Ler Alphega (Novel) – Capítulo 53 Online

- Capítulo 53 –
Kanghyeon sentiu um leve calor subir ao rosto e empurrou Haeil para longe. Ele enfiou a proposta organizada e a cópia do contrato no peito de Haeil.
— Pare de falar bobagem e leia a proposta direito. Não venha dizer depois que não sabia de nada.
— Já disse que deixo tudo nas mãos do chefe de divisão Baek Kanghyeon.
— Deixa tudo nas minhas mãos, mas Kwon Haeil não…!
Kanghyeon estava prestes a dizer “Kwon Haeil não está propondo fecharmos o contrato”, mas parou os lábios.
Haeil até aquele momento havia dito apenas que considerava o contrato de forma positiva, mas nunca havia expressado com clareza a intenção de fechar. Agora também havia dito para Kanghyeon fazer como quisesse, mas isso não podia ser uma resposta definitiva.
Está tentando me enrolar.
Kanghyeon não conseguia entender Haeil.
Para ele, era claramente a melhor condição e a melhor proposta possível. Especialmente porque havia adicionado mais três eventos inovadores que fariam os olhos de Haeil brilharem.
Por isso havia pensado que hoje conseguiria obter definitivamente a intenção de fechar o contrato, mas parecia que estava enganado.
Talvez minha capacidade ainda seja insuficiente.
Haveria algo incompleto em algum lugar?
Uma margem de erro que não havia previsto, ou um ponto de risco que havia identificado errado.
O rosto de Kanghyeon, que continuava refletindo com os olhos baixos, foi ficando cada vez mais sombrio.
— Não precisa se preocupar tanto, o contrato vai ser fechado.
Ao levantar os olhos para a voz descontraída, pôde ver o rosto de Haeil que havia se aproximado até ficar na ponta do nariz.
— Mas só depois que a pescaria acabar.
Haeil sorriu levemente com olhos aguçados como quem aguarda o momento certo.
— Por isso nosso Baek Kanghyeon não precisa se preocupar com nada.
Kanghyeon fitou Haeil e assentiu com calma.
Não sabia o que queria dizer com pescaria, mas tendo ouvido as palavras do “representante Kwon Haeil” de que fecharia o contrato, considerou que era suficiente.
— Então vou guardar isso em mente.
Embora sempre fosse assim no horário de trabalho, o rosto de Kanghyeon continuava sem deixar transparecer emoção alguma.
No entanto, Haeil percebeu com uma perspicácia quase sobrenatural que a sombria ansiedade que envolvia Kanghyeon estava se dissipando.
Haeil puxou abruptamente a cabeça de Kanghyeon, que organizava os documentos, para um abraço.
— Ah, de qualquer forma, pescaria definitivamente não é o meu estilo.
— O que está sendo essa pescaria que você fica mencionando?
Kanghyeon empurrou Haeil, que estava esfregando o rosto na sua cabeça, para longe e terminou de organizar os documentos. Já não reagia de forma sensível ao comportamento pegajoso de Haeil.
Haeil fitou os dedos longos de Kanghyeon organizando os documentos com cuidado e disse:
— Esse maldito peixinho é um covarde absurdo que fica circulando dezenas de vezes sem morder. Se vai morder, morde logo de uma vez.
— Antes de eu morder, explica direito para eu entender.
— Se Baek Kanghyeon morder, isso também seria bom do seu jeito.
Haeil riu pelo nariz ao ver o rosto de Kanghyeon se contorcer elegantemente.
— Sobre o contrato, espera um pouquinho. Se precisar, jogo a vara fora e vou direto carimbar o documento.
— Entendido.
Kanghyeon respondeu de forma seca, como se estivesse exclusivamente tratando de trabalho, e pegou a pasta de documentos. Quando estava prestes a se levantar, Haeil arrancou a pasta de suas mãos.
Kanghyeon o encarou, querendo saber que nova travessura era essa, e Haeil sorriu de forma aberta.
— Kanghyeon hyung, hoje também vai sair na hora certa do trabalho, né? Se ficarmos mais um pouquinho são 6 horas, vamos embora juntos.
Haeil às vezes chamava Kanghyeon de “hyung” assim. Toda vez que isso acontecia, Kanghyeon sentia um estranhamento peculiar.
Kanghyeon verificou o relógio de pulso.
17h40.
Definitivamente, pelo horário atual, estava ficando complicado voltar para a empresa.
— No meu caso tudo bem, mas Kwon Haeil chegou ao trabalho há pouco tempo.
Haeil, que tinha pegado a pasta de documentos de Kanghyeon e se levantado, colocou o braço sobre o ombro dele.
— Cheguei cedo e fiquei duas horas em reunião, já chega. Vamos jantar juntos e ir embora, tá? Haeil está com fome.
Haeil esfregou o rosto no ombro e no pescoço de Kanghyeon enquanto choramingava. Para Kanghyeon, tanto a forma de falar quanto o comportamento eram constrangedores a ponto de ser repugnante.
— Antes que eu te dê um tapa, fala direito.
— Tudo bem, Baek Kanghyeon.
Só havia corrigido o jeito de falar, mas o comportamento continuava igual.
Repetindo que estava com fome, continuava esfregando o rosto no ombro.
— Lindo Baek Kanghyeon, o que quer jantar? O que posso te oferecer?
— …Qualquer coisa razoável serve.
Kanghyeon, que havia ficado sem paciência, acabou decidindo jantar com ele. De qualquer forma precisava jantar, e comer qualquer coisa junto com Kwon Haeil nunca lhe causava problemas.
Foi assim naquela vez também.
Kanghyeon recordou o momento em que havia bebido com Haeil e quando se sentaram à mesma mesa na casa dele.
Kwon Haeil havia feito muitas coisas estranhas desde aquele dia.
Palavras como “bonito” e “fofo”, que só se diria para um ômega, saíam frequentemente de sua boca. Às vezes, ao sentir o olhar dele e se virar, invariavelmente o encontrava olhando com um olhar meigo, e por palavras banais ele ficava sorrindo o tempo todo como se houvesse algo tão agradável assim.
Quando estavam juntos, o contato físico irritante também era frequente.
Como há pouco, ora arranhava levemente o dorso ou a palma da mão, ora tocava a orelha ou o pescoço, ou como agora, esfregava a cabeça no ombro ou o abraçava pela cintura.
Toda vez que isso acontecia, ele havia tentado dar indícios de que não gostava, mas era só por aquele momento, nada mudava.
Agora, salvo em casos extremos, havia passado a aceitar como parte das coisas.
Haeil grudando nele não deixava de ser incômodo, mas como quando ele dizia que não, Haeil ouvia bem, não havia razão para se irritar muito.
No entanto, dado que Haeil havia dito que fecharia o contrato, era um ponto que precisava definitivamente ser abordado. Se continuasse fazendo esse tipo de brincadeira enquanto o projeto estava em andamento, era óbvio que as pessoas ao redor achariam estranho.
Kanghyeon, mantendo meio passo de distância de Haeil, disse com seriedade:
— Deixa eu falar com clareza: quando o projeto estiver em andamento, não faça esse tipo de brincadeira sem sentido. Fica feio para as pessoas verem.
— Brincadeira sem sentido? Para mim é algo com muito sentido.
Haeil, que estava apoiando o rosto no ombro, rebateu de forma fria. O braço que estava em torno de Kanghyeon ganhou força.
— É fazendo isso que Baek Kanghyeon vai me olhar pelo menos mais uma vez.
Kanghyeon não sabia, mas Haeil no momento estava se movendo sob um cálculo minucioso.
Encontros frequentes, conversas frequentes, contato físico frequente.
Para alguém tão rígido e cheio de bloqueios quanto Baek Kanghyeon, era necessário continuar criando oportunidades de resposta assim.
Pela sua suposição, todos os parceiros de Baek Kanghyeon até então deviam ser ômegas. Como até os irmãos com quem tinha boa relação eram ômegas, a barreira em relação a outros tipos era naturalmente considerável.
Embora a barreira tivesse ficado bem mais fina do que no início, mesmo assim era provável que não passasse de uma espessura similar à de um ômega passando por ali. Era o que Haeil pensava.
Por isso era preciso se dedicar para que ele não tivesse alternativa a não ser derrubar a barreira por conta própria. Para que fosse desenvolvendo imunidade a Kwon Haeil.
Haeil engoliu discretamente uma respiração quente ao ver Kanghyeon o fitando.
Aguentar. Aguentar.
Enquanto repetia mentalmente aquela frase que havia engolido ao menos centenas de vezes só naquele dia, Haeil de repente soltou uma voz embargada:
— E que merda, o que os olhos dos outros importam tanto assim. Eu quero ficar perto porque gosto, e quem diabos se atreveria a dizer alguma coisa.
Kanghyeon, sem saber o que se passava na mente de Haeil completamente tomada por ele, não conseguia se solidarizar com a injustiça que ele sentia.
— Se vai continuar assim na frente das pessoas, vou considerar o item que adicionei ao contrato como inexistente.
— O quê?
Haeil levantou a cabeça surpreso.
— Se achar que minha presença vai causar problemas, é melhor mandar outra pessoa.
Como se já não fosse injusto o suficiente, a cláusula que havia conseguido colocar no contrato estava prestes a se tornar inútil.
É claro que o motivo de Kanghyeon ter inserido a cláusula de que ele mesmo deveria visitar o clube pessoalmente não era simplesmente porque Kwon Haeil queria vê-lo. Era porque a capacidade meticulosa e excepcional do chefe de divisão Baek Kanghyeon era digna de confiança.
Kanghyeon também sabia disso, portanto não tinha outra escolha a não ser ser firme. Mesmo que ambos trabalhassem com frieza um com o outro, se as pessoas ficassem vendo que estavam juntos de forma excessiva assim, qualquer esforço poderia acabar sendo visto como resultado de intimidade pessoal.
Baek Kanghyeon era alguém que até mesmo as interferências do pai faziam estremecer de raiva.
Para ele, era completamente inaceitável que sua capacidade e a de Kwon Haeil fossem desvalorizadas por causa de mera intimidade.
Haeil, que observava os olhos resolutos de Kanghyeon, pareceu ter sentido aquela determinação, e assentiu com um semblante insatisfeito.
— Na frente das pessoas me comporto, certo? Tudo bem, vou fazer assim. Então deixa a cláusula como está.
Só então os olhos de Kanghyeon relaxaram um pouco.
— Seria bom que não fizesse isso mesmo quando estivéssemos a sós também.
— Não dá. Se fizer isso eu morro.
— Tô vendo que ia mesmo.
Haeil deu uma risada discreta e abraçou Kanghyeon completamente.
Kanghyeon estava prestes a empurrá-lo por reflexo, mas parou ao ouvir Haeil sussurrar “estamos sozinhos, me deixa dessa vez”. De qualquer forma, era surpreendentemente maleável no fundo.
Haeil soltou um suspiro profundo atrás do outro.
Com os ômegas, bastava um toque e um sorriso nos olhos para eles cederem, mas com Baek Kanghyeon, por mais dezenas de vezes que tentasse, havia o risco de surgirem várias camadas de muro com qualquer descuido.
A reclamação de Haeil chegou ao ouvido de Kanghyeon.
— Porra… Baek Kanghyeon é absurdamente difícil…
Kwon Haeil também não é fácil.
Kanghyeon respondeu mentalmente e por algum motivo sentiu um estranhamento e cansaço.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.