Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 110 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 110

Ja-kyung pegou uma garrafa de água da pequena geladeira no quarto e saciou sua sede. Ele estava cansado depois de caminhar até tarde na noite passada. Ele foi com sua garrafa de água e olhou para o homem no canto da cama. O homem usava apenas cueca, seus membros estavam amarrados atrás das costas e ele tinha tatuagens coloridas por todo o corpo.

Ja-kyung removeu a fita que cobria a boca do homem e derramou água sobre ele. O homem abriu os olhos fracamente e bebeu a água apressadamente antes de emitir um som. Ja-kyung rapidamente cobriu sua boca novamente com a fita, e sons abafados ecoaram sob o adesivo.

Quando Ja-kyung abriu a porta e saiu, Wang Lun estava dividindo um maço de dinheiro em uma maleta. Depois de beber a água, ele foi para o lado, pegou um punhado de dinheiro e o jogou em sua bolsa.

— Por que você já está acordado? Durma mais.

— Recebi uma ligação do CEO Kang Il-hyeon.

Wang Lun, que estava fechando a bolsa, levantou a cabeça.

— Você, você não disse nada, certo?

Antes que ele pudesse responder, a porta do outro lado se abre e Wang Han sai. Havia apenas uma toalha pendurada em sua parte inferior do corpo, que acabara de ser lavada.

— Wei. Você já está de pé?

— O CEO Kang Il-hyeon ligou.

— Você contou a ele?

Ja-kyung respondeu com uma expressão intrigada.

— Você acha que eu contei?

— Não. Se tivesse contado, ele já estaria batendo naquela porta com uma arma.

Wang Han estremeceu ao se lembrar da vez em que fugiram e foram pegos na ilha. Aquela cena ocasionalmente aparecia em seus sonhos e, nesses dias, ele ficava especialmente tenso. Wang Lun entrou no quarto e arrastou o homem no chão com ele. O homem gritou assim que ele removeu a fita.

— O que vocês querem? Eu darei qualquer coisa que quiserem! Apenas digam! Eu tenho muito dinheiro! Eu ouvirei qualquer coisa, por favor!

Ja-kyung colou a fita na boca dele novamente. Tão barulhento. Sua cabeça dói. Depois de jogar a garrafa de água vazia no lixo, ele abriu a mala para o homem. O homem era japonês e o braço direito de uma organização gigante. No entanto, ele se tornou um homem procurado após roubar segredos de sua organização e entregá-los a Hong Kong.

— Reze muito. Afinal, você não tem muito tempo de vida restante.

Wang Lun e Ja-kyung carregaram o homem para dentro de uma mala de viagem. O homem derramou lágrimas e soltou sons abafados lá de dentro. Seus olhos desesperados, cheios de um apelo quase agonizante, e uma voz pungente não combinavam com as tatuagens vibrantes que cobriam seu corpo.

Ja-kyung encarou o homem silenciosamente enquanto fechava a tampa da mala e puxava o zíper. Gradualmente, os gemidos e gritos do homem diminuíram. Não fazia sentido deixar um testamento; não havia ninguém para ouvi-lo de qualquer maneira.

No telhado de um edifício alto, Ja-kyung se abaixou e olhou através do telescópio para o prédio oposto ao hotel. Pouco depois, Wang Han e Wang Lun entraram em um quarto de hotel no 22º andar. Assim que entregassem o homem sequestrado, estaria acabado. Por precaução, Ja-kyung estava esperando do outro lado, mirando com um rifle de precisão.

Depois de passar alguns meses sob os cuidados de Kang Il-hyeon, sendo amado como um animal de estimação, Ja-kyung achou a sensação de segurar uma arma estranhamente desconhecida. Há apenas meio ano, ele costumava cometer assassinatos sem pensar duas vezes. É por isso que dizem que os humanos são animais de seu ambiente.

Ele tirou um chiclete do bolso. Junto com o som dele estalando em seu ouvido, a voz de Wang Han veio através do comunicador.

— Wei. Pode me ouvir?

Ja-kyung colocou o chiclete na boca.

— Posso ouvir você.

— Chegamos agora, então prepare-se.

— Sim.

Ele olhou para baixo enquanto mastigava o chiclete lentamente. Vários carros pretos chegaram em frente ao hotel. Todos entraram ao mesmo tempo depois que as figuras incomuns desembarcaram. Ja-kyung empunhou seu rifle sniper e focou seu olhar na mira.

Ele podia ver claramente os rostos de Wang Han e Wang Lun no prédio oposto, que pareciam tensos.

Drdrdr, drdrdr, o celular que ele havia deixado no bolso vibrou como se estivesse esperando por aquele momento. Ah, claro que agora. Ja-kyung tentou ignorar, mas a vibração não parava. Quando ele o tirou e checou, era de ‘Meu baby’. Ja-kyung jogou seu telefone de lado e se concentrou na situação à sua frente enquanto a porta do hotel se abria.

Eles trocaram cumprimentos por um tempo muito curto e, logo, a bolsa de dinheiro foi entregue a Wang Han e Wang Lun.

Wang Han abriu a bolsa e verificou a quantia. Ja-kyung concentrou sua atenção em cada movimento do oponente. Uma breve conversa se seguiu, e Wang Han e Wang Lun saíram do quarto em segurança. Ele olhou para a porta fechada e suspirou de alívio.

A voz de Wang Han veio pelo fone de ouvido novamente.

— Wei. Saia agora. Desça.

Ja-kyung removeu o silenciador da arma. Organizou a mira e a haste de suporte e as colocou na bolsa. Bang! Um som alto de algo quebrando foi ouvido. Ja-kyung sentou-se ereto. O homem que estava dentro da mala momentos atrás agora jazia em cima do carro estacionado em frente ao hotel. Sangue vermelho escorria para o chão, causando uma comoção entre os transeuntes.

Cabum! Uma explosão foi ouvida imediatamente e o prédio tremeu. Gritos podiam ser ouvidos, e chamas podiam ser vistas enfurecidas no quarto de hotel onde o homem do outro lado da rua estava hospedado. Eles foram implacáveis em seu tratamento com traidores.

Amanhã de manhã, os jornais publicariam um artigo afirmando que uma figura-chave de uma organização japonesa cometeu suicídio em Hong Kong. Foi disfarçado de suicídio, mas serviu como um tipo de aviso. Ao descartar o traidor, eles instilaram medo nos membros restantes da organização. Era assim que eles fortaleciam seus laços.

Ele arrumou sua bolsa, desceu as escadas da saída de emergência e entrou rapidamente em um carro preto que esperava na estrada. Ele viu pessoas se aglomerando ao redor do cadáver. Ele encarou o rosto do homem morto com os olhos abertos. Ele se perguntou o que ele estava prestes a dizer.

O carro deu partida imediatamente, e caminhões de bombeiros, carros de polícia e ambulâncias estavam a caminho. Ja-kyung virou-se para encontrar uma bolsa de dinheiro ao seu lado. A bolsa de dinheiro parecia cheirar a sangue.

Olhando para os carros de polícia que passavam, Wang Han assobiou suavemente.

— Eles se reuniram como formigas.

— Parece que ganhamos algum dinheiro, vamos nos divertir com algumas damas hoje à noite?

Com as palavras de Wang Lun, Wang Han riu e apontou para trás dele.

— Você quer ver o Wei morrer?

Ja-kyung franziu a testa. Ele não tinha intenção de brincar com mulheres.

— Não fale como se eu estivesse sendo mantido em cativeiro.

Wang Han e Wang Lun riram.

— Mas é a verdade. Eu não sabia que você tinha um lado tão sentimental.

Ja-kyung fez uma careta enquanto chutava a cadeira de Wang Lun. Pare de falar, Lun hyung. Não era porque ele tinha medo de Kang Il-hyeon, mas porque ele gostava dele, então ele dizia que era leal a ele, mas as provocações deles não paravam. Ja-kyung enfiou a mão no bolso em desespero. Então seus olhos se arregalaram.

Ah. O telefone.

Droga. Ele o tinha jogado no chão e o deixado lá.

Voltar agora atrairia muita atenção. Ele teria que esperar até o amanhecer de amanhã. Frustrado, ele pegou emprestado o telefone de Wang Han e tentou entrar em contato com Kang Il-hyeon. Mas não houve resposta.

Ja-kyung tentou várias vezes, mas foi a mesma coisa. Wang Han, que estava observando, perguntou com uma expressão preocupada.

— Ele não está atendendo?

— Não…

Vendo a inquietação de Ja-kyung, Wang Lun riu.

— Olhe só para isso. Ele está sendo mantido em cativeiro.

— E quem é o responsável por tudo isso!

Ja-kyung chutou com raiva o assento de Wang Lun novamente. Ja-kyung inicialmente pensou que eles estavam apenas viajando e os seguiu, mas descobriu que eles tinham uma agenda diferente. Ele tinha mentido involuntariamente para Kang Il-hyeon por causa dele. Ele resmungou e fez outra chamada telefônica, mas não houve resposta, apesar de o sinal estar chamando.

Ao chegar à acomodação e arrumar seus pertences para retornar a Macau, o telefone de Wang Lun tocou. Ele verificou o número e chamou Ja-kyung. CEO Kang Il-hyeon. Ja-kyung recebeu a chamada e caminhou um pouco para longe dos irmãos Wang.

— O que aconteceu.

— Enquanto fazia compras… eu perdi meu telefone.

Ja-kyung mentiu enquanto olhava pela janela. À distância, a fumaça ainda subia do hotel. As luzes intermitentes dos caminhões de bombeiros e carros de polícia ainda eram visíveis. Ele momentaneamente desviou o olhar para outro lugar, e o outro lado da linha estava barulhento. Havia anúncios e coisas do tipo.

— Você está na rua?

— Sim. No aeroporto.

— Por quê?

— Estou a caminho de Hong Kong. Surgiu um imprevisto.

Ja-kyung parou por um momento e olhou para trás, para Wang Han e Wang Lun. Eles estavam animadamente fazendo um alvoroço como se algo incrível tivesse acontecido. Ja-kyung mordeu o lábio inferior discretamente.

— Por que Hong Kong…

— Um dos clientes com quem estávamos lidando morreu.

— …

— Disseram que ele caiu do hotel.

Ah, não pode ser.

— Qual é o nome?

— Furukawa Daichi.

Ja-kyung quase soltou um suspiro diante da resposta inesperada. Percebendo que algo estava errado pela expressão perturbada de Ja-kyung, os irmãos Wang também notaram e focaram sua atenção nele. Ja-kyung fez uma careta e balançou a cabeça para eles. Wang Lun perguntou o porquê, mas ele não pôde dar uma resposta.

— Eu vou lá primeiro e depois atravesso para Macau. Voltaremos para a Coreia juntos.

— …

Quando ele não conseguiu responder imediatamente, Kang Il-hyeon chamou Ja-kyung.

— Lee Ja-kyung.

— Sim…

Depois de trocarem mais algumas palavras, eles encerraram a chamada. Ja-kyung segurou o telefone desligado contra o rosto e praguejou. Wang Lun perguntou o que estava errado, e Ja-kyung arrancou os cabelos em desespero.

— Estamos ferrados…

— Por quê?

— Acho que a pessoa que morreu mais cedo é… cliente do Kang Il-hyeon.

Os dois se levantaram ao mesmo tempo. O quê!?

— Droga. Você tem certeza?

— Pode não ser verdade.

Ja-kyung olhou para ambos alternadamente com uma expressão desanimada.

— Até o nome é exatamente o mesmo.

— …

Todos ficaram em silêncio. Eles consideraram a pequena possibilidade de que pudesse não ser verdade, mas as chances de outro homem japonês com o mesmo nome cair para a morte no hotel hoje eram extremamente baixas. O tique-taque do ponteiro dos segundos no relógio de pulso parecia um sinal anunciando a morte. Wang Lun, o instigador, sugeriu que eles simplesmente desaparecessem, enquanto Wang Han disse que, se ele realmente quisesse morrer, deveria ir em frente.

No final, Ja-kyung parecia ter tomado uma decisão e arrumou sua bolsa.

— Primeiro, arrumem suas coisas. Vamos embora agora mesmo.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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