preparou um chá de ameixa.
— Se não melhorar em uma hora, me avise. Chamarei um médico.
— Não. Graças à senhora, acho que já passou.
— Que alívio. — Enquanto a governanta arrumava tudo com um sorriso, Ja-kyung se inquietou e trouxe algo. Ele havia comprado presentes não apenas para sua família, mas também para a governanta, mas na hora de entregar, sentiu-se sem jeito e não conseguia falar. Quando ele ficou rondando por trás, a governanta se virou e seus olhos se arregalaram.
— O que é isso?
— Não é nada demais… A senhora sempre cuida tão bem de mim… Sou grato.
O que saiu da caixa foi um cachecol de brilho suave. Ela vinha usando o mesmo cachecol há anos; não estava gasto, mas, ainda assim, ele quis comprar um novo para ela.
— Nossa! É tão lindo. É a minha cor favorita!
— Sério? Que bom. Q-quer que eu coloque na senhora?
A governanta lhe entregou o cachecol, e Ja-kyung o enrolou cuidadosamente no pescoço dela. A governanta foi se olhar no espelho e gostou tanto que seus olhos até se encheram de lágrimas, o que fez Ja-kyung se sentir feliz. Ele costumava pensar que o dinheiro era a coisa mais importante na vida, mas talvez não fosse. Ele decidiu que deveria presentear as pessoas com mais frequência no futuro.
Deixando a governanta encantada para trás, Ja-kyung dirigiu-se ao escritório de Kang Il-hyeon. Kang Il-hyeon estava sentado à mesa, colocando o trabalho em dia, e às vezes usava óculos porque sua visão tinha piorado ultimamente. Quando ele usava óculos, seus olhos afiados pareciam um pouco mais suaves, e isso o tornava ainda mais atraente.
Claro, ele mesmo não tinha ideia disso.
— Bem-vindo, Sr. Papai Noel.
— Que Papai Noel o quê?
— Você está por aí distribuindo presentes em todos os lugares. É a minha vez agora?
Ja-kyung semicerrou os olhos. Sempre tão perceptivo. Ele já tinha dado presentes para Jang Tae-ho, Kang Yoo-jung e até para Park Tae-soo, então o único que restava era Kang Il-hyeon. Ja-kyung sutilmente tirou o que estava escondendo atrás das costas e colocou sobre a mesa. Uma das sobrancelhas de Kang Il-hyeon se arqueou pelo tamanho do pacote.
— Uma gravata?
Ele estava perguntando se era a mesma coisa, já que ele tinha dado gravatas para Jang Tae-ho e Park Tae-soo. Em vez de responder, Ja-kyung gesticulou para que ele abrisse. A expressão de Kang Il-hyeon era peculiar enquanto ele desfazia o laço e abria a tampa.
— Abotoaduras?
Ele tirou uma e a examinou, mas não disse nada. Era feita para se assemelhar à seção transversal de uma bala, e ele parecia curioso sobre o que significava. Ja-kyung foi para o lado dele e sentou-se na mesa. De frente para ele, pegou a abotoadura que estava na mão dele.
— Esta é a bala que ficou alojada no meu ombro da primeira vez. Lembra? A cicatriz aqui.
— Eu sei. Você quase morreu.
— Pois é. Na verdade, meu irmão mais velho guardou a que foi removida do meu corpo naquela época. Não a decorou com um nome como você faz, mas apenas a jogou em algum canto.
Kang Il-hyeon deu uma risadinha e Ja-kyung continuou sua explicação.
— Naquela época, eu achei que estava tudo bem morrer. Minha consciência estava desaparecendo, mas eu nem estava com medo, apenas pensei que aquela vida cansativa estava terminando. Eu não tinha apego à vida.
Kang Il-hyeon não interrompeu e apenas ouviu em silêncio.
— Mas agora não. Você…
Ja-kyung parou por um momento e continuou.
— Você se tornou o meu apego.
— ……
— Quando olho para você, penso que fico feliz por não ter morrido naquela época e por ter vivido.
— ……
— Então, é infantil, mas eu também coloquei um nome nesta aqui.
— ……
— … “Fico feliz por estar vivo”.
— ……
— De agora em diante, ao seu lado, eu quero viver bem.
Kang Il-hyeon não sorriu maliciosamente como de costume, nem fez piada. Em vez disso, ele apenas encostou a testa na coxa de Ja-kyung e recuperou o fôlego.
— O quê? Não me diga que está chorando de emoção?
— Eu não sabia o que significava ter o coração transbordando. Acabei de perceber agora.
— … Fico feliz que tenha gostado.
Kang Il-hyeon ergueu a cabeça e sorriu como uma pintura. — Posso receber esse tipo de amor de você? — Ja-kyung segurou o rosto dele e pressionou seus lábios. Beijo após beijo, como se relutasse em deixar seus lábios se separarem, ele os capturava novamente. Então ele se levantou, pegou-o nos braços e caminhou em direção ao sofá.
— Achei que você tivesse que trabalhar.
— Depois. Não, eu deveria tirar alguns dias de folga.
— Você vai falir a empresa fazendo isso.
— É. Se você tiver ações da nossa empresa, venda-as agora mesmo.
Enquanto ele ria com o peito subindo e descendo, seu corpo foi deitado no sofá. Kang Il-hyeon desabotoou freneticamente a camisa dele e sussurrou. — Desculpe. É difícil chegar até o quarto. — Ja-kyung colocou a mão por dentro da camisa e acariciou as costas dele. — Digo o mesmo. — O corpo densamente musculoso se contorceu. Enquanto se despiam e exploravam incansavelmente o corpo um do outro, a neve branca se acumulava suavemente lá fora.
Mmm. Ja-kyung, que estivera se revirando, segurou a cintura dolorida e se levantou. Seu corpo inteiro doía como se tivesse sido espancado com um porrete. Já passava bem do horário da manhã e, olhando para o lado, Kang Il-hyeon havia desaparecido.
Ele se espreguiçou e se levantou, e o sêmen que havia se acumulado dentro dele escorreu pelas coxas. — Droga. — Praguejando, ele limpou rudemente com uma toalha do chão e dirigiu-se ao banheiro. Olhando para si mesmo no espelho, apenas uma risada vazia saiu. Seu cabelo estava desgrenhado, seu peito estava inchado e vermelho e, dos ombros às panturrilhas e tornozelos, não havia um ponto intacto.
— Hah…
Ele apertou os olhos, abriu-os e pegou a escova de dentes para recuperar os sentidos. Depois de escovar os dentes e tomar banho, ele estava trocando de roupa quando seus mamilos tocando o suéter arderam tanto que ele quase gritou. Ele deliberadamente vestiu algo mais folgado e saiu, e a vista de fora da sala de estar chamou sua atenção primeiro. Graças à neve que caíra durante a noite, o jardim estava coberto de branco e lindo como uma pintura.
— Você acordou?
Ele cumprimentou a governanta, que sorria calorosamente, e olhou em volta.
— O CEO está no escritório conversando com o Secretário Park.
— Tão diligente. — Ja-kyung estava prestes a voltar para o quarto para esperar quando notou que estava barulhento no andar de cima. Ouvindo as vozes de Wang Lun e Wang Han, ele subiu rapidamente as escadas. Com certeza, eles estavam parados em frente ao terraço do segundo andar, olhando para fora e exclamando constantemente em admiração.
— O que vocês dois estão fazendo? Disseram que estavam ocupados com compromissos, então o que está acontecendo desde cedo?
— Wei! Vem rápido! Depressa!
— Você disse que ia ser voluntário, seu mentiroso!
— Seu bastardo. Isso não é importante agora! Olha aquilo!
Lun virou à força a cabeça de Ja-kyung para olhar para fora. Ja-kyung ficou sem fala diante do que se revelou diante de seus olhos. Todas as barricadas que haviam sido colocadas para a construção tinham desaparecido, e surgiu uma visão que ele nunca vira antes em sua vida.
Incapaz de fechar a boca de surpresa, Wang Lun pegou o telefone e começou a tirar fotos.
— Uau… o CEO Kang é realmente louco. Como ele pensou em fazer algo assim?
— Para quem mais seria? Ele estava sempre cantando músicas sobre ilhas.
— É incrível não importa quantas vezes eu olhe. Olha, olha, hyung. Aquilo não é uma estufa? As árvores lá dentro estão tão verdes.
Wang Lun tagarelava animadamente enquanto ampliava a foto que acabara de tirar.
Uma ilha…
O que estava diante de seus olhos realmente parecia uma ilha. Uma ilha flutuando no meio de um lago… Será que vi errado? Mesmo depois de esfregar os olhos e olhar, era definitivamente uma ilha. A água ao redor estava congelada em alguns pontos por causa do frio, e era uma ilha perfeita na qual parecia impossível entrar sem pegar um barco…
— Você gostou?
Com a voz que surgiu de repente, os três viraram a cabeça.
Kang Il-hyeon, que se aproximou, olhou para Wang Lun e Wang Han alternadamente.
— Temos algo para conversar, então vocês nos dão licença?
— É isso que se chama conversar! Claro que devemos sair! Ou deveríamos chamar uma banda? Você vai pedir ele em casamento aqui? Eu mesmo posso cantar a música. — Quando Wang Lun fez comentários desnecessários, Wang Han o agarrou pela nuca e desceu as escadas. Olhando de perto, os funcionários que moravam lá também tinham ido lá fora para ver.
— O que… é isso?
Quando Ja-kyung perguntou com uma expressão atônita, Il-hyeon aproximou-se e envolveu a cintura dele com os braços. Seus corpos se pressionaram e o olhar dele pousou calorosamente.
— É o seu sonho. Viver em uma ilha com a pessoa que você ama.
— Não me diga que é por causa disso…
— É o meu sonho agora também.
Kang Il-hyeon confessou que teve bastante dificuldade para fazer aquilo. Quando estava quase pronto, surgiram vários problemas e, quando foi para Nova York, ele se encontrou com especialistas para obter conselhos. Ele disse que, entre as pessoas que conheceu então, estava a mulher do escândalo. Relembrando que ela era uma arquiteta famosa, fazia sentido.
Ja-kyung tentou arduamente acalmar os cantos da boca que subiam. Não era que ele estivesse feliz por ganhar uma ilha, mas o fato de haver alguém que derramava tanto afeto sobre ele era avassalador e emocionante. Enquanto ele sorria feito bobo, Kang Il-hyeon esfregou a bochecha contra a dele.
— Quer ir lá ver depois de comer?
— Sim.
Então, de repente, ele ficou curioso. Aquilo foi construído legalmente? Ele também estava curioso de onde vinha a água e qual era a profundidade. Ele ficou aliviado ao ouvir que conseguiram permissão, surpreso que a profundidade era maior do que o esperado e ainda mais surpreso ao ouvir que, se necessário, ele soltaria crocodilos.
… Por que crocodilos surgiram do nada?
Ele pensou que fosse uma piada, mas a expressão dele estava mais séria do que o habitual.
Quando ele inconscientemente franziu a testa e ficou encarando, Kang Il-hyeon acrescentou uma explicação.
— Se o seu coração mudar, eu soltarei crocodilos e te prenderei lá.
— Ah, qual é…
— Parece uma piada?
O enterro também era sério, então por que o crocodilo seria mentira?
Quando ele perguntou só por precaução, parecia que ele já tinha verificado todos os procedimentos para importá-los.
— Droga… Estava incrivelmente romântico até 5 segundos atrás.
Quando ele resmungou, smack, ele o beijou. Como se fosse lamentável, desta vez ele beijou um pouco mais demoradamente e o puxou para seus braços. — Não se preocupe. Você não ficará preso sozinho. Nós dois viveremos lá para sempre.
Ja-kyung, que riu em descrença, desviou o olhar para fora. Considerando que ele achou aquela uma ideia realmente boa, ele devia ter enlouquecido. Por outro lado, ele estava ansioso pela primavera. O pensamento de passar o tempo com Kang Il-hyeon naquele lugar já fazia seu coração acelerar.
✦ Fim
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
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