Ler Alphega (Novel) – Capítulo 64 Online

- Episódio 64 –
— Hu!
Kanghyeon se assustou com a carne que penetrou engolindo seus lábios. A língua que entrou tão sem cerimônia quanto o pênis que cutucava por baixo saboreou com voracidade o interior da boca de Kanghyeon.
A língua que varreu raspando os dentes esfregou o céu da boca de Kanghyeon de forma pegajosa com a própria saliva. Desde a parte dianteira do palato, levemente mais dura e embotada, até a pele sensível bem antes da garganta, esfregou sem deixar brecha.
A língua que havia varrido assim a superfície do interior da boca envolveu de uma vez a pequena carne desconcertada e a puxou. Um som estimulante escapou da garganta de Kanghyeon.
Envolveu, esfregou, lambeu e pressionou a língua de Kanghyeon. Haeil lambeu até a saliva que ele não havia conseguido engolir e chupou a língua de Kanghyeon como se fosse um doce gostoso. A saliva que Haeil não havia conseguido engolir toda escorreu de forma transparente pelo canto da boca de Kanghyeon.
Haeil, que repetia puxar a pequena carne como se fosse arrancá-la e depois soltar frouxamente, penetrou ainda mais fundo acompanhando a superfície que estremecia. A língua longa de Haeil roçou perigosamente o fundo da garganta de Kanghyeon. Como se o assustasse, prestes a invadir até a garganta.
— Ugh, umm…!
Kanghyeon sem querer se lembrou do momento em que o pênis havia tocado o buraco por baixo. A estranha coceira que veio acompanhada da tensão daquele momento rondava bem antes da garganta.
A língua de Haeil logo remexeu o interior da boca de forma molhada. Era como se estivesse dando golpes com a língua da mesma forma que fazia por baixo.
A língua esfregada, o céu da boca e bem antes da garganta ficaram todos coçando. O som úmido que ecoava na boca soava tão estimulante quanto as duas respirações pesadas.
Enquanto suportava um beijo que parecia tirar a alma, o pênis de Kanghyeon foi agarrado por uma mão ardente.
— …!
Só de ser agarrado pela mão, parecia que a temperatura do pênis havia mudado completamente. Tanto assim era o calor insuportável da mão de Haeil.
A mão que parecia queimar esfregou para cima e para baixo com rapidez o pênis ereto e sensível. Do pênis que já estava molhado com líquido suficiente saiu um som denso e úmido.
— Huuu, ugh! Huu!
O interior da boca que parecia derreter, o pênis que ficou sensível como se cada célula estivesse conectada, e o interior que derramava estímulos enloquecedores.
Com os três lugares sendo atacados ao mesmo tempo, Kanghyeon achava extremamente difícil manter o juízo. Se ao menos os dois braços estivessem livres, poderia empurrar pelo menos uma coisa, mas na situação atual em que estava amarrado, não havia outro jeito além de receber tudo que Haeil fazia.
O calor que Haeil derramava sobre ele era mais pesado do que o esperado. Nem mesmo o feromônio de alfa de outra pessoa que envolvia o corpo inteiro conseguia ser um empecilho diante desse calor opressivo. Pelo contrário, tornava-se apenas mais um estimulante que deixava o corpo de Kanghyeon ainda mais sensível.
— Umm, hic, ugh-! Uugh!
Da boca de Kanghyeon, engolida por Haeil, gemidos acelerados e ofegantes saíam cada vez mais urgentes. A correnteza de prazer que havia sido turbilhonada no fundo transbordava como se pudesse irromper a qualquer momento.
Por reflexo, torceu o quadril e fechou as pernas. Mesmo assim, como Haeil, que havia estado penetrando freneticamente, estava firmemente posto entre sua virilha, as pernas não fecharam muito, mas com isso acabou revelando que estava prestes a ejacular.
O movimento de quadril de Haeil ficou ainda mais violento. A mão que segurava o pênis de Kanghyeon também se moveu ainda mais rápido e forte, e a língua que havia ocupado o interior da boca cutucou a entrada da garganta como marcando o ritmo.
O movimento rápido e áspero aplicado nos três lugares ao mesmo tempo maximizou o prazer de Kanghyeon. O produto do calor que havia transbordado até a ponta da cabeça destruiu a mente de uma vez e a tingiu de branco.
Diante dos olhos piscou rapidamente uma luz branca até que por um instante tudo ficou distante. Da boca de Kanghyeon, bloqueada por Haeil, explodiu um gemido sufocado como se o fôlego fosse partir.
— Huuugh-!
Do pênis de Kanghyeon jorrou com força um líquido branco e denso.
O sêmen carregado de prazer extremo espirou no abdômen de Haeil, deixando uma marca nítida, e depois foi pingando sobre o abdômen de Kanghyeon. Os músculos do ventre contraídos pelo clímax receberam aquele líquido de forma sensual.
O interior, que se contraiu com força para a ejaculação do dono, pressionou o pênis de Haeil como se fosse esmagá-lo. A parede interna cheia de elasticidade estimulou o pênis ao extremo e logo chegou ao ponto de espremer o que havia dentro de uma só vez.
— Ugh…!
Haeil atingiu mais um clímax sem ter como evitar.
O pênis pulsou amplamente como um coração e derramou líquido em abundância no interior de Kanghyeon. Cof, cof, a cada vez que expelia sêmen em algumas repetições, o interior tremia. Essa vibração estimulava diretamente o pênis de Haeil, presenteando-o com uma euforia inevitável.
Haeil, que separou os lábios, olhou fixamente para Kanghyeon, que respirava com urgência sob ele.
Seu rosto havia desmoronado de forma suavemente satisfatória. Completamente embriagado pelo calor e pelo prazer que Haeil havia imposto.
Esse fato satisfazia o desejo extremo de Haeil.
Haeil, com um rosto extasiado, sacou o pênis lentamente. Enquanto Kanghyeon encolhia o corpo suportando aquela sensação, Haeil golpeou novamente com força.
— Ah!
Da boca de Kanghyeon, que havia baixado a guarda, explodiu um gemido alto e lascivo.
O interior, onde ainda restava a euforia pós-ejaculação, se moveu violentamente. Sentia-se que um pouco de sêmen saiu pelo buraco e estava pingando.
Kanghyeon olhou para Haeil de olhos arregalados. Ele, que o encarava com um olhar enfeitiçado bem à sua frente, parecia assustador.
“Não vai me dizer que vai fazer de novo assim…”
É claro que não era à toa que se dizia que o “não vai” é que pega as pessoas.
Haeil começou a penetrar novamente, como se fosse tampar o buraco de Kanghyeon com o próprio pênis pelo resto da vida.
Kanghyeon ficou pressionado sob Haeil por um longo tempo, pensando assustado que talvez fosse realmente morrer.
˚˚˚
Kwon Haeil perdeu os sentidos dez horas depois disso.
Se incluir o tempo que levou para adormecer e depois abrir os olhos já em si, quinze horas haviam se passado.
— Ugh…
Mal abriu os olhos, Haeil teve que franzir os olhos logo de cara por causa da garganta ressecada. A cada respiração, a garganta completamente seca reclamava pedindo algo para beber.
No momento em que tentou levantar o corpo que estava deitado com a mão no pescoço.
Uma garrafa de água de 500 mL foi colocada à sua frente enquanto estava deitado.
— Beba.
A voz de Baek Kanghyeon foi ouvida. A voz estava baixa e rouca como se tivesse forçado muito a garganta, e por algum motivo parecia ligeiramente arranhada também.
Haeil, que pegou a garrafa de água sem perceber, só então começou a pensar com calma. Enquanto reconstituía aos tropeços o que havia na mente, logo Haeil fez uma expressão de espanto. Ele se levantou de um pulo e verificou primeiro Baek Kanghyeon, que estava sentado no longo sofá onde havia estado deitado.
— Baek Kanghyeon!
— Sim.
Haeil, que havia chamado o nome abruptamente, parou ao ver Kanghyeon respondendo com calma.
Kanghyeon, que como de costume para um workaholic estava olhando para documentos em desordem, parecia surpreendentemente bem.
Ele, que havia estado sentado com as pernas cruzadas ao lado de onde Haeil estava deitado, usava uma roupa diferente da do dia anterior. Estava com uma camisa social cinza bem-arrumada e calça preta de tecido e, de qualquer forma, parecia que havia saído e voltado.
A franja também não tinha nenhum estilo especial. Estava caída de forma tranquila como se tivesse acabado de lavar e secar o cabelo, o que o fazia parecer ainda mais jovem do que a idade real.
Só então Haeil recobrou os sentidos de repente e olhou para o próprio corpo. Estava limpo sem nada pegajoso ou ressecado, e havia sido vestido com outra roupa. Era uma roupa que o gerente Park, o único que sabia a senha da sua casa, havia buscado no lugar dele.
Haeil bebeu de uma vez toda a água da garrafa para refrescar a cabeça confusa. A garganta por onde passou a água fria finalmente ganhou vida. A cabeça que estava um pouco entorpecida também começou a funcionar direito aos poucos.
— Foi o sr. Baek Kanghyeon que cuidou de mim?
— Como o lugar também é o que é, não consegui dar banho. Mas limpei com cuidado.
À pergunta de Haeil, Kanghyeon respondeu com calma ainda com o olhar fixo nos documentos.
Além de limpar com cuidado e vestir a roupa, também ficou ao lado até ele acordar e preparou água.
Haeil teve que engolir junto a admiração e um riso sem graça diante desse cuidado pós-sexo cortês que nunca havia recebido na vida.
“Quem diria que chegaria o dia de ser cuidado pela pessoa que estava sob mim.”
Os olhos de Haeil, que estava olhando para Kanghyeon com uma expressão atordoada, de repente pousaram no pescoço dele.
Na nuca de Kanghyeon havia um curativo levemente grande colado. Ao se lembrar do porquê aquilo estava ali, Haeil fez uma expressão desconcertada.
Independente do resto, sentiu certa seriedade no fato de ter mordido a nuca de Kanghyeon. Até então, seja em estado normal ou em rut, nunca havia tocado a nuca de um parceiro com a língua, muito menos com os dentes. Tanto assim seu instinto e sua razão prestavam atenção especial à nuca de um parceiro.
Mas por algum motivo, a nuca de Kanghyeon era algo que simplesmente não conseguia resistir a morder. Usar como desculpa que era seguro porque sendo alfa não havia risco de marcação seria demais, já que naquele momento era impossível ter esse tipo de julgamento racional. Não sabia por que o instinto que se mantinha cauteloso mesmo diante de um ômega exalando cheiro adocicado foi tão permissivo apenas com Kanghyeon.
Começando pelo momento em que mordeu a nuca, os acontecimentos da noite anterior foram surgindo na mente de Haeil.
— Como é, bom? Isso de revirar aqui, de cutucar assim… é bom… né…? Haah… diz que é bom…
— Por dentro está muito firme… O sr. Baek Kanghyeon malha aqui dentro? Com o quê? Fico muito curioso…
“Merda… estava mesmo muito curioso, mas… cala a boca, eu do passado seu idiota…”
— Cala a boca e… logo me faz, logo. Se eu tiver que me arrepender… vou ser eu quem vai meter em você.
— Você até sabe pedir…? Que máximo, nosso hyung Kanghyeon…
Por mais fora de si que estivesse, penetrar Baek Kanghyeon daquele jeito sem cerimônia.
O ideal seria eliminar a resistência de forma suave e cuidadosa primeiro, mas acabou fazendo de qualquer jeito como um animal de forma descontrolada. Não teria nada a dizer mesmo que um soco viesse direto ao rosto agora.
“Estou lascado… E se ele ficar com raiva e na próxima vez pedir pra eu abrir as pernas? Não, aliás, vai ter uma próxima vez? Merda…”
Haeil criticou intimamente e sem parar a si mesmo do momento em que pulou várias etapas sem se aproximar aos poucos. A parte inferior do corpo sem noção que ficava doendo sem se cansar também era, é claro, alvo dessas críticas.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.