Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 49 Online

Essa coincidência parecia ter saído diretamente de um romance barato.
No momento em que Maxim surgiu, a temperatura na sala pareceu cair drasticamente.
Daisy não havia feito nada de errado, mas congelou imediatamente, esmagada pela aura letal que ele irradiava. Suor frio escorreu por sua espinha.
‘O que devo dizer? Eu sequer preciso me explicar? Não fiz nada de errado.’
A irritação rapidamente superou sua ansiedade.
‘Eu só quero viver em paz. Por que todos não podem me deixar em paz?’
Mas sua hesitação foi breve, e o silêncio durou pouco. Maxim não lhe deu chance para desculpas ou explicações. Sem dizer uma palavra, agarrou o homem pelo colarinho, arrastou-o para fora e começou a golpeá-lo.
Os sons secos e nauseantes dos impactos preencheram o ar enquanto o homem se enrolava no chão. Maxim atacava com uma intensidade assustadora, como se não conseguisse enxergar nada além do alvo diante dele.
Era impiedoso.
Ele vai matar alguém?
Um medo instintivo a dominou, fazendo todos os pelos se arrepiarem. Qualquer que fosse o motivo, ela precisava detê-lo. Daisy gritou, o rosto pálido de terror.
— PARE COM ISSO!
Maxim parecia surdo e cego ao mesmo tempo. Ignorando os apelos de Daisy, continuou sua agressão implacável.
— Maxim, por favor, PARE!
Daisy agarrou seu braço e se segurou nele. Maxim levantou a cabeça. Por um momento, seus olhos azuis-acinzentados estavam completamente vazios.
Aquele olhar vazio era ainda mais aterrorizante.
— Me solta, Izzy — disse ele calmamente. — Você vai se machucar.
Se ele simplesmente tivesse perguntado o que estava acontecendo ou discutido com ela, talvez pudesse explicar ou até convencê-lo a parar. Mas sua violência caiu como um raio.
Ela sabia que ele era instável, mas aquilo parecia além da fúria humana. Parecia possuído por algo sombrio.
— Solta — Maxim avisou gentilmente, segurando o homem pelo colarinho com uma mão enquanto olhava para Daisy.
— Por que está fazendo isso?
— O quê?
— Por que sempre age de forma tão impulsiva? Se importa minimamente com a minha opinião?
A voz de Daisy tremia.
Não apenas sua voz, a mão agarrada ao braço dele também. Ela estava exausta. Cansada de pisar constantemente em ovos, tentando antecipar os caprichos daquele homem egocêntrico.
Estar perto dele significava atenção indesejada e ser arrastada para o caos quando tudo o que queria era paz.
‘Maxim von Waldeck me agita como água lamacenta.
Ele perturba a poeira que mal consegui assentar dentro de mim, obscurecendo minha mente até eu não conseguir enxergar com clareza.’
Ela estava farta deste homem que sempre destruía seu equilíbrio. Daisy explodiu, sua voz afiada:
— Que direito Vossa Graça tem d—?
— Vossa Graça?
As pupilas de Maxim vacilaram levemente. Certo, ele havia dito que valorizava nomes e títulos.
‘Sempre me obrigando a chamá-lo pelo apelido. Sempre fazendo o que quer. E agora, mesmo enquanto vira meu mundo de cabeça para baixo, exige que eu o chame de algo especial, diferente de todo mundo?
Por que eu deveria?’
Ela nem queria mais discutir.
Qual é o sentido? Não tinha energia para debates inúteis.
Seria arrastada pela teimosia dele de novo. Por que se dar ao trabalho?
O aperto de Daisy nele afrouxou.
— Certo. Faça como quiser. Só não interfira mais na minha vida.
Daisy soltou o braço de Maxim e se virou para sair do salão, mas tropeçou.
Seu tornozelo torceu nos saltos altos.
— Aah!
— Você está bem?
— Você não me ouviu? Preciso repetir?
Maxim jogou o homem de lado e tentou segurá-la, mas ela o empurrou friamente.
— Eu disse, não interfira.
No momento em que ele hesitou, Daisy chutou seus sapatos altíssimos com movimentos bruscos e frustrados e saiu do salão descalça, furiosa.
Aqueles sapatinhos de cristal mal ajustados nunca foram seus para começo de conversa.
Daisy não tinha intenção alguma de se tornar uma Cinderela dócil e ornamental.
Daisy andou descalça pelo jardim.
Esperava que a brisa fresca aliviasse seu desconforto, mas seu peito ainda estava comprimido, talvez devido ao espartilho apertado.
Ela bateu no peito com o punho, suspirando repetidamente. Depois de sair furiosa após sua discussão com Maxim, ironicamente, seu primeiro pensamento foi:
‘Eu deveria ao menos ter ficado com os sapatos.’
Havia um limite para o quanto ela podia deixar a raiva controlá-la. Acabara de jurar não ressentir os sapatos, e ali estava ela, descalça. Que estupidez.
Nem mesmo o acordo do divórcio importava.
Onde ela poderia ir vestida daquela forma? Era vergonhoso demais voltar para a festa, e impossível caminhar descalça até em casa.
‘Como fui impulsiva. Agi sem pensar, e agora estou pagando o preço.’
Daisy baixou a cabeça, mexendo os dedos dos pés.
O que devia fazer? Qual é a melhor maneira de lidar com isso?
‘Devo simplesmente voltar para buscar meus sapatos?’
— Com licença, mas eu não vim para ver você.
— Deixei meus sapatos para trás. Eles não merecem esse tratamento.
— Estou indo embora de novo. Por favor, não interfira.
‘Nenhuma das opções é muito digna. Eu deveria ter controlado melhor meu temperamento.’
Sua dignidade estava em frangalhos.
‘Senhor, olhai por esta vossa filha aflita… Por favor, concedei-me sabedoria para superar esta crise.’
Daisy juntou as mãos, oferecendo uma oração fervorosa. Sentia-se completamente perdida. Rezar era a única coisa que lhe vinha à mente.
‘Se me ajudar desta vez… vou me divorciar e viver virtuosamente.’
Então ela continuou orando repetidamente, implorando por uma solução.
‘Se ao menos um anjo da guarda aparecesse e me ajudasse.’
Ela ansiava desesperadamente por uma resposta quando…
— O que você está fazendo?
Uma voz familiar soou atrás dela. Daisy estremeceu e se virou, surpresa.
— O que você pensa que está fazendo?
‘Anjo da guarda, minha bunda.’
Era Rose, que de alguma forma havia se infiltrado na festa.
‘Por que justamente agora no meu momento mais vergonhoso eu tinha que encontrar essa garota problemática, cuja maior alegria é me provocar? Nada está dando certo.’
— Como você entrou aqui?
— Não é da sua conta. Onde você deixou seus sapatos? Por que está descalça?
— Cuide da própria vida, — rebateu Daisy.
— Por que está tão irritada? — Rose provocou.
Daisy não queria responder. Fechou a boca e encarou Rose emburrada.
— Vocês dois brigaram, não foi? Uma briga de amor.
— Não é isso.
— Não se preocupe — disse Rose, imperturbável. — Você costumava eliminar pessoas sem hesitação. Qual é o grande problema numa simples briga de casais?
— Eu disse que não é isso.
— O que quer dizer com ‘não é isso’? Brigas de casais nem contam como brigas de verdade. Não vale o estresse.
Fácil dizer. Não era problema dela. Além disso, ela e Maxim apenas fingiam ser casados, não eram um casal de verdade. Enquanto isso, ali estava ela, descalça e mortificada.
Desde que Rose a apertara naquele espartilho torturante, vinha sentindo náuseas. Quanto mais Daisy pensava, mais irritada ficava.
— Brigar exige sentimentos reais envolvidos.
— Se vai continuar falando besteiras, então vá embora. Já estou me sentindo abandonada por Deus. Se continuar tagarelando, talvez eu use isso como desculpa para sair da aposentadoria.
— O que você pode fazer, descalça e sem armas?
— Eu tenho uma pistola, sabia? Continue batendo essa língua e acabará com a boca cheia de formiga.
Maxim deu esta arma para proteção, o que é meio irônico, mas pessoas cometem pecados. Essa foi a profunda lição de hoje.
— Que pena. Não parece que Deus te abandonou ainda.
— O quê?
— Ele te enviou este anjo da guarda, não foi?
Rose rapidamente tirou os sapatos e os entregou a Daisy.
— Aqui.
— Qual é a pegadinha? Por que de repente está sendo prestativa?
— Eu te disse, sou seu anjo da guarda. Deve ser a vontade divina.
Agora ela está transformando até bobagens em algo sagrado.
Daisy aceitou os sapatos de Rose atordoada.
— Somos do mesmo tamanho. Coloque-os e entre. Vá conversar direito com ele.
— Do que você está falando?
— Brigas de casais sempre se resolvem conversando.
Rose, ficando impaciente com a hesitação de Daisy, arrancou os sapatos de suas mãos e os colocou à força em seus pés.
‘Conversar?’
Vendo Daisy ainda olhando sem entender, Rose suspirou dramaticamente.
— Sua maninha mais velha resolveu tudo. Apenas entre e converse.
— Você não fez nada suspeito, fez?
Daisy estreitou os olhos.
— Terceiro andar, terceira porta à direita no corredor. Ele está lá. Seu marido.
— Quem se importa?
— Pare de reclamar e faça como sua maninha está mandando.
Rose deu um tapinha encorajador no ombro de Daisy.
— Mas, Rose, e você? Agora está sem sapatos.
— Por que está preocupada? Desde quando a Princesa Thereze se importa com uma criada inferior como eu?
Ela está realmente sendo tão generosa assim? Sem segundas intenções?
Justo quando Daisy estava prestes a se emocionar, pensando que Rose finalmente amadurecera…
— Não é de graça. Sabe aqueles seus sapatos de cetim vermelho? Estou pegando para mim.
Dizem que as pessoas morrem quando de repente se tornam virtuosas. Então Rose provavelmente viverá por muito, muito tempo.
Foi isso que Daisy pensou.
Continua…
Tradução e Revisão: Elisa Erzet
Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online
Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
Quando quiser ler:
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio.
Frase que define a história:
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
Trecho da Novel:
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
— Até logo, querida esposa.
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
… Mas.
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
A realidade virou de cabeça para baixo.
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
— Voltei, querida esposa.
E com um abraço apertado, a envolveu.
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
— Vamos para o quarto agora?
— Desculpa, o quê?
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce