Ler Acidic Scent (Novel) – Capítulo 01 Online


Modo Claro

1 – Capítulo 01

 

14 de novembro. 17h30. Ministério Público do Distrito Oeste de Seul.

A chuva de neve que começou a cair uma hora antes se espalhava do lado de fora da janela da sala de interrogatório. Sobre a mesa, o smartphone ainda mostrava notícias sobre o filho do presidente, e o café preparado esfriava desoladamente.

Bem quando a pessoa que esperava estava prestes a se cansar, a porta se abriu de repente e alguém entrou. O promotor responsável, que estava esperando, rapidamente desligou o smartphone e se levantou desajeitadamente para cumprimentá-lo.

 

— Olá. Sou o Shin Jeongmin, do Departamento de Investigação Criminal 2.

— Sim, vamos terminar isso rápido.

O homem que entrou reconheceu o cumprimento de forma protocolar e se sentou em frente à mesa. Ainda estava vestindo o sobretudo. Bateu no relógio de pulso e disse,

— Vou te dar 10 minutos. Sem resposta significa que estou exercendo meu direito ao silêncio, então não pergunte duas vezes.

 

— Ah, sunbae-nim. Estou dizendo isso só por precaução, mas embora eu não tenha emitido uma intimação, o senhor está aqui hoje oficialmente como testemunha. Deveria me dar pelo menos uma hora para propriamente…

 

Mas o homem bateu silenciosamente no relógio de novo. Significava que o tempo estava passando. Cruzou as pernas longas e empurrou a cadeira para trás, se distanciando da mesa. Exalava uma atmosfera de quem não pretendia testemunhar ativamente.

 

— Ainda assim…

 

O promotor responsável mal conseguiu engolir as palavras que tentavam subir por sua garganta e mudou de ideia. Já ouvira várias vezes de outros que era um milagre que esse homem tivesse até aparecido.

 

— Certo. Então vou direto ao ponto. Onde o senhor estava e o que estava fazendo por volta das 23h do dia 27 de outubro?

 

— Estava trabalhando no meu escritório.

 

O homem respondeu brevemente. Só isso? O promotor esperou por mais, mas a boca do homem não se abriu de novo.

 

— …Por escritório, o senhor quer dizer sua promotoria designada?

 

O homem apenas assentiu.

 

— Mas não há registro do senhor entrando na Procuradoria-Geral naquele dia.

 

— Perdi meu cartão de acesso, então peguei emprestado o do Gerente de Departamento Lee Seonjin, da Divisão de Julgamento 1. Ele estava de folga naquele dia.

 

— Posso confirmar isso?

 

— Como o senhor quiser.

 

O promotor anotou cuidadosamente no laptop. O olhar do homem se desviou para o lado do laptop. Sobre a mesa estava a pasta do caso. Na pasta que deveria estar cheia de vários depoimentos, registros de chamadas, e cópias de recibos, havia apenas um solitário relatório de autópsia. O homem sorriu levemente, como se entendesse.

 

— Qual é a sua relação com o suspeito?

 

O olhar do homem voltou ao promotor diante da pergunta.

 

— Nós fizemos sexo algumas vezes.

 

Seus intensos olhos castanhos piscaram com indiferença.

 

— Então não era um relacionamento sério? Só… dormiam juntos?

 

Diante da pergunta do promotor, ele ergueu o canto da boca como se dissesse “pense o que quiser”. O promotor, sentindo-se desconfortável, pigarreou e digitou no teclado.

 

— Quando vocês se conheceram pela primeira vez?

 

— Um ano atrás, quando eu estava trabalhando na Filial de Oseong.

 

— Qual foi a ocasião?

 

— Ocasião?

 

A sobrancelha do homem se ergueu ligeiramente.

 

— Você precisa de uma ocasião para dormir com um Ômega, hoobae?

 

O promotor hesitou por um momento diante da pergunta inesperada.

 

— Não, mas pensei que pudesse haver algum motivo, tipo alguém ter apresentado vocês ou terem se conhecido pelo trabalho. Sou Beta, então não sei muito bem… Ah, vamos pular isso. Não é uma pergunta tão importante assim de qualquer forma. Então, quando foi a última vez que o senhor viu o suspeito?

 

O homem ficou pensativo por um momento. Seus olhos delicados se estreitaram por um instante. O tempo estava passando. Só quem tinha algo a perder estava ficando ansioso. Nesse ritmo, os 10 minutos passariam.

 

— Se o senhor está exercendo seu direito ao silêncio, vou passar para outra pergunta…

 

— Foi provavelmente há uns 3-4 meses. Pensando bem, não o vejo desde que voltei para Seul.

 

Sua expressão de tentar recordar era tão ambígua que era difícil discernir a verdade.

 

— Suponho que não estavam em contato frequente?

 

— Não tenho as informações de contato dele.

 

— O senhor sabia o que ele fazia para viver?

 

O olhar do homem, que estivera olhando vagamente para algum lugar, se desviou lentamente para o promotor. Ele sorriu como se dissesse, “Você realmente sabe o que ele fazia?”

 

— Ele trabalhava com vendas por cota num hotel turístico local. Não entretenimento, mas como gerente administrativo.

 

— Não foi isso que encontrei. De acordo com minha investigação…

 

O promotor tentou virar o laptop para mostrar algo. Mas o homem de repente se inclinou para frente.

 

— Qual turma do Instituto de Pesquisa e Treinamento Judicial?

 

— Hã? Ah, 58ª.

 

O promotor respondeu como se estivesse hipnotizado pela pergunta repentina.

 

— Sua família é rica?

 

Ele apenas piscou. Não era pobre. Mas provavelmente seria difícil atender aos padrões do homem sentado à sua frente.

 

— Não… não muito.

 

— Então vai precisar se esforçar. Conseguir promoções, fazer as conexões certas.

 

O homem se recostou de novo e cruzou os braços. Parecia como se tivesse acabado de dar algum conselho.

 

— Bem, sim… Então sobre esse caso, sunbae-nim…

 

— Então é melhor não cavar fundo nesse caso. Faça outra coisa. Já que já foi designado, apenas encerre por falta de evidências suficientes e arquive. O senhor é bom nesse tipo de coisa, não é?

 

Diante das palavras do homem, o promotor pareceu se irritar e cerrou a mandíbula.

 

— É um crime claro demais para isso. O suspeito atingiu precisamente o ponto vital da vítima e fugiu sem deixar uma única impressão digital. Todos os CFTV e caixas-pretas ao redor foram arrancados. Não foi trabalho de um civil. Foi um crime planejado.

 

O promotor recitou os detalhes do caso. O homem apenas escutou em silêncio. Parecia já conhecer o conteúdo.

 

— Antes da vítima se mover para o local de encontro naquele dia, por volta das 22h40, ela disse a um conhecido pelo telefone que ia se encontrar com o suspeito. E já que a hora estimada da morte é por volta das 23h, ele terminou o trabalho e desapareceu dentro de 10 ou 5 minutos do encontro. Não é impressionante isso? Quem na Coreia mata alguém tão limpamente assim?

 

Não é?

 

O promotor encarou o homem como se buscasse concordância. Mas não houve resposta. O homem apenas o olhou calmamente com uma expressão que dizia, “O que isso tem a ver comigo?”

 

— Entendo que o senhor viveu junto com o suspeito por um tempo.

 

O promotor endireitou a postura enquanto entregava essa carta na manga. Era isso. O motivo pelo qual havia contatado o homem. No entanto, essa era a única conexão. Era difícil adivinhar apressadamente a relação entre o homem e o suspeito baseado apenas no fato de que haviam morado juntos.

 

Se tivesse terminado negativamente, ele talvez conseguisse alguma informação útil. Se não, seria difícil. De todas as coisas, a única pista que havia obtido estava conectada a um atual promotor sênior do Distrito de Seul. Não tinha certeza se isso era sorte boa ou ruim.

 

O homem balançava para frente e para trás com os braços cruzados como um brinquedo de balancê. A pergunta recente parecia tê-lo feito pensar bastante. Eventualmente, seu corpo balançante e a cabeça se moveram. Ele estava assentindo.

 

— Isso mesmo. Vivemos juntos por um tempo. Na minha casa.

 

Esse fato parecia bastante importante para o homem também, já que o murmurou como se repetisse para si mesmo. E então ficou em silêncio. O promotor prendeu a respiração, esperando pelas próximas palavras. Mas o homem se levantou, sacudindo a poeira do assento. Abotoou o sobretudo como se fosse sair. Nem sequer haviam se passado 5 minutos, muito menos os 10 minutos que ele havia dado.

 

— Ei! Sunbae-nim, ainda não se passaram 10 minutos.

 

O promotor, atrapalhado, se levantou de um salto. Se perguntou se não deveria ter perguntado sobre morar junto.

 

— De agora em diante, vou exercer meu direito ao silêncio para tudo, então é inútil de qualquer forma. Estou ocupado, então vou indo agora.

 

O homem não mostrou piedade nenhuma. Enquanto caminhava firmemente em direção à porta, o promotor desesperadamente gritou para suas costas.

 

— Sunbae-nim, esconder o suspeito é claramente ilegal!

 

Ele jogou isso imprudentemente, pensando que deveria tentar provocá-lo. O homem se virou de volta com a testa profundamente franzida. Sua expressão dizia, “Que absurdo é esse que você está falando?”

 

— Não estou escondendo ele. Pelo contrário, por favor, entre em contato comigo se o encontrarem. Também tenho bastante coisa a dizer.

 

— Que tipo de…

 

— Ele fugiu depois de até me marcar.

 

Os olhos do homem brilharam por um momento. Mas logo recuperou a compostura e desapareceu porta afora com um canto da boca erguido. Incapaz de distinguir se era uma piada ou a verdade, o promotor ficou parado, incapaz de segui-lo.

 

— Que diabos…

 

Ele não havia ganhado nada. Cada declaração era inconsistente e carecia de coerência. No início, ele havia zombado dizendo que só tinham feito sexo algumas vezes, mas depois prontamente admitiu ter morado junto. Ainda assim não sabia suas informações de contato e não o via há 3-4 meses, o que parecia um pouco estranho.

 

E o que é isso sobre marcar, enquanto isso…

 

Marcar não é mais difícil que engravidar? Quem ele pensa que está enganando?

 

Ele voltou ao seu assento, fechou o laptop, e organizou seus materiais. De alguma forma, sentiu que o homem tinha uma parte significativa no desaparecimento do suspeito. Seria bastante difícil desaparecer sem deixar rastro assim na Coreia, onde há olhos por toda parte.

 

Ou suas habilidades de se esconder eram excelentes, ou havia um motivo pelo qual eles absolutamente precisavam, ou talvez ambos.

 

O promotor murmurou enquanto guardava suas coisas. De qualquer forma, foi um fracasso, um grande fracasso. Gritou isso internamente enquanto saía, tomando um gole do café agora frio. Com o som da porta se fechando, as luzes da sala de interrogatório se apagaram.

─── ✧・゚: * ✧・゚:* ───

 

Continua….

 

⌀ ⌀ ⌀

 

✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Faby&Othello

Ler Acidic Scent (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
※ O cenário e a ambientação desta obra são inteiramente fictícios. Qualquer semelhança com pessoas, lugares, organizações ou empresas reais é mera coincidência. Advertimos também que a obra contém representações de relações coercitivas com terceiros. ※
Marvin, que superou o infortúnio de ter nascido um “bebê do cio” e serviu como agente secreto do Departamento de Inteligência e Segurança Nacional, acaba envolvido em uma conspiração durante uma missão e é transformado à força.
Escondendo sua identidade, ele agora trabalha em um hotel no interior, aguardando em silêncio seu retorno. Um dia, um promotor chamado Jang Jinwoo surge diante dele.
Por algum motivo, apesar da ausência de feromônios em Marvin, Jinwoo parece saber desde o início que Marvin é um ômega…
— — —
— Estou curioso sobre uma coisa há um tempo. Quem trabalha num lugar desses recebe serviços gratuitos de alívio do cio?
“…Como é?”
Marvin respondeu por reflexo à pergunta repentina.
— Não acho que alguém com um parceiro te deixaria nesse estado, então imaginei que talvez você resolvesse isso dentro do estabelecimento mesmo.
— Não sei do que o senhor está falando…
— Estou falando de você, Gerente. Você está no cio, não está? Acha mesmo que cheiro de cigarro é o bastante para disfarçar isso?
Naquele instante, o rosto de Marvin enrijeceu. Suas pupilas negras, escondidas nas sombras, tremeram de leve.
Nome alternativo: Acidic Scent

Gostou de ler Acidic Scent (Novel) – Capítulo 01?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!