Ler Alphega (Novel) – Capítulo 47 Online

— Episódio 47 —
Na mente, os olhos excitados de Haeil e sua voz surgiram ao mesmo tempo.
— Hyung-a…, gosto demais… Ah…, gosto tanto…
Kanghyeon sentiu o calor subir ao rosto e soltou um suspiro fundo.
Hoje havia sonhado que estava sendo derrubado por um cachorro grande, e o motivo claramente parecia ser Kwon Haeil.
Kanghyeon pensou por um momento naquele sonho absurdo e voltou a ruminar o ocorrido de madrugada.
Naquele momento era certo que conseguia não pensar em nada. A culpa que estava forçando a ignorar também havia desaparecido completamente da cabeça.
A voz manhosa de Haeil circulava na mente.
— Qual é o melhor jeito para um alfa limpar a cabeça?
— Uma putaria.
Admite.
Que o melhor jeito de esvaziar a cabeça era a “putaria”, como Haeil havia dito.
Graças a isso, a cabeça estava completamente limpa. O desejo sexual sentido depois de muito tempo e as duas ejaculações claramente pareciam ter feito bem ao corpo também.
“…Mesmo assim, fiz algo que me envergonha.”
Passou a mão pelos cabelos despenteados na franja e se sentou erguendo a parte superior do corpo.
No quarto arrumado com o teto desconhecido, estava apenas Kanghyeon. Pelo jeito, Kwon Haeil estava lá fora.
Kanghyeon olhou para baixo para o próprio corpo com a coberta abaixada e completamente exposto. Estava com uma camiseta preta de manga longa que chegava perto do dorso da mão e uma calça de moletom confortável. Ao espreitar dentro das calças, também havia uma cueca desconhecida que claramente Kwon Haeil havia colocado.
Após examinar, o corpo de Kanghyeon, onde o sêmen dos dois havia sido espalhado, estava impecavelmente limpo. Sem nenhum lugar ressecado ou pegajoso, também sem nada desconfortável.
“Ele mesmo cuidou dos restos?”
Achou inesperadamente gentil.
“Pelo menos devo dizer obrigado.”
Não era só por causa da limpeza.
Normalmente teria sido óbvio que o corpo e a mente não estariam bem. Poderia ter bebido sozinho sem petiscos até cair, ou poderia ter ficado o fim de semana inteiro sem comer direito, mergulhado apenas no trabalho. O estresse não resolvido acabaria virando uma doença que machucaria a si mesmo, e a dor na barriga teria voltado com intensidade.
Sem Kwon Haeil, não teria ficado tão bem como agora.
“Acabei devendo de novo.”
Não queria mais dever a ninguém, especialmente a Kwon Haeil.
Kwon Haeil em si era uma pessoa tão imprevisível que ficou preocupado com como teria que pagar essa dívida mais tarde.
Kanghyeon desceu da cama e primeiro abriu as cortinas blackout que bloqueavam a luz do quarto. Franziu os olhos por um momento por causa da luz que entrava torrencialmente.
As roupas de Kanghyeon estavam penduradas no cabide no canto do quarto. A roupa de baixo estava na lavagem ou coisa assim, pois só ela não estava à vista.
Kanghyeon trocou tudo pelas próprias roupas e tirou o celular que estava no bolso do paletó.
“Quando desligou?”
Tinha desligado porque não tinha tido tempo de carregar a bateria. Não sabia desde quando estava desligado, mas se os irmãos tivessem tentado contato neste meio-tempo, talvez já estivessem bastante preocupados.
“Quando chegar em casa, vou ligar para os hyungs primeiro.”
No momento em que ele estava colocando o telefone de volta com uma expressão perturbada.
A porta se abriu de repente sem bater. Claro, era Kwon Haeil, o dono do quarto.
— Huh? Hyung-ah, você está acordado!
Antes que ele pudesse terminar, um travesseiro veio voando direto em seu rosto.
Haeil, no meio da saudação, pegou o objeto logo antes do impacto.
— Já está tão animado esta tarde, Sr. Baek Kanghyeon.
— É tarde, não manhã. E pare de me chamar assim.
Cada vez que Haeil o chamava de hyung-ah, isso lhe causava arrepios na espinha. Ele ainda não conseguia se acostumar com os carinhos repentinos e enjoativos de Haeil.
Haeil sorriu maliciosamente enquanto abaixava o travesseiro.
— Você se lembra?
Kang Hyeon não precisava perguntar o que queria dizer.
— Sim, muito claramente.
— Isso é um alívio.
Haeil deu um sorriso malicioso. Kanghyeon de repente sentiu vontade de bater nele.
Mas primeiro, havia algo que ele precisava dizer.
— Obrigado.
— Por quê?
— Tudo…
— Que ‘tudo’ é isso? Você terá que ser mais específico.
Haeil sorriu brilhantemente, inclinando-se como se quisesse ouvir atentamente. Sua expressão infantil fez Kanghyeon se arrepender de ter agradecido.
Em vez de responder, Kanghyeon beliscou bruscamente a orelha de Haeil que se aproximava. Se tivesse sido perfurado, a força poderia ter tirado sangue.
— Ai ai ai! Eu estou me rendendo! Isso dói mesmo!
Somente após a rendição de Haeil Kanghyeon soltou a orelha.
Então, de repente, ele notou claramente o rosto de Haeil.
Ao contrário do revigorado Kanghyeon, os olhos de Haeil estavam levemente avermelhados e suas pálpebras pesadas de fadiga.
Roubei a cama?
Kanghyeon se sentiu inexplicavelmente culpado.
Embora ambos tivessem terminado, Kanghyeon adormeceu de repente e efetivamente foi para a cama. O colchão Super King Size poderia caber perfeitamente os dois, mas deve ter sido desconfortável para Haeil.
Aproximando-se, Kanghyeon estudou atentamente as olheiras de Haeil.
— Você não dormiu bem, não é? Se for por minha causa, sinto muito.
— Não por sua causa, Sr. Baek Kanghyeon. Eu só…
A voz de Haeil sumiu, um sorriso cúmplice ecoando em seus lábios.
— Sou apenas mais ativo à noite.
— Eu vejo.
Isso era bastante compreensível.
Na verdade, a insônia de Kwon Haeil teve um motivo totalmente diferente.
Haeil não conseguiu dizer: — Não consegui dormir porque você estava deitado nu ao meu lado, nem confessar: — Acabei ficando duro observando seu rosto adormecido e tive que cuidar do meu pau sozinho várias vezes.
Ele planejou continuar interpretando o vizinho gentil e atencioso até Kanghyeon ir embora, e então finalmente dormir um pouco.
Haeil estendeu a mão em direção à cabeça de Kanghyeon para alisar alguns fios de cabelo arrepiados.
Ele fez uma pausa no meio do caminho para verificar a reação de Kanghyeon. Não vendo rejeição ou raiva fria, apenas permissão silenciosa, ele penteou suavemente os fios com os dedos. Kanghyeon permaneceu imóvel, deixando-o.
Oh? Isso está visível agora?
A boca de Haeil se contraiu.
A cautela de Kanghyeon havia claramente diminuído.
Como Haeil havia adivinhado, Kanghyeon não queria desconfiar de todas as suas pequenas ações.
Kwon Haeil sabia muito sobre ele, seus feromônios incomuns, a discórdia entre irmãos e até mesmo questões de trabalho.
Apesar disso, Haeil o tratou sem preconceito ou egoísmo durante todo esse tempo.
Talvez ele tenha começado a confiar no próprio Kwon Haeil.
Só um pouco de confiança de que esse homem não faria nada para prejudicá-lo.
Parecendo satisfeito, Haeil puxou o queixo em direção à porta.
— Com fome? Coma alguma coisa antes de sair.
— Não, obrigado. Eu realmente não deveria impor mais nada.
Kanghyeon disse com firmeza, segurando seu casaco.
Haeil cuidou dele quando ele desmaiou bêbado e monopolizou a cama de Haeil desde a madrugada até agora. Independentemente do que acontecesse entre eles, ele claramente era um incômodo constante.
Não querendo causar mais problemas, ele tentou sair rapidamente, mas Haeil teimosamente o impediu.
— De jeito nenhum. Você tem que comer isso.
Que tipo de teimosia era essa?
O mistério se resolveu quando Haeil o arrastou para a cozinha.
Na elegante mesa de jantar havia uma pequena panela elegante que mostrava pouca utilidade. Vários acompanhamentos foram dispostos de forma colorida ao seu redor.
Haeil sentou Kanghyeon mais perto dos lados, onde uma tigela rasa de cerâmica e utensílios para um deles já estavam colocados.
— Você realmente cozinhou?
— Não, apenas aqueci.
Haeil levantou a tampa da panela, liberando um aroma familiar de comida.
— Mingau entregue para o Sr. Baek Kanghyeon. Achei que seria melhor aquecê-lo agora.
Sentado em frente, Haeil entregou um pequeno bilhete. Embora fosse um papel branco comum, tinha uma textura amassada, semelhante à de um vintage.
Talvez se desculpando pelas rugas, Haeil desviou o olhar enquanto falava.
— Vi acidentalmente o bilhete, seu segundo irmão o enviou.
Só então Kanghyeon se lembrou de Baek Seohun mandando uma mensagem ontem logo que saiu da casa do pai.
— Um pouco de mingau foi entregue. O entregador deve ter confundido o número do lado, e chegou até mim por acidente. Guardei para não estragar.
— De alguém chamado Seohun. Seu irmão, certo? Segundo filho do Grupo Baekcheong.
Kanghyeon desdobrou a nota.
*Coma tudo*
*Seohun*
Reconhecendo a caligrafia de Seohun, Kanghyeon sorriu levemente. Em meio à sua agenda lotada, como ele sempre conseguia mandar mingau? Ele não sentiu nada além de gratidão.
Observando Kanghyeon sorrir ao ler o bilhete, Haeil apoiou o queixo na mão e olhou fixamente.
— Eu também pensei assim esta manhã, vocês dois devem ser próximos.
— Parece assim?
— Não é?
Kang Hyeon não respondeu. Ou melhor, não poderia.
Ele realmente não sabia se seu relacionamento com seus irmãos poderia ser definido simplesmente como bom ou ruim.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.