Ler Alphega (Novel) – Capítulo 48 Online

— Capítulo 48 —
Kanghyeon olhou em silêncio para a refeição que havia sido preparada à sua frente.
Era um mingau que Baek Seohun havia enviado e que Kwon Haeil havia servido pessoalmente. Pensou que devia comer ao menos pela gratidão ao cuidado deles.
Mas não tinha intenção de comer sozinho.
Kanghyeon, que havia examinado os utensílios da cozinha com os olhos, foi buscar pessoalmente um conjunto de colher e hashi, além de um prato extra.
— É muito para comer sozinho. Vamos comer juntos.
Kanghyeon arrumou a mesa para uma pessoa no lugar em frente onde Haeil estava sentado, e foi empurrando um a um os acompanhamentos que estavam concentrados do seu lado até o meio da mesa.
Quando pegou a concha como se fosse servir o mingau, Haeil rapidamente a tomou. E então serviu primeiro a porção de Kanghyeon antes da sua.
— Pode? O hyung enviou para Baek Kanghyeon comer.
— Ele não enviou dizendo para não comer com outra pessoa, então tudo bem.
Haeil com um rosto estranhamente contente, serviu também sua própria porção caprichosamente.
— Agora será que já sou do nível de comer do mesmo caldeirão que Baek Kanghyeon?
Haeil perguntou sorrindo de canto, e Kanghyeon desviou levemente o olhar enquanto pegava a colher.
— Coma em silêncio.
— Eu normalmente sou barulhento na hora de comer.
— Você é barulhento fora da hora de comer também.
— Nossa, me conhece muito bem? Então quando é que Baek Kanghyeon faz barulho? Tenho curiosidade.
— …Por favor, não dá pra simplesmente comer de uma vez?
A conversa sem sentido dos dois continuou até terminarem a refeição.
Depois de os dois rasparem e acabarem completamente com o mingau que estava na panela.
Kanghyeon pegou novamente o casaco para voltar para casa. Haeil, de braços cruzados, olhava para as costas dele quando perguntou de repente:
— A cueca está servindo bem?
Kanghyeon, que ainda estava usando a cueca que Kwon Haeil havia colocado nele dentro das calças, fulminou Haeil com o olhar. Haeil abriu os dois olhos com inocência e acrescentou “perguntei só para saber se estava servindo bem mesmo”, fingindo que havia sido injustiçado.
— Hoje ainda lavo e devolvo.
— Não precisa, não precisa devolver. A gente troca cueca então.
Que jeito de falar de cueca como se fosse um diário de intercâmbio.
Quando Kanghyeon arregalou os olhos, Haeil com um rosto cheio de malícia colocou o braço no ombro dele. Jogando o braço em volta do ombro fingindo intimidade, sussurrou de forma sensual no seu ouvido:
— Se for devolver, pode devolver depois de gozar uma vez… Augh!
Antes mesmo de Haeil terminar a frase, o cotovelo de Kanghyeon o acertou direto no abdômen. Como foi um golpe bem sincero, Haeil demonstrou dor de verdade.
Kanghyeon disse claramente “pervertido” para Haeil que estava encolhido e foi em direção à entrada. Haeil seguiu atrás dele segurando o abdômen doendo. As brincadeiras infantis pedindo para soprar onde doía vieram de bônus.
Exatamente quando Kanghyeon ignorava Haeil e calçava os sapatos.
Bam, bam!
De repente alguém bateu na porta de entrada com uma força assustadora.
Também pareciam ter tocado a campainha ao mesmo tempo, mas batiam tão forte que nenhum outro som era ouvido.
Haeil, que foi de pés descalços até o espaço diante da entrada onde se calçam os sapatos, rapidamente mandou Kanghyeon para atrás de si. Nele não havia nenhum vestígio da brincadeira de pouco antes.
No momento em que Haeil encarava a porta com olhos afiados, concentrado nos sons lá de fora, ouviu uma voz que havia escutado em algum lugar.
— Tem alguém aí dentro? Se tiver, pode sair?
O primeiro a reagir à voz foi Kanghyeon.
— Seohun hyung?
Aquela voz era claramente Baek Seohun. O motivo pelo qual Haeil achou que havia ouvido em algum lugar era porque já havia assistido algumas vezes a programas de televisão em que Baek Seohun havia aparecido.
Diante da visita de uma pessoa inesperada, Kanghyeon abriu a porta rapidamente.
— Ei, você pegou a comida do meu irmão sem permissão…!
A voz ríspida que soou assim que a porta foi aberta calou de imediato ao avistar Kanghyeon.
Como esperado, do lado de fora da porta estava Baek Seohun.
Haeil olhou para Baek Seohun que havia parado e murmurou secretamente “ao vivo é melhor”.
Baek Seohun era mais alto do que parecia nas transmissões. Posto lado a lado com Baek Kanghyeon, a diferença era quase imperceptível. O corpo também era esguio, não havia modelo que chegasse perto.
O rosto vistosamente bonito tinha uma impressão de frieza afiada, condizente com alguém que não hesitava em dizer coisas duras dependendo da situação. Agora havia suavizado um pouco ao ver Kanghyeon com surpresa, mas o rosto que havia visto por um instante ao abrir a porta era bastante cortante.
“Família curiosa.”
O olhar de Haeil se voltou para Kanghyeon.
Os dois não tinham muita semelhança, além da diferença de natureza entre alfa e ômega. O mesmo valia para Baek Heewoo, o terceiro irmão de Kanghyeon.
“Claro que não iam se parecer.”
Ao sentir o feromônio ômega de Seohun, Haeil pôde intuir que a história familiar de Kanghyeon era bastante complicada.
Pelo jeito, nem Baek Seohun era um “irmão de sangue” de Baek Kanghyeon.
Enquanto Haeil analisava brevemente Baek Seohun.
Seohun, que havia compreendido a situação, puxou bruscamente o braço de Kanghyeon, que acabara de abrir a boca. Como Haeil havia feito, mandou Kanghyeon para atrás de si para protegê-lo e franziu os olhos com rispidez.
— E você? Por que meu irmão está saindo da sua casa?
A voz de Seohun estava extremamente fria. Kanghyeon segurou o ombro de Seohun e o freou.
— Hyung, espera um segundo. Essa pessoa é…
— Você fica quieto.
Seohun disse com firmeza sem nem se virar para Kanghyeon e examinou Haeil de cima a baixo.
— Tendo uma aparência normal, por que mexe na comida dos outros? Como saber o que você fez com a comida ao levá-la assim?
Baek Seohun era bastante agressivo mesmo sendo o primeiro encontro.
Na mão de Seohun estava o bilhete que Haeil havia colocado na porta de Kanghyeon. Pelo visto, não estava satisfeito com o fato de o vizinho ter levado a comida sem permissão sob o pretexto de guardá-la.
— Não pense em fazer nada errado com meu irmão.
Os dois olhos afiados de Seohun carregavam uma hostilidade enorme.
— Posso te matar.
Mesmo com a reação cheia de agressividade de Seohun, Haeil não parecia particularmente incomodado. Com um rosto absolutamente tranquilo, estava ouvindo cada palavra de Seohun com atenção.
“O jeito de falar é parecido com o de Baek Kanghyeon. Não, será que Baek Kanghyeon pegou o jeito de falar dessa pessoa.”
Enquanto Haeil comparava o jeito de falar de Baek Kanghyeon e Baek Seohun.
Kanghyeon voltou Seohun para si mesmo.
— Hyung, calma. É só o vizinho do lado. Não é alguém que vai fazer nada estranho.
Haeil ficou de bom humor ao extremo com as palavras de Kanghyeon.
“Vai me defendendo mais ainda.”
Independentemente da situação, só o fato de Kanghyeon estar o defendendo já o deixava de bom humor.
— Há quantos meses você mora aqui? Não é assim. Você mal o viu algumas vezes. O que você sabe e quanto?
Seohun ainda parecia não gostar de Haeil.
— Você também é você. Eu disse que não devia sair assim seguindo estranhos, não disse? Por que depois de ficar sem atender o telefone você sai dessa casa, de repente.
Os olhos de Haeil brilharam diante da cena à sua frente. O canto da boca se moveu como se fosse explodir em risada.
“Baek Kanghyeon sendo tratado como criança e levando bronca…”
Devia ter trazido o celular.
Para fotografar aquela cena preciosa.
O ar lamentoso era evidente no rosto de Haeil.
Não era a primeira nem a segunda vez que Seohun pregava esse sermão, pelo jeito, pois Kanghyeon recebia muito bem aquela reclamação que deveria doer nos ouvidos.
Mesmo assim, parecia que havia um jeito fácil de fazer Seohun parar de reclamar.
— Ele ficou bebendo comigo até de madrugada.
As palavras que Seohun estava despejando pararam de vez.
— E agora estávamos saindo depois de comer junto o mingau que o hyung enviou.
Os olhos que estavam voltados para Kanghyeon se viraram lentamente para Haeil. Os olhos de Seohun estavam complexos, como se simplesmente não pudessem acreditar.
Haeil encontrou o olhar de Seohun assim e sorriu levemente.
— A apresentação está atrasada. Sou Kwon Haeil, que “comeu do mesmo caldeirão que Baek Kanghyeon”.
O rosto de Seohun se contorceu visivelmente.
˚˚˚
Haeil entrou sozinho em casa e fechou a porta. Era porque o olhar feroz de Baek Seohun e o olhar de Baek Kanghyeon pedindo pelo amor de Deus que ficasse calado tornavam impossível ficar mais tempo no corredor.
Mesmo assim, não estava com o humor estragado nem desconfortável.
Ao contrário, estava de tão bom humor que o canto da boca não baixava.
“Nos últimos dois dias tive muitas boas experiências.”
Graças a isso, havia aprendido muito sobre Baek Kanghyeon. Também havia experimentado muitos dos “primeiros” dele.
Especialmente o momento em que ele se autopunia pensando em seus irmãos não conseguia esquecer até agora.
— Por que todos são tão gentis comigo… não consigo entender…
— Podiam simplesmente me usar… Não precisam ser gentis… Seria melhor se me usassem à vontade…
— É tudo por minha causa…
— Se eu não existisse, meus irmãos todos… teriam ficado bem…
Para Haeil era impossível entender suas palavras impregnadas de culpa.
“O próprio Baek Kanghyeon na verdade não seria M, seria? Será que o gosto dele é ser usado pela família.”
Claro que sabia que não era assim.
Simplesmente ficava frustrado sem entender por que ele se autopunia se devorando dessa forma.
Um alfa frio cheio de cautela que frequentemente erguia muros.
Tinha pensado que era uma pessoa que não era absolutamente fraca, mesmo tendo um lado sombrio e sóbrio, mas pelo jeito não era bem assim.
Ocorreu-lhe o pensamento de que talvez fosse a culpa de Kanghyeon que havia criado o Baek Kanghyeon rígido de agora.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.