Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 40 Online

Daisy havia estudado a lista tão minuciosamente que conseguia recitá-la de cabeça, mas nenhum daqueles nomes significava nada para ela. Antes que percebesse, seus olhos tinham vagado até a própria tia Waldeck, seu olhar permanecendo com um leve traço de nostalgia.
— São, em sua maioria, jovens moças de famílias próximas à Família Real, — explicou a viúva, notando a distração de Daisy. — Todas com títulos apropriados, de origens respeitáveis.
— Entendo. — Daisy tentou parecer interessada.
— Há alguns outros nobres misturados também. Mas Maxim jamais escolheria alguém de uma família que conspira contra a Coroa. Melhor eliminar problemas em potencial desde o início.
— Isso faz todo sentido, — disse Daisy com cuidado, — mas… bem, se forem bonitas o suficiente, nunca se sabe o que pode acontecer.
Ela entendia perfeitamente a política envolvida, mas conhecendo o olhar errante daquele homem, parecia tolice descartar alguém apenas pela lealdade familiar.
— Os sentimentos de Max também importam, — disse a tia gentilmente. — O casamento não é puramente político, sabe. Precisa haver alguma faísca entre eles. Algum sentimento.
— Se aparência fosse tudo, por que ele se divorciaria de você? — acrescentou a viúva, lançando um olhar incisivo.
— …Como?
— Quer dizer, pelo que posso ver, você é muito mais impressionante do que… — Ela se conteve, tarde demais. — Deixa pra lá.
Por que a Viúva parecia tão atrapalhada de repente?
Um silêncio constrangedor se instalou entre elas. A garganta de Daisy parecia seca, então ela tomou um gole do chá já morno.
— Falando nisso, por que você não está comendo?— perguntou a tia, claramente ansiosa para mudar de assunto. — Está se sentindo mal?
— Como assim?
— Aquele bolo Sabor do Céu que você insistiu em comprar. Dizem que é divino, e ainda assim você nem tocou nele.
— Ah, isso…
Daisy encarou a sobremesa de aparência inocente. O bolo em si não era o problema. Mas a lembrança daquela noite, ainda vívida e implacável.
O jeito como Maxim tinha espalhado o creme por sua pele, como lambeu seus lábios até formigarem, como havia passado o resto ao longo do membro enorme e crescente. Cada momento se repetia em sua mente em detalhes que tiravam o fôlego. Sua garganta fechou. Um calor floresceu em suas bochechas.
— Estou bem, — disse baixinho. — Só preciso cuidar da minha cintura se quiser caber no meu vestido novo.
— Agora que está se divorciando, finalmente desenvolveu algum autocontrole. Que notável.
Realmente era notável. Daisy von Waldeck recusando sobremesa? Durante todo o tempo como membro da família Waldeck, ela nunca havia deixado um doce pela metade.
— Se está preocupada com o peso, apenas coma assim mesmo.
— O quê?
Você é linda sem precisar se esforçar tanto, querida. Embora talvez seja melhor não ser linda demais — não queremos que Maxim pense duas vezes em deixar você ir.
O elogio inesperado pegou Daisy de surpresa. Era assim que se sentia ter uma aliada? A tia sempre fora diplomática antes, até gentil, mas nunca tão direta com elogios.
Vendo a hesitação de Daisy, a viúva cortou um pedaço generoso do bolo com o garfo e o ofereceu.
— Aqui, aproveite agora. Depois não reclame que perdeu a chance.
— O-Obrigada.
Daisy aceitou o garfo, meio atordoada, e deu uma mordida. O sabor celestial ainda estava lá, mas algo no fundo do seu estômago se contraiu reflexivamente, impedindo que ela realmente apreciasse.
Desde o retorno de Maxim, a hora do banho de Daisy havia se tornado um pesadelo de supervisão.
Eu só quero tomar banho em paz.
Mesmo durante seus momentos mais privados, ela era vigiada por Rose, a criada enviada pelo Conde Thereze, e Marigold, a espiã de confiança de Maxim. Ambas as mulheres reportavam cada movimento dela aos seus respectivos mestres. Que vida, de fato.
‘Preciso fugir deste lugar…’
Daisy se afogava em miséria, mas com seu prazo se aproximando rapidamente, ela se forçava a suportar.
— Certo, fala logo. O que é isso?— Rose atacou no momento em que Marigold saiu para pegar mais toalhas.
‘Por que essa mulher está sempre procurando briga?’
Daisy lançou um olhar duro para Rose, a mandíbula tensa de irritação. O bilhete na mão de Rose parecia perturbadoramente familiar — era aquele em que ela havia anotado as possíveis candidatas a esposa de Maxim. Ela o havia escondido cuidadosamente entre o criado-mudo e a cama, com medo de que o marido encontrasse. Como Rose tinha colocado as mãos nele?
— Você andou mexendo nas minhas coisas de novo? — exigiu Daisy.
— Você é tão descuidada com seus pertences. Eu só estava arrumando.
— Arrumando coisas que eu escondi de propósito? Não insulte minha inteligência. Você está me espionando.
— Pare de se desviar e responda a pergunta.
Entre lidar com Maxim e planejar sua fuga, Daisy já estava no limite. Sua cabeça latejava.
Rose, supostamente enviada para ajudá-la, não passava de olhos e ouvidos de Thereze. Se descobrisse os planos de divórcio de Daisy, o Conde saberia em questão de horas. Isso arruinaria tudo.
— Na verdade, — disse Daisy, pensando rápido, — é minha lista de rivais. Exigiu um esforço considerável reunir essas informações. — Manteve a voz firme, recusando-se a entrar em pânico.
— Rivais?
— Uma lista de todas as mulheres da alta sociedade interessadas em Maxim von Waldeck.
— E por que você precisaria de algo assim? Planejando um assassinato? Ou talvez uma maldição?
A expressão confusa de Rose quase fez Daisy rir. A mulher era simples o bastante para que a mesma desculpa que ela usou na costureira funcionasse.
Daisy endireitou os ombros com orgulho.
— Há um grande evento social se aproximando, e todas essas mulheres estarão lá. Preciso saber com quem devo me preocupar, não é? Não posso simplesmente ficar parada e deixá-las roubarem meu marido.
‘Bem, é o oposto do que eu realmente quero, mas ela não precisa saber disso.’
— Além disso, essa é uma informação que a sua organização deveria ter fornecido desde o início. É errado ser minuciosa?
— Eles provavelmente não acharam necessário.
— Como assim?
— Por que se preocupar com coisas triviais? Você é realmente tão insegura?
— Comparada a mim, ilegítima e cheia de falhas, todas as outras vêm de famílias distintas. Claro que me preocupo.
— Não, não é isso que importa para os homens.
— Mas os homens se importam com a honra acima de tudo? Com minha origem e minhas… falhas…
— Pare de falar bobagem. — As veias no pescoço de Rose saltaram. — Escute bem. Homens não passam de bestas taradas do nascimento até a morte. Animais no cio constantemente, todos os dias de suas vidas.
Daisy a encarou.
— Você acha que um cachorro no cio se importa com qualquer coisa além de acasalar?
— Isso parece uma generalização bem ampla. Com certeza alguns homens têm padrões e bom senso?
Embora, reconhecidamente, Maxim se encaixasse perfeitamente na descrição de Rose.
— Então explique o Rei. Por que ele mantém amantes quando a Rainha é perfeitamente honrada? — Rose levantou a mão e fez um gesto de forma grosseira. — Tudo se resume a isto.
Com o gesto vulgar Daisy franziu o rosto, mas ela não conseguia descartar totalmente a lógica.
— Conversa de cama, querida. Não é a sua especialidade? Vocês são recém-casados, deveriam estar se esgotando todas as noites até ele não conseguir pensar direito. Em vez disso, você está aqui se preocupando como uma virgem nervosa.
— …
— Não me diga que vocês dois ainda não transaram.
Rose sempre ia direto ao ponto. Sob aquele olhar penetrante, os olhos de Daisy se desviaram nervosamente.
— Vocês não transaram, certo? Esse olhar inocente te denuncia completamente.
Não era que ela não pudesse transar com ele, simplesmente escolheu não fazer isso. Mas Rose faria um escândalo de qualquer jeito. Melhor manter a mentira.
— N-não! Nós transamos! Várias vezes! Ficamos acordados a noite toda até ficarmos completamente exaustos!
— Besteira. Você é uma péssima mentirosa. Posso ver claramente através de você.
— Nós transamos.
— Está bem. Se você é tão experiente assim, descreva. Como é o … pênis dele?
‘Ela pensa que sou uma donzela ingênua que nunca viu um homem nu?’ Para a sorte de Daisy, isso era algo que realmente sabia.
— Bem, era mais ou menos do tamanho do antebraço de uma criança. Sem pêlos e rosado…
— Mentirosa. Completa mentira. Essa mulher nunca viu o pênis de um homem—
Mas era verdade. Não que ela pudesse exatamente provar. Rose claramente não tinha intenção de acreditar nela de qualquer forma.
— Ouvi dizer que você não consumou o casamento, mas não imaginei que ainda não tivesse conseguido!
— Shh! Por favor, fale baixo.
Aquele maldito Conde Thereze deve ter enchido os ouvidos dessa fofoqueira com todo tipo de detalhe constrangedor.
— Então o Chefe estava certo em não confiar essa missão a você. Ele deveria ter me enviado no seu lugar. Eu disse repetidamente que você era só bonitinha e nada de substância, mas ele não me ouviu. E olha só essa bagunça.
— Estamos nos dando muito bem.
— Oh, maravilhosamente. Ouvi tiros e tive que mandar Marigold verificar você. Ele ainda te deu aulas de tiro? Mas por que você não usou aquela pistola que mantém escondida?
Ela usou. Até a mostrou com orgulho. Daisy suspirou pesadamente. Se explicasse tudo, eles só iriam querer saber por que ela não tinha atirado de fato.
— Devo te ajudar?
Por que essa mulher estava sendo tão prestativa de repente? Daisy sentiu um calafrio de mau pressentimento.
Continua…
Tradução e Revisão: Elisa Erzet
Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online
Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
Quando quiser ler:
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio.
Frase que define a história:
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
Trecho da Novel:
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
— Até logo, querida esposa.
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
… Mas.
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
A realidade virou de cabeça para baixo.
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
— Voltei, querida esposa.
E com um abraço apertado, a envolveu.
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
— Vamos para o quarto agora?
— Desculpa, o quê?
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce