Ler Alphega (Novel) – Capítulo 52 Online


Modo Claro

- Capítulo 52 –

Enquanto trocavam olhares frios entre si.

O primeiro a recuar foi Baek Kanghyeon.

De qualquer forma, o contrato ainda não havia sido assinado, então Kanghyeon não tinha outra escolha a não ser ceder um pouco. Embora achasse que Kwon Haeil não iria trazer assuntos pessoais à tona, independentemente de ele ser flexível ou inflexível.

— Tudo bem. Farei como Kwon Haeil diz.

Só então Haeil relaxou o rosto e sorriu suavemente.

Em momentos assim, Kanghyeon achava de fato irritante aquele rosto que mudava de expressão tão rapidamente conforme os próprios sentimentos.

Kanghyeon soltou um suspiro como se ainda estivesse relutante.

Ele disse que era incômodo vir acompanhado, então que viesse sozinho, e Kanghyeon havia concordado — agora estava se perguntando se era para isso.

Por outro lado, percebeu que Haeil tinha a mesma preocupação que ele. A cena de um chefe de divisão sendo tratado com intimidade pelo representante de um clube poderia causar uma sensação estranha nos outros funcionários.

Nesse caso, bastaria usar a linguagem formal.

Kanghyeon engoliu esse comentário e estava organizando a proposta em silêncio quando Haeil de repente pegou uma cópia do contrato e se levantou do lugar. Em seguida, sentou-se ao lado de Kanghyeon no sofá de dois lugares onde ele estava sentado.

Dois homens corpulentos sentados em um sofá de dois lugares acabaram ficando, sem querer, muito próximos um do outro.

Kanghyeon olhou para a cópia do contrato que foi empurrada de repente à sua frente. Haeil apontou um trecho do conteúdo com a ponta do dedo.

— Baek Kanghyeon, não dá para ajustar isso aqui?

O rosto de Haeil mostrava novamente um ar de descontentamento.

O trecho apontado por Haeil era um item que havia sido adicionado a seu pedido na primeira reunião.

[O chefe de divisão Baek Kanghyeon, responsável geral do projeto, tem a obrigação de visitar o clube WAVE pelo menos 2 vezes por semana para realizar inspeções pessoais. O período é determinado até o dia da conclusão do “Baekchung Resort Hotel”.]

Kanghyeon havia inserido até o próprio nome na cláusula que ele mesmo adicionou, e ainda assim o que poderia estar incomodando.

Haeil bateu com a ponta do dedo exatamente na parte que dizia “2 vezes”.

— Vamos fazer 5 vezes por semana.

— Por que não me pede logo para entrar como funcionário daqui?

— Topa?

O rosto de Haeil abriu de vez. Era uma mudança de expressão tão enorme que parecia que um brilho havia saído de seu rosto naquele instante.

Kanghyeon retirou friamente o dedo de Haeil que estava apontando para o item adicionado.

— De jeito nenhum.

— Que chato.

O rosto de Haeil ficou emburrado de um jeito cômico.

Kanghyeon fechou a cópia do contrato que Haeil estava segurando, como se dissesse para não insistir mais no assunto.

— Por ora, esse é o máximo. Se a agenda melhorar mais para frente, virei mais uma ou duas vezes por mês para verificar.

— …Tudo bem. Não tem jeito.

Surpreendentemente, Haeil recuou sem resistir.

Na verdade, Haeil queria que o número de visitas aumentasse, mas não tinha intenção de forçar. Se alterasse o número, poderia causar problemas no horário de saída de Kanghyeon.

Ultimamente, Baek Kanghyeon saía do trabalho muito cedo. Não era exatamente pontual na saída, mas mesmo quando se atrasava, nunca passava das 7 horas.

Com o horário de saída mais ou menos estável, tornou-se rotina para Kanghyeon e Haeil se cruzarem brevemente como em uma passagem de bastão, tanto na chegada quanto na saída. O mesmo acontecia pela manhã, quando Kanghyeon chegava ao trabalho e Haeil estava indo embora.

É claro que, quanto à saída, tudo bem, mas Haeil não precisava chegar ao trabalho tão cedo. Se chegasse ao clube por volta das 7 horas, tudo que Haeil tinha para fazer era dormir na sala do representante ou beber levemente.

Mesmo assim, Haeil se dispunha de bom grado a chegar mais cedo apenas para ver o rosto de Kanghyeon por um momento. Dizendo que se não conseguisse vê-lo antes de ir trabalhar, o dia inteiro daria azar ou coisa do tipo.

Assim, já fazia dez dias que os dois se cruzavam todos os dias no início e no fim do expediente.

Haeil gostava muito dessa rotina de encontros.

Mas se forçasse mais visitas ao clube no horário de trabalho de Kanghyeon, naturalmente o horário de chegada e saída dele também mudaria. Ele teria que trabalhar no escritório pelo tempo gasto nas visitas, então talvez voltasse a fazer horas extras com frequência.

Isso não era o que Haeil queria.

Haeil colocou a cópia do contrato que Kanghyeon havia fechado sobre a mesa. Suas pontas de dedos, agora livres, se dirigiram ao dorso da mão de Kanghyeon, que estava sentado bem ao lado.

— Por ora, a cópia do contrato que você ajustou e enviou desta vez será verificada pelo advogado Jang, e ele entrará em contato.

Os longos dedos esticados de Haeil percorreram levemente o dorso da mão de Kanghyeon. Era como se uma pluma suave e a ponta de seu cabo estivessem arranhando o dorso da mão juntos. Uma sensação ao mesmo tempo cócegas e estranha fluía pela pele.

Kanghyeon se sobressaltou com as cócegas no dorso da mão, mas respondeu ao que Haeil havia dito.

— Entendido.

Ao tentar retirar a mão discretamente, os dedos de Haeil o seguiram naturalmente, como se estivessem colados ao dorso da mão. As pontas dos dedos que antes traçavam uma linha reta suave agora desenhavam círculos irregulares. O movimento sutil dos dedos fez a pele fina do dorso da mão reagir, provocando um leve tremor.

— Quanto ao conteúdo das propostas adicionadas…

Kanghyeon viu os dedos que faziam cócegas no dorso da mão avançarem em direção ao pulso.

— Faz como nosso chefe de divisão quiser.

O longo indicador e o dedo médio deslizaram juntos para dentro da manga branca presa pelo abotoamento de punho.

Kanghyeon se sobressaltou um pouco mais visivelmente ao sentir algo percorrer o interior do pulso.

— Pode mesmo…?

As pontas dos dedos firmes de Haeil pressionaram e esfregaram o local onde o pulso pulsava, como se estivessem tomando o pulso. Depois, com as pontas dos dedos, arranhavam como que fazendo cócegas na veia que havia sido pressionada, e essa sensação era muito mais estimulante do que quando tocava o dorso da mão.

— Claro. O chefe de divisão Baek Kanghyeon fez tudo tão impecavelmente que não há nada a reclamar.

Haeil respondeu com naturalidade e agora deslizou as pontas dos dedos até a palma da mão de Kanghyeon. Os dedos longos de ossos largos percorreram com delicadeza o centro da palma. Uma pressão suave estimulou repetidamente a pele sensível da palma.

Kanghyeon teve a estranha sensação de que sua mão inteira estava sendo acariciada. Talvez por ser uma sensação que nunca havia experimentado antes, sua mão, sem nenhuma imunidade, continuava se sobressaltando.

Haeil pressionou o dorso da mão com o polegar para que Kanghyeon não pudesse retirar a mão, enquanto continuava fazendo cócegas na palma com ainda mais atenção. Ao erguer as unhas e arranhá-las ao longo das linhas da mão claramente perceptíveis nas pontas dos dedos, os dedos esticados de forma elegante se encolheram um pouco.

Haeil segurou o ombro de Kanghyeon, que tentava afastar a mão novamente, e o puxou para mais perto de si.

— Nosso Baek Kanghyeon tem até a mão sensível.

— Kwon Haeil está tocando de um jeito… estranho.

Haeil sussurrou com voz baixa perto do ouvido de Kanghyeon, que estremecia.

— Estranho como?

— Fica a toda hora com a mão…

— Com a mão o quê? Hm?

A voz tão estranha quanto o toque foi se aproximando cada vez mais. Os lábios carregados de respiração quente tocaram perigosamente a orelha suave de Kanghyeon.

— O que diabos você está fazendo.

— Hm… flertando?

O toque na orelha, a mão que segurava firmemente o ombro e as pontas dos dedos que continuavam fazendo cócegas como se lambessem.

Diante dos estímulos estranhos aplicados um após o outro, Kanghyeon tremeu nos cantos dos olhos.

Por fim, sem conseguir suportar mais, ele apertou com força os dedos de Haeil que faziam cócegas em sua palma, a ponto de doer.

— Chega de tanto flerte idiota.

— Ai, ai, ai.

Como doeu de verdade, Haeil emitiu um som de dor meio a sério, meio de brincadeira.

Ao ver isso, quando Kanghyeon afrouxou um pouco a força da mão, Haeil entrelaçou os dedos com ele de uma vez, como se estivesse esperando por isso. Através dos dedos completamente entrelaçados e das palmas coladas, a temperatura de um passou para o outro.

— Por isso estou sendo moderado. Estou me esforçando muito para me conter, está sendo difícil.

Haeil levantou a mão entrelaçada, virou-a e beijou o dorso da mão de Kanghyeon. O rosto de Kanghyeon ao ver aquilo enrijeceu imediatamente.

— O que está fazendo?

— Não dá para ver? Estou dando um beijo no dorso da mão de Baek Kanghyeon.

— Por isso mesmo estou perguntando por que está fazendo essa coisa nojenta.

— Porque quero fazer.

Os olhos de Kwon Haeil se curvaram elegantemente como uma lua crescente.

— Eu gosto de Baek Kanghyeon.

Soou como uma saudação refrescante da manhã cedo.

Não era a primeira vez que Kanghyeon ouvia aquelas palavras. Quando estava na casa de Haeil se culpando ao lembrar dos irmãos mais velhos, ele havia dito “gosto” de forma tão descomplicada quanto agora.

Kanghyeon havia pensado que era apenas uma forma de conforto.

Sabia muito bem o quanto uma única palavra de afeto de outra pessoa podia ser uma grande consolação para alguém que não parava de se culpar e se desprezar.

Por isso havia ficado internamente grato por ele ter dito aquilo, mas parecia que não era uma fala destinada a terminar como um simples consolo.

Será que é verdade?

Se a outra pessoa fosse um ômega, ele teria pensado que sim sem precisar refletir por muito tempo. Alfas e ômegas serem atraídos um pelo outro era algo inevitável, ainda que fosse pelos feromônios.

Mas Kwon Haeil e Baek Kanghyeon eram ambos alfas.

Naturalmente, não deveria ser um sentimento romântico, mas apenas uma simpatia de pessoa para pessoa. O que estava acontecendo agora certamente era apenas uma brincadeira para provocá-lo.

Como se apontasse para o pensamento fechado de Kanghyeon, Kwon Haeil disse com uma desenvoltura quase descarada:

— E entre nós, podemos fazer esse tipo de coisa, não podemos?

Haeil tentou beijar o dorso da mão mais uma vez, ostensivamente. Se Kanghyeon não tivesse ficado sério e retirado a mão de uma vez com força, teria levado dois beijos de verdade.

Kanghyeon sacudiu também a mão de Haeil que envolvia seu ombro e perguntou friamente:

— O que somos nós um para o outro para fazermos isso?

Haeil sorriu de forma manhosa com olhos que deixavam clara a decepção.

— Somos aqueles que beberam juntos e comeram da mesma panela.

— Para de ficar repetindo isso.

— Então quer que eu diga de outro jeito?

Haeil sorriu.

— Kwon Haeil e Baek Kanghyeon, que por pouco se derreteram um para o outro.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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